História O Padre - Fanfic Park Jimin - Bangtan Boys (BTS) - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink
Personagens Jennie, J-hope, Jimin, Jin, Jisoo, Jungkook, Lisa, Personagens Originais, Rap Monster, Rosé, Suga, V
Visualizações 1.404
Palavras 3.440
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Anos depois, olha só quem tá de volta com atualização de O Padre????? Depois de quase ser linchada em praça pública, cá está Nalivia para atualizar essa belezura que vocês tanto amam e que está crescendo MUITO!
Confesso que o capítulo não está tãããããão porreta quanto eu queria que estivesse, mas eu perdi um pouquinho o fio da meada e aí já viram né.
Agora chega de enrolar porque vocês já devem estar loucas pra ler Padre.

Perdão os erros, eu escrevi isso muito rápido, como as meninas do fruteira squad sabe. FRUTEIRA TE AMO.

Capítulo 5 - Cinco


Fanfic / Fanfiction O Padre - Fanfic Park Jimin - Bangtan Boys (BTS) - Capítulo 5 - Cinco

Durante todo o caminho, Jisoo concentrou-se em formular uma frase para dizer à sua mãe quando ela lhe questionasse sobre o porquê de não tê-la contado sobre o novo padre. A garota não poderia dizer que houvera sido por falta de tempo, afinal, em duas semanas sem ao menos sair de casa, tempo era o que menos lhe faltava. A mãe não era burra e certamente se daria conta da mentira da garota quando o Park viesse cumprimentar a família Kim e olhasse de forma conhecida para a menina, ou interrompesse sua mãe quando a mesma diria seu nome ao novo sacerdote da paróquia, dizendo que já a havia conhecido. Rezava baixo em sua cabeça para que o padre não desse uma bola a fora, que não lhe fizesse — ainda que sem querer — ter mais marcas em suas costas que ainda ardiam.

“Qual seria a necessidade de contá-la que conheci o novo Padre?”, pediu a si mesma. “Muito provável que eu apanhasse se lhe dissesse, e sei que apanharei também por não contar.”

Ao pensar na dor novamente, o corpo todo se arrepiou. Se arrepiou pois ela sabia que o peso de sua consciência era ainda pior que os cortes que começavam nos ombros e se estendiam até as coxas. Doía, e doía em seu peito ter à quem recorrer mas não conseguir. Sentir que suas pernas travavam quando, diversas vezes naquela semana, ela tentava se levantar para correr até o padre e lhe pedir ajuda. Ela precisava de ajuda.

O sol estava escaldante, fazendo com que Jisoo derretesse dentro do tecido quente e grosso de seu vestido azul marinho. A bíblia começava a escorregar da mão graças ao suor que a pele expelia, e a menina sentia-se prestes a jogar o livro no chão e apanhar ali mesmo. Uma surra a mais ou uma surra a menos, não fazia mais uma diferença gigantesca em sua pele e nem em seu peito. Pelo menos ela via abrigo e resguardo em algum lugar naquele momento.

Diversas vezes durante a adolescência, se perguntara porquê diabos as famílias de seus pais fingiam que ela e Taehyung não existiam. Por que não se preocupavam? Em nenhum minuto durante toda aquela existência dolorosa e sofrida ela havia sido apresentada à proteção, e somente conhecia o amor por conta de seu irmão mais novo. Porque ele era a única pessoa que ela amava, e ele era a única pessoa que já houvera lhe dito um “eu te amo” que ela julgasse como sincero.

Mas também havia Jimin. Uma dádiva divina, feita por Deus e colocada em sua vida para tentar ajudá-la. Tirá-la de toda aquela consternação em que vivia, da aflição que sentia. Ela ouvia de sua mãe, entre uma chibatada e outra, que Deus guiava tudo, que nem mesmo uma folha caía de uma árvore a menos que fosse da vontade dele, e ela queria muito acreditar que era verdade. Queria que seu padre pudesse mudar seu destino, mas sabia que ele somente poderia ampará-la se ela lhe dissesse a verdade. E ela já estava a caminho da igreja, de qualquer forma.

Olhou diretamente para sua mãe, as mãos calejadas, os ombros curvados que eram cobertos pelo vestido preto que lhe abonava até os pés. Qual era sua concepção a respeito do amor? Jisoo pensava que ela nem mesmo o conhecia, e muito menos o sentia. Alguém que faz o que ela fazia com seus próprios filhos não podia senti-lo, e certamente não merecia o amor de volta. Nem mesmo de Deus, que era misericordioso. A menina não queria ter que fazer isso com sua própria mãe, mas via que era necessário. Por Taehyung e por ela mesma.

Seu irmão mais novo teria de ajudá-la. Precisava que ele a encobrisse enquanto ela ia atrás do Padre Park, pedindo-lhe para marcar um horário na próxima semana. A garota sabia que se comprometesse-se com isso, ela o faria, mas se não pusesse em sua cabeça que lhe era uma obrigação, ela procrastinaria até o dia em que Jimin já não pudesse mais acudir. Até que fosse tarde demais e ela talvez já não estivesse mais viva.

Segurou o punho de seu irmão com certa força, e o mesmo lhe olhou, assustado. Jisoo arregalou seus olhos o indicou de leve a mãe, e o garoto assumiu uma expressão extremamente desentendida em sua face de traços fortes e belamente simétrica. A menina rolou os olhos. O Taehyung que não passava o dia inteiro pensando em Jeon Jungkook certamente entenderia o que ela queria dizer.

Sim, ela estava com ciúmes de seu irmão. Estava com ciúmes porque ele sempre fora mais inconsequente, e sabia que se tivesse a ideia de fugir com seu patrão, ele o faria sem ao menos vacilar. E Jisoo não aspirava ser trocada ou largada pra trás, não ela que cometeria de tudo para salvar o mais moço de qualquer coisa. Mas tudo bem se ele quisesse, um dia, ir embora. Ela aceitaria e o auxiliaria, pois ele estaria fazendo o que ela nunca teve a audácia de fazer.

Nem mesmo percebeu que já estava prestes a subir a escadaria da igreja quando se libertou de seus pensamentos. Teria que agir por si mesma, sem a ajuda de seu irmão mais novo. Ela de fato esperava que o garoto entendesse o que ela havia querido dizer com o aceno de cabeça que lhe dera minutos antes.

— Mamãe. — proferiu, se achegando um pouco mais próxima da Kim mais velha.

— Diga. — falou, dura como uma pedra à garota insolente que se atrevia a pronunciar palavras no local santo.

— Eu... posso ir beber água e ao banheiro? Está quente demais, e ainda falta uma hora para que a missa comece. Prometo que não demorarei.

— Vá, e espero que realmente não demore. — a mãe ergueu a manga de se vestido e a menina viu os terríveis alfinetes que várias vezes lhe espetavam as pernas.

Assentiu com veemência e se separou da família, fazendo o caminho em volta do templo até o bebedouro dos fiéis para que a mãe de fato acreditasse que era o que ela estava indo fazer. Se esquivou por uma porta lateral que dava diretamente para dentro do pequeno museu de antigas peças coletadas em lugares muito distantes. Também haviam as imagens que haviam adornado a capela durante toda a sua infância mas que tinham sido substituídas por peças mais bonitas e novas, e as santinhas lhe olhavam, acusadoras. Ali dentro estava fresco e cheirava a diversos metais. Também tinha cheiro de barro, e o piso um pouco manchado lhe mostrava que aquilo havia sido lavado há pouco tempo.

Jisoo sabia exatamente onde era o escritório do padre. Não que tivesse ido até o local muitas vezes em sua vida, mas quando criança, durante a catequese — na qual sua mãe havia sido professora por um ano completo —, ela ia vez ou outra entregar papéis para o padre, já que vivia enfiada pelo pátio da igreja. O pai da família Kim, que era policial, sempre que tinha horas vagas de seu emprego se responsabilizava pela jardinagem do local. Todas as freiras haviam conhecido a menina, mas nunca, nenhuma delas se compareceu de seus machucados, afinal achavam que eram normais para uma criança serelepe que corria feito doida. Quem iria imaginar que a família Kim, envolvida com a obra como só ela, estaria abusando de seus filhos?

A menina não sabia exatamente como se sentiria ao encarar Park Jimin depois de todos os sonhos que teve durante a semana. Era até mesmo estranho pensar naquilo, mas eles eram frequentes demais para que ela apenas deixasse para lá. Havia simbolismo naquilo. As algemas, o padre largando sua batina, Taehyung e o namorado a soltando. Era muita coisa para que a mente pudesse processar e esquecer, então aquilo lhe assombrava, como um fantasma doloroso e amedrontador.

Dobrando todos os finais de corredores, que seguiam infinitos a sua frente, ela finalmente estava próxima de seu destino. Olhou novamente em seu relógio de pulso; apenas cinco minutos se haviam ido. Um barulho conhecido lhe deixou completamente alerta, a poucos metros de distância da sala de Park Jimin. Ela sabia ser o barulho de uma cinta ser desafivelada. Conhecia aquele barulho como conhecia os interiores da igreja. Cada bifurcação, cada galho em cada árvore, os adornos das roupas usadas para a dança. Ela reconheceu, e o arrepio não se conteve dentro de si.

Ainda que quisesse parar, ela não conseguiu. Continuou andando, devagar, os pés leves como plumas deixando os barulhos quase nulos. Estava tudo silencioso, exceto por um soluçar baixo e preces sôfregas, clamando por perdão. E não era qualquer perdão, pois clamavam pela misericórdia de Deus.

Meteu sua cabeça pela porta entreaberta, e se obrigou a tampar a boca com as mãos para não gritar assim que percebeu Park Jimin, ajoelhado ao chão, segurando uma soiteira, prestes a chicotear a si mesmo. O rapaz encontrava-se de costas para a porta, e possuía marcas tão ruins quanto as dela e Taehyung em seu dorso.

O couro cru cortou o ar e Park Jimin se envergou, deixando que um ganido saísse por entre seus lábios redondos e bonitos. A pele pálida se tornava rubra onde quer que o açoite tocasse, com uma força extrema, e ela percebia pingos de sangue escorrerem e pararem no barrado da calça de linho que o mais velho vestia. Como ele queria ajudá-la se ele nem mesmo era capaz de ajudar a si próprio?

Ela não sabia quantas ele iria aguentar, não sabia o motivo daquilo, não entendia porque alguém submetia a si mesmo a tal tortura. Talvez fosse por pecados, mas ela duvidava. O servo de Deus era santo, ele não iria se fazer sangrar para pagar por pecados, se ele tampouco os cometia. Jisoo estava completamente sem reação, sem chão, não estava aguentando vê-lo sangrar daquela forma, com os gemidos de dor que o homem dava.

Ele não teria a visto ali, como plateia de seu autoflagelo, se Jisoo, em meio aos prantos, não tivesse feito com que a porta se abrisse, fazendo com que o homem largasse o objeto que empunhava com rapidez, e virasse em sua direção, levantando-se no mais real dos sustos. Estava sem cor, os lábios trêmulos, tal como as mãos, e ela sentiu pena, como se pudesse ver o quão profunda era a dor dentro de seu padre.

— Me... me desculpe. — disse, assustada, olhando para o chão.

— Srta. Kim... — Park Jimin disse, mas ela não teve tempo de escutar o restante de sua frase, pois estava correndo pelos corredores, atordoada e extremamente culpada, numa velocidade inimaginável, em direção ao salão da igreja.


[...]


Tinha a impressão de que, durante todo o tempo que se prolongou a missa, o padre Park lhe fitara. Todo o sermão parecia ser dito diretamente a ela, ainda que Jisoo olhasse muito pouco em direção ao púlpito, já que todas às vezes que arriscava vislumbrar o local, a mãe lhe espetava com um dos alfinetes, obrigando-a a abaixar os olhos novamente. Sua pregação era forte, e atingia o peito com uma impetuosidade disforme, ele certamente havia levado diversas pessoas aos prantos, e ao menos dava para notar o tempo passando enquanto ele falava.

Sua mãe assumiu uma postura dura por todos aqueles minutos enquanto Park Jimin lhe olhava, e a garota tinha medo. Não era como se mudasse algo, para si mesma, apanhar por uma coisa a mais ou uma a menos, entretanto, a intensidade poderia variar. Sempre variava. A menina daria de tudo para ver, durante poucos minutos, o que a mãe havia remoído nos minutos anteriores, mas era impossível, então tratou conter os lábios trêmulos e segurar uma mão na outra até que o couro estivesse tão quente pelo atrito que ela teve que soltar.

— Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém. — ouviu a voz doce proclamar, e então a missa estava completamente finalizada.

O barulho estridente do microfone voltado para a caixa de som ressoou, e ela espremeu os olhos. O gosto férreo de sangue estava em sua boca, enchendo seu paladar com o sabor do líquido vermelho. Ela não sabia exatamente quando naquele dia havia adquirido a mania de morder o interior de sua boca com muita força, mas podia notar muito bem que a havia obtido.

A maioria das famílias já havia se levantado e seguia pelo corredor até os portais da igreja. Jisoo observava todas aquelas garotas, devidamente bem vestidas, usando maquiagem, os cabelos com cortes mais ousados, e ela de fato sentia inveja. Queria um dia ser como elas, mas sabia que não poderia ser, nunca sairia daquela vida medíocre ao lado de sua mãe, e ainda que o fizesse, tinha certeza que seria se casando com algum imbecil que não a amava.

O padre fitou a família, como a garota bem pôde sentir, e logo ele descia as escadas de seu púlpito em direção os membros dela. Jisoo sentiu-se estremecer, e novamente mordeu o interior da boca, tentado conter dentro de si mesma as coisas que a estavam incomodando, e certamente saber que sob a batina preta se escondiam cortes recém feitos era uma dessas coisas. Ela sabia estar escondendo coisas demais, logo ela que se culpou a vida toda por omitir da mãe que amava a arte e que não ia à igreja para ajudar as freiras com as crianças, mas não sabia o que fazer a respeito. Afinal, se ela dissesse a qualquer pessoa, o que sobraria a quem tentara lhe ajudar?

— Então vocês são a família Kim? — Jimin pediu, chegando de mansinho e agora evitando qualquer contato visual com Jisoo que fosse. Talvez ele tivesse entendido algo pelo simples fato de vê-la em uma porta.

Estava exatamente com a mesma postura de doçura que havia assumido no dia em que ela o conhecera, tão bonito, com sua batina cobrindo o corpo magro e um tanto alto em relação ao seu. Suas mãos estavam cruzadas nas costas, e ele curvou-se para a mãe dos Kim, ao passo que ela se virou.

— Padre Park Jimin. — a mãe disse, a voz afiada como uma espada, pronta para cortar a garganta de quem lhe dirigisse a palavra errada a qualquer momento. Há um tempo atrás essa voz, que não se propagava da boca da sua mãe com tanta facilidade, certamente a faria sair chorando. — Estou maravilhada por termos um padre tão jovem e sábio em nossa paróquia, e mesmo educado, como posso contemplar.

— Não é como se ultrapassasse minha obrigação como servo do senhor, não acha? Como um pastor controlaria suas ovelhas caso não lhes mostrasse amor, apenas lhes berrasse palavras de ódio? — o rapaz comentou, um sorriso de orelha a orelha em seus lábios, e a menina soube que havia tocado a ferida de sua mãe.

A velha se aprumou, deixando as costas retas como se crescesse a cada palavra dita pelo sacerdote da paróquia. Estava visivelmente incomodada, tentando fingir para si mesma, de alguma forma, de que não estava errada batendo em seus filhos. A menina tinha certeza que ela isso, já que a mãe passou a espetar os alfinetes diversas vezes em sua coxa.

Ela e o padre Jimin conversaram durante algum tempo. A mulher o pediu se estava se adaptando, como ia o processo de conhecer cada membro, se precisava de ajuda para alguma coisa, qualquer coisa que fosse. E de fato, Park Jimin se aproveitou disso.

— Na verdade eu precisaria sim de ajuda, Sra. Kim. Durante essa semana eu começarei a desempacotar meus pertences, e precisava que alguém me desse uma mão com a limpeza do local.

O coração de Jisoo espremeu forte o suficiente para que ela tivesse que levar a mão até o perto. A mão tremia, severamente, e a língua parecia estar grudada em seu céu da boca. Ela fechou os olhos e pensou em diversas maneiras para não precisar fazer aquilo, mas foi em vão. Quando os abriu novamente, foi porque sua mãe a havia tomado pelo braço e a puxava dois passos para a frente. Em instante algum deixou de encarar apenas seus sapatos.

— Minha filha pode lhe ajudar, padre, contanto que ela não tenha que voltar para casa à noite. Sabe como o mundo está hoje em dia.

— Sem problemas, senhora. Caso anoiteça eu posso levá-la em casa, se não lhe causar transtorno. — ele disse, mexendo as mãos em frente ao corpo. — Está tudo bem para você, Srta. Kim?

Ela sinceramente não sabia se podia dizer alguma palavra. Queria desesperadamente dizer que não, mas sabia que a mãe tomaria sua fala antes mesmo de começar, então continuou de olhos baixos, apenas fazendo um movimento singelo com a cabeça, em afirmação ao questionamento de seu padre.

— Então a partir de amanhã, logo após o meio dia é bom para ela? — pediu para a mãe da garota, assim que percebeu que de frente à mais velha Jisoo não podia falar muito.

— Está ótimo para ela, padre. Agora nós precisamos ir, passar bem e até amanhã.


[...]


Batia impacientemente o pé contra a grama do parque da igreja, enquanto olhava, incansável, para o relógio de pulso. Por mais contraditório que fosse, ansiava que o meio do dia chegasse, para que pudesse enfim entrar naquela igreja e passar algum tempo confinada com o sacerdote. Ela sabia que não deveria estar com aquele sentimento, não naquele momento, não com aquela intensidade, não por ele, mas era muito mais forte do que ela podia aguentar. Talvez sentir que vinha proteção de algum lugar lhe fizera sentir daquela forma, completamente magnetizada em relação e ele.

Meio dia em ponto. Sua sombra estava exatamente embaixo de si, quase não existia. Levantou do banco, arrumou o vestido e refez seu coque alto e bem preso na cabeça, sentindo que as borboletas de seu estômago estavam mais agitadas do que nunca. Jisoo havia se comparecido de sua dor, e havia se visto no mais velho, então como exatamente ela poderia controlar sua sanidade nesse momento? Ela estava certa de que o coração ferido havia voltado a pulsar, e o motivo, dolorosamente escolhido pelo destino, era alguém intocável que ela jamais poderia ter em mãos.

A menina não conhecia amor romântico, por isso achava apenas ser sua empatia. Pobre garota boba, não fazia ideia de que seu peito afundava a cada segundo, e que sua ida em direção ao precipício do amor se tornava cada vez mais sem volta. Não que ela fosse querer voltar, afinal entre sua mãe e a morte certa, ela escolheria o caminho que acabaria de vez com sua vida, se bem que ela sabia que ambos a matariam de qualquer forma.

Novamente ela se esquivou pelo pequeno museu em direção ao escritório do padre, que desta vez permanecia de portas fechadas, na qual ela bateu.

Park Jimin atendeu a porta. Vestia uma calça social bege e uma camisa azul, os cabelos estavam bagunçados e ele realmente parecia ter acabado de acordar. Lindo. Era o único adjetivo que poderia ser adicionado a ele num contexto geral da frase. Ele era bonito sem o mínimo esforço, e ela sentiu o peito ficar doído por segundos antes de lhe dizer um:

— Olá, padre.

— Você é bem pontual, não acha? — ele disse e sorriu.

— Talvez seja. — sussurrou, abaixando a cabeça para que ele não visse suas bochechas corarem.

Ele lhe disse para entrar, num gesto de mão trivial. De fato haviam caixas, mas não era muita coisa, e ele facilmente poderia lidar com aquilo sozinho. Jisoo sentiu-se um pouco insegura, pois tinha a certeza de que o padre não a havia chamado apenas para ajudá-lo. Ela sabia que iria confrontá-la, diretamente, e a garota não saberia o que fazer.

Deu um giro completo antes de olhar novamente para Park, sorrindo minimamente. O rapaz carregava um semblante neutro, sem sorrisos mas também sem ódio dentro de seus olhos, e estava com seus braços cruzados na frente do corpo. Andou na direção da menina, a qual recuou até sentir a estante em suas costas. Por que ele estava tão próximo?

Os braços do mais velho fizeram barreiras dos lados do corpo de Jisoo, para que ela não conseguisse se desprender se tentasse. Ele estava a uma iminência perigosa, e sua respiração quente vinha exatamente na menina, que estava com a face erguida para então ver a face do mais alto. Park repuxou o lábio, e logo disse:

— Me diga, Jisoo. O que estava fazendo aqui ontem, naquela hora do dia?


Notas Finais


Foi isso! Agora eu irei responder os comentários do capítulo anterior nenês ❤
Espero que tenham gostado, e perdão pela demora! Beijinhoooos


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