História O Outro Lado Do Espelho - Capítulo 64


Escrita por: e Koobayashi-san

Postado
Categorias Danielle Campbell, Nick Bateman, Phoebe Tonkin, Vampire Knight, Vampire Knight Guilty
Personagens Akatsuki Kain, Danielle Campbell, Hanabusa Aidou, Haruka Kuran, Ichiru Kiryuu, Kaname Kuran, Maria Kurenai, Nick Bateman, Personagens Originais, Phoebe Tonkin, Rima Toya, Ruka (Luca) Souen, Sayori Wakaba, Senri Shiki, Shizuka Hiou, Takuma Ichijou, Yagari Touga, Yuuki Kurosu, Zero Kiryuu
Tags Kuran Kaname, My Little Princess, Submissão
Visualizações 27
Palavras 2.361
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 64 - As Novas Sensações


Fanfic / Fanfiction O Outro Lado Do Espelho - Capítulo 64 - As Novas Sensações

A sensação da suave ardência de seus olhos antes violetas cujo agora possuíam uma cor única, um vermelho sangue com um ódio escaldante, a queimação avassaladora de sua garganta, junto com o sentimento estranho de raiva, que parecia dominar o corpo menor, essa raiva repentina que vinha junto com um misto de preocupação e... Fome. Olhou para o homem ruivo com heterocromia, cobrindo o próprio corpo desnudo com o lençol azulado, perceberá com círculo envolta de si, mas ignorou, tentando pular o círculo para poder fazer algo contra aquele homem que tanto a chamava de “casca” sem motivo algum, porém, parecia que tinha uma barreira invisível ali, que tinha a queimado e machucado como se queimasse a sua pele, gritou de dor e raiva.

— Seguinte, não vou te soltar..., ainda. – mostrou uma bolsa de sangue para ela, fazendo-a notar os seus instintos mais apurados, parecia que conseguia sentir o cheiro do conteúdo fechado e lacrado, mesmo estando distante. Mordeu o próprio lábio inferior e ouvirá o seu estômago roncar, seus olhos pulsarem ficando mais rubros e brilhantes e a queimação de sua garganta piorar, fazendo a garotinha colocar a própria mão contra o pescoço, o apertando com força por causa da dor — É, depois de meses, entendo que esteja faminta. – jogou a bolsa dentro do círculo, se sentindo controlada a garotinha se abaixou e pegou, sentindo uma leve dor em seus dentes que pareciam se alongar, sem pensar duas vezes, mordeu aquela bolsa com o conteúdo vermelho e viscoso, sentindo a sua agitação diminuir a cada sugada, não conseguia pensar direito naquele momento, apenas queria mais e mais... Parecia insaciável, não queria parar de beber aquela coisa que a fazia se sentir tão bem — Vai demorar muito aí? Quero te soltar ainda hoje – perguntou com deboche, ela o olhou, seus olhinhos voltando a cor violeta de antes aos poucos, e com o canto de seus lábios vermelhos com sangue, junto de seus dedos e os próprios lábios.

Ela se levantou novamente, ainda segurando o lençol azulado contra o próprio corpo, murmurou algumas palavras que o vampiro não entendeu enquanto mantinha os seus olhinhos fechados, logo o lençol foi cobrindo o seu corpo, como se fosse uma espécie de vestido velho, mas era melhor do que nada. — Pronto, me solta – ela falou abrindo os olhos e lambendo o pouco sujo de sangue que tinha ficado em seus dedos e nos lábios.

— Não sou tão tolo assim. Apenas o meu sobrinho que faz as suas vontades – foi sincero — No entanto, parece que a sua ficha não caiu que acabou de ter uma parte meio vampira.

Ela o encarou os seus olhos ficando marejados, respirando fundo para que pudesse conter o choro — Eu me toquei já, ou como você disse, a minha “ficha” já caiu. Você me transformou num mostro sedento por sangue, você não presta – ela falará. Claro que ainda se sentia controlada pela raiva, mas queria que ele se sentisse mal, tão mal igual todos os sentimentos ruins que tinha dado para ela nos últimos dias...

— Agora me ofendeu... – fez um rosto magoado, desmanchando o seu sorriso enquanto encarava a mais nova vampira. Mas acabou por não se conter e dar risada da situação dela, que o encarou ainda mais friamente — Eu não me importo, acabei de te trazer de novo a vida. Deveria ser muito grata, já que perdeu muito tempo da vida da própria filha. – isso fez a garotinha sentir uma pontada de mágoa invadir o seu coração tão sensível — Você deveria estar implorando para que eu te solte, mas como sou misericordioso... – aproximou o seu pé o círculo, fazendo um buraco pequeno e assim a libertando.

Antes que conseguisse falar qualquer coisa, sentiu o seu corpo ser brutalmente empurrado contra uma parede próxima, foi com tanta força ao ponto de rachar a parede. Encarou a híbrida enquanto um pouco de sangue escorria de sua boca, cuspiu aquele sangue propositalmente no vestido improvisado dela, que evitou olhar para não se sentir tão assustada, ele sorriu sarcástico para ela.

— O que você quer?! Se faz tanto tempo que eu estou morta, por que não me trouxe antes? Deve ter me trazido por algum motivo, me conta qual! – o bateu com força contra a parede, fazendo as antigas feridas novamente se abrirem, que no fundo a assustou, mas tentou manter a pose ao máximo.

— Apenas acho injusto uma filha crescer sendo maltratada pelo pai e com uma mãe morta – deu de ombros, ele queria afetar a garotinha e sabia que estava conseguindo embora ela tentasse o enganar, sabia perfeitamente os pontos fracos de Ana — Tadinha... Uma criança de cinco meses e meio, apanhando quando chora, ficando com fome... Enquanto o meu sobrinho “querido” apenas dá atenção para a noivinha grávida. Creio que a conhece, “Yuuki”. – e ele estava certo, ela o soltou enquanto derramava algumas lágrimas, sentindo o seu coração doer imensamente apenas por imaginar a sua filha sendo maltratada por um homem que cuidava tão bem dela.

A garotinha derramou algumas lágrimas — Isso é tão... Maldoso... – murmurou baixinho, respirando fundo mas era como se alguém tivesse lhe machucado, torturando o seu coração na sua frente com a sua imaginação fértil, que pensava no quanto a sua pequenina estava sendo maltratada. Rido colocou suavemente a sua mão no ombro da garotinha, apertando com delicadeza e fingindo compreender, embora no fundo, estivesse mal por ter que mentir dessa forma e a magoar.

— Acho que seria melhor ir pegar a sua filha imediatamente – falou como quem não queria nada, largou a garotinha, entregando algo para ela, uma chupeta usada de Mia — Se sinta a vontade para fazer um feitiço de localização, agora eu tenho que me “alimentar” se é que me entende, “vampirinha”.






*Lado: Kaname Kuran; Sangue Puro*

Ele não tinha demorado muito dessa vez por algum milagre, outro era que o ruivo tinha sumido e parado de causar problemas, pelos menos por enquanto, nunca se podia confiar em Rido. Embora o sangue puro não reclamasse, poderia passar mais tempo com a sua filha.

“Vamos ver você me contrariar quando eu te fizer um favor”

O que o seu tio tinha falado, parecia não querer sair de sua cabeça por algum motivo, no fundo, receoso e curioso para descobrir do que ele estava falando.

Kaname aproveitou que já tinha chegado em casa, para ir numa salinha disponível, onde Yuuki costumava a estudar, a garota parecia pensativa com algo, forçou um sorriso ao ver o sangue puro e foi rapidamente até ele, o forçando a se curvar enquanto o puxava, ficou na ponta dos pés enquanto beijava suavemente a sua bochecha.

— Seja bem vindo, onii-sama – ela falou, parecia estar nervosa com algo. Isso foi o suficiente para o fazer perguntar:

— Algum problema, Yuuki? – ela se afastou alguns passos, sem o olhar, ouviu um suspiro dela, junto de seus batimentos cardíacos acelerados, mostrando o quão inquieta a garota estava.

— Não é nada, onii-sama... Eu tenho terminar uma redação... Eu já vou ao seu encontro... – ela murmurou baixinho — Quero falar com você, tem um tempinho para mim?

— Claro, Yuuki. E eu já falei que não precisa ser tão formal assim comigo – ele acariciou suavemente os cabelos dela antes que sair da salinha, subiu as escadas, indo rapidamente ate o seu quarto, vendo Aidou brincando com a bebê, cujo estava deitadinha no berço, mexendo as perninhas — Aidou, agradeço por ter cuidado dela na minha ausência – falou o sangue puro enquanto se aproximava do berço, vendo a sua pequena agitada.

— Não se preocupe, Kaname-sama. A Ruka deu um banho dela depois de ter dado mamadeira e aí, voltei para brincar com ela. É bem fácil cuidar da Mia, é uma criança incrível e comportada para a idade – elogiou, o sangue puro abriu um pequeno sorriso em resposta — Agora, eu vou ver a Yuuki-sama, se precisar de mim, sabe onde me encontrar – se curvou formalmente e então saiu do quarto de seu líder, que acariciava a sua filha, que agora usava um vestidinho azulado enquanto segurava alguns ursinhos de pelúcia.

Mas ele ficou confuso ao sentir um cheiro doce invadir o seu nariz, um cheiro que conhecia perfeitamente, um perfume que a meses não sentia. Logo sentiu o seu corpo ser empurrado um força e brutalidade, ao olhar para a pessoa, arregalou os seus olhos cor vinho ao ver Ana, cujo estava com um vestido azul colado ao seu corpo, que parecia molhado, junto dos cabelos negros dela, provavelmente pela chuva que tinha começado a alguns minutos atrás.

— Não fique perto da minha filha! – gritou e o empurrou mais uma vez, Kaname não fez nada, apenas encarou aqueles olhos hipnotizantes vermelhos vivo. Jamais pensou, que um dia veria a sua garotinha com os olhos naquele tom, ela continuava belíssima. O sangue puro estava sem reação, não sabia o que falar, apenas queria continuar a encarar — Eu te odeio! – o empurrou mais uma vez, os dois estavam muito perto... — Como você ousa machucar a minha filha?! O que o seu futuro filho tem que a Mia não pode ter?! – quando iria o empurrar mais uma vez, ele segurou com força os braços dela, não o suficiente para a machucar, mas o suficiente para deixa-la sem movimentos e como Ana não era muito atlética, não conseguiria chuta-lo alto o suficiente para machucar alguma parte de si acima de suas pernas.

— O que você está falando? Que filho? – ele perguntou enquanto a olhava serenamente, tentando conter o ódio que ela sentia — Eu não machuquei a nossa filha, ela está bem... Pode olhar – ele falou, Ana virou a cabeça, encarando a bebê, que agora não era mais recém nascida, a garotinha ficou com lágrimas nos olhos, olhou novamente para o sangue puro, com os seus olhinhos voltando a serem violetas.

— O... O seu tio... Ele me falou que você estava machucando a... A Mia... – gaguejou, tinha ficado frágil mais uma vez, mas conteu as próprias lágrimas.

Kaname tocará levemente no rosto de Ana, a olhando com cuidado, vendo as mudanças em seu comportamento e aparência que o vampirismo tomou conta, ela estava muito linda e corada. Mas mesmo com a sua vergonha -que ele achava adorável- aparente, ela não perdeu a oportunidade de encarar esses olhos vinhos, que a encarava com cuidado e carinho, tomando um tom vermelho aos poucos, que ela sabia perfeitamente o que era...

— Kaname... – ela o chamou baixinho, jamais pensaria que mesmo depois de todo o sofrimento que ele tinha a feito passar, ou os meses longe, esse maldito desejo que ambos sentiam não tinha mudado. Pela primeira vez -que provavelmente o sangue puro teria que se acostumar a ver-, os olhinhos da sua garotinha ficaram avermelhados. Ambas respirações estavam desreguladas e com o coração acelerado, que agora, era possível para ela ouvir.

— Eu fiquei com medo de perde-la... Felizmente voltou a vida... – ele falou. Propositalmente, roçou o seu nariz no da garota, que ainda o encarava. Ele gostava disso, gostava desses belos olhos que agora possuía o tom vermelho.

— Voltei... – a sua adorável voz parecia que estava suplicando por ele. Ana o desejava muito. Assim que ele soltou os pulsos dela, ela passou levemente as unhas na nuca dele, acariciando de uma maneira sensual e delicada.

— Longe de você... Pensando que estava morta... Eu finalmente percebi que posso falar o que sempre senti vontade... Que o que eu sinto por você, é bem mais forte do que um desejo carnal... – ele falou. Suas mãos no rostinho dela acariciavam gentilmente as suas coradas bochechas.

— Eu... Amo você... – ela falou hesitante, lembrando-se dos foras que ele tinha dado para ela, falando que amava outra... Essa lembrança e mágoa, parecia ter se intensificado em seu coração — Mas... Eu estou aqui por uma causa... E não é você Kaname... – ela falou. Ele passou um dedo no lábio inferior dela, isso a fez ficar ainda mais desejosa.

— Eu sei... Você está aqui por causa de Mia... Mas eu não ligo para isso... – aproximou os seus lábios dos dela. Deu um leve selinho nela, novamente experimentando aqueles lábios doces e rosados. O coração da garotinha acelerou dolorosamente enquanto colocava as suas mãos contra o peito másculo dele, Ana permitiu que uma de suas lágrimas escorresse de seus olhos.

“Ana, eu amo a Yuuki”

A jovem garota, ao se lembrar, se afastou dele, não deixando o mesmo intensificar o beijo, ela mesma sabia que não iria resistir e que novamente se entregaria para ele, mas dessa vez era diferente, ele tinha uma noiva. E Ana jamais se perdoaria se fizesse algo assim ou se destruísse um casamento.

— Eu quero... Mas simplesmente não consigo... – Ana parou de toca-lo e se afastou dele, ficando de costas. Ela engoliu seco, tentando controlar os batimentos cardíacos de seu coração, cujo estavam bastante agitados.

— O que houve? – ele perguntou surpreso. Nem quando ele estáva antes com ela, Ana nunca tinha sido capaz de rejeita-lo.

— Eu te amo... Mesmo depois de ter me usado, mesmo depois de ter me deixado magoada... Mas... Você está noivo... E eu não sou ela... – Ana segurou uma lágrima, se virou e o olhou — Embora eu não goste nenhum pouco dela, Yuuki nunca me fez mal... Não irei fazer algo que eu não gostaria que fizessem a mim... Portanto, eu apenas vou voltar de onde eu nunca deveria ter saído... – se aproximou de sua filha, que sorriu ao ver a mãe, embora não quisesse a pegar pois estava com a roupa úmida, pegou Mia em seus braços, vendo o quanto tinha crescido, a pequenina segurou nos cabelos negros de sua mãe, aparentemente, bastante animada por ver a mulher que a colocou no mundo novamente. O sangue puro suspirou, tinha se esquecido que estava com Yuuki, Ana apenas saiu dali, arregalou os seus olhinhos violetas aí ver a própria noivinha no meio do caminho, pediu licença e decidiu sair rapidamente, sem olhar para trás. Embora quisesse, não era tão cara de pau para encarar a mulher, que tinha o coração do homem que ela tanto queria.


























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