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História O pacto - Capítulo 15


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Capítulo 15 - A decadência do coronel


Levir estava desolado, trancou-se em seu quarto pelo resto do dia, ele saiu de a noite encostou-se no balcão e bebeu uma garrafa inteira de cachaça, ficou horas sentado encarando a garrafa que ao poucos se esvaziava, comeu um pedaço de um delicioso queijo meia cura e um outro de uma linguiça defumado. A noite foi passando e as poucas pessoas que tiveram coragem de permanecer no bar foram aos poucos se retirando até que finalmente restaram apenas Levir e o senhor João o dono do bar e da hospedaria que ficava no andar de cima.

__ Acho que está tarde __ comentou Levir enquanto se levantava, pegou a garrafa com o resto de bebida e começou a subir as escadas com dificuldades, João tentou ajuda-lo, mas foi impedido __ não preciso de babá, eu ainda sei onde fica meu quarto.

Levir acordou antes de o sol nascer, jogou uma água gelada no rosto, vestiu um belo terno cinza e quando estava passando pela escada viu João tomando café à beira do fogão à lenha, sua esposa dona Lucia estava tirando uma broa de fubá do forno.

__ Venha __ chamou João __ vem tomar café com a gente.

Levir sentou-se em uma mesa rustica, Lucia lhe serviu uma grande caneca de café, o aroma o fez voltar no tempo, servi-lhe um generoso pedaço de broa, os três comeram em silêncio.

 Sua cabeça estava atordoada com um milhão de pensamentos, sabia que tinha que fazer algo, precisava descobrir uma maneira de atingir Itamar, mas nada vinha em sua mente, terminou seu café e saiu em silêncio, apenas acenou a cabeça em sinal de agradecimento.

Itamar vai ter que me pagar, ele vai ter o que merece, um pensamento invadiu sua mente.

Levir saiu em busca de informações sobre seu mais velho desafeto, não demorou muito e encontrou senhor Irineu, um velho advogado, não era o único, mas era o melhor de toda a região, tinha sido contratado por Itamar para ajuda-lo em um processo de penhora. Eles se trancaram em seu escritório. Irineu era um homem muito ético, mas não admitia calotes e o coronel há muito tempo não pagava por seus honorários, com raiva e sob o efeito de três generosas doses de conhaque acabou expondo a nova situação financeira de seu antigo cliente.

__ O coronel Itamar está falido __ afirmou Irineu __ pouca gente sabe disso, ele faz questão de esconder, na verdade só eu sei a respeito desta informação e te digo mais, a fazenda grande foi penhorada para pagar parte de suas dívidas.

__ E porque você está me contando isso? __ Levir mantinha um sorriso satisfeito em seu rosto.

__ Nós temos uma amiga em comum __ respondeu Irineu.

__ E o que ela quer que eu faça?

__ O que for preciso __ Irineu matou seu conhaque, estirou o braço e abriu uma caixa prateada que estava em sua mesa, retirou dois charutos acendeu um e ofereceu o outro a Levir. 

__ O que você ganha me dando estas informações? __ perguntou Levir enquanto acendia seu charuto.

__ Eu quero cinco por cento de tudo que você ganhar sob minha acessória, quero também ser seu advogado exclusivo em futuras causas __ sorriu Irineu dando uma longa tragada e se servindo de mais uma grande dose de conhaque.

__ O que você me sugere? __ Levir parecia intrigado, coçou a barba e se esticou para ouvir o concelho de seu novo advogado.

__ Tome a fazenda __ começou Irineu __ ela é tudo que tem, deixe-o na miséria e somente depois  __ele suspirou fundo __ mate-o.

__ Mas como vou fazer isso?

__ Pelo que eu sei você tem muito dinheiro e muita influencia, use-os para comprar a fazenda.

__ E como eu o matarei sem deixar suspeitas?

__ Você sabe como__ Irineu sussurrou tão baixo que Levir precisou ficar na pontinha da cadeira para poder escutar seu novo mentor __ nossa amiga te deu meios para isso, use-os.



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