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História O paraíso é azul! ; Taekook - Capítulo 21


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Notas do Autor


➳ Oi oi oi com uma selfie do mauricinho na mídia 💙

Não vamos julgar o menino Jeon galerinha, ele é um nenê e tem direito de ficar confuso e chateado... Vamos dar muito amor a ele e ao papai incrível dele hihihi

Muito obrigada por todos os comentarios do capitulo anterior ♥ Eu ainda não terminei de responder todos pq minhas aulas voltaram :( Mas ainda hoje vou responder tudinho, eu amo vocês! ♥

Boa leitura, pimpolhos!!!
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Capítulo 21 - Papai;


Fanfic / Fanfiction O paraíso é azul! ; Taekook - Capítulo 21 - Papai;

Decepcionado, talvez seja a palavra que mais define Jeongguk neste momento. Como tudo poderia ter chegado a esse ponto? Tudo que ele acreditava foi demolido por uma bomba chamada Byun Chunja. Se seu pai mentiu sobre o paradeiro de sua mãe, o que mais Jeongy poderia ter omitido de si?

Prometeu a Taehyung que iria conversar o mais rápido possível com seu progenitor, porém Jeongguk falhou miseravelmente. Passou duas semanas ignorando seu pai, ia dormir mais cedo; se trancava no quarto; ficava no apartamento de Taehyung até a hora deste ir trabalhar e chegou até um dia passar a noite sozinho na casa do Kim. Com isto os meninos ficaram mais próximos do que já eram.

Também não conseguiu rever sua mãe nem sua irmã, apenas trocava alguns áudios com a pequena na hora de dormir.

Jeongguk não conseguia ficar muito tempo sozinho sem cair em seu próprio poço, sua mente insistia em criar diversas utopias que hoje teria uma família se Jeongy tivesse aceitado sua mãe a voltar em sua vida quando criança, poderia ter poupado tanto sofrimento... Mas ele entendia que seu pai fez de tudo para o proteger. Tudo dói tanto...

O estopim foi quando Jeongguk sentiu vontade de morrer.

Por causa disso, começou a passar mais tempo com seus amigos, dormiu na casa de Minho alguns dias, após passar a tarde toda com Taehyung. O azulado estudava consigo um pouco todos os dias e dormia à tarde. Jeongguk não admitiria, mas ficava longos minutos o observando dormir enquanto uma calmaria incomum adornava seu corpo, o livrando de sentimentos ruins.

Taehyung sabia que Jeongguk estava em um momento vulnerável, por mais que ele sorrisse e conversasse normalmente, o Kim via seu olhar quebrado e os suspiros sôfregos que este dava quando ficava sozinho refletindo sobre algo. O sexo entre eles rolou mais vezes naquelas duas semanas e com o fogo que ambos adquiriam quando estavam juntos, o sexo foi melhorando gradativamente.

Se isso fosse possível, Taehyung se sentia mais apegado ao menor, por tê-lo ao seu lado todos os dias. Ele não sabia, mas esse sentimento era totalmente recíproco.

Naquele final de semana seria a festa de Minho, o ônibus que os levaria para o rancho de sua família sairia no sábado de manhã e voltaria domingo à noite. Taehyung trabalhou todos os dias para conseguir folga na sexta, sábado e domingo. Neste momento estava deitado na cama gigante de Jeongguk com este ao seu lado, de banho tomado, usando um dos pijamas de seda do menor, após ter gozado enquanto surrava com vontade a próstata de Jeongguk e o ouvia se derreter sobre seus braços, agora um filme de terror passava na tela gigante da TV do quarto. Os meninos combinaram de Taehyung dormir na casa de Jeongguk para que no dia seguinte fossem a pé para a escola - ponto de encontro do ônibus do Minho.

Jeongguk queria testar o Kim, queria vê-lo passar medo e poder zuar consigo, mas o feitiço estava virando contra o feiticeiro. No meio do filme se lembrou do motivo dos filmes de super heróis serem os seus favoritos.

— Esse filme é um lixo. — Taehyung falou roucamente, enquanto enfiava um bocado de pipoca na boca. Jeongguk se sobressaltou com o susto ao ouvir o timbre grave.

— Li-lixo é sua cara... — resmungou tentando soar confiante, mas a hesitação o entregou.

Taehyung sorriu ladino e voltou a prestar atenção no filme que mais parecia um documentário de câmeras de segurança em uma casa enorme. Desde o começo ele percebeu como Jeongguk estava tenso, os lábios cheinhos comprimidos em um bico e as sobrancelhas franzidas denunciavam sua insegurança.

Em um determinado momento de silêncio, Taehyung chegou mais perto do menor e o tocou com força, o empurrando para o lado. Jeongguk sentiu vontade mais uma vez de virar um avestruz, o grito fino e estridente que havia soltado entregou todo o jogo.

Taehyung gargalhava e limpava as pequenas lágrimas que caíam de seus olhos, enquanto se contorcia por causa da reação de Jeongguk. O mais novo cruzou os braços e virou o rosto, formando um bico em seus lábios e as bochechas ruborizadas por ter sido desmascarado.

Taehyung o achou mil vezes mais adorável...

Parou de rir e segurou o rosto branquinho pressionando ambas as bochechas, fazendo o bico se tornar maior ainda; sorriu, completamente hipnotizado. Beijou a pintinha abaixo do lábio inferior - sua favorita junto com a do pescoço - e pressionou selares molhados na boca cor de cereja, enquanto Jeongguk murmurava protestando para parar com isso.

— Guk-ah está com medo. — falou divertido, puxando Jeongguk para sentar no meio de suas pernas. — Eu te protejo, mauricinho.

— Não estou com medo! — resmungou, cruzando os braços e se acomodando entre as pernas do Kim. — E desde quando um baiacu consegue defender alguém de forças sobrenaturais?

— Vou te assustar de novo se continuar assim.

— Você nem ouse fazer isso!

— Está duvidando? — Taehyung arqueou uma sobrancelha enquanto Jeongguk virou o rosto, o encarando.

— Boca de baiacu. — ralhou, revirando os olhos sorrindo quando Taehyung voltou a pressionar selinhos demorados em sua boca. — Você anda muito carente, Kim. — brincou com os lábios rentes ao outro.

Taehyung riu e voltou a se encostar na cabeceira macia de Jeongguk, pegou o controle e voltou alguns minutos do filme e o retomou. O menor tremia em algumas cenas, arrancando risos nasalados do outro, que não resistia à vontade de o apertar; o embalando em um aviso mudo que estaria ali para o proteger.

Droga, Taehyung estava muito apaixonado!

Tudo em Jeongguk o fazia sorrir e rir sem motivos, o que ele faria com essa nova descoberta? Jeongguk nunca deu sinal de que nutria algum sentimento maior que amizade por si... Jeongguk nem tinha certeza se gostava de meninos! Suspirou e, como sempre fazia assim que essas inseguranças apareciam, as mandou para o fundo de sua mente; pressionou o nariz sobre o cabelo recém lavado do moreno, sentindo o cheiro doce de mel adentrar em seu olfato.

Mais uma cena tensa rolava no filme, Jeongguk mordia o dedão de Taehyung - mania que adquiriu recentemente por passar mais tempo com o Kim - enquanto o azulado acariciava a orelha cheia de furinhos com somente uma argola no momento, - uma mania também recém adquirida pelo maior - quando três batidas na porta o fizeram pular e gritar.

Jeongy ao ouvir os gritos, abriu a porta sem hesitar. Arregalou os olhos assustado quando encontrou Jeongguk caído no chão espantado e Taehyung sentado na cama enquanto o olhava parecendo que viu uma assombração.

— E-eu atrapalhei algo? — perguntou apreensivo.

— Pai! — Jeongguk levantou rapidamente, enquanto Taehyung pausava o filme. — A gente está vendo um filme de terror- você nos assustou.

— Eu preciso conversar com você, Jeongguk. — ditou, olhando o menor com determinação.

— Eu estou ocupado... — murmurou, olhando para Taehyung com os olhos brilhando e as sobrancelhas levantadas, pedindo silenciosamente para o maior o socorrer.

— Jeongguk, eu estou a duas semanas sem ver sua cara. Você até cortou o cabelo!

— Está chegando as férias de inverno, estou ocupado estudando.

— Todos os dias? — o menor assentiu, mordendo o lábio inferior. — Até quando você dormia na casa do Minho e do Taehyung?

— Estou no terceiro ano, a matéria é mais difícil.

— Jeongguk, você está namorando? Olha filho, se for isso não tem problema, você sabe que eu nunca iria te proibir. — Jeongguk e Taehyung abaixaram a cabeça ao mesmo tempo, tentando segurar o riso. Jeongy arregalou os olhos. — Filho! Você está namorando o Taehyung!? Olha, se você for gay papai vai-

— Papai! Eu não estou namorando ninguém! — sentiu suas bochechas esquentarem drasticamente, Taehyung segurou uma gargalhada. — Por favor... eu quero muito acabar esse filme.

— Jeongguk, eu não queria fazer isso... mas se você não for falar comigo hoje, eu não vou deixar você ir na festa do Minho.

— O que!? Por que isso de repente?

— Duas semanas, Jeongguk.

O menor bufou, revirando os olhos.

— Eu já vou...

— Estou te esperando no meu quarto. — Jeongy ditou e saiu, fechando a porta e deixando os dois meninos no quarto.

Jeongguk suspirou e ficou inerte em pensamentos. Como ele falará para o pai tudo que está sentindo de uma forma que não o magoasse? E se depois as coisas nunca mais voltassem a ser como era antes? O relacionamento entre pai e filho poderia mudar para sempre depois desta conversa... Por mais que o menino Jeon esteja magoado, ele ama o pai, e muito! Ele entende demais todos os sacrifícios que seu progenitor fez e faz para si...

— Ei. — Taehyung o chamou, apreensivo. Jeongguk estava em pé, no meio do quarto, o Kim se levantou e foi até ele. — Não pense demais, só fale o que o seu coração quer dizer.

— É fácil falar, Tae...

— É fácil falar e fazer, mauricinho.

— Tenho medo do meu pai ficar magoado comigo por eu ter visto minha mãe sem ele saber... — segredou baixinho.

— Guk-ah, eu conheço vocês a quatro meses apenas, mas por todas as vezes que vi seu pai com você, eu consegui ver um amor incondicional dele para com você... Não há nada que fará ele deixar de te amar. — assegurou, com um sorriso terno. — Ele pode, sim, ficar magoado... É um direito dele, mas também é um direito seu conhecer sua mãe. Será só uma fase, depois tudo ficará bem.

Jeongguk ouviu atentamente as palavras de seu hyung e suspirou, sentindo a tensão de seus ombros se dissiparem aos poucos. Fugir não é uma opção.

— Tudo bem. Eu vou lá falar com ele... — respirou fundo. — Se quiser dormir, pode dormir. Não sei quanto tempo eu vou demorar...

— Vou te esperar, Jeongguk-ah. — falou convicto, enquanto um sorriso retangular preenchia sua face.

Jeongguk sorriu de canto, enquanto analisava todo o rosto bem trabalhado do azulado. Taehyung é a definição da perfeição. A pele acobreada, o maxilar anguloso, a boca carnudinha que formava um coração com uma pintinha no cantinho - cada segundo que Jeongguk olhava para ela, o fazia querer degustar do gosto maravilhoso dos lábios de outrem -, os olhos grandes felinos, a pálpebra dupla em somente um dos olhos, a pintinha na linha d'água, o nariz redondinho com outro sinalzinho bem na ponta, a barba aparada quase imperceptível, os cabelos azuis que combinavam perfeitamente com ele... Sorriu bobamente enquanto o olhava.

Taehyung percebeu os olhos jabuticabas ganhando um brilho diferente conforme os segundos passavam e Jeongguk continuava o analisando, o sorriso pequeno ia se alargando e quando alcançou o formato de coelhinho, sentiu seu coração derreter. O azulado deu um peteleco fraco em sua testa, o fazendo sair de transe.

— Ai! Doeu! — reclamou levando as duas mãos branquinhas para a testa, formando um beicinho.

— Vai logo falar com ele. — segurou nos ombros de Jeongguk e o virou, empurrando em direção a porta.

— Tô' indo. — resmungou enquanto Taehyung ainda o empurrava contra a saída, antes de sair roubou um selinho do menino.

— Boa sorte. — falou um pouco mais alto, quando Jeongguk já estava andando no corredor a caminho do quarto do pai.

O moreno respirou fundo, olhando para a grande porta branca fechada. É agora. Tudo pode acontecer, não há como prever as reações do Sr. Jeon, mas Jeongguk tem certeza de que nada do que acontecer dentro daquele quarto o fará amar menos seu pai. Bateu duas vezes, esperando o chamado para entrar.

— Oi, papai... — falou acanhado, olhando para baixo e fechando a porta atrás de si.

— Nossa, eu ainda tenho filho. — Jeongy fez uma tentativa de humor, para Jeongguk rir; falhando miseravelmente. — Senta, filho. — ditou sério, erguendo as sobrancelhas bem trabalhadas enquanto via Jeongguk se arrastar até o sofá do quarto. Se sentou ao seu lado, tentando desvendar as pequenas mudanças de expressões que seu rebento poderia fazer. — O que aconteceu para você me evitar por duas semanas?

— Muitas coisas... — Jeongguk não conseguia olhar dentro dos olhos negros de seu pai, a culpa por ter escondido um fato tão importante do maior o consumia de dentro para fora.

O tempo todo pensou que o maior motivo para o ter evitado era o fato dele ter mentido para si... A verdade era que o medo de magoar seu pai está se fazendo mais presente do que o fato dele ter o omitido a verdade, claro que o fator anterior contribuiu muito, mas Jeongguk se sentia um mal agradecido diante da imagem de seu progenitor.

— Só vou saber se me contar...

Silêncio.

— Jeongguk?

Mais silêncio... Jeongy estava ficando preocupado, em 18 anos nunca viu seu rebento tão abatido. Jeongguk se encolhia cada vez mais no sofá, segurando com força a blusa de seu pijama, tremendo enquanto os olhinhos vagavam por todos os lados menos para Jeongy.

— Jeongguk, nós somos um time... Eu e você. Não importa o que tenha acontecido, sempre será eu e você... — Jeongy assegurou. Se aproximou de Jeongguk e ao tentar encostar em seu filho, o moreno se esquivou, fazendo o mais velho se sobressaltar. — Jeongguk...?

— Como você me diz que somos um time... — começou com a voz embargada. — Se você mentiu para mim!? — gritou, se endireitando no sofá.

— O que? — Jeongy sentiu seu coração se partir ao ver o mais novo com os olhos cheios de lágrimas e o corpo tremendo. Tão abatido...

— Eu encontrei com a minha mãe-

— Não acredito que fez isso! O que ela falou para você!? — foi a vez de Jeongy se exaltar.

— Que você mentiu pra' mim! Ela veio atrás de mim quando eu tinha três anos! E você a mandou embora! — Jeongguk se levantou, derrubando lágrimas quentes em sua epiderme. Jeongy o encarava incrédulo. — Me diz... isso é verdade? Hein!?

— Jeongguk... — falou com a voz embargada, entregando toda sua culpa por ter escondido um fato tão importante.

— Eu-eu... Nós seríamos uma família...!

— Não seríamos!

— Por que você mandou ela ir embora!? Por que nunca me contou!? — Jeongguk andava para trás, conforme seu pai tentava se aproximar.

— Jeongguk, senta para conversarmos...

— Eu estou bem em pé...

— Eu larguei tudo para cuidar de você. Tudo! — Jeongy estava em prantos, junto com seu filho. O mais velho sentou no sofá, enquanto Jeongguk o olhava com os braços cruzados, fungando baixinho enquanto lágrimas escapavam de seus olhos. — Sua mãe voltou tarde demais, Jeongguk... Ela quis chegar quando você já era um pestinha que corria e falava pelos cotovelos, repleto de alegria... — sua voz era repleta de mágoas ao se lembrar do dia que a mulher apareceu na porta de casa, querendo se aproximar de seu filho; de seu Jeongguk. — Ela não viu sua primeira palavra, não viu seu primeiro dia na escolinha, não foi seu porto seguro em nenhum momento, não passou noites em claro, não chorou quando não sabia mais o que fazer quando você só sabia chorar e chorar... é muito fácil chegar quando você já é maiorzinho e faz tudo sozinho! Eu... eu... eu senti raiva! Eu passei muitos perrengues para te criar, só Deus sabe o quanto foi difícil fazer faculdade e te deixar na casa de estranhos na parte da noite, eu chorava na sala de aula preocupado com meu filho de apenas seis anos... Eu senti tanto medo!

A essa altura Jeongguk soluçava alto, abraçando o próprio corpo com os braços. Suas pernas fraquejarem e ele estava ajoelhado no chão, em prantos, ouvindo todo o monólogo de seu progenitor. Diversos sentimentos rondavam sua mente, tais como: culpa, raiva, arrependimento... eram tantos de uma vez que sua cabeça estava doendo.

— Eu deveria ter te contado, mas eu não me arrependo, Jeongguk... Eu dei todo o meu melhor para você e hoje você é um homem, mais que isso, você é um homem bom. Tenho todo o dinheiro para te deixar a vida toda sem precisar trabalhar, posso te dar tudo que você quiser, mas eu não criei um encostado... Você sempre foi o melhor aluno, você tem vontade de fazer faculdade, você é humilde e generoso. Eu não falhei como pai e só isso que importa para mim...

— Pa-papai...

— Quando sua mãe veio atrás de você com 12 anos, o que foi que eu falei para você? Você lembra?

— Q-que era para eu da-dar uma chance... — falou enquanto soluçava.

— Sim... Você estava grande para decidir isso e preferiu acreditar que ela só queria meu dinheiro, não me culpe por querer seu melhor. Quando você tinha 3 anos, sua mãe tinha sua idade de agora, 18 anos.. Ela era muito instável e eu tive medo de você se apegar e ela decidir ir embora, porque nem tudo é como queremos e eu sei o quanto criar uma criança é difícil... Eu a mandei embora e omiti essa fato e eu não me arrependo.

Jeongy se abaixou e puxou seu rebento para se levantar, o envolvendo em um abraço apertado. Jeongguk o apertava com força, escondendo seu rosto nos ombros do pai, como fazia quando era pequeno e seu progenitor o pegava no colo.

Um filme de toda a vida de Jeongguk começou a passar em sua mente, desde sempre só fora ele e seu pai... O que deu em si para o evitar por tanto tempo? Céus, Jeongguk o amava tanto, só a hipótese de seu pai o deixar, o fazia estremecer. Como ele fora ingrato... Poderia ter resolvido tudo isso antes.

Seu pai nem se importou com o fato de ter visto sua mãe escondido, ele só pensou em seu bem... Jeongguk soluçava e estremecia, enquanto Jeongy afagava suas costas e fazia um cafuné singelo em seus cabelos pretinhos.

— Está tudo bem, meu docinho... — sussurrava enquanto beijava a têmpora de seu rebento. — Papai te ama.

— Eu- me desculpa, papai... Me perdoa por ter te evitado e gritado com você.

— Só se você me contar como foi a conversa com sua mãe.

Jeongguk sorriu e saiu do abraço de seu pai, parecia que uma tonelada saiu de suas costas e todo seu chão fora reconstruído. Céus, sofreu duas semanas à toa! Bom, tecnicamente não fora de todo mal, ele está deveras contente por estar mais próximo do azulado que está agora deitado em sua cama.

O moreno então fez o relato completo de como foi seu dia quando encontrou sua progenitora e sua irmã. Jeongy ouvia tudo atentamente com um sorriso no rosto, vendo a euforia de seu rebento em dizer que tem uma irmã. Jeongy estava tão orgulhoso, não aguentou segurar as lágrimas de alegria ao ouvir da boca de Jeongguk que este entende os motivos para sua mãe ter o deixado e para Jeongy ter a mandado embora.

Enfim, Jeongguk tirou de sua cabeça que fora renegado.

Tudo estava perfeito, até demais. O Sr. Jeon permitiu que Jeongguk continuasse mantendo contato com sua mãe se isso o fizesse bem, o menor aceitou de prontidão e já estava planejando em sua mente um encontro para apresentar Mirai para Taehyung e para ele. Jeongguk, enfim, estava leve e feliz.

Nada mais poderia dar errado, não é mesmo?

Quando Jeongguk retornou já se passava da meia noite, acabou conversando tanto com seu progenitor que mal viu a hora passar, sabia que Taehyung o iria entender por ter demorado tanto. Entrou em seu quarto e não se surpreendeu ao ver o Kim adormecido em sua cama. Sorriu.

Foi até o banheiro, escovar o dentes para poder enfim dormir, no dia seguinte iriam acordar cedo. Fez toda sua higiene e se dirigiu até a sua cama, entrou com cuidado em baixo do edredom para não acordar o Kim, mas seu plano falhou assim que deitou e sem querer deu uma cotovelada no nariz bonito do adormecido.

— Ain! — Taehyung choramingou, colocando a mão no rosto.

— Desculpa! — começou a rir, enquanto o Kim reclamava com um bico nos lábios.

— Se isso foi o troco por eu ter dormido sendo que eu falei que iria te esperar, vai ter volta. — resmungou.

— Não foi nada disso, foi sem querer!

— Hm.

— Sério.

— Isso é inveja porque meu nariz é lindo e o seu horrível.

— Taehyung!

— Hm.

O Kim estava claramente alterado pelo sono, no mesmo instante que parou de falar, voltou a dormir, respirando tranquilamente. Jeongguk riu. Ele então afagou os cabelos azuis do Kim, e tirou alguns fios que caiam sobre a testa com mais melanina, o ouvindo resmungar baixinho. Não se aguentou e pressionou um selinho no biquinho formado por Taehyung.

Jeongguk foi dormir se sentindo uma pluma, tudo havia dado certo, sua vida estava se encaminhando para algo que sempre sonhou. Ele poderia dizer que estava em um sonho, mas a respiração alta de Taehyung ao seu lado o fazia se lembrar que, sim, tudo isso é realidade.


Notas Finais


➳ Perdoado?

Eu amo essa relação de pai e filho 😔💙

Com esse capítulo nós encerramos um arco da fanfic, agora iremos para o ápice 😍😌🤪

Expectativas para a festa do Minho? 👀

Eu nunca divulguei isso mas eu tenho CuriousCat, ficaria muito feliz se vcs interagissem comigo por la ♥ @/Biih-san

Agora vim panfletar minha 2shot pwp! Hitting you! JK e Tae são lutadores de Taekwondo, JK marrentinho e Tae sexy até demais hahaha Por favor deem uma olhada >< ~> https://www.spiritfanfiction.com/historia/hitting-you-taekook-19974528

Link do trailer ~> https://youtu.be/qRKEazm97sQ

Link grupo no WhatsApp ~> https://chat.whatsapp.com/HnGVdqYnfyI4N1f9tVtXNB

Leiam "Lar" da @m4ry_tk Eu sou beta e está perfeita demais da conta! Se puderam dar uma força, eu agradeço muito! ~> https://www.spiritfanfiction.com/historia/i-found-home-in-u-taekook--vkook-19868334

Betagem por @m4ry_tk

Biih-san


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