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História O Padre ( Jikook ) - Capítulo 1


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Notas do Autor


Essa fic nao tem a menor intençao de ferir qualquer sentimento religioso é apenas uma simples historia sem pretençao de ferir qualquer fé.
🌹

Capítulo 1 - O véu


Fanfic / Fanfiction O Padre ( Jikook ) - Capítulo 1 - O véu

Idade media.

Ano de 1419

Seculo xv

Ride - dinamarca

Beati caelesti pater, sanctifica animam meam corpus meum et in caritate. ( bendito pai celeste, santifica meu corpo e minha alma amem.)

O ceu da noite se fez cinsa e as nuvens tornaram-se negras. A floresta foi tomada por uma brisa gelida e ecos de sons ee animas assustavam o espirito das arvores de cascas grosas e folhas verdes. Uma neblima branca pairava sob todo o reino e la nas montanhas um raio caiu sobre um pinheiro que derrotado debruçou-se sobre a terra derramando suas pobres folhas.

A leste a cavalaria avançava rumo ao norte e um trotar insistente de cavalos aplacavam.o solo fazendo um som assustador e gerando ecos de horror. 

20 encapuzados com seus cavalos negros corriam entre a neblina passando pelas arvores da floresta e nesse mesmo instante o choro fino de uma criança recem nascida ecoou por todos os bosques. Os cavaleiros incapuzados corriam mais depressa e enfim chegaram a ponte que rapidamente foi atravessada.

- Quem vem la? 

Gritou o guarda em meio a escuridao vendo alguns vultos negros se aproximar.

- Abra em nome do rei. Ordenou um deles que ja se encontrava em frente ao grande portao.

Nesse mesmo instante o grande portao de madeira desceu e sem perder qualquer tempo os encapuzados adentraram o local.

Sentado em uma cadeira de ouro o conde observava o fogo da lareira intrigado e pensativo quando de repente os estranhos seres de capus entraram e sem fazer qualquer mensao de cumprimento subiram rapidamente as escadas passando pelo conde que nem mesmo se ergueu para impedir, apenas permitiu que eles realizassem de uma vez por todas o que os levou ali.

Depois de algum tempo um deles desceu as escadas e aborrecido disse:

- Onde estao?

- Nos aposentos de minha esposa.

- Nao estao.

- Impossivel.

- Entao veja.

O conde imediatamente subiu as escadas invadindo o comodo que estava vazio.

- Guardas. Gritou ele.

- Sim mi lorde?

- Quero que encontrem minha esposa e aquela aberraçao.

- Sim senhor.

Os gurdas sairam a procura condesa.

Nos escuros bosques de ride alguem com um capuz branco corria entre as arvores e os galhos soltos, pisando em espinhos e sem se importar com a dor. Animais faziam um som estranho, mas isso nao a impediu de correr sem se importar em se deparar com alguma estranha criatura.

Continuava a correr e almentou seus passos quando ouviu um tropeu de cavalos se aproximar vindo da direçao norte. Eles estavam perto e sabendo disso escondeu-se atras de grandes arbustos e em silencio esperou ate que os cavaleiros passassem e assim que sentiu que estava fora de perigo saiu dos arbustos e correu mais ainda.

Correu por mais um tempo ate chegar nas montanhas. A escuridao nao ajudou muito seus passos, mas o clarao dos relampagos iluminavam algumas estradas. Um vento forte e frio envadio o lugar e algumas gotas de chuva ja caiam do ceu e sabendo que precisava de abrigo procurou em todos os cantos um lugar para se proteger ate que por fim encontrou uma pequena e escura caverna e la entrou e sentou-se em uma pedra. A criança em seus braços começou a chorar e a abraçou para aquece-la ate que a criança adormeceu.

A chuva caia com uma fortaleza nunca antes vista e os raios cortavam o ceu com um som agonizante.

A condesa segurava gentilmente seu filhinho no colo e lembrou-se das palavras de seu esposo.

{ Assim que nascer morri }

Mas ela ja sabia que iria acontecer e assim que seu filho saisse de seu ventre ele morreria assim como aconteceu com seus dez tecereiros filhos, sempre que estava a espera de seu teceiro filho ja temia o pior porque sabia que ele deveria morrer e mesmo que nao desejasse assim o fato aconteceria mais cedo ou mais tarde, mas dessa vez resolveu que nao permitiria e este ela sauvaria.

Jamais esquecia o choro de seus bebes antes da morte, era tao agonizante e nao era capaz de fazer nada ja que era trancafiada dentro do quarto sem ordens para sair e entao era obrigada a ouvir aquela tortura e imaginar.a.espada ultrapassar os pequenos coraçoeszinhos.

Ergueu-se e colocou delicadamente a criança em uma pequena aglomeraçao de grandes folhas, o ageitou de modo que ficasse confortavel. Assim que o colocou gentilemente em seu bercinho improvisado a condesa caminhava levemente de uma lado para o outro sem poder dormir, sabia que precisava voltar para o castelos afinal seus.dois filhos estavam la e precisavam dela, mas nao sabia como o faria ja que nao podia levar seu recem nascido consigo, pois assim que chegasse la ele seria morto de uma forma outra e sabia que mesmo que suplicasse o conde nao mudaria de ideia e desesperada pensou em inumeras saidas, mas nao era capaz de encontrar nenhuma.

Depois de algum tempo pensando congitou a possibilidade de colocar seu filho na porta de alguma cholpana para ser cuidado por outra familia e embora a ideia cortasse seu coraçao seria ela a mais propicia, porem lembrou-se que mesmo que o deixasse na porta de outra familia esta tambem o mataria ou avisaria ao rei que a tal criança estava la e logo mudou de ideia, todos daquele reino sabiam da criança que precisava morrer e claro como todos temiam a o recem nascido e obedeciam as ordens do rei matariam a criança imediatamente. A condessa estava entre a cruz e a espada, nao sabia o que fazer e seu desespero so aumentava.

Continuou com seus profundos pensamentos ouvindo o som da chuva.

{ Nenhum de seus terceiros filhos poderao viver }

Muitas lembranças invadiam sua mente a torturando e lembrou-se do seu primeiro teceiro filho:

{ Matem-o }

{ Nao.... Por favor... }

E lembrou-se de seus gritos de suplicas e desespero e o som estrindente da espada que saia da bainha.

Fechou os olhos tentando esquecer, mas os diversos choros aplacavam sua mente e isso a angustiava, olhou para a criança atras de si e sentiu um tremor invadir seu partido coraçao. 

A condesa entao vai ate a entrada da caverna e um clarao imenso do relampago invadi o espaço. Ela entao observava a chuva cair lembrando-se de todos o choros que ja ouviu de seus recem nascidos ja mortos e entao olhou para o ceu suplicante tentando encontrar uma soluçao e entao olhando para a imensidao do ceu tocou no crucifixo que carregava em seu pescoso e entao se ajoelhou e orou:

- Ave Maria, gratia plena, dominus tecum; benedicta tu in mulieribus et benedictus et benedictus fructus ventris tuae Jesus. Sancta Maria, mater dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae amen.

Apos orar em latim sua oraçao mais amada da virgem santa a condessa fez o sinal da crus e de joelhos e as maos cruzadas olhou para o ceu e disse:

- prometo consagrar meu filho a ti senhor... Hoje e sempre ele servira so a ti por toda a eternidade. Salve-o dessa maldiçao, ti rogo rei dos reis.

Apos fazer sua fiel promessa a condessa tirou seu crucifixo o beijando e colocando em seu recem nascido.

Na manha seguinte mesmo com medo pegou seu filho no colo e o levou para o castelo e assim que adentrou as portas os olhares de todos deitaram-se sobre ela uns com ira e outros com medo.

- A criança esta com ela. Disse um deles.

- Ainda nao esta morta. Disse outro.

A condessa de aproximou de seu esposo e logo este se ergueu e disse:

- Matem-o.

Os guardas estavam prontos para obedecer e entao a condessa disse:

- Nao se mata um santo.

Todos a olharam perplexos.

- O que esta dizendo? Questionou o conde.

A condessa se aproximou de seu esposo e disse tirando o manto de sei filho:

- Veja.

O conde ficou desnorteado e surpreso e entao disse olhando para a alva criança:

- Onde esta a marca?

- Eu o entreguei a Deus, a marca nao existe mais.

- Impossivel. Disse o conde ainda perplexo.

- Ele nao é mais amaldiçoado.

- Mas como? Disse o conde ainda surpreso e sem crer.

- So a uma explicaçao. Disse um monge presente.

- Entao?

- Esta criança é pura e santa por isso superou a terrivel maldiçao.

O conde ainda estava surpreso, mas nao podia negar a realidade dos fatos, a marca nao estava nas faces da criança e era uma crinaça linda e candida.

- Uma criança santa. Disse alguem ao lado.

- Uma criança pura. Disse outro.

O monge tomou a criança nos braços e junto a seus pais entraram na capela no castelo colocando sobre a mesa de bastismo e disse:

- Eu te batizo Jeon Jungkook. 

E com a agua benta lavou a criança.

A condessa o pegou no colo e disse colocando em seu rostinho um veu transparente rendado.

- Por ser puro nimguem jamais podera ve-lo e voce meu filho servira so a Deus.

O veu foi colocado para jamais ser tirado e entao os monges levaram a criança pura para ser ensinada.

Consagrado a Deus e com um veu Jeon foi chamado de a criança santa que venceu a maldiçao.

O veu guardava sua pureza.

Non est sanctus, in nomine domini amen.



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