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História O Outro Lado Do Espelho: Laço Imortal - Capítulo 28


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Capítulo 28 - Conversa de Mãe e Filha


Fanfic / Fanfiction O Outro Lado Do Espelho: Laço Imortal - Capítulo 28 - Conversa de Mãe e Filha

Quando a adolescente voltará com o sorvete que a sua mãe tinha pedido, a garotinha sorriu e pediu para a mesma pegar apenas duas colheres para ambas comerem. E foi o que Mia fez, pegou as colheres, abriu o sorvete e se sentou ao lado de sua mãe, no sofá. Com o pote de sorvete no meio delas. Como não era muito grande, elas terminariam.

— Bebê, você que não me faça ficar enjoada com isso. – Ana disse enquanto olhava e fazia um leve carinho na sua barriga. Acabou dando uma risada doce — Mia, quando eu e o seu pai estávamos a sua espera, sabia que você adorava quando eu tomava sorvete?

A adolescente ficou surpresa, a sua mãe não era muito de falar sobre o passado. Tinha mais chances de Rebecca falar, mas como ela não pôde participar da gravidez de Ana, ela não tinha muito a dizer sobre isso.

— Eu adorava? – Mia acabou abrindo um pequeno e melancólico sorriso.

— Aham... Seu pai me dava mais sorvete do que eu aguentava! – a garotinha riu mais uma vez, alisando a barriga — O que você amava de doce, o bebê prefere salgado... – Mia pegou uma colherada de sorvete, enfiando na sua boca, sabendo que o doce acabou sendo mais para ela do que para a sua mãe, já que esse bebê não parecia muito fã de doce assim como Ana acabará de dizer — Se você acha o seu pai um bobo quando está com você... Foi por que você não viu como ele te tratava quando era um bebê! – dessa vez, Ana acabou pegando uma das colheres. Pegou uma quantidade pequena de sorvete, ficar enjoada não era bom. Mas a garotinha era mais rebelde.

— O que o meu pai fazia? – Mia perguntou curiosa, mas sorrindo. Por algum motivo ela adorava falar daquilo, mesmo sendo a primeira vez que a sua mãe falava abertamente sobre a gravidez dela.

— Ele vivia beijando a minha barriga, me deixava no colo dele apenas para ele ficar mais tempo com a minha barriga do que comigo mesma... – Ana fez um biquinho charmoso — Quando você nasceu... Imagina um homem que não queria desgrudar de alguém por nada! Seu pai era assim... Tanto que eu acabei dormindo e ele ficou com você a noite inteira... Acredita que ele teve a audácia de me obrigar a comer por sua causa?! – a adolescente riu — Eu nem estava com fome, poxa. Seu pai não entende essa situação. – suspirou — Infelizmente, eu não posso reclamar. Ele estava apenas cuidando de nós duas...

— Mãe, mas por qual razão ele te forçava a comer?

— É que você me deixava muito, mas muito, muito mesmo, enjoada. – revelou — A coisa que menos me deixava era algum doce de limão. E como eu não sabia, acabava preferindo não comer. E só quando você nasceu e um tempinho depois eu descobri que a gravidez era, quase, de risco.

Mia arqueou as sobrancelhas, surpresa — E por que não te contaram antes?! – Mia perguntou assustada — E por qual razão era de risco?

— Bem... Eu era muito ansiosa e facilmente manipulável. E completamente dependente de qualquer pessoa que chegasse e me fornecesse um pouco de carinho. – revelou — Lembra aquela história de chá que eu te contei?

A adolescente concordou com a cabeça — Que a minha suposta vó disse para você me tirar de você.

— É. Exatamente. Eu era manipulável demais. – Ana abaixou um pouco a cabeça, levando mais uma colherada de sorvete aos seus lábios. Até agora não tinha lhe feito mal — Sorte que o seu pai estava lá. Embora fosse maldoso com muitos, tivesse me usado um pouco. Ele cuidou de mim e de você ao mesmo tempo. E por eu ser muito ansiosa, ele não me contou que era de risco para mim.

— Por que a senhora era manipulada facilmente – Ana concordou.

— Por isso eu ficava de cama, mal conseguia sair de casa... É que eu também fui engravidar de um vampiro. E um bruxo, tem corpo humano... E você era forte demais para o meu suportar. Foi por isso que ele me deu sangue após o parto, para regenerar tudo o que tinha “destruído” aqui dentro. E ele estava certo, se eu soubesse disso, teria ficado desesperada ao ponto de causar um aborto espontâneo. – olhou novamente para Mia, que estava apenas ouvindo e comendo. Um pouco chateada por saber que poderia ficar sem a sua mãe — Enfim. O resto da história, sua tia Laguerta contou. Meu corpo ficou sem alma, morri por meses após o seu nascimento.... E sei lá mais.

— Mãe, por que a senhora decidiu me contar isso agora?

— É que eu te amo muito, muito, muito, muitão! – a garotinha disse — Eu já te falei que eu tenho três papéis nessa casa, lembra? – Mia concordou — Eu tenho que ser a esposa, a mãe e a mulher. Tenho que ser a mulher para enfrentar tudo o que vir na frente, cuidar dos meus deveres, trabalhar e fazer da forma que eu desejar. Tenho que ser esposa para o meu relacionamento com o seu pai não esfriar e você não ter que lidar com brigas e separação. E tenho que ser mãe, mas eu acho que não estou fazendo direito... – a adolescente se assustou.

— Mas... Claro que a senhora está! – Mia aumentou um pouco o tom de voz, foi involuntário — A senhora cuida de mim muito bem... E vai conseguir cuidar de outro bebê que está por vir!

— É que... Você cresceu, Mia. – Ana revelou, triste — Você me contava tudo... Tudo o que você não fala para o seu pai. Tipo o seu primeiro selinho e o primeiro beijo. Até hoje não contei para ele não ter uma parada cardíaca e desejar matar quem fez isso com você... – suspirou — Ultimamente você anda meio estranha e distante... Parece que algo lhe incomoda e a dias estou esperando que me fale... Hoje mesmo, você ficou trancada no quarto, não desgrudou do celular até eu começar a conversar com você. Certo que você é um vício ambulante em celular como eu... Mas... Você não está fazendo o que normalmente faz...

— Mãe... Não é nada grave... – Mia murmurou baixo. Como ela diria que estava esperando Aidou responder as duas mensagens, sendo que na noite anterior a beijou? Como ela explicaria a vontade enorme de querer ser uma modelo apenas para ter esse corpo que ele queria?

Como Mia poderia explicar que queria provocar o mesmo até ele não a resistir? E o pior de tudo: ela nem sabia o motivo disso...

A garotinha suspirou novamente — Tudo bem... – apenas essa resposta de sua mãe, junto com aquele olhar magoado, fez a mais nova abrir a boca.

— Eu estou... Não sei, com mania de um cara mais velho.

— Mania? – sua mãe perguntou confusa — Mais velho? Quantos anos?

— Ele deve ser um ano e meio mais velho... Que a senhora. – a garotinha arregalou os olhos. O homem era 20 anos mais velho que a sua princesinha — E... Eu não sei o que eu sinto... acho que é apenas uma mania que eu acabei pegando. Do nada quero... Não sei dizer... Fazer ele me ver... De uma forma que não seja infantil...

— Eu iria querer uma explicação mais clara... – Ana falou enquanto dava de ombros — Mas se mesmo nem você sabe, vou tentar não insistir. Apenas quero que me conte as coisas, Mia. Eu não te proíbo de fazer as coisas para você ter que esconder. Seu pai proíbe então vamos “amaciar o terreno” um pouco antes de jogar isso para ele. – Mia concordou mais uma vez com a cabeça, dessa vez, enfiando uma colher maior de sorvete em seus lábios — Você já tentou pensar que não é uma “mania” e sim um “gostar”?

Mia começou a tossir. Ela nunca tinha pensado nisso. Quando se acalmou um pouco, graças as leves batidas que a sua mãe lhe dava nas costas, negou com a cabeça — Não, nunca pensei nisso. E nem sei se eu quero pensar... Ele é tão mais velho...!

Ana deu uma risadinha — Acho que você puxou isso de mim... Quando eu tinha a sua idade, eu me apaixonei perdidamente pelo seu pai antes mesmo de notar. E não é por nada não... 20 aninhos de diferença não é nada comparado a 10.019. – Ana acariciou a bochecha de Mia com gentileza, num toque mais maternal — Sabe? Logo você faz 18 e não tem problema isso. Mas tente pensar melhor, tudo bem? Sei que ainda você não se sente pronta para me contar, até porque nem mesmo você sabe. Mas quero te dar um pequeno concelho...

— Qual? – perguntou confusa enquanto olhava nos olhos ametistas de sua mãe.

— Não corre atrás de ninguém, entendeu? – falou — Eu fiz isso na época e me magoei bastante. O que tiver que acontecer, vai acontecer. Independentemente se você ir atrás do ser ou não. Quanto mais você se humilhar, mais ele vai querer fazer... Pelo menos, foi o que aconteceu com a Stefanya também. No caso, eu não me humilhava, ela sim.

— Entendi... Não vou correr atrás de ninguém... – abriu um sorriso tranquilo para a sua mãe.

— Quando você aprender sobre como está se sentindo, quero mais detalhes.

— Sim! – Mia concordou. Sua mãe estava certa, se ela não a proibia de fazer as coisas, não tinha motivo nenhum para que ela escondesse. E se agora a idade também não era um problema, não tinha muito para se preocupar.

— Eu te amo muito, meu amor! – a garotinha a abraçou, cuidadosamente para que não sujasse o sofá de sorvete.

— Eu também te amo muito, mamãe – falou. Mia as vezes a chamava de “mamãe” em momentos amorosos, não via problema nisso. Retribuiu o abraço da mesma.

— Venha, vamos aproveitar e dançar juntas como antes enquanto tomamos sorvete! – falou a garotinha — Temos pouco tempo até o seu pai cjegar!

~•~

No dia seguinte, Aidou continuava sem responder as mensagens que Mia lhe mandou. Mesmo querendo mandar mais, ela se conteve, sua mãe tinha falado para ela não correr atrás de ninguém. E era isso que ela faria, não iria.

Como ela tinha que voltar para o concelho para trabalhar, dessa vez, Mia acabou optando por uma calça preta e uma camiseta de mangas longas branca com um decote em “v”, queria estar algo mais... “Chefe” naquele dia. Ela não sabia, tinha visto essa roupa no filme e como tinha peças semelhantes decidiu usar dessa vez. Pegou um dos saltos da sua mãe e fez um coque normal, deixando pequenas mexas de seu cabelo soltas como se fosse um pequeno descuido.

Por fim, um batom nude e uma peça de jóias: correntinha de ouro que ela tinha comprado para si mesma e para o loiro -que provavelmente ele nem estaria usando- junto de um par de brincos pequenos e anel dourado.

E então, Mia desceu as escadas após arrumar a sua bolsa, para lhe dar um ar mais elegante.

— Mãe, pai... – a adolescente ficou sem palavras ao ver um homem na sala junto de seus pais. Ele tinha cabelos negros e olhos azuis, igual ao seu pai, ele usava um terno elegante. Era o mesmo homem que ela tinha visto na rua. Ele parecia estar tão surpreso quanto ela.

— Você está linda, meu amor. – o sangue puro disse — Mia, esse é o Ryouma Futaba, vai ser o seu segurança a partir de hoje. – ambos se encararam surpresos. Jamais iriam fazer ideia que iriam trabalhar juntos, tinham apenas de esbarrado na rua...

E ele parecia se tão jovem para isso...
























O que poderia dar errado nessa situação? Era apenas um segurança protegendo uma vampira...


























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