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História O Outro Lado Do Espelho: Laço Imortal - Capítulo 9


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Capítulo 9 - O Passeio; Marcados


Fanfic / Fanfiction O Outro Lado Do Espelho: Laço Imortal - Capítulo 9 - O Passeio; Marcados

*Lado: Ana Claire e Kaname Kuran; Híbrida*

Kaname estava terminado de tomar banho, Ana aproveitou para ir até o espelho, querendo ver o “estrago”. Não se importou em estar nua. Quando viu diversas marcas de chupões pelo seu pescoço, colo dos seios, na parte interna da coxa, nas suas nádegas... Tudo com pequenas marquinhas roxas. No seu bumbum, por alguma razão “desconhecida”, tinha marcas vermelhas de mãos. Isso a fez revirar os olhos.

Ainda se encarando no espelho, viu uma certa silhueta se aproximar, colocando dois braços na sua cintura nua.

— Olha o estrago que você fez em mim – a garotinha disse enquanto virava um pouco a cabeça, para o olhar. Assim como ela, ele estava sem nenhuma roupa, apenas com o corpo um molhado pelos cabelos pingando um pouco e uma toalha envolta da sua cintura.

— Eu gosto de ver o seu corpo assim – admitiu.

— Iriamos sair hoje... Mas anoiteceu por sua culpa... – disse ela enquanto sentia as mãos dele deslizarem de sua cintura, subindo levemente até os seus seios, passando as pontas dos dedos pelo contorno deles — Kaname... – ela o chamou envergonhada — Você não cansa, não? – ele riu quando ouviu essa pergunta da parte dela. Beijou suavemente a bochecha rosada da sua garotinha.

— Quando se trata da minha bela esposa... Não, não me canso – ela sentiu o seu corpo esquentar quando percebeu que ele deu ênfase a palavra “minha”. Por algum motivo, ela adorava saber que era dele, que ele falasse que ela era só dele. Causava uma efeito muito bom em seu corpo sensível.

— Eu... Tô faminta... – admitiu envergonhada — Não é justo apenas você comer... – disse brincalhona com um sorrisinho malicioso nos lábios, ele entendeu e deu um riso suspirando em resposta — Você está comendo há muito tempo... Já é noite e o Louvre fechou...

Kaname decidiu entrar na brincadeirinha dela, por isso a apertou, deixando as costas da garotinha contra o seu corpo forte e levemente molhado pelas gotas de água que escorriam de alguns fios de seu cabelo — E eu ainda sou faminto... – mordeu suavemente o pescoço dela sem penetrar as suas presas, apenas arrepiando-a.

A garotinha deu uma risadinha do seu marido — Que fome insaciável... – ele beijou a bochecha rosada dela.

Mais uma noite que a garotinha tinha se esquecido dos comprimidos anticoncepcional. Ela não tinha se acostumado com aquele método, por isso esquecia com mais facilidade.






*Lado: Mia Claire e Hanabusa Aidou; Vampiros*

— Eh? – Aidou reclamou e Mia deu uma risada curta em resposta — Por que eu tenho que ajudar? – perguntou — Precisa de ajuda para fazer a sua comida “maravilhosa”? – tentou imitar a voz da mais nova quando dissera “maravilhosa”.

— Quem disse que você vai interferir na minha comida? – ela perguntou enquanto refogava alguns legumes, como Aidou adorava uma massa, ela acabou decidindo fazer um Yakisoba, que na opinião de ambos, era a mesma coisa de um Cup Noodles. Assim ele comia a massa que gostava e ela tinha a oportunidade de comer besteira sem que os seus pais reclamassem. Ela estava com um adulto ali, então podia.

Embora Aidou tivesse os seus 34 anos e parecesse um ser de 10 anos. Ele podia ser assim, tinha a eternidade inteira para amadurecer. Mas não mudava o fato dele ser adulto.

— E o que você quer que eu faça aqui? – perguntou entediado.

— Vou te ensinar a fazer isso. Pelo menos, você vai aprender a fazer outra massa sem ser de cup noodles – disse brincalhona. Por algum motivo desconhecido, isso o divertiu e não parecia uma má ideia. Continuou encarando o que ela fazia, vendo Mia explicar como preparava o Yakisoba dela.

Quando estava praticamente pronto, ela pediu para ele espremer algumas laranjas, pois ela estava com preguiça. Como ele também estava, apenas colocou no juicer.

Fingindo indignação, jogou um pouco de água nele. Afinal, estava lavando alguns kiwis para a sobremesa.

De vingança, ele fez o mesmo com ela. Só que, molhando-a ainda mais. Mia deixou os kiwis de lado, fez um formato de concha com as suas duas mãos e jogou no louro. Ela riu enquanto via os cabelos dourados praticamente escorridos por causa de tanta água.

— Se jogarmos molho... Facilmente vai parecer um macarrão – ela disse divertida, rindo horrores. Ele pegou um copo da água, enchendo de água e jogando em Mia, que tentou sair correndo, mas não tinha conseguido desviar e tinha molhado todo o seu cabelo, que ela não queria molhar.

Revelou algo surpreendente dos fios castanhos dos cabelos dela: eles estavam num tom castanho meio as vermelhado, algo que quando seco, não dava para enxergar. Era lindo, mas ele teve que brincar, para retribuir o que ela tinha feito.

— Parece chocolate – eles tiram juntos. O lado bom de Mia, era que quando ela via que não passava de brincadeira inofensiva, sem querer ofender e ser por mal, ela ria junto e igualmente brincava com sigo mesma. E Aidou, admirava isso. Admirava que ela não era o tipo de garota que gritava e ficava agressiva com uma brincadeira inofensiva.

— Olha, Aidou. Você ficou moreno – ela disse enquanto jogava um pouco de shoyu no Yakisoba. Começando a mexer no mesmo, esperando dar um bom ponto cozido para a massa.

Enquanto os dois brincavam na cozinha, logo o Yakisoba ficou pronto. Sem se importarem com a água em seus corpos e a do chão, colocaram num prato para se alimentarem e então, a última pessoa que Mia queria ver, apareceu. A sua “bela” “baba” Jade Azuyu.

— Oi, oi – disse ela enquanto entrava. Mia virou a cara, ela estava com um adulto, amigo de família, então ela podia comer muita massa. E não podia fazer nada sobre isso. A adolescente se sentou na cadeira com o seu prato com comida — Que jeito divertido de fazer o almoço – disse ela enquanto dava uma risadinha, sem desviar o seu olhar do loiro.

Mia se perguntou se tinha algo errado com ele. Ela não disse que o seu gosto era por mulheres e que por isso ficou encarando a sua mãe?

— É, duas crianças na cozinha, da nisso – ele igualmente se sentou. Mia novamente se levantou, pegando dois copos e colocando o suco, colocou-os na mesa e foi buscar as pequenas pequenas forminhas com a fruta esverdeada.

— Você parece ser bem mais velho do que eu – Mia encheu a boca de macarrão, sem se importar com modos e educação. Aquilo era muito papo furado...

Será que ela mentiu em questão a sua sexualidade?

— É, de idade... De mente... – Jade riu — Enfim, quer almoçar? A Mia realmente parece uma excelente cozinheira, eu só não falei antes por causa da brincadeira. – a adolescente corou, colocou um pedacinho da carne na boca, abaixando o olhar — E o cheiro realmente... – pegou um pouco do macarrão, levando até os lábios e assoprando. Mia abaixou a cabeça dessa vez.

— Acho que eu vou acabar aceitando – respondeu enquanto sorria. A adolescente se segurou para não bufar, ela não era o tipo que negava comida para alguém e sempre foi educada para que não o fizesse. Por isso, não o expulsou. Apenas calou-se enquanto os dois conversavam.

Claro que, ela não deixou de comer apenas por estar emburrada, comida é comida, raiva é raiva e o prato realmente estava bom. Quase lembrava o da sua mãe.






*Lado: Ana Claire e Kaname Kuran; Vampiros*

Quando chegará o jantar de ambos, aproveitaram para comer na enorme sacada por causa da visão da torre Eiffel. Ambos nem ligaram para as roupas, apenas colocaram um robe suave em cima, a noite também estava fria, mas o robe esquentava um pouco. Kaname se divertia enquanto via a sua garotinha comendo com gula, Lee também estava faminto e nem ligou para a classe naquele momento. Nem sempre, era necessário “ser perfeito”.

— Não ria, você quem me deixou morrendo de fome! Gastou todas as energias que eu não tinha. Eu tô com muita fome... – choramingou manhosa enquanto enfiava uma grande quantidade daquela torta em sua boca, tinha sido a melhor que tinha provado e aquele prato francês tinha conquistado o seu estômago.

— Não vou rir... – prometeu — Outro dia eu gasto o restante da sua energia – acariciou a bochecha dela, então o canto da boca, tirando um pouco do recheio da torta.

— Quanta ousadia para um homem só – ela brincou enquanto comia mais um pedaço da torta, satisfazendo, aos poucos a sua enorme fome. Suas pernas até doíam um pouco por causa do seu marido... — E ainda teve a audácia de me marcar toda. Olha, fiquei toda roxa – mostrou o seu pescoço e tórax por exemplo.

— Eu achei muito bonito essas marcas – disse enquanto dava de ombros. Ela deu um leve tapinha no braço do sangue puro.

— Você é muito grosseiro as vezes... – murmurou enquanto pegava um outro alimento, parecia que estava a anos sem comer. Talvez porque não tinha tomado o seu lanche da tarde e nem tinha almoçado. — Não vou reclamar... – desviou o olhar — É bom... O ruim é só as marcas que eu fico depois.

Ele beijou a bochecha dela carinhosamente. — Vou tentar te marcar menos – pegou uma mecha de seu cabelo, enrolando gentilmente em seu dedo, novamente ela o olhou, abriu um pequeno sorriso.

— Bem... – levantou os ombros — Se eu não tiver que posar ou usar roupas curtas da boutique... Eu não me importo de ficar marcada por alguns dias... – ela disse — Não é como se eu fosse a única marcada na história – ele juntou os seus lábios nos dela, quando separou não resistiu em dar uma curta e leve risada. Satisfeito.




*Lado: Mia Claire Kuran; Híbrida*

— Mia, aconteceu alguma coisa? – Aidou perguntou para a mais jovem assim que a mulher tinha saído — Você ficou calada o almoço todo. Estava muito bom – elogiou mais uma vez, ela abriu um pequeno e rápido sorriso, se encostando na porta de seu quarto, a roupa e cabelo já estavam mais umidos.

— Não é nada... – ela o respondeu, viu que ele a analisava — É sério, eu nem sei o motivo de estar assim... – complementou. Ele sorriu, mais tranquilo. 

— Eu vou para casa me trocar. O que acha de dar-mos um passeio pelo parque? Tenho certeza que você vai gostar das flores que tem lá – ela revirou os olhos. Ele achava mesmo que ela só pensava em plantas no tempo todo?

— É uma ideia... Preciso caminhar mesmo... – ele sorriu, beijando a testa dela carinhosamente, como sempre fazia desde que ela era uma criança.

— Venho te buscar em meia hora. 






















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