História O Passo Perfeito - Capítulo 48


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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Eadlyn Schreave, Kile Woodwork, Personagens Originais
Tags A Coroa, A Herdeira, A Seleção, Balé, Ballet, Dança, Eadlyn, Eadlyn Schreave, Kile, Kile Woodwork, Romance
Visualizações 389
Palavras 2.852
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá queridos leitores!!

Apareci essa hora da noite para deixar o fim de semana de vocês mais doce com esse capítulo mega fofo, espero que gostem!!

Boa leitura!
Desculpa qualquer erro!

Capítulo 48 - É a nossa família


Fanfic / Fanfiction O Passo Perfeito - Capítulo 48 - É a nossa família


∞∞Manhã de Natal∞∞
∞Eadlyn Schreave∞

É manhã de natal, eu mal consigo acreditar. Desde que meu pai morreu essa é a primeira vez que me animo de verdade, mal dormi durante a noite, porém, assim que o relógio bateu as seis da manhã dei um salto da cama e corri para a cozinha.

Enquanto moldava às pequenas bengalas doces, cantarolo uma canção natalina, eu sei, isso não é normal para mim, é mais a cara do Kile, mas hoje é natal e definitivamente ninguém, nem mesmo Kile ou Louisa, conseguirão superar minha animação.

Os cookies já estavam assando há alguns minutos, então, assim que termino de moldar a todas bengalas, posso tirá-los e colocar a outra assadeira com os outros doces natalinos. Observo a todo processo, levando em consideração o trauma que ficou após nosso fracassado peru, torcendo imensamente para conseguir tirá-las no ponto. Ao pensar em Bia inevitavelmente bufo ao lembrar que ela trocou uma linda manhã de natal com direito a troca de presentes e muitos doces, por um dia inteiro com Henry em uma casa afastada. Obviamente Kile odiou a ideia, principalmente porque nos últimos dias ela está tendo atitudes mais suspeitas, se afastou demais de mim e Kile e sempre que perguntamos sobre o resultado dos exames, ela desvia de assunto.

Ela me mandou uma mensagem ontem, disse que está tudo bem no fim de mundo onde ela se enfiou, e pediu para eu despreocupar Kile, como se eu fosse capaz disso! Ah, mas além de preocupações nos últimos dias tivemos notícias ótimas, o nosso plano deu certo, Kile tinha total razão ao dizer que seu pai assim que estivesse perto de sua mãe jamais sairia de perto dela novamente. Carter e Marlee sumiram, literalmente sumiram iguais a dois adolescentes, apenas enviaram uma mensagem dizendo que estava tudo bem e desde a semana de ação de graças, o que já faz mais de um mês, não temos notícias além de que eles estão tendo uma segunda lua de mel.

Assim que desligo o forno corro para o andar de cima, dou uma olhada em Lou, que ainda dorme profundamente e depois corro até o quarto de Kile.

— Bom dia, belo adormecido! — digo animada, correndo até as cortinas e as abrindo, deixando a luz nublada da manhã coberta por neve entrar no quarto.

Ouço um pequeno resmungo de Kile, em vez de coçar aos olhos e procurar seus óculos e ao me ver abrir um sorriso, ele apenas cobre a cabeça com a coberta e volta a dormir. O quê? Ele jamais faria isso, ainda mais na manhã de natal.

— Ei, Kile. É natal! — lembro, me aproximando dele.

Me sento na beirada da cama e puxo a coberta do seu rosto, mas me assusto ao perceber que seu rosto está extremamente vermelho e suado, apesar de estar um frio terrível. Encosto minha mão em sua testa, enquanto ele faz um esforço enorme para abrir seus olhos.

— Você está pegando fogo, Kile Woodwork!

— Eu não estou com febre, Eadlyn Sch... — ele é interrompido por um crise de tosse. É, ele realmente está doente. — Eu não posso, é natal... — Mais tosses.

— Mas você está, temos que dar um jeito nisso. — Me ergo do sofá e a primeira coisa que faço é pegar uma caixa de lenços de papel no banheiro e dar para ele.

— Eu não acredito — ele lamenta. — Nós planejamos tantas coisas, Eadlyn, não podemos estragar tudo por uma simples gripe minha.

— Simples gripe? Seu peito está chiando, Kile, além disso sua febre está tão alta que seu calor está até exalando, eu vou buscar um remédio... — Me ergo da cama, iria até a cozinha, mas paro ao sentir a mão de Kile envolver meu pulso.

— Desculpe, eu não queria estragar nosso dia especial. — Ah claro, Kile e sua mania de planejar as coisas de forma especial, tudo como uma orquestra perfeita, o problema é que a vida não é uma orquestra, ela desafina mais vezes que podemos contar e isso não é defeito, é o que a faz surpreendente.

— Quem disse que estragou? Talvez só tenha a melhorado ainda mais. Agora, em vez de passar apenas a manhã de pijamas, poderemos passar o dia todo, falando nisso cadê eles? — pergunto, indo em direção ao guarda-roupa e procurando a sacola da loja onde Kile me disse que comprou os pijamas. Essa parte ficou com ele, escolheu o modelo e não deixou eu opinar sobre, só poderei ver agora. — Além disso, tenho certeza que encontraremos dezenas de filmes natalinos passando na tevê, poderemos passar o dia todo deitados comendo doces, nada de pernil ou riscos de pôr fogo na casa. Eu posso trazer os presentes para cá — planejo em voz alta tudo, enquanto pego a sacola grande azul e a levo até a cama.

Noto que Kile está com dor de cabeça, seu rosto está enfiado entre as mãos e pelo visto minha voz tagarelando sem parar só piora a situação. Viro a sacola na cama, porém me surpreendo ao encontrar algo além de três modelos iguais com tamanhos diferentes de pijama, com calças vermelhas com listras verdes e brancas e uma blusa vermelha de mangas compridas com uma fofa rena na frente. Há uma caixa em meio às roupas, uma pequena caixa que é capaz de fazer meu coração parar.

— Kile — murmuro, completamente paralisada diante a situação. Ele ergue os olhos cansados, e ao ver para onde meu dedo aponta cautelosamente, os arregala.

— Ah não — ele choraminga, jogando-se para trás caindo deitado novamente e levando as mãos até seus olhos. — Não era para ser assim. — Continuo a encarar a caixinha, ela é preta e aveludada, não pisco por um segundo, completamente estática encarando-a. — Não era para você achar isso, Eadlyn. Não era para ser assim! Deu tudo errado, eu estou doente, tudo está desabando, eu quero voltar a dormir e fingir que o dia ainda não amanheceu, começar tudo de novo do jeito certo.

— Kile... — consigo chamar, com um fio de voz que me resta.

Sinto meus olhos marejarem, uma grossa lágrima escorre pelo meu rosto e pinga no chão, ela é seguida por outras e outras. Eu sei o que isso significa, a caixinha, a reação de Kile. Mas parte de mim não consegue crer nisso, nessa realidade, nessa manhã de natal, onde tudo que sinto é amor e alegria. Não há America, não há fantasmas, pela primeira vez me sinto leve, grata por estar aqui, feliz por ter passado por tudo, por ter que lidar e com grande esforço superar a morte do meu pai e irmão, de estar a um passo de um destino ao lado de alguém para sempre, de dividir os momentos felizes e tristes, as conquistas e derrotas.

Me sinto sortuda por ter essa pessoa a minha frente, que não está ajoelhado nem nada, tem apenas um nariz escorrendo, rosto e olhos avermelhados e calafrios, e, acima de tudo, tudo que desejo.

— Quer ver? — ele pergunta, ao notar minha curiosidade. Afirmo movendo a cabeça devagar. Ele segura a caixinha e a abre, pega o anel que está ali. — Não engancha em nenhum lugar, achei que gostaria disso — ele diz, sua voz soando nervosa.

Até eu em seu lugar estaria nervosa, só consigo olhar o anel dourado, seu aro forma pequenas quatro folhas e bem no centro delas há uma pedra redonda cravejada que reflete a luz vinda da janela em uma diversidade de cores. Mas o que mais me surpreende é a frase que está gravada no interior, em letras cursivas arredondas que são inconfundíveis para mim está escrito Enquanto o mar existir.

— Eu te amarei — Kile diz, voltando sua atenção para a caixinha novamente, tirando dali outro anel, esse liso e tão dourado quanto o meu, e dentro há gravado o que ele disse.

Enquanto o mar existir eu te amarei.

— O mar não tem fim — murmuro.

— Não — ele concorda. — Eu quero você, Eady, por todos os dias da minha vida.

— Eu também quero você.

— Então? — ele pergunta, me incentivando a responder. — Você... — ele é interrompido por um espirro, por outro e depois por mais um. Quando termina, parece um pouco deslocado por conta da sua recente crise, por isso demora mais tempo que eu esperava para entender minha resposta:

— Sim, Kile. — Eu repito mais uma vez, mas não parece ser o suficiente. — A coisa que mais quero no universo é me casar com você.

Ele sorri, e eu acho engraçado a forma que sei com toda convicção que é ele, a pessoa que quero em todas minhas manhãs de natal, são seus pequenos surtos quando tudo sai do jeito contrário ao que ele planejou, são suas mãos que quero para sempre segurando às minhas, são tudo que quero para minha vida. É ele.

— Você vai ficar gripada — ele alerta quando eu me aproximo dele e envolvo seu rosto com minhas mãos.

— Não estou nem aí — murmuro, levando meus lábios até os seus, sinto sua boca quente, tão quente quanto ao resto do seu corpo, na minha. Nos beijamos por poucos segundos, porém, foram o bastante para eu saber que quero que todos seus beijos sejam meus. — Mais uma vez quase te matei por falta de ar — brinco, ao notar o quão ofegante ele está.

— Odeio ficar doente! — ele reclama, fazendo uma careta.

— Eu não acredito que não desconfiei quando você me fez escrever isso, a desculpa do quero ver como a caligrafia de Lou será se puxar a sua foi ridícula, Kile. Céus, como não desconfiei quando pediu para eu escrever eu te amarei? — pergunto, ao notar que na aliança dele o resto da frase está escrita com a minha letra.

— Você foi clichê demais e escreveu eu te amarei para sempre, não se deu nem ao trabalho de ser mais criativa! — ele acusa, enquanto tira mais um lenço da caixa e limpa seu nariz.

— Fiquei impressionada com sua maturidade, achei que escreveria eu tomei a iniciativa na aliança — conto, enquanto observo o anel que ele deslizou pelo meu dedo.

— Eu também usarei uma, olhe só? Porque é claro que Eadlyn Schreave aceitaria usar uma aliança sem que eu usasse também — ele ironiza, enquanto eu coloco o anel em sua mão direita. — Esperarei ansiosamente o dia em que você colocará esse anel na minha outra mão.

— Nós temos uma casa em construção, uma filha que está fazendo a terra tremer e várias outras preocupações, mas com certeza arranjaremos um tempinho entre tudo isso para casar — brinco.

Me ajeito ao seu lado, me preparava para colocar minhas pernas embaixo do cobertor e passar alguns minutos deitada ali com Kile, quando um chorinho baixo me chama atenção.

— Está ouvindo isso? — Kile pergunta, assim como eu ele parece não acreditar. — Ela acordou chorando, Lou nunca acorda chorando, ao contrário, geralmente é seus gritinhos alegres que nos alerta que ela acordou. — Eu vou lá. — Ele tenta se descobrir, mas eu o impeço.

— Não, fique aí, você precisa descansar. Eu vou!

Caminho em direção ao quarto de Lou, deixando Kile completamente contrariado na cama. Ao chegar em seu quarto imediatamente noto que ela está deitada ainda, e ao ver o seu rostinho percebo o que está acontecendo.

— É uma epidemia! — acuso, ao voltar para o quarto com Lou em meus braços. Assim como Kile ela está com o rosto vermelho, principalmente na ponta do nariz, seus cabelos bagunçados espalhados para todos os lados deixa minha garotinha, completamente emburrada e incomodada com os sintomas da gripe, mais engraçada. — Em vez de um grande jantar, pelo visto teremos sopa, remédios e muitos lenços de papel gastos! — conto, colocando Lou no colo de Kile e dando um lenço para ele limpar o nariz dela.

A gripe afeta o entendimento de Kile, está mais lerdo, demora tempo demais para entender tudo que disse. Após segundos ele pega o lenço e limpa o nariz de Lou, a conforta melhor em seu colo enquanto murmura:

— Vai passar meu amor, logo você poderá brincar por aí.

— Ah Deus, é só uma gripe, sabemos como agir, não precisa chorar Kile.

— É natal, o primeiro de Lou, ninguém merece ficar doente no... — Ele espirra, não uma vez, tantas que até mesmo Lou ao ver isso acaba deixando uma risada escapar.

— Vai com calma, senhor Woodwork, nada de morrer tendo uma crise de espirros no natal! — aviso, enquanto pego mais uma coberta no guarda-roupa e jogo-a por cima de Lou e Kile. — Vistam seus pijamas, eu já volto — aviso, pegando o meu pijama e saindo pela porta.

Passo rapidamente pelo meu quarto, quer dizer, pelo closet e suíte de Snow. No fim das contas, o quarto ficou todinho para ela e nos últimos dias Snow mal me dá bola, sua melhor amiga virou Lou e até mesmo Kile, seu ex-inimigo, parece receber mais atenção dela do que eu.

— Ei — chamo, me abaixando no chão perto da sua cama no canto do cômodo, perto da porta da sacada. — Eu sei, eu sei. Não dei toda atenção que você merecia nos últimos meses, mas tente me entender, antes era só nós duas, mas agora, tudo mudou. Nós duas agora temos mais pessoas a quem dar atenção, mas isso não significa que esquecemos uma da outra — conto, acariciando ao pelo negro da sua cabeça. O resto do seu corpo está coberto por um suéter natalino canino bem quentinho, Snow o adora, todos os anos nessa época o usa. — E pelo que vejo, você e Lou se divertem muito juntas, acho que ela é bem mais divertida que eu. Hoje ela não pode brincar, está doente, Kile também e se quando ele está normal já tem que se manter longe de você, imagina agora. Ele não faz por mal, é algo que não pode controlar, não precisa odiá-lo, sei que percebeu que ele é legal!

Ela abana o rabo e pula no meu colo, passo alguns minutos ali, acariciando seu pelo. Depois vou até o banheiro e tomo um banho rápido, troco a todas minhas roupas, visto o pijama igual ao de Lou e Kile, troco de meias e seco meu cabelo com a toalha, tirando qualquer vestígio de cheiro de cachorro.

Na cozinha acho tudo que precisaremos para o dia de natal no quarto, os doces que eu fiz, remédio para febre, presentes, chocolate-quente e café. Assim que chego no corredor posso ouvir o som de cordas e também a voz de Kile, caminho devagar e sem que ele percebesse me apoio no batente da porta e observo ele e Lou. Sua pele está pálida, a única cor em seu rosto é o vermelho na ponta do seu nariz, isso dá maior destaque aos seus olhos, que brilham diante da luz acinzentada que passa pela janela. Já Lou, seus cabelos rebeldes duraram pouco tempo, agora estão no lugar, ela veste o pijama igual ao meu e do Woodwork, o rosto emburrado foi substituído por sorrisos enquanto assiste ele tocar ao violão e cantar especialmente para ela:

Eu tenho a luz do sol num dia nublado, quando está frio lá fora para mim é mês de maio. Eu suponho que você diria o que pode me fazer sentir desse jeito? Minha garota, minha garota, minha garota. Estou falando sobre minha garota, minha garota.

Ele sorri enquanto canta para Lou, transborda amor, a gripe parece ser fraca contra o que faz seus olhos brilharem enquanto olha para ela.

Eu tenho tanto mel que as abelhas me invejam, eu tenho uma canção mais doce do que os pássaros nas árvores. Bom, eu suponho que você diria o que pode me fazer sentir desse jeito? — Ele canta o refrão mais uma vez, a sua voz está rouca, ele não consegue atingir as notas altas, até desafina às vezes, mas eu como boa babona não posso deixar de ficar completamente encantada assistindo aos dois.

Meu coração se aquece com a melodia, os sorrisos de Lou e Kile me completam.

Eu não preciso de nenhum dinheiro, fortuna ou fama, tenho todas as riquezas, bebê, que um homem possa exigir. — Ele finalmente nota minha presença, seu sorriso se expande e ele continua a cantar olhando para mim, mudando parte do refrão: — Bem, eu acho que você diria o que pode me fazer sentir desse jeito? Minhas garotas, minhas garotas, minhas garotas. — No exato momento que termina a canção, seus olhos são obrigados a desviarem dos meus.

Ele tem mais uma das suas crises, essa bem pior, Lou observa a ele rindo, em alguns momentos interrompe sua risada para que ela mesma possa espirrar.

— Não ria de mim, mocinha! — Kile repreende, mas não consegue conter a própria risada ao ver Lou ao seu lado se divertindo.

Sinto meus olhos umedecerem e antes que pudesse impedir, um espirro foge pela minha boca, fazendo a atenção de Kile e Lou correrem para mim.

— Eu avisei! — Kile lembra, vendo eu largar a bandeja com nosso café em cima da mesa e correr para pegar um lenço na caixa que está quase vazia, logo depois espirrando mais vezes que posso contar. — Não vá morrer agora, Senhorita Schreave.

Nós três de pijamas iguais. Nós três resfriados. Nós três se divertindo mesmo nesse estado.

É a nossa família, é a manhã de natal perfeita.


Notas Finais


Olha no próximo capítulo terá uma bomba no finalzinho que vai mexer com as estruturas de vocês. Três meses atrás quando contei para a Nicole (ela me arranca um monte de spoiller ela) o que iria acontecer ela até chorou de tão brava. E olha que ela sabe mais dessa história do que eu, sabe de todos os podres e segredos e com certeza esse foi o que mais deixou ela abalada, com certeza vocês também ficarão chocados, já aviso!

Música citada no capítulo: My Girl -The Temptations — https://www.youtube.com/watch?v=uCcNcHx2DpY

Então, se preparem e até o próximo!!

"O céu a noite costumava dominar minha imaginação
Mas agora eu movo os discos cuidadosamente
Depois de um tempo, achei que nunca te encontraria
Eu convenci a mim mesmo que nunca te encontraria
Quando, de repente, eu vi você

De início pensei que você fosse uma constelação
Eu mapeei suas estrelas, daí tive uma revelação:
Você é tão bonita quanto é infinita
Você é o universo do qual me encontro indefeso
Um astrônomo nos meus melhores dias
Quando descarto todas as minhas medidas

Como um telescópio
Eu irei te puxar pra tão perto
Até não haja nenhum espaço entre nós

E de repente eu te vejo
De repente eu te vejo

Me encontrava em bilhões de pedacinhos
Até você me dar foco
Astronomia ao contrário
Fui eu quem foi descoberto" — Venus - Sleeping at Last


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