História O outro lado dela - Capítulo 10


Escrita por: e Baby_Niih

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope)
Tags Drama, Jungkook, Romance
Visualizações 6
Palavras 1.617
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aaaaa estamos caminhando para a reta final!

Estamos animadas! Espero que vocês também estejam.

Novidade: nova fanfic nossa vindo por aí. Spoiler: vampiros. Nos aguardem kaka ^---^

Espero que gostem!

<3

Capítulo 10 - Capítulo 10 -- O filho do barão. --


----- 10 -----


Ela interrompe a história, me pergunto se esse é seu ponto fraco… O Jungkook.

Margaret olha para o nada a começa a chorar como um bebê. Suas lágrimas correm por seu rosto enrugado e ela fecha os olhos por um tempo grande demais para meu gosto. Quando ela os abre novamente ela me mostra a mão direita.

Ali, um anel estava. Arregalo os olhos, ela tem o anel mesmo depois de décadas -e ele ainda está como novo-.

- A-ainda tem o anel… - Minha voz falha.

- Ele foi embora no dia seguinte, para a cidade grande, mas passamos a noite junto no estábulo e nós… - A velhota se interrompe e limpa a garganta.

- Vocês o que? - Pergunto com um sorriso malicioso.

- Fizemos… coisas de adulto. Você ainda é muito nova para isso, Grace - Ela diz sorrindo e eu bufo - Bom… depois daquele dia eu nunca mais o vi, mas também não o esqueci, mesmo depois de setenta e um anos - Ela encara o anel - Parei de usá-lo quando me casei, o anel. - Ela comenta.

- Se casou? Sério? - Pergunto e me xingo internamente por estar interessada.

- Sim, eu saí da minha vila quatro anos depois que Jungkook foi embora.

- Mas por que?! - Pergunto indignada.

- Meu pai morreu quatro anos após a partida do meu Jeon, minha mãe entrou em uma depressão profunda e minha irmã Karmen propôs sairmos da vila - Ela suspira - Ela se foi um ano e meio após comprarmos uma casa na cidade grande, minha irmã se mudou para a Inglaterra e eu fiquei, sozinha.

Não encontro palavras para comentar. Ela continua.

- Conheci um belo homem um tempo depois, não era o Jungkook, mas eu… Amava ele, quer dizer… - Ela suspira novamente - Como vou explicar…? Minha mãe me disse para esquecer Jungkook, as últimas palavras dela para mim foram: viva sua vida, case-se!

- E você se casou com ele… Por causa da sua mãe?!

- Mesmo que eu amasse muito o Jungkook, ela estava certa, eu tinha que viver minha vida, seguir em frente! - Ela olha para mim sorrindo - Meu marido em minha mente, mas Jungkook no meu coração, era isso que eu dizia para mim todo dia ao acordar. Meu casamento foi simples, mesmo ele tendo dinheiro o suficiente para fazer uma grande festa. Ficamos casados por trinta anos e ele morreu de câncer. Eu não tinha filhos e nenhum outro parente, pois minha irmã e eu não tínhamos contato, não sei o que houve com ela - Ela se encostou na almofada do sofá - Um tempo depois eu vim para cá, sua mãe cuida de mim e de muitos outros.

Não vou mentir, estou emocionada, a história dela é surpreendente. Eu não fico triste assim faz tempo, por que isso me afetou tanto?

- Eu queria encontrá-lo de novo… O meu Kookie - Margaret diz depois de um tempo - Mas não sei se ele está vivo, e se tiver, provavelmente está longe.

Ok, eu posso estar louca, mas… Me deu vontade de encontrar esse Jungkook que conquistou o coração dela, essa história é… maravilhosa! Quero que ela tenha um bom final, um final em que Margaret e Jungkook ficam juntos. Eu quero fazer isso. Eu vou fazer.

Me levanto rapidamente e encaro a velhota com determinação.

- Sabe algo sobre ele? Algo que possa nos ajudar a procurá-lo? - Pergunto.

- E você se importa, menina? - Ela sorri.

- O suficiente pra te odiar, Margaret! - me aproximo e aperto seu ombro com carinho.

Odiar uma pessoa não significa que você não quer vê-la bem, esse é meu caso.

Óbvio que minha mãe não me deixou olhar a ficha de nenhum paciente mas isso não significou não. Porque eu fiz mesmo assim.

Não tinha praticamente nada, só umas folhas com atestados médicos e um papel velho. O abri e parecia ser uma certidão de nascimento, estava tão velha que eu mal consegui ler. Apenas: Vila Nova era "legível".

Busquei no google e algumas informações apareceram. Fica na zona rural do lado sul da cidade e um táxi poderia me levar lá. Já estava ficando tarde, mas não esqueci.

A casa estava silenciosa, minha mãe saiu e eu fiquei para fazer a tarefa de casa. No final eu apenas dormi e deixei a lição de lado.

Odeio o colégio e todas as pessoas que estudam nele. Reprovar é uma merda, todo mundo acha que você sabe a matéria, um pouco equivocado pois se eu soubesse não teria reprovado.

Fora que eu mal frequentava a escola. Vivia gazeando e hoje não foi diferente. Quando minha mãe me deixou à uma quadra da escola comecei a caminhar em direção da mesma e enquanto ela saía com o carro fingi amarrar meu tênis. Na bolsa eu carregava a certidão de nascimento roubada e algumas outras coisas como uma garrafa de água e o dinheiro que eu peguei emprestado escondido da minha mãe.

Chamei um táxi e pedi educadamente para ele me levar até Vila Nova. Demorou uma hora para chegarmos e o lugar parecia abandonado.

- Vai mesmo ficar aí senhorita? - o homem perguntou, meio desacreditado.

- Sim. Minha avó mora aqui! - desci do carro e andei pela estrada de terra.

Fui até uma igreja, a única coisa viva ainda.  Uma mulher grávida estava vestida de beata e me recebeu muito bem.

- Então está procurando por quem exatamente?

- Preciso de informações sobre um antigo morador daqui! - falei sem paciência. Eu repetia sempre a mesma coisa.

- Nome?

- Jeon JungKook! - franzi as sobrancelhas.

- Uhmm, deixa eu procurar... - ela se virou com as mãos nas costas e abriu uma gaveta velha. - Minha mãe cuidava desse lugar. Cuidava das crianças daqui.

- Sua mãe se chamava Frida, certo? - ela arregalou os olhos. E eu sorri. - ouvi falar sobre ela.

- Achei alguns textos que ele fez! Posso te passar o endereço da antiga casa! - sorri e agradeci. - É lindo o que está fazendo por sua avó! - dei de ombros e saí.

Ao longe vi uma casa grande e velha. Devia ser essa. Bati na porta e uma mulher atendeu.

- Olá! Eu sou Grace, neta de Margaret. Há muitos anos um garoto chamado Jeon JungKook morou...

- O filho do barão! - uma velha apareceu em uma cadeira de rodas. Sua voz era baixa. - Disse que é neta de Margaret?

- É.

- Entre. Sou Elizabeth. Fui amiga dela...

- O que faz aqui? Nessa casa?

- Depois que Jungkook foi embora pouco tempo depois o barão foi encontrá-lo. A casa entrou em leilão mas ninguém queria comprar. O maior lance foi três mil moedas, feito por minha mãe. O que quer sabe sobre Kookie?

- Tudo que possa me fazer encontrá-lo. - conclui. Ela sorriu. E começou a falar.

Ela falou muito bem de Jeon, mas não tanto quanto Margaret que enchia meus ouvidos com elogios.

Eu deveria ir para Buarque uma cidade no norte da cidade. Eu iria falir se continuasse passeando desse jeito. Eliza me passou algumas informações sobre o dia e a igreja em que o homem se casou e era suficiente. Não irei contar essa parte da história para Margaret. Vai magoa-lá ainda mais.

Buarque, a cidade dos velhos. Uma vantagem porque todo mundo conhece todo mundo. Um atraso porque velhos gostam de conversar e eu não.

Olhei o horário e eram quase meio dia. Minha mãe deveria estar indo para o asilo. Meu coração quase parou mas aí lembrei que eu havia inventado qualquer desculpa.

Fui até a igreja. Com o mesmo papo de neta apaixonada por sua avó desolada por um amor antigo e colou. Recebi o endereço da casa na qual Jeon morava com sua mulher. Era um sobrado branco. Parecia ter sido reformado há pouco. Apertei a campanhia e um mulher de uns 40 anos veio atender.

- Boa tarde! - ela me cumprimentou.

- Jeon JungKook mora aqui? - perguntei ofegante. Eu estava cansada e a garrafa de água estava no zero.

- Sim. Gostaria de falar com ele? - ela franziu as sobrancelhas e eu levantei os braços agradecendo a Deus.

- Muito! - Ela abriu espaço para que eu entrasse, na mesa de jantar estavam algumas pessoas sentadas, almoçando.

Um rapaz se virou para mim e eu quis morrer.

- Grace? - ele me olhou intrigado. Quase perguntei o que ele estava fazendo aqui, mas quem sou eu pra ter moral.

- Gostaria de conversar com Jeon JungKook!

- Aproxime-se! - um velho disse. Sua voz era doce e ele parecia bem mais novo.

A mulher que abriu a porta colocou mais um prato na mesa e pediu para que eu me servisse.

-  Eu sou amiga de Margaret! - o senhor parou de comer e levantou a cabeça, seus olhos queimavam e uma lágrima escorreu.

- Mi-minha Margaret? - sua voz falhava.

- Sim! Ela me contou a história de vocês e eu me senti tocada a ajudá-la.

- Ela está bem? - as lágrimas caiam por seu rosto enrugado e meu coração acelerou.

- S-sim!

- Eu sinto tanta saudade dela! - ele soluçava. Não é à toa o que dizem sobre velhos voltarem a serem crianças.

- Ela também! - Hoseok segurou o ombro do senhor e disse super amável:

- Calma, vovô!

Contei muitas coisas para ele. Incluindo o anel que ela guardava. Quando terminei de falar ele se levantou correndo, chorando como nunca vi e quando voltou trouxe um anel, como o de Margaret. Suspirei, evitando me emocionar.

- Gostaria de visitá-la um dia desses... - seu sorriso em meio ao choro me fez sorrir. - passe seu número para Hobi e marcamos o dia - os soluços diminuíram.





Notas Finais


Nossos perfis: @MariMaid e @Baby_Niih


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