História O Pacto Juliantina - Capítulo 4


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Categorias Macarena Achaga
Tags Barbarena, Juliantina
Visualizações 6
Palavras 868
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Capítulo 4


 POV JULIANA

Hoje não foi nada fácil aguentar Valentina e seu desprezo na escola, eu não entendo porque ela sempre foi seca comigo, talvez seja pelo fato de eu ser bolsista e suas amigas simplesmente não gostarem de conversar com pessoas de classe baixa. O que é uma coisa muito idiota, isso também não muda o fato da Valetina também ser uma idiota quando quer. As aulas passaram rápido, pelo jeito Valentina está levando muito a sério o que o professor nos falou, pois não chegou atrasada pela primeira vez este ano e também estava afastada das conversas com suas amigas.

Chego em casa e peço para minha mãe o carro emprestado:

- mas filha, eu preciso usá-lo hoje - faço uma cara triste, porque nunca sou de pedir nada para minha mae,  e talvez por saber disso, ela logo muda de ideia - tudo bem filha, mas não faz eu me arrepender de você ter tirado sua carta aos 16 anos. Dou pulinhos de alegria e explico que vou demorar pelo menos duas horas.

Eu guardei algum dinheiro que será um benefício muito grande para alegrar Valentina  esses dias, vou ao mercado e compro refrigerantes, salgadinhos e uns docinhos. Aproveito para estudar a tarde, porque quero muito prestar vestibular, minha mãe jamais teria dinheiro para me sustentar na faculdade e não quero ficar atrasada por anos, antes de finalmente conseguir minha carreira de designer de moda, que eu tanto espero.

O dia passou rápido e quando vejo pela janela do meu quarto o motorista da Valentina chegou, vou para a cozinha e pego as coisas que comprei e logo fecho a casa, porque minha mãe está fazendo plantão hoje na lanchonete que ela trabalha. Valentina estava passando a rua, quando me viu, novamente sua cara não era das melhores, mas eu não me importei:

- Oi Val, animada para nosso primeiro encontro? Espero um pouquinho para ver qual seria sua reação, quando foi apenas o silêncio, logo ela estava indo em direção a minha casa - espera, não vamos ficar em casa hoje

- Onde nós vamos? Você sabe que não quero que sejamos vistas juntas - isso apertou o meu coração de certa forma, mas não poderia desistir disso.

- não se preocupe Valentina, vamos apenas andar um pouco de carro - talvez eu tenha falado isso de uma forma rude, porque vi o seu rosto um pouco triste

- mas quem vai dirigir?você tem 16 anos apenas - nesse momento eu já estava indo em direção ao carro e ela me seguiu

- perguntas só dentro do carro - minha raiva tinha passado um pouco e estava mais disposta a ser simpática

Sentamos no carro simples da minha mãe e percebi que Valentina não havia colocado o cinto

- Licença - peço educadamente e ela não entende muito bem, ate me ver puxando o sinto e o colocando nela.

- Obrigada - pela primeira vez sinto que sua gentileza foi verdadeira, nos olhamos por alguns segundos, quando acho melhor cortar esse momento e ligar o carro.

Estava dirigindo sem rumo, quando preferi iniciar nossa conversa - minha mãe me deu autorização para que eu conseguisse minha carta, na verdade, o namorado dela, trabalha na auto escola e conseguiu isso para mim. Seu olhar estáva perdido pelas ruas, quando me pergunta:

- Para onde vamos? Sorrio para ela e digo:

- só vamos andar de carro e conversar Val

- Conversar sobre o que Juliana?

- sobre nossas vidas, o que você gosta de fazer? Tento intercalar meus olhares na rua e no seu rosto

 - eu gosto de sair com meus amigos, aproveito sempre a piscina na minha casa - Valentina dizia desanimadamente, como se não quisesse responder

 - você gosta de ler Val? Eu sei que ela gosta, por conta que seu blog sempre dizia os livros nos quais estavam lendo

 - na verdade, pode não parecer... Mas eu gosto sim

- porque pode não parecer? Fico confusa com a forma que ela falou dela mesma

- Ah, eu não sei... As pessoas sempre acham que eu sou a típica pessoa popular, que gosta apenas de festas e Instagram - fiquei incomodada de  saber que Valentina havia escolhido  pensar assim do que as pessoas pensam dela

- eu jamais imaginei isso, você sempre foi a mais inteligente da Classe, e diferente de mim, nunca precisou ser como eu, que sempre me mato com meus cadernos para aprender, você sempre aprende de primeira. - consegui ganhar sua atenção, quando ganhei um simples sorriso dela, o que ela estaria pensando sobre essa resposta?

- todos sabemos quem é o gênio aqui, se eu fosse tão inteligente, não estaria nessa enrascada de quase repetir de ano e ainda aceitar um namoro com você - novamente ela me atacou, mas tentei não revidar, ofereci o que havia no carro e ela se animou tanto com os doces que eu comprei, que valeu muito a pena andar horrores para conseguir esse bendito doce que ela tanto falava no blog.

- estes são meus favoritos, como você sabia? Ela me olha curiosa.

- Se você me conhecesse de verdade, saberia que eu sou uma pessoa que vale a pena conhecer



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