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História O Outro Lado Do Espelho - Capítulo 90


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Capítulo 90 - O Grande Dia; Amigas?


Fanfic / Fanfiction O Outro Lado Do Espelho - Capítulo 90 - O Grande Dia; Amigas?

Ana já estava pronta para entrar onde ocorreria a cerimônia. Ela estava extremamente nervosa, chegava a tremer um pouco e ter a respiração um pouco mais curta e o coração completamente acelerado. Ela entraria com Rido -antes ela entraria sozinha, mas o ruivo insistiu e ela acabou permitindo, já que era por causa dele que ela tinha voltado a vida e estava vivendo tudo aquilo-, ele estava ao lado dela.

Antes que pudessem entrar e tudo começar, Laguerta apareceu, olhando para a noiva com carinho. Jamais tinha imaginado que aquela criança desastrada e que vivia aprontando iria se casar. Era inacreditável, mas muito bom que isso acontecesse. Sabia que a sua menina séria feliz.

— Deixe-me colocar isso em você... – disse a mulher enquanto colocava uma pequena presilha de ouro com safiras em formato de borboleta nos cabelos negros dela. Olhou para a noiva com orgulho, isso era inevitável. Enquanto a garotinha estava prestes a chorar de medo por ser rejeitada, diferente de Laguerta, que queria chorar de emoção — Dizem que é bom usar um pouco de azul no casamento... – Ana deu uma risadinha, prestes a chorar e isso tinha a lembrado de uma certa loira de olhos azuis, que teve esse mesmo medo e paranoias em seu casamento. Sabine, que usou a mesma presilha — Seus pais teriam muito orgulho de estarem presentes nesse dia... – agora sim, a garotinha fez um beicinho manhoso e derramou uma lágrima, tentou conter as outras ao máximo.

— Ana! Se você borrar a maquiagem agora, não tem como eu arrumar! – disse Rebecca enquanto já segurava o enorme véu da noiva.

— Está na hora... – disse May ofegante — Vou voltar lá para dentro, antes que o noivo arranque a minha cabeça e use como decoração daqui um mês... No natal – ela disse. E a garotinha riu. As madrinhas já estava lá dentro.

Rebecca entraria segurando o seu véu, Laguerta entraria logo atrás da garotinha e de Rido, que levaria a noiva e voltaria para o lado de fora, ficar com Mia e a amiguinha, para avisar quando elas deveriam entrar. Mayumi iria jogar algumas pétalas pelo chão enquanto a Mia iria atrás, segurando uma pequena almofada vermelha com as duas alianças.

A garotinha suspirou, segurou no braço de Rido, ela o considerava como um pai. Não igual a Klaus, mas ele tinha cuidado dela quando estava presa ao espelho e levou o seu corpo para um orfanato, além que, em todas as suas lembranças, ele agia como um pai. Então estava sendo bastante especial ele estar ali com ela naquele momento, mesmo que não se vissem muito. Mia também o considerava bastante.

Então...

As portas se abriram, revelando apenas a garotinha e o homem ruivo. Rebecca estava atrás, mas não era o enorme destaque naquele momento. A garotinha prendeu a respiração ao ver o sangue puro ali, ele estava belíssimo com aquele smoking elegante. Eles começaram a andar pelo tapete avermelhado. Ela ficou bastante nervosa, o concelho convidou membros importantíssimos -que eram muitos- para aquele dia, mostrar a união de seres completamente diferentes... E ela estava envergonhada pois não os conhecia.

Ela sentia os olhares sobre ela cada vez que andava. Isso era o suficiente para ficar ofegante. Porém, não conseguia encarar nada além do seu noivo. Sentia aquele medo de antes, mas olhando para os olhos dele, pareciam a sua própria calmaria, a deixava mais tranquila. E embora Kaname não gostasse de Rido, tinha que se acostumar que as duas mulheres mais importantes em sua vida, o amavam. Por isso ele não podia fazer nada sobre isso, embora quisesse.

Naqueles olhos cor vinho, ela enxergava tudo. Toda a mágoa que passaram, toda a dor, todas as lágrimas derramadas... Mas ela conseguia enxergar o amor, carinho e o laço forte que tinha entre eles. O forte laço que dentre todas as dificuldades, o laço jamais iria de romper. E essa cerimônia que estava acontecendo, era a prova daquele laço... Vermelho.

Rido a entregou para o sangue puro, se despediu da noiva com um beijo paternal na testa, o que era surpreendente para o sangue puro. Todas as maldades que ele fez com a própria família, com os próprios irmãos e sobrinhos..

Mas Kaname sabia que a razão do ruivo estar mudando, não era a sua garotinha ou a sua filha e sim a ruiva, a tia de Ana.

O homem começou a falar, era um dos membros do concelho que estariam fazendo isso. Apenas tiveram que cortar “os termos sobrenaturais” para os humanos ali presentes não desconfiassem.

Os dois continuavam se encarando com amor, cada segundo, um flash de uma memória antiga vinha em suas mentes. Cada segundo que eles passaram até chegarem ali. O quanto tinham amadurecido e aprendido juntos. O quanto mudaram como casal e como pessoas. Ana derramou mais uma lágrima e rapidamente a secou, mostrando que estava se lembrando de tudo o que passaram junto dele.

Ela respirou fundo. Ouvindo as palavras do homem e o olhar de todos nos dois.

Suavemente, ele pegou em sua mão. Ela curvou os próprios lábios num sorriso maravilhoso, que aquecia o coração do homem a sua frente.

Quando perguntaram se ele aceitava ficar com ela pelo resto da eternidade, o sangue puro a sentiu apertar a sua mão, nervosa. Mas não aconteceu o que ela imaginava que iria acontecer, ele não olhou para ninguém além dela, apenas concordou. Isso deixou o coração da sua garotinha mais acelerado e as borboletas em seu estômago continuaram. Quando foi a vez dela, mal conseguiu dizer “aceito”, estava tão feliz que nem conseguia falar direito. Mas se forçou a dizer. Respirando fundo novamente.

— As alianças – quando ele falou isso. Os dois, ainda de mãos dadas, viram a Mayumi entrando junto de Mia, que sorria docemente enquanto segurava as alianças.

Ana teve que fazer o seu máximo para conter as lágrimas. A sua princesinha estava tão linda naquela roupa, com um sorriso puro e inocente, se aproximando com aquelas jóias belíssimas.

— Toma, papai e mamãe – disse a pequenina enquanto estendia para cima a pequena almofada com as alianças. Kaname foi o primeiro a pegar a dele, a garotinha via a parte de trás da aliança. Tinha um fiozinho vermelho e o nome dele na parte interna. Ele levantou a mão dela, deslizando o anel pelo dedo dela. Depois foi Ana, que fez o mesmo. Na parte interna do anel, tinha o nome dela envolvido pela mesma linha avermelhada.

Como tinham pulado os votos. O homem falou poucas palavras antes de falar “pode beijar a noiva”. E o sangue puro fez isso ainda a encarando carinhosamente enquanto se curvava um pouco, assim dando um selinho nela, fazendo-a esquecer de tudo e todos. Se concentrando apenas nele. Naquele momento, mostrava que dentre todas, ela quem foi a escolhida. Não pelo concelho, mas sim pelo coração do homem a sua frente. Se separaram ao ouvir muitas pessoas batendo palmas e ela ficou vermelha.

Desceram de lá e dançaram juntos uma música que tinham escolhidos, as madrinhas também dançaram com os padrinhos, menos Yukine, que dançou com a sua esposa e um pouco com a sua filha. Dessa forma, influenciou os outros dançarem também, pois Ana era bastante tímida e não queria ficar sendo encarada até naquele momento por muitas pessoas.

Quando terminaram, May insistiu para dançar com Kaname. Ana foi até um local onde tinha as suas malas para a lua de mel, tirou o vestido de noiva e colocou um outro até os joelhos soltinho sem mangas e rendado. Permaneceu de saltos. Olhou para a lingerie roxa que ela vestiria assim que chegasse na viagem. Ela sorriu e ficou um pouco vermelha, se lembrando da primeira vez que ela e o seu... Marido, fizeram amor.

Então, saiu da pequena salinha. Devido a tensão de imaginar que ele a deixaria, acabou não comendo, por isso foi para a mesinha de petiscos de seu casamento, pegou um e começou a devorar, adorando o gosto. Na outra e maior mesa, tinha o seu bolo de casamento no centro e vários docinhos ao redor. Então ela se aproximou dali, pensando em qual iria comer primeiro. Tinha alguns macarons coloridos que chamava um pouco de atenção, também tinha alguns docinhos de frutas, cupcakes, pão de mel, brownies, alguns pirulitos de chocolate com forma de coração e minis cheesecakes. Ao lado da mesa, tinha um pequeno freezer, onde ela sabia que tinha doces gelados, como sorvete.

Começou a comer alguns macarons e viu Rebecca se aproximar com um finger food da festa, um mini sanduíche.

— Esse Second Dress que você escolheu é realmente bastante bonito! – elogiou. Ana ficou vermelha, mas sorriu — E como você se sente sabendo que, agora, oficialmente em papéis e assinaturas, você está casada?

— Eu não consigo acreditar nisso ainda – disse a garotinha enquanto pegava um pequeno pirulito.

— Viu como não precisava ficar com tanto medo? Ele te ama que nem olhou para ninguém da festa além de você!

— Eu sou insegura... – mordeu um pedaço do pirulito.

— Já sabe que horas que vocês vão fazer os votos? – perguntou a sua amiga. Ana concordou com a cabeça.

— Ele disse que se sairmos daqui às 23:00, conseguimos chegar no hotel umas 05:00. Vamos fazer os votos ao amanhecer. Ele disse que o hotel que vamos ficar tem uma bela vista nesse horário.

— Vai ser perfeito! – Ana deu uma risadinha com o entusiasmo da sua amiga.

— Você está bem mais ansiosa que eu! – riram juntas dessa vez.

— Estou mesmo! Quando estudávamos e ele te magoava, você me ligava para me falar cada detalhe! Aguento isso não, acordar às 03:00?! Essa vida não é para mim! – brincou e Ana lhe deu um tapinha no braço da sua amiga. Sentiu dois braços envolvendo a sua cintura enquanto recebia um beijinho na bochecha, sabia bem quem era — Isso foi um convite para que eu vá embora? Se for... Eu entendi! – disse ela enquanto pegava um doce e saia.

A garotinha se virou para o seu noivo e recebeu um selinho, ela sorriu satisfeita — Quero sair logo daqui... – ela disse enquanto acariciava o queixo dele.

— Ainda não fez nem uma hora e meia que você está aqui – ele riu.

— Se o concelho não tivesse inventado de convidar tanta gente que eu não conheço, eu não estaria reclamando!

— E você não queria comer o bolo que provamos? – ele perguntou.

— Depois compramos outro! Vamos embora... – ela pediu manhosa. Ele deu um último selinho dela.

— Se você for boazinha e ir falar com todos... Em dez minutos vamos partir o bolo para te deixar feliz e aí, vamos embora – ela comemorou internamente.

— Te amo! – ela murmurou e ele ouviu. Rapidamente, a sua noiva começou a andar pelo salão, o fazendo rir, estava bastante bem humorado.

Ana conversou um pouco com todos, então, viu a pessoa que ela tinha pedido para Ichijou convidar. Ela estava bem no canto, sozinha e com lágrimas nos olhos. Usando um belo vestido longo preto. A garotinha se aproximou, a mulher a olhou tristemente.

— Me convidou pois queria jogar na minha cara a sua felicidade com ele? – perguntou ela. Ana ficou um pouco sentida por isso, mas abriu um pequeno sorriso.

— Eu queria conversar mais com você... – suspirou — Quando você veio, eu estava num mal dia e ele estava preocupado... Por isso foi grosso com você, Miyuki. – a morena desviou o olhar do de Ana, respirando fundo e segurando as suas lágrimas — Sabe, você é tão linda que não merece sofrer. Eu te convidei para conversamos sobre isso. Sei que é bastante difícil ver o homem que você ama com outra, acredite ou não, eu praticamente estive na mesma situação... – foi interrompida.

— Deixe-me adivinhar, a queridinha irmã mais nova? – Ana concordou com a cabeça — É, ela é uma boba mesmo, sempre foi desde pequena, acredite.

— É... Eu nunca gostei dela... Mas tenho que aceitar pois ela é a minha cunhada... – Ana deu de ombros e pela primeira vez, a mulher a olhou com um pequeno sorriso — Enfim, eu queria fazer as “pazes” com você. Aceita?

Miyuki fingiu pensar um pouco, ainda com o sorriso estampado em seu belo rosto — Aceito se conversamos um pouco, soube que você desenha as principais roupas que as suas modelos usam. E eu adoro desenhar roupas e tenho até uma faculdade nisso!

Ana concordou com a cabeça, estava bem mais animada — Trato feito!

...

Os noivos cortaram o primeiro pedaço do bolo juntos e foi bem rápido pois a garotinha queria ir logo embora. Ana jogou o buquê pois insistiram e quem acabou pegando foi...

Sebastian. Que ficou sem graça e jogou para outra pessoa, a segunda a pegar o buquê, foi Yuuki e Sara ao mesmo tempo, pois cada uma segurava uma parte deles. As duas deram risada junto de todos naquela festa.

Assim, os noivos foram para a sua tão esperada Lua de mel enquanto todos jogavam pétalas de rosas brancas neles. Se despediram de Mia, que nem estava ligando muito para os pais, afinal estava se divertindo com Misaki e Aidou.

Kaname tinha alugado um avião particular para eles. Tomaram um vinho e finalmente a resposta que ela queria saber...

— Vamos passar a nossa lua de mel em vários lugares do Chile.

Ana beijou os lábios dele em resposta, nunca tinha imaginado ir na sua Lua de mel naquele lugar, era diferente e bastante interessante. Eles apenas queriam chegar logo no local e realizarem os votos.




















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