História O Passado Do Futuro - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ben Barnes, Emmy Rossum, Hugh Dance, Jamie Campbell Bower, Romance, Romance De Época, Viagem No Tempo
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Palavras 2.232
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Ele, amigo.


AELIN ARCHIBALD

A parte de fora do castelo tinha uma estrutura cinzenta que combinava com a história contada sobre as pessoas que viviam nele, a observava sem o mínimo encanto de quem nunca chegou perto de um, era esperado que eles ainda existissem em Chasen Falls contudo essa parte também foi destruída, na verdade o que eu sentia era desconforto, imaginar esse cenário como sendo o espaço de uma horripilante corte de poder me fazia arrepiar. Caminhava pelos jardins mal tratados, acho que pela falta de técnicas logo que repassava meu encontro com Chasen.

Ele era só um garoto, nem devia ter 18 anos, não havia um pedaço de ambição nos seus olhos, sei que corações puros podem ser inventados e pessoas surpreenderem mas retiro completamente a desconfiança sobre ele, não faz sentido que quem preserva a história do reino em livros seria capaz de mandá-los queimar para que ninguém soubesse sobre o passado. Ele não gastaria tanto tempo em algo que ele mesmo acabaria. Seria uma perversidade sem tamanho criar uma obra tão significativa e logo depois tirar seu valor desse jeito.

Preciso conhecer os outros, avaliar suas escolhas e comportamentos para então descobrir quem devo impedir de ditar um futuro não muito agradável, mais que conhecer os príncipes tenho quem saber quem os rodeia, quem faria de tudo para que eles ganhassem. Amor move o ódio. Não duvido que algum ser leal a um deles tenha facilitado o caminho para o trono.

Esse reino tem que ser conhecido por mim como meu próprio coração. Tenho que saber quais engrenagens fazem ele funcionar, quais acordos estabelecem seus relacionamentos e quem serão meus aliados indiretos.

Dessa forma posso voltar a Chasen Falls.

Deixo minhas reflexões de lado e volto ao trabalho onde há muito a se fazer.

Se tem um item que não mudam com o tempo são as fofocas. As escuto enquanto lustro peças de chá. Finjo que estou distraída com a função enquanto me aproximo de garotas mais velhas que eu que falam aos sussurros algo sobre Margarity. Segundo os livros esse era um reino rival. O que de tão interessante há sobre ele para que as pessoas ousam citá-lo? Tal informação pode me ajudar.

— Estão comentando que príncipe Carter matou mais pessoas de Margarity na semana passada, ao que parece dessa vez passou dos limites em suas ações em pró do orgulho do rei. O príncipe Colin que estava em uma visita de cortesia a Quelyomy recebeu uma carta de nosso rei ordenando que ele fosse até o reino rival junto a seus guardas e intimasse o príncipe Carter a voltar para casa. — tal fato seria perfeito para mim, afinal vendo Carter de perto eu poderia entendê-lo, mas o livro falava firmemente que ele passou anos afastado do reino, e se ele vir agora e se juntar a seus irmão só pode querer falar que ou ele vai matá-los ou vai morrer. Não gosto de nenhuma das opções.

— A segunda rainha não ficará em si. Ela odeia seu segundo filho. E o príncipe Caleb, bom, mesmo esse sendo irmão por lado materno e paterno não parece gostar da presença dele. — quase caio com essa parte. Sei que o que ele faz não é certo. Que deve ter havido um motivo horrível para ele ser expulso, mas como o conhecimento de que uma mãe odeia o filho pode ser mostrado de forma tão simples? Como se não houvesse um "antes ela o amava" como se sempre tivesse sido desse jeito?

Digo, agora pelo menos ele parece fazer decisões ruins para ser perdoado. Sei o quanto a desaprovação de um pai mexe com você.

—  Príncipe Colin ainda tem esperanças nele. Príncipe Colin tem esperança em todos. — a primeira que começou me lança um olhar na amigável ao falar, suspiro, não a olhando e penso sobre como nesse caso todos deveriam ter a esperança de Colin.

A noite chega com  uma pressa que faz parecer normal viver nesse reino. Em algum ponto estou encostada na beirada de um vitral da cozinha encarando a movimentação no exterior do castelo. Músicos tocavam canções calmas como se elas tivessem sido pedidas por alguém. Terminei meu trabalho, agora posso ter meu descanso e escolhi o ter arranjando pontos positivos nesse universo.

Encontro um bem no momento que vejo que Krys está lá fora aos risos enquanto dança logo que a melodia muda. O motivo não é Krys. O motivo é que esse tempo é moldado por simplicidade, eles não precisam de likes em redes sociais para se sentirem amados, não precisam de um futuro planejado e cumprido para se sentirem bem. Só precisam desse segundo. E esse segundo é tão precioso que me pego sorrindo também.

Me movo prestes a acompanhá-los quando esbarro no príncipe que rejeitei noite passada. Colin tem olheiras fundas e suspeito que sou a culpada. Ele sabia que eu estava sozinha, sinto como se estivesse esgueirando o cômodo só esperando para me ver.

— Se sente bem? — não entendo a pergunta, então fico em silêncio. — Eu não. Sinto como se tudo que fazia minha vida ser minha tenha sido tirado de mim. A ironia é que quem me tirou foi quem me deu tudo que faz dela minha. — me sinto a pior pessoa por realmente sentir que tirei a Aelin dele. 

— É difícil interpretar minhas decisões agora, mas elas foram feitas carregadas de cuidados em relação a você. Não queria ser eu a te ensinar essa lição, só que a vida é repleta de pessoas, objetos, e lugares, que não podemos amar, possuir ou pertencer, não porque não querem que você faça dessa forma, eles querem, o que interrompe esse processo é que nunca queremos ou temos que ter só uma delas. Você me quer. Mas você precisa de uma rainha. Você quer meu coração. Mas o seu tem que ser dividido com os dos filhos que terá com ela. Quer estar em meus pensamentos, mas precisa estar sentado em um trono. — quando seus olhos lacrimejam sinto que ele entendeu. Colin chora pelo que tivemos. Pelo que não teremos e me surpreende com o ato mais impensado.

Ele segura as laterais da minha face e me dá um beijo salgado pelas lágrimas de um amor que eu não vou mostrá-lo de volta. Não da forma que ele quer. A força que Colin coloca naquele beijo soa como se na verdade esse ato lhe fizesse recuperar o ar, não perdê-lo. Como se eu fosse sua vida realmente. Acho que foi algo desse tipo que endureceu o corações dos homens durante o tempo, as regras que tiraram dele escolhas que envolvem o amor, tradições ruins,  eles queriam viver, mas, não tinham essa habilidade.

Colin vai embora com a mesma sutileza que apareceu. Não resisto a tocar meus lábios e pensar sobre como nunca ninguém quis só um beijo meu. Como alguém nunca só quis me dar algo sem me tirar de volta. Luke me amava. Mas, ele amava mais me machucar me traindo.

...

Já poderia estar no meu quarto, depois de desistir que não queria me divertir, fui impedida quando uma serva apareceu me falando que Chasen exigiu que eu o levasse mais biscoitos. Mesmo estando esgotada para reunir fatos sobre ele acatei a ordem tanto por ele ser O príncipe quanto por achar que ele poderia me relaxar.

Dessa vez não fui recebida por uma flecha. Quando apoiei a bandeja buscando Chasen com o olhar o encontrei na varanda, tão concentrado quanto estava antes. Me aproximei em passos calmos e queria pode ver a mim mesma naquele instante, para saber o quão chocada fiquei ao observar o céu mais estrelado que já pude ver. Era como se ele fosse de diamante. Parecia uma tola ao me sentir tão grata por esse momento, mas acho que não sou, certo?

— Agora que suas funções acabaram suponho que não é mais minha serva, e sim minha súdita, considero que pode me honrar com minutos ao seu lado. — é educado ao não rir de mim.

— E se eu tivesse negado seu convite? — que realmente não soou como um convite. Ele gosta do meu atrevimento.

— Acho que teria que usar do poder de príncipe e exigir sua presença. — finge que é um segredo.

— Acho que já fez algo desse jeito. — coloco voz nos meus pensamentos. Chasen ri junto comigo.

— Acho que está certa. — se volta para baixo, onde a dança continua.

— Vocês príncipes e sua falta de capacidade de aceitar um não. — sussurro, só que Chasen escuta e indaga com o olhar, suspiro como se falasse que não vou complementar.

— Sou totalmente capaz de aceitar, no caso de haver uma boa explicação. — é sério ao afirmar.

— Chasen, príncipe, Aelin, serva. Não combinam. Explicação suficiente? — sou firme. Chasen ri mais

— Sou um escritor, exijo que seja mais profunda senhorita. E no mais desafiou-me várias vezes considero que gosta tanto de padrões estipulados do que eu. E eu os odeio. — seu tom é charmoso.

— Não consegue odiar. Foi o que me falou, certo? — o relembro de modo divertido. Ele faz uma careta como se tivesse sido descoberto.

— É. Só queria me expressar de modo inteligente. — afirma rindo.

Nos olhamos como se uma conexão de cumplicidade fosse começada. Gosto dessa sensação como gostei de poucas que senti por pessoas. Ao menos as com que eu deveria me sentir confortável.

— Do que já colocou em seus relatos, qual é a parte que mais gosta? — parece que ninguém nunca o fez uma pergunta desse assunto. Será que somente eu sei desses livros antigos?

— Sobre as rivalidades. As questiono. — responde sem dúvidas, espero que ele continue. — Não entendo porque meu pai não escuta as ideias de Margarity, o reino deles é tão próspero, deve haver um motivo. Se eu fosse rei... — ao mesmo tempo que o se aparece e ele hesita eu fico em alerta.

— Se fosse rei... Continue. — o incentivo.

Ele ri.

— Sou o último na linha de sucessão. Filho de uma concubina, só não sou um bastardo porque fui reconhecido quando Carter foi expulso e alguém tinha que ocupar seu lugar. — é realmente triste.

Noto que nem mesmo com o início de um renascimento de desconfiança consigo decidir que ele é culpado. Ele não é.

— Convive com ela? — ele me olha como se a resposta já devesse ser do meu conhecimento. Porque sou uma serva do castelo. — Digo... Importa que ela seja concubina? — corrijo e mesmo sem entender ele responde.

— Não. Nem tenho oportunidades de definir como me sinto. Como você sabe o rei me afastou dela depois que fui convertido em um príncipe. — é mais triste.

Me controlo para não segurar seu ombro e consolá-lo. Seria demais.

— Seus irmãos. Como se sente sobre eles? — achei que não conseguiria perguntar, só que ele é interessante. Do tipo que merece ser escutado.

— Colin é o que convivo, é um bom príncipe e será um bom rei, não por sua personalidade, mas porque será fácil para qualquer um controlá-lo, ele será moldado segundo as escolhas dos outros. É como se ele tivesse saído de uma caixa, pronto para ser quem é, não questiona como vivemos, porque vivemos com o que nosso rei escolhe, e ele ama ser amado, Colin não entende sobre rejeição. — pessoas que não falam muito veem mais. Veem sobre quem outras são. — Caleb é um idiota com ambições sobre ouro, vinho e mulheres, sua mãe, a segunda rainha o fez acreditar que quer o trono, então ele odeia Colin porque acha que ele está lhe tirando o que é dele. — ele se parece com alguém capaz de matar os irmãos. — Carter é o meu predileto. — arregalo os olhos. Ele ri — Se livrou das garras desse reino e faz o que quer. — liberdade é sua ambição.

— Ele é horrível. — é o que falam sobre. Chasen suspira.

— Não mais do que as pessoas que o tornaram dessa forma. — noto que o assunto acaba nessa frase.

— Por que me falou tudo? — tenho que saber.

Chasen dá um sorriso triste.

— Que saber meu maior segredo Aelin? — questiona ao tocar minha bochecha delicadamente. — Eu sou carente. E é o que me torna o mais fraco deles. — fala com os olhos tristes, não, não é, sei como se sente e minha capacidade de entender só me fez ser forte.

Ele se separa de mim como se não tivesse falado nada e volta a observar a cantoria.

— Você sorri de um modo impressionante. É deslumbrante. — esse elogio nunca foi feito a mim, porque não tenho vontade de sorrir normalmente.

— Está errado sobre seus talentos serem inúteis. Além de escrever sabe como encantar uma dama como ninguém e eu garanto príncipe, nada destabiliza mais o inimigo do que fazê-lo se atrair por você. — minha astúcia o faz sorri. Estou prestes a ir embora como mais cedo então me viro. — Quer saber um segredo pequeno sobre mim? — não o maior, o maior é ruim agora. Chasen espera. — Eu dormia com Colin e então todos sabem sobre, e eu acabei com ele. Eu o rejeitei. — é horrível mas não consigo segurar, eu me junto a ele na risada. Porque eu rejeitei um homem que nunca foi rejeitado.

— Senhorita Aelin. Onde esteve por todo esse tempo? — suspiro.

— Aqui. Ocupada demais para notar que passei tanto tempo tentando sair desse lugar que nunca vi que ele tem partes encantadoras e algumas delas acho que por sua causa. — É o que Chasen Falls sugere. Não dou tempo para respostas,  me despeço indo para o corredor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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