História O Outro Reino - Capítulo 17


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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Caesar Flickerman, Cinna, Coriolanus Snow, Delly Cartwright, Effie Trinket, Finnick Odair, Gale Hawthorne, Glimmer, Haymitch Abernathy, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Peeta Mellark, Personagens Originais, Primrose Everdeen, Rye Mellark, Willow Mellark
Visualizações 22
Palavras 1.668
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Praia e quase primeiro...


POV KATNISS

-Precisamos fazer umas compras pra você

-Kate, não tenho dinheiro.

-Sei disso, digamos que vou te ajudar com isso.

-Me ajudar mais?

Morena, não sei o que aconteceria comigo se não fosse você!

Rio, aceitando seu carinho em minha bochecha.

Decido ir ate uma galeria de roupas, o loiro esta só com a do corpo.

-Prometo te pagar tudo.

-Relaxe!- bagunço seus cabelos antes de entrarmos na primeira loja, farei uma bela dívida no cartao.

Ele escolhe umas blusas, bermudas, cuecas, sapatos, calças.

-O que acha dessa?

-Regata branca sempre é útil!

Passo o cartão, saindo com ele cheia de sacolas.

-Vou arrumar um emprego.

-Temos outras prioridades, vou pesquisar e tentar achar métodos que ajudem a sua memória voltar.

Terminamos a conversa a caminho de casa, não tem um outro quarto no meu pequeno apartamento, então desocupo algumas gavetas minhas e o ajudo a arrumar suas novas roupas.

-Estou invadindo sua casa!- constata rindo, cai ao meu lado na minha cama.

Pode parecer estranho, mas tenho duas camas de solteiro em meu quarto.

Geralmente tia Paylor vem passar alguns dias comigo, então preferi não vender essas e comprar uma de casal.

Não tenho namorado, de qualquer forma.

Vasculho minha cômoda e acho um bom conjunto de lençois, pego um travesseiro novo e arrumo tendo ajuda do loiro gentil.

-Vamos sair?

Vou te levar a um dos meus lugares preferidos.

Ele concorda, indo trocar de roupa.

Faço o mesmo, ponho tudo que preciso numa bolsa e espero o loiro ficar pronto.

Fica boquiaberta ao vê-lo entrar na sala, veste uma bermuda estilo militar e uma regata branca.

Sua pele é branca demais e vai precisar de protetor a cada vez que sair no sol, o chinelo em seu pé finaliza o look bem carioca.

-Essa roupa esta boa?

-Perfeita.- solto um sorriso, sem segurar a vergonha em saber que ele percebeu minha ultra encarada.

Embarcamos no metro e na ultima estação chegamos onde eu quero, Ipanema.

-Onde estamos, Kate?

-Ipanema.

Te lembra algo?- ele esta parado, encarando a rua cheia de prédios.

-Loiro?

-Acho que ja estive aqui.

Algo se ilumina em mim, estou conseguindo trazer suas memórias de volta.

-Sério?

Se concentra, tenta lembrar de algo a mais!

Suas mãos esfregam a têmpora, esta fazendo um esforço enorme, o que lhe resultará em uma dor de cabeça.

-Ei.- toco seu braço, chamando sua atenção pra mim.

-Ja é um início, não precisa lembrar de tudo agora.

Seus dedos procuram os meus, rapidamente os entrelaço lhe passando a força que precisa.

-Vamos? O passeio mal começou.

É instantâneo, o sorriso brilhante abre quando seus olhos batem no azul.

Não imaginei que seria tão incrível, mas pelo que estou percebendo, esse lugar vai se tornar seu preferido, assim como é o meu.

-Bem vindo a praia, loiro.

-Kate, é linda!

-Espere ate entrar nessa água gelada.- rio ao notar sua careta, caminhamos na areia quente ate ficarmos mais perto da água.

Por ser final de semana esta cheia, de crianças, adultos, idosos e turistas.

Estendo minha canga, alugo um guarda sol e tiro minha blusa ficando com a parte de cima do biquini exposta.

Tiro o protetor solar da bolsa, estendo a ele.

-É protetor, se não passar isso vai ficar dificil dormir mais tarde.

O loiro começa a passar, prendo o cabelo pondo os óculos escuros.

Ele fica mais branco do que ja é, acabo gargalhando, ate seus fios claros estão com o produto.

-Tem que espalhar mais.

O ajudo, passando pela primeira vez minhas mãos por sua pele quente e pálida.

Sua tatuagem de avião de papel no ombro parece mais bonita vista desse jeito, passo os dedos vendo-o arrepiar.

Travo um sorriso malandro, adorando sentir e conhece-lo mais.

-Prontinho, agora vire.

Seguro seu rosto na palma de minhas mãos, vendo o azul me prender sem nenhum esforço.

Entramos um belo contato, mas logo o quebro ao ver que a proximidade estava ficando menor. Me dou conta que estamos nos curvando na direção do outro, misteriosamente.

Passo os dedos por seu nariz, descendo pelas maças do rosto que ja estão vermelhas ~ pelo sol ou talvez por vergonha ~, subo pra testa e sobrancelhas.

Sendo seguida pela grande íris azul, cada vez que olho seus olhos parecem estar de uma maneira.

Como a pupila de um gato, que dilata ou diminui, fazendo a íris aumentar ou ficar apenas um risco azul.

Esfrego algumas mechas do cabelo, tirando protetor dos fios.

Ele sorri, gostando do meu ato.

-Agora esta perfeito.

-Obrigada, morena.

Começo a passar em mim, tentando escapar de suas encaradas descaradas.

Mas não consigo por muito tempo, ja que minhas costas e rosto são impossíveis de eu conseguir passar sozinha.

-Posso passar em você?- nem precisei pedir, mas aceito de bom grado.

Nunca tive o prazer de sentir suas maos em mim, se soubesse que seria bom, teria arquitetado um plano so para ter seu toque.

O gelado do protetor em contraste as suas maos quentes é maravilhoso, tudo fica melhor quando sua risada meio rouca brinca com meu ouvido.

-Esta arrepiada, Kate.

Oh merda!

-Isso é gelado.

Ele não responde, parece provocar ainda mais.

Sobe das minhas costas ate a nuca, onde cada mão vai para um lado do meu ombro.

Não tem resistir, relaxo como nunca antes.

Depois de minutos assim, sua voz volta a soar rente ao meu ouvido.

-Vira.

Fecho bem os olhos, evitando cair em tentação novamente.

-Que foi?

Sou tão feio assim?- pergunta baixinho e como meu impulso é maior que minha racionalidade, acabo respondendo.

-É o contrário!- pressiono os lábios, aflita pela bandeira que acabei de dar.

-Quer dizer... oh merda... esquece.

Seus dentes estão amostra, provando que minha resposta foi bem recebida por ele.

-Você é incrível!

Seus dedos contornam meu rosto, travo no azul puro.

Sinto minha pele ficar mais quente do que ja esta, nossa proximidade não ajuda quando sua respiracao bate em mim.

Seus movimentos seguem por toda minha face, descendo nos lábios onde fixa o olhar enquanto cortorna suavemente.

Como não me apegar a esse ser?

Ele acaba de espalhar o creme, mas continua com as mãos em mim.

-Obrigada.- sussurro, vendo-o sorrir timidamente.

Nosso contato é interrompido por uma daquelas quase senhoras de 50/ 60 anos.

-Esses jovens de hoje em dia...

Olha, Margarete. Demoram demais para se beijarem!

Travamos o riso, nos afastando.

Depois de guarda o protetor na bolsa, não resisto em chamá-lo para ir no mar.

-Estou bem aqui, obrigado.

-Ah não, loiro.

Você vai entrar sim!

Seguro sua mão, o puxando. O que não adianta nada ja que seu peso e força são maiores que os meus, somente faço um bico ridículo que arranca gargalhadas suas.

-Não mesmo, agua não é pra mim.

Bufo, indo atrás dele e empurro suas costas.

Caio na areia, mas não o tiro do lugar.

Por fim o loiro fica com remorço, pois minha cara esta cheia de areia, e levanta.

Quando seus bracos começam a puxar o tecido branco da camisa, engulo em seco.

Os músculos na medida certa, ombros largos, peitoral irresistível.

Deus, estou entrando em colapso aqui!

Seguro sua mão, o puxo ate a borda da água, ouvindo seus protestos num português misturado ao inglês.

-Anda logo!

-Tem tubarões ai dentro!

-É eu sou um, agora venha senão te mordo!- ameaço, querendo dar um belo mergulho.

-Ta mais pra  mermaid!

-Pro que?- o surpreendo, seu tom foi baixo demais, mostrando que não era pra mim ouvir.

-Mermaid.... em portuques é ....

-Sereia!- lembro das aulas de inglês que fiz, apesar do seu sotaque ser diferente, entendo suas palavras.

Suas bochechas avermelham, rio plantando um beijo em agradecimento ao elogio.

-E você é um belo polvo!

-Polvo?- solta uma risada estranha, não resistindo.

Sou surpreendida por seus braços, enrolam me segurando na altura da cintura e logo fico suspensa no ar.

O loiro me gruda a ele, provocando choques no meu interior.

Sou jogada na água, mas seguro em seus braços garantindo que ele venha junto.

Caimos os dois, não resisto em espirrar água nele, o provocando.

-Vai ter volta, loiro!

-Estou contando com isso, morena!

O olhar desafiador me pega de surpresa, assim como as famosas borboletas.

Elas que fiquem bem quietas la dentro.

-Viu? Algum tubarão arrancou sua perna?

-Engraçadinha.- seus anos atuais ~ ainda precisamos descobrir quantos anos esse homem tem ~ evaporaram, agiu como uma bela criança emburrada.

Continuo com um sorriso no rosto, as ondas começam a quebrar em nos. Vou mais adiante, sua preocupação é perceptiva, mas somente estendo minha mão o chamando.

-Vem comigo.

-É seguro?

-Jamais te colocaria em algo arriscado. - sua resposta vem junto com um aperto de mão, seu corpo fica ao lado do meu.

Vou verificando se há algum banco de areia, nao forço a barra, permaneço onde a água bate pouco acima do meu umbigo.

Salto pulando a onda que quebra um pouco a nossa frente, o loiro se anima e até vai debaixo d'agua.

Não solto sua mão quando esta submerço, o puxo ao ver uma grande onda chegando e quase o carrega pra areia.

-Se empolgou?

-O mar é ótimo!

-So não bebe muita água, o sal vai queimar seus lábios e te desidratar.

Acredite, experiencia própria.

-Ja bebeu muita água?

-Demais.- não da tempo de virar o rosto, somos acertados levando um belo "caixote". A onda quebrou cedo demais e nos acertou.

Outras pessoas também foram surpreendidas, ja que estamos caidos na areia. Não faço outra coisa a não ser rir, mas logo fico preocupada com o loiro, é momentâneo pois o identifico sob meu corpo.

Estou sobre ele, nossas pernas emaranhadas cobertas de areia.

-O que foi isso?- ele ri, limpando o rosto, faço o mesmo abominando o gosto de areia e sal na boca.

-Um belo caldo que tomamos.

Tento levantar, mas aparentemente ele resolve fazer o mesmo, o resultado é que caimos novamente.

Ainda tontos, apoio em seus ombros e ele que por reflexo desce as mãos pro meu quadril.

Um movimento e meu rosto cola no seu, então travo o corpo evitando mexer e a superfície irregular da areia ceder, nos fazendo passar por uma situação mais constrangedora.

Desco o olhar, analisando sua feição e reação.

Os labios entreabertos, o azul mirando em minha boca e a respiração irregular e quente batendo contra minha face. Tudo pede um beijo.

Sinto olhares em nós, me deixando constrangida.

O vento e a brisa refrescante do mar fazem meu cabelo voar jogando areia por nós dois, apoio um joelho na areia escorregando mais em sua direção.

Inclino pro lado, caindo com as costas ao seu lado.

Meu coração bombardeando meu peito, pedindo pro tempo voltar e o beijo acontecer.

-Você esta bem?

-Sim, eu so... vou tirar essa areia.

Corro pra água, me desesperando pelo quase acontecimento.

Ainda dou uma olhada pra trás, vendo-o ficar sentado acompanhando meus movimentos.

Ah, loiro.

O que estamos fazendo?



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