1. Spirit Fanfics >
  2. O Passado Entre Cinzas (Oh Sehun - EXO) >
  3. A Cereja do Bolo

História O Passado Entre Cinzas (Oh Sehun - EXO) - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Heey guys! Como estão?
Eu já tinha esse capítulo pronto, mas esqueci de postar... :')

Boa leitura <3

Capítulo 8 - A Cereja do Bolo


— Que bom que acordou senhorita Kang; temos alguns assuntos a conversar.

— A culpa foi...

— Eu não quero saber quem tem culpa.

Irene havia acordado há três dias, mas obteve um tempo de repouso apenas para que ela e a diretora Park pudessem ter essa conversa.

— Estou castigando tanto você quanto (S/n), ambas com o que merecem. As duas receberam um mês de detenção diária, num total de cinco horas por dia. — Seu olhar era severo, assim como quando conversou com (S/n). — A senhorita (S/s) já começou sua detenção tem quatro dias, além de que não poderá falar com qualquer aluno durante este mesmo tempo, apenas se for extremamente necessário, para que possa refletir sobre suas ações e quais consequências elas trazem. — Ela repousou ambos os pulsos atrás de seu corpo cruzados. — Quanto à senhorita, está proibida de chegar a 10 metros de onde quer que (S/n) esteja. Os turnos em que possivelmente se encontrariam foram trocados.

Irene ficou claramente perplexa com aquilo, e percebendo isso, a diretora lhe enviou um olhar frio. Não era de hoje que Irene lhe trazia problemas. A senhora Park esperava que nesse último ano, Irene tomasse jeito e maturidade, mas a chegada de (S/n) foi uma surpresa para todos. Alguns ainda tinham esperanças de que tudo ficasse bem, mas Kang Irene sempre será Kang Irene, aparentemente.

— Estamos entendidas? — A garota nada disse. — Pois bem, toda vez que se aproximar da senhorita (S/s) numa distância menor que 10 metros, você ficará uma semana suspensa.

— O quê? — Se levantou bruscamente da cama.

— E terá de fazer uma atividade para cada matéria que perder.

Irene percebeu que se contestasse mais, iria ser pior, então apenas se calou.

— Estamos entendidas? — A diretora perguntou novamente.

Irene trincou os dentes resistindo para responder, mas assim que a senhora Park abriu sua boca para dizer algo mais, correu para responder em tempo.

— Sim senhora! — Falou rapidamente num tom mais alto que o usual.

— Ótimo. — Virou-se, pronta para ir. — Se vista e vá concluir seus afazeres. Assim que terminar sua última aula deve ir até a sala de detenção e iniciá-la. — E finalmente se retirou.

Irene gritou frustrada. Aquilo não ficaria daquela forma de jeito algum, segundo ela. E foi nesse momento que teve a brilhante ideia de pedir ajuda ao seu pai, afinal, por que ser a única prestigiada nesse processo? Seu pai certamente adoraria poder se vingar, e com seus recursos, os dois colocariam a cereja naquele grande bolo que seria os Choi e todos que amam mortos.

Naquele final de semana, a senhorita Kang foi à sua casa, na esperança de esclarecer as coisas para seu pai. Tinha um plano perverso em sua mente e ansiava coloca-lo em prática o quanto antes.

— Papai, eu estou em casa! — Avisou assim que entrou, dirigindo-se ao escritório do pai no segundo andar daquela casa clássica estilo século XX.

Bateu duas vezes quando chegou frente à porta.

— Entre, querida.

E assim fez, vendo seu pai sorrir para si de sua cadeira confortável. Seus cabelos grandes estavam presos em um coque impecável.

— Você raramente me visita durante a semana, filha. Aconteceu alguma coisa? — Irene assentiu tristonhamente.

— Papai, a filha do Choi entrou na escola e está arruinando minha vida! Sehun terminou comigo por causa dela e agora eu estou um mês de castigo! E caso eu chegue a 10 metros de si, irei ser suspensa por uma semana e terei que fazer atividades extras! — Bateu o pé no chão emburrada.

— Como assim filha? O que exatamente aconteceu? — Perguntou serenamente, mas era possível perceber o ódio transparecer em si.

— Ela me irritou muito, então eu acabei perdendo o controle e tentei matá-la, mas ela era muito mais forte do que eu pensei...

Seu pai desviou seus olhos da garota, fitando qualquer outro canto pensativamente.

— Eu deveria tê-la avisado, querida. Os Choi tem uma mania estressante de esconder sua verdadeira essência. Não é inteligente enfrentá-los sem estudar suas fraquezas antes. — Voltou a fitar a filha de maneira afetuosa. — Mas sei como vamos resolver esse problema. — Levantou-se.

— Eu sabia! Eu te amo papai! — Abraçou seu pai fortemente, recebendo carícias em seus cabelos.

— Não se preocupe minha adorada filha. Mas para isso, precisaremos seguir todos os passos corretamente, entende? — A garota assente animadamente. — Vamos intensificar seu treinamento primeiro. Nosso próximo passo é a envenenar com as trevas, até que ela seja consumida completamente. Assim, podemos usá-la como um peão para o que bem entendermos, e então, quando a minha princesinha estiver forte o suficiente, nós iremos acabar com os Choi emocionalmente, para seguidamente destruí-los fisicamente.

O senhor Kang, de primeiro nome Daesung, sentia-se orgulhoso, pois graças à sua amada filha, encontrou um caminho ainda mais fácil para a sua tão esperada vingança.

— Mas papai, nós não devíamos matá-la? — Pergunta confusa.

— E nós vamos.

— Então por que usá-la?

— Simples, minha flor. Ela é o ponto fraco de Choi Seunghyun e (S/s) (S/m). Com ela do nosso lado, os Choi serão facilmente destruídos! — Solta a filha do abraço, segurando-a pelos ombros e sorrindo em sua direção.

— Ah, tem razão! É um ótimo plano papai! O senhor é o melhor! — Também sorriu.

 

Sehun, como sempre durantes os finais de semana, ficou no colégio. Seus pais moravam longe do centro, ficando longe também do colégio.

Era sábado, e ele estava indo para o campus. Queria treinar um pouco, afinal, o campeonato mundial aconteceria naquele ano, e o jovem Oh buscava trazer honra à sua família.

No caminho até lá, acabou avistando (S/n). A garota andava calmamente, segurando um gato de duas caldas em seu colo. Ela estava sozinha, o que encorajou Sehun a tentar conversar mais uma vez. Porém, travou no primeiro passo.

Ele estava receoso, pois se lembrou do possível ódio que a garota podia sentir por si.

— Algum problema? — Perguntou ela virando-se, deixando-o nervoso.

— Uh? N-não, nenhum. — Respondeu sem encará-la.

(S/n) voltaria a andar, mas Sehun resolveu que não perderia aquela chance.

— Espere! — Disse, fazendo-a parar seu trajeto.

Seus olhos penetrantes causaram um perigoso frio na barriga do garoto; nada que ele não pudesse ignorar.

— Eu queria te pedir desculpas... — Seu semblante confuso o deixou ainda mais nervoso, o que ele imaginou não ser possível.

— Fez algo de errado? — Perguntou ela.

— Não, mas creio que seja minha culpa que esse último mês não tenha sido bom para você... — Suspira, sentindo o peso da culpa se esvair parcialmente.

— Entendo... — Se virou em retirada, mas não o fez, permanecendo em seu lugar. — Não foi sua culpa. Humanos são naturalmente instáveis.

— Você me odeia? — Expôs sua dúvida crucial, sentindo-se um idiota.

— Não tenho o porquê odiá-lo. Não o conheço...

E então saiu, indo para sabe-se lá onde. Sehun se sentia aliviado por saber que não era odiado, mas o jeito com que ela dirigiu sua palavra a ele o incomodou. Por que tão grosseira, afinal? Onde a aproximação dele seria um problema?

Talvez ela apenas não quisesse mais problemas com Irene. Talvez ela houvesse tido uma má impressão de si... Ele não tinha certeza de nada a não ser uma única coisa: (S/s) (S/n) é uma incógnita; e talvez ele estivesse inclinado a desvendar aquele grande mistério.

 

 

(S/n)’s Point of View

 

Finalmente a segunda-feira tinha se iniciado. Já fiz minha higiene matinal, e agora estou na cozinha, ouvindo as meninas conversarem animadamente enquanto tomam seu café da manhã.

— (S/n), não sabe o quão torturante foi ver você e não poder conversar! Nunca mais exija algo assim para você! — Diz Lisa.

— Enfim, dê bronca nela depois! Agora eu quero saber o que aconteceu entre você e Irene. — Dita Rosé, recebendo o consentimento das demais.

— É verdade! Como você ganhou dela? — Lisa pergunta me trazendo certo divertimento. Afinal, minutos atrás sua preocupação era me aplicar um corretivo.

— Ela me investiu com ataques diretos. Tudo do que eu precisei foi de um bloqueio que me trouxesse tempo o suficiente para um contra-ataque.

— Você fala como se fosse simples, mas praticamente desmaiou ela... — Diz a acastanhada, Jennie.

— (S/n), eu tenho certeza que você irá ser uma das escolhidas para o campeonato, mas existe algo em que ainda possuo minhas dúvidas... — Jisoo diz pensativa. — Acha que esse é todo o seu poder? Estive pensando no que o professor Youngbae disse; e se você for capaz de fazer muito mais?

Verdadeiramente, eu sabia faz algum tempo que sou capaz de algo mais, mas essa ideia não me traz conforto. Quero poder ser alguém livre para escolher o que quiser, mas se existir algo mais poderoso em mim, esse sonho pode não se tornar realidade.

— Não é algo que eu deseje...

— O quê? Mas por quê? — Pergunta Jennie. — Quem não gostaria de ser mais poderoso? Você poderia fazer todo o bem que quiser e proteger tudo de todos! Eu tenho certeza (S/n); se o seu medo é se tornar alguém ruim, isso não vai acontecer! — Sorri, tocando meu ombro a fim de me confortar.

— Vocês são pessoas adoráveis. — Acabo por deixar meu pensamento escapar.

— Olha só! (S/s) (S/n) não é só feita de gelo! — Zomba Lisa de forma engraçada. Entro na brincadeira e lhe mostro a língua.

— Senti falta de vocês... — Deixo uma risadinha escapar.

— Nós também. — Diz Rosé a sorrir.

— Bom, vamos lá... Hoje o dia vai ser cansativo. — Finaliza Jisoo.

Levantamo-nos, finalizando alguns afazeres domésticos, e então saímos do dormitório. Hoje seria um dia produtivo, embora ainda tivesse que lidar com Jinyoung. Espero que ele não esteja na minha sala.

 

(S/n)’s Point of View Off

 

 

Sehun estava com Kai, Baekhyun, Tao e Chanyeol, pois pertenciam ao mesmo bloco de alunos. Caminhavam em direção à sala respectiva, e avistam (S/n) e suas amigas, vindo do caminho oposto indo para sua devida sala.

— Olha só, se não é a Choi de pedra. — Diz o moreno, Kai, sorrindo ladino.

— Você não planeja dar em cima da Choi de pedra, não é? Se ela olhar para você já é muito! — Baekhyun zomba do amigo, rindo.

— Vocês são é um bando de cachorros no cio! Não podem ver carne nova que correm atrás! — Chanyeol também entra na brincadeira.

— Sabe o que eu acho? Vocês precisam de uma namorada que tire esse fogo no cu inapagável que carregam. — Tao diz sarcástico.

Oh Sehun nada diz; seu pensamento estava longe. Tão longe que ele se quer pensava em algo, apenas não estava ali.  Mas volta para si ao perceber Kai passar em sua frente.

Jongin esbarra propositalmente em (S/n), deixando seus livros cair, mas a reação da garota é estranha.

— Qual o seu problema?! — Diz Lisa enraivada.

(S/s) (S/n) havia paralisado, mas parecia que apenas Sehun tinha percebido.

Estranhando, o garoto toca seu braço, mas não obtém reação.

— (S/n)...? — Puxa seu corpo, segurando ambos os braços. — Isso é normal?

Pergunta para suas amigas, que param de tentar conter Lisa e prestam atenção no que acontecia.

— O-os olhos dela... — Diz Jisoo.

Suas íris estavam num tom degrade de ciano e cinza.

— (S/n)! — Sehun a sacode, começando a ficar preocupado. — Kai, o que você fez?! — Rosnou para o amigo, que recuou alguns passos.

— Eu não fiz nada... — Jongin se encontrava totalmente na defensiva.

(S/n) desmaiou em seguida, em tempo de ser segurada por Sehun, que a pegou no colo.

— Vou levá-la para a enfermaria. — Dita rapidamente e sai correndo com a garota nos braços.

Baekhyun e Chanyeol olham desconfiados para o Kim.

— O quê? Eu já disse que não fiz nada! Só queria provocá-la um pouco!

— Kai, você é ficante de uma das melhores amigas da Irene. Qual a probabilidade de você se envolver em algum plano delas? — Pergunta Baekhyun, o olhando ceticamente.

— Mais que caralhos! Acha mesmo que eu ligo para o que aquela vadia quer? — Encarava o amigo enraivecido.

— Escuta aqui... — Jennie se locou à sua frente. — Se alguma coisa acontecer com (S/n), eu frito você vivo. — O empurra com as mãos já efervescentes em tom alaranjado fazendo-o se queimar levemente. — E creio que você não queira saber qual é a sensação de nadar na lava, certo? — O encarava de baixo, devido à diferença de altura.

— Calma aí esquentadinha; eu não fiz nada, eu juro! — Jennie cerra seus olhos, fitando-o desconfiada.

— É bom que esteja falando a verdade, porque sabe das nossas regras. — Diz Chanyeol, com seus braços cruzados.

— Não foi ele...

Ninguém havia percebido o desaparecimento de Tao, até que este resolve dar o ar de sua graça.

— Eu voltei no tempo. — Seu semblante transparecia seriedade.

— O que aconteceu? — Jisoo se aproximou de si.

— Sua amiga costuma sugar poderes? Ou até mesmo energia? — Pergunta, deixando as quatro garotas confusas.

— Como? — Pergunta Rosé.

— Foi isso o que aconteceu. Kai encostou-se a ela e a garota absorveu energia dele...

— Foi por isso que os olhos dela ficaram cinza... — Diz Jongin ao lembrar-se que quando utiliza uma porção maior de poder, suas íris tornam-se acinzentadas. — Mas e quanto ao tom de ciano? — Indaga.

— Não faço ideia do que seja, mas ainda assim, me parece que ela não fez isso por querer... — Repousa uma mão em seu queixo pensativamente. — Talvez nem mesmo ela  saiba o que fez...

 

Sehun entra na enfermaria apressadamente, colocando (S/n) numa maca. Logo chega uma enfermeira, perguntando do ocorrido.

— O quê aconteceu? — Examina (S/n), tocando em sua testa e em seguida em seu peito, checando os batimentos cardíacos.

— Um aluno esbarrou nela... Ela entrou em transe e não reagia; suas íris mudaram de cor e então ela desmaiou.

— Como? — Perguntou a enfermeira confusa. — Seu corpo não aparenta nenhuma anormalidade...

A enfermeira se afastou, pegando uma lanterna no armário e aproximou-se de (S/n) novamente, checando um de seus olhos.

— Seus olhos respondem à luz normalmente, mas confesso que essa coloração das íris é um tanto intrigante... — Fechou a pálpebra, abrindo outra e repedindo o exame. — Caso seja algum feitiço hipnótico, farei com que ela acorde agora mesmo. — Posicionou sua mão ao centro da testa da garota. — Xýpnima. — Ditou o feitiço, porém, nada aconteceu. — Bom, pode ser que ela apenas esteja cansada...

— Não acho que seja algo desse tipo. — Sehun iria se aproximar da garota, mas a enfermeira o impediu.

— Não se preocupe garoto, vá assistir a sua aula. Eu cuido de sua donzela em perigo, vá em paz.

Sehun foi praticamente despachado da enfermaria, e achou aquilo muito estranho, mas resolveu obedecer.

Assim que o jovem Oh saiu, a enfermeira revelou sua verdadeira forma.

— Idiota... — Diz Seulgi. — Não sei o que aconteceu com você, mas que bom que aconteceu; dessa forma, podemos iniciar seu tratamento sombrio, querida. E eu duvido que consiga lutar contra isso, desta vez, pois a consumirá de dentro para fora. — Sorri, tirando de seu bolso um frasco com um líquido negro. — É tudo uma questão de tempo, mas você decidirá em quanto tempo irá se render. E eu espero que seja rápido, porque não aguento mais ouvir minha amada prima se queixar. — Abre o frasco. — Acho que você não vai resistir, afinal, ninguém resiste. — Abre a boca da garota com uma mão, enquanto a outra segura o frasco. — Será um prazer vê-la cair os pedaços (S/s) (S/n). — Despeja o liquido em sua boca.

Seulgi fecha o frasco em seguida, sorrindo, e sai daquele quarto. O primeiro frasco foi um sucesso. Bastavam apenas mais quatro e tudo estaria pronto; o plano seria completado.


Notas Finais


Galerinha, estão se cuidando? Espero que sim ^^
Esse foi o capítulo de hoje, e muita coisa vem aí :')
(S/n), Fight!
Comente, please! Eu quero interagir com você! :3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...