História O outro lado dela - Capítulo 11


Escrita por: e Baby_Niih

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope)
Tags Drama, Jungkook, Romance
Visualizações 18
Palavras 1.518
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ooooie!

Dois capítulos em uma semana? É isso mesmo produção?
Sim!
Aaaah estamos chegando ao fim mas não fiquem triste (ou fiquem) pq nossas parcerias não acabaram... tem muitas novidades vindo! 💕

Novamente digo: Preparem o coração.

Leiam bem! S2

Capítulo 11 - Capítulo 11 --Seu Kookie...--


-----11-----


Não acredito! Hoseok nesse tempo todo era neto do Jungkook! NETO! E eu me matando para achar esse bendito Jungkook.

Jungkook olhava para mim como se eu fosse um anjo que caiu do céu, bom, não duvido que é isso que ele deve estar achando.

- Eu… Não posso acreditar, parece um sonho! - Jungkook diz encostando-se no encosto da cadeira surrada. - Margaret… Depois de tantos anos… - Ele volta a chorar e eu contenho a vontade de revirar os olhos.

Hoseok salva meu número e eu me levanto, pronta para sair daqui e contar para a velhota o que acabei de fazer e torcer para minha mãe não me matar por demorar uma eternidade. Não posso falar para ela que viajei por três cidades sozinha, de jeito nenhum. Olho as horas em meu relógio e já sinto minha respiração prender. 18:00.

- Foi bom conhecer você, senhor, mas… - Falo olhando para a versão velho do Jungkook. - Mas estou atrasada e preciso ir para a minha casa.

- Um momento! - Ele se levanta. Rápido o suficiente para eu me espantar com a capacidade de levantar-se assim na idade dele. - Entregue-a essa carta. - Ele tira do bolso um envelope colorido. Tenho certeza que não faz muito tempo que ele escreveu isso. Ele me dá a carta e eu a guardo com cuidado.

Faço uma pequena reverência com a cabeça, ele faz o mesmo. Saio da casa sem dizer mais nada, Hoseok me acompanha.

- Eu não tinha ideia que você conhecia a Margaret, meu avô não para de falar dela um minuto! Eu gostaria de conhecê-la! - Ele diz sem olhar para mim. - Como ela é?

- Velha. - Respondo e ele ri. Olho para ele não vendo graça.

- Não me diga… - Ele murmura e eu reviro os olhos.

Eu vejo um táxi vindo em nossa direção e faço um sinal para ele parar. Viro para Hoseok.

- Muito obrigado, Grace! Meu avô parece muito feliz! - Ele agradece e eu sorrio irônica.

- Não fiz por ele. - Eu entro no carro e abro o vidro, olhando para Hoseok - Fiz pela Margaret. - Dei o endereço da minha casa para o taxista.

Vi apenas sorriso de Hoseok antes de o taxista ligar o carro a partir. Fiquei admirando a paisagem, até reconhecer meu bairro e minha rua. Respiro fundo já pensando na desculpa para meu atraso.

Desci do táxi e entrei em casa depois de pagar. Olhei a casa toda, desabei no sofá ao ver que minha mãe não estava em casa.

- Até que enfim uma vantagem de ter que ficar sem celular… - Murmuro. - Onde será que ela está à essa hora?

No mesmo momento escuto ela abrindo a porta de casa e entrar apressadamente.

“Falando no diabo…” penso.

- Grace! - Ela pára ao meu lado no sofá ofegante. - É a Margaret.

- O que tem a velhota? - Pergunto fingindo não me importar.

- Desmaiou quando foi dar uma caminhada com Sarah! Venha! - Ela pega meu pulso e me puxa em direção à saída.

- Onde vamos?!

- Ao hospital onde ela está, onde mais seria? - Ela me leva ao carro.

Tá bem, eu admito! Estou preocupada! Ou melhor, muito preocupada. Posso estar com cara de paisagem e parecendo indiferente à vida dela, por fora, mas por dentro tudo que quero é ver a velhota.

Minha mãe dirige rápido e desesperadamente. Não demora muito até chegarmos ao hospital onde Margaret está. Subo as escadas desesperada, ignorando minha mãe me chamando quando a deixo para trás, não me importo com ela, só quero encontrar Margaret.

Corro pelos corredores como se minha dependesse disso, avisto a velhota deitada na cama de uma das salas, onde ficam os pacientes que se recuperam de um susto. Como Margaret.

Me aproximo sem me incomodar em fazer silêncio, ela está acordada. Olha para mim e faz um esforço para sorrir, eu não devolvo o sorriso, apenas encaro seu rosto enrugado.

- Como sempre, discreta. Não é menina? - Ela comenta tentando parecer engraçada, falhando miseravelmente.

- Não vejo graça! O que houve com você?! - Pego um das suas mãos. - Quer me matar de susto ou o quê?! - Ela ri.

- Aguente! Não sou de açúcar, menina. - Ela olha para mim. - Parece que conquistei seu coraçãozinho de pedra não é?

Eu não respondo e pego uma cadeira giratória que se encontrava perto da cama, me jogando sobre a mesma.

- Está se achando muito, velhota. - eu suspiro. - Encontrei o Jungkook.

Ela engasga e começa a tossir, quando para, me olha com os olhos arregalados.

- C-como disse?!

- Acho que sua audição está afetada levando em conta seus duzentos anos… - Digo e ela me olha com falsa irritação. - Como sou uma pessoa muito boa vou repetir para você: Eu. Encontrei. O. Jungkook.

Ela parece em choque, não resisto e gargalho, me calando quando as pessoas ao meu redor me xingam.

- C-como achou ele…?

- Bom… Eu meio que faltei a aula e mexi nos seus documentos no asilo, descobri onde você morava. - Paro para respirar. - Eu fui na sua vila, e lá encontrei a Elizabeth, ela me deu informações e eu achei seu “Kookie” - Pronunciei a última palavra como se estivesse com nojo, para irritá-la.

Seus olhos se encheram de lágrimas e eu revirei os olhos.

- Não chore ainda peste, nem contei a melhor parte! - suas mãos tremem de nervosismo e resisto para não tocá-las.

Procuro no bolso do casaco e acho a carta -agora amassada - e a entrego. Margaret morde o lábio apreensiva, com vergonha ela me devolve:

- E-eu não consigo ler... - abaixa a cabeça.

- Você não sabe ler?

- Claro que sei menina, mas acho que vou infartar! - coloca a mão no coração.

- Vira essa boca pra lá! Okay...

Sorri e abro o papel, a letra é bem precária parece mais uns garranchos árabes do que escrita mas levo em consideração que é um velho com as mãos tremendo.

" Querida Margaret,

Se está lendo isso é porque finalmente nos reencontramos, ou não. Passei muito tempo longe de ti e gostaria de poder mudar isso. Agora que estamos no final de nossas vidas não há muito o que fazer, então quero dizer apenas que lhe amo. Com toda a força que tenho e não tenho. Naquela noite eu me senti no paraíso, as estrelas brilhavam como seus olhos, elas deviam estar com inveja de sua beleza, lembro-me claramente quando você se virou e acariciou meus cabelos e disse: Promete não me esquecer? E eu respirei fundo tentando não chorar e respondi: Nem se eu quisesse eu conseguiria. Você abraçou minha cintura e adormeceu, como uma princesa. A partir daquele dia as estrelas pareceram sem cor e toda noite antes de fechar os olhos eu lembrava da sua imagem. Me pergunto como está hoje? Imagino que esteja mais linda do que quando nos conhecemos, espero poder tocar seu rosto mais uma vez. Tive um filho que eu gostaria de dizer que é nosso, mas isso não significou que eu tivesse te esquecido. Cada segundo eu pensava em você. Ah, Margaret eu te amo tanto. Olhando por este lado a vida parece tão injusta, mas talvez nós nos encontraremos no céu, e lá passaremos a eternidade juntos, como prometemos. Espero poder visitá-la antes do meu último suspiro, espere por mim querida. Tenho muito amor para lhe dar.

 Com todo o amor do mundo, seu Kookie"

Só percebo que estou chorando quando uma lágrima borra a palavra mundo. Eu encaro Margaret e seu rosto está inchado. Me levanto da cadeira tomada por emoções, afinal Margaret é uma das únicas pessoas que aguentam meu temperamento forte e a abraço. Ela chora em meu ombro molhando todo meu casaco, dou um desconto agora, mas depois irei brigar com ela.

Depois de muitos minutos ouvindo ela chorar me afasto.

- Vou comprar alguma coisa para comer, não saia daqui, eu já volto! -  brinco e vejo seu sorriso triste.

Hospitais são sempre horríveis, me lembram gente morta, remorso e lamentações. Mas existem anjos dentro deles os médicos e os pacientes bons que se recuperam de coisas inimagináveis. Compro um salgadinho e um refri e caminho devagar para o quarto da velha. Alguns médicos passam correndo por mim, quase derrubo o pacote. Eles entram no quarto de Margaret.

O medo percorre minha espinha, descendo e subindo, enquanto corro, tudo parece em câmera lenta até minha visão embaçar com as lágrimas. A porta se fechou e pela janela vejo enfermeiras e médicos trabalhando. Meu coração acelera e para quando um deles começa a fazer massagem cardíaca em Margaret. Solto um xingamento e esmurro a porta. A enfermeira apenas diz que não posso entrar e fecha. As lágrimas descem freneticamente, não as controlo, quero que parem de descer, porque eu não me importo com a velha. Minha mãe me agarra pela cintura e me puxa nos fazendo cair no chão.

- E-ela vai embora... - sussuro. Me odeio pela voz ter saído embargada pelo choro.

- Shh, tudo bem. Ela vai ficar bem...

E a porta se abre.

- Meus pêsames senhora! - o doutor principalmente se aproxima. Meu coração para. Velha maldita.





Notas Finais


Espero que tenham gostado! 💕

Preparem o coração para o próximo capítulo!

Nossos perfis: @MariMaid e @Baby_Niih


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