História O Passo Perfeito - Capítulo 49


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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Eadlyn Schreave, Kile Woodwork, Personagens Originais
Tags A Coroa, A Herdeira, A Seleção, Balé, Ballet, Dança, Eadlyn, Eadlyn Schreave, Kile, Kile Woodwork, Romance
Visualizações 375
Palavras 3.752
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá queridos leitores!!

Sem enrolar, vamos ao capítulo. Esse promete!

Boa leitura!
Desculpa qualquer erro!!

Capítulo 49 - O destino preparou para nós


Fanfic / Fanfiction O Passo Perfeito - Capítulo 49 - O destino preparou para nós

∞∞Noite de Ano Novo∞∞

— Meu Deus, Woodwork, eu estou com botas de salto e com olhos tapados na grama. Deveria ao menos ter me dito para não vir de salto — resmungo, sentindo a mão de Kile tapar meus olhos, seu hálito quente bate em meu ombro enquanto ele ri de mim.

— Você está linda, Eadlyn Schreave. Bem, nos últimos meses a senhorita se comportou — ele diz, fazendo eu parar no lugar que estou, pelo visto chegamos. — Então, resolvi lhe trazer à minha casa, agora, você é convidada, não uma intrusa!

Ele tira as mãos dos meus olhos e antes mesmo de abri-los, sei do que ele está falando. A única árvore no quintal dos Woodwork parece maior, a casa lá em cima está com a luz acesa e ilumina a área do quintal onde há uma toalha estendida na grama, uma garrafa de vinho está ao centro, junto a uma cesta de frutas, tem até morangos ali apesar de ele ao contrário de mim odiar.

— Estava tudo preparado para eu te pedir em casamento hoje. Mas você teve que estragar tudo achando a aliança antes, tive que fazer o pedido daquele jeito todo desajeitado, mas isso não significa que tenho que cancelar a nossa noite.

— A nossa noite — começo, sem conseguir controlar um sorriso ao notar as velas em copos espalhadas por todo o quintal —, acabará desastrosa se essas velas continuarem acesas considerando que você é você!

— Ei, a senhorita está completamente proibida de debochar de mim hoje — ele avisa, me abraça por trás e encaixa seu rosto em meu pescoço, enchendo ali de beijos. — Juro que hoje serei o perfeito cavalheiro, nada de febre ou espirrar enquanto me declaro, nada de te passar resfriado enquanto te beijo, nada de chuva de lenços de papel, apenas você e eu, no nosso lugar preferido do universo.

Nosso lugar preferido do universo, por muito tempo esse quintal presenciou os melhores momentos da minha infância, o cenário das minhas lembranças mais coloridas. O nosso lugar preferido no universo, como Kile e eu costumávamos chamar em uma espécie de código secreto a casa da árvore.

Deveria ter desconfiado que viríamos para cá quando semanas atrás ele disse que tinha planos para o Ano Novo, uma noite só nossa. Bia, como maior incentivadora do nosso relacionamento, obviamente se prontificou a cuidar de Lou, mas é claro que ninguém nesse universo seria maluco o suficiente para deixar Beatriz cuidar de uma criança sozinha, então Josie, que andava se sentindo entediada por ter que passar os finais de semana sozinha em Angeles sem seus pais, se juntou ao batalhão para criar a melhor noite das meninas de todos os tempos, elas apelidaram assim porque eu não estarei presente e estão livres para encher Lou de mimos e doces sem eu reclamar.

— Eu gosto da sua versão resfriada — conto, me viro e fico de frente para ele. Apoio minhas mãos em seu peito e instintivamente meus olhos vão até o anel que brilha em meu dedo, abro um sorriso e pergunto a ele: — Quem te ajudou a escolher?

— Não confia em meu gosto, Eadlyn Schreave? Talvez seja difícil para você lidar com isso, mas fui eu, completamente sozinho, que assim que entrou na loja viu o anel que parecia gritar Eadlyn Schreave.

 — De estranhos morando na mesma casa a apaixonados prestes a casar, em menos de um ano.

— É o meu charme, culpe-o por isso!

— Talvez seja! — Hoje ele está mais bonito que o comum, a camisa cinza grafite escolhida por mim caiu bem demais nele, os jeans habituais foram substituídos por uma calça preta ajustada por um cinto marrom que combina com o tom do suéter vermelho-escuro, ele recusou-se a usar sapatos que passassem perto de socais enquanto estiver longe do trabalho, mas até que o par de tênis marrom condiz com o resto da roupa. — Só aceitei me casar com você porque é bonitinho! — Ele revira aos olhos notando imediatamente que recordo do pequeno surto que teve quando disse que gostava dele apenas pela sua beleza.

— Em alguns minutos, um novo ano começa. — Suas mãos envolvem meu corpo e me puxam para perto, e mais sério do que estou acostumada a vê-lo continua a dizer: — Teremos mais 365 dias para viver, mas viver de verdade, Eadlyn. Nada de conter sentimentos, desde tristeza a amor, nada de se isolar do resto do mundo e principalmente de mim nos momentos difíceis e acima de tudo, nós dois, todos os dias sem exceções, nos olharemos no espelho e procuraremos motivos para sermos felizes, os mais bobos possíveis, pois somos dignos disso!

— Somos dignos disso — concordo, abraçando-o de volta.

— E viveremos nossos sonhos, nosso amor, nossa família e nadaremos de cabeça no que o destino preparou para nós — ele completa. — Teremos o ano mais feliz de nossas vidas!

— Certo, e lembre-se que promessas de ano novo não devem jamais ser quebradas — eu lembro.

— Eu não tenho a intenção de fazer isso, eu garanto!

A sensação de que aquilo é mais do que eu mereço, mais do que qualquer um nesse universo merece, retorna. Esse sentimento, o jeito que meu coração bate por ele, a forma que me sinto diante de uma estrada cercada pelo jardim mais bonito do universo que me leva para um futuro tão imaginávelmente bonito que chega a parecer irreal, o modo que o universo parece a obra de arte mais bonita sem borrões ou defeitos. Esse sentimento tão puro não deveria ser sentido por ninguém além de anjos, seres tão cheios de erros e defeitos como nós não deveria senti-lo. Ou talvez, seja exatamente ele, o amor, o que nós precisamos para tentar sermos melhores e pelo menos um pouco merecedor disso. Pelo menos eu quero, a cada dia tento ser um pouco melhor e agradeço por isso.

Os olhos de Kile enquanto observam o meu rosto diz que em sua mente passa tantas coisas quanto na minha, sinto suas mãos envolverem meu rosto e seus lábios encaixam-se aos meus e os pressiona. Eu memorizo a sensação do seu rosto recém-barbeado, o seu perfume se misturando com a brisa leve de um ano que se ia e outro chegava, minhas mãos e meus braços o agarram sem acreditar que ele é realmente meu, e mesmo que me esforce ainda não consigo crer no quanto minha vida mudou no último ano.

— Espere, quero te mostrar uma coisa — peço, afastando um pouco meus lábios dos seus, sentindo minha respiração acelerada e meu cérebro ainda submerso demais nas sensações que ele me causa para trabalhar rápido. — Sente-se, por favor! — peço, tentando evitar contato com ele, se meus olhos encontrassem aos seus com certeza voltaria a beijá-lo e não conseguiria mostrar o que quero.

Kile parece tão disperso dessa realidade quanto eu, é difícil sair do universo que entramos quando nos conectamos e voltar a esse, demora algum tempo para nos acostumarmos. Porém, antes que desse tempo de sairmos ele senta-se na toalha, nossos olhos voltam a se conectarem, o nosso universo particular, aquele clima que faz meu corpo aquecer, prevalece. Eu pego o meu celular e coloco a música Adore you da Miley Cyrus para tocar o mais alto que posso, deixo ele na grama, ao lado das minhas botas.

Amor, amor, você está ouvindo? Me pergunto por onde você andou toda minha vida, eu acabei de começar a viver. Oh, amor, você está ouvindo?

Respiro fundo, acostumando-me com a sensação da grama sob meus pés. A saia preta é solta o bastante para eu ter a sensação de liberdade que preciso para dançar, ela não é longa ou justa, deixa minhas pernas cobertas por meia-calça fina preta livres, assim como o suéter de linha cinza que me protege do frio e me dá conforto.

Sinto as batidas da música, fecho meus olhos e deslizo minha mão pelos meus braços, eles ainda estão presos ao meu redor, não consigo os abrir, não consigo me livrar das barreiras que são. Curvo meu corpo para trás, sinto os fios do meu cabelo deslizarem pelos meus ombros e caírem para trás, eles voam quando em um ato de coragem ergo-me sobre as pontas dos meus pés e giro, meus braços se abrem um pouco, mas assim que meu pé pousa no chão as barreiras retornam.

Quando você diz que me ama saiba que eu te amo mais, e quando você diz que precisa de mim saiba que eu preciso de você mais. Garoto, eu adoro você, eu adoro você

Faço uma sequência de adágio, meu braço direito fica a 90 graus enquanto o outro ruma ao céu, ergo minha perna para trás com o joelho levemente dobrado e tombo um pouco minha cabeça para trás, sentindo a brisa bater em meu rosto como se fosse a esperança, um pequeno sussurro dizendo-me que eu só preciso abrir os olhos para encontrar o que tanto busco, mas eu não acredito, tenho medo de acreditar nesse sussurro em minha mente e acabar me decepcionando, então abaixo minha perna e envolvo meus braços ao redor do meu corpo, protegendo-me com as barreiras.

Amor, pode me ouvir? Quando estou chamando por você eu estou assustada, oh, tão assustada, mas quando você está perto de mim eu sinto que estou de pé ao lado de um exército de homens armados

Quando sou corajosa o bastante e até um pouco inconsequente de não acreditar no que minha intuição, ou melhor, no que meu medo diz, e abro aos meus olhos e encontro duas pedras brilhantes que transparecem encanto, sorrio e de repente todo o receio some, abro meus braços e sequencio vários giros e saltos ligados tendo como ponto de equilíbrio o olhar que diz que eu posso voar, fecho os olhos algumas vezes, sentindo a sensação incrível de liberdade, mas sempre os abro novamente para encontrar os de Kile.

Quando você diz que me ama saiba que eu te amo mais, e quando você diz que precisa de mim saiba que eu preciso de você mais. Garoto, eu adoro você, eu adoro você. Eu amo deitar ao seu lado, eu poderia ficar lá eternamente. Você e eu fomos feitos para ficarmos juntos no sagrado matrimônio, Deus sabia exatamente o que estava fazendo quando me levou até você

A saia gira ao meu redor, inúmeras vezes deixo os passos clássicos de lado e improviso, abraço ao meu próprio corpo e balanço de um lado para o outro, aos poucos abro os braços novamente e os deixo acima da minha cabeça na quinta posição, eu me sinto livre, agora enquanto danço não sinto o balé como a minha prisão, ao contrário, é minha liberdade, é o jeito que tenho para demonstrar ao Kile a forma que faz eu me sentir. Posso notar minha pele completamente liberta do frio que me assombrou por anos, deslizo minha mão direita pelo meu outro braço que continua erguido, chego até o meu rosto e arrasto minha palma até encontrar meu coração, agora, quente, completamente preenchido por amor. Abro meus olhos, e nada nesse mundo é melhor que a sensação de ter a plena certeza que ele está lá, de que eu não estou mais sozinha, sorrio, lentamente e sem desviar meus olhos dos seus, diminuo o ritmo do balançar do meu corpo, até estar completamente parada com as duas mãos no lado esquerdo do meu peito.

Quando você diz que me ama saiba que eu te amo mais, eu te amo mais, e quando você diz que precisa de mim saiba que eu preciso de você. Garoto, eu adoro você, eu adoro você

— Eu te amo. — Sorrio ofegante e espero que Kile me retribua, porém, ele só continua a me olhar com aquele olhar vibrantemente penetrante. — Diz alguma coisa, sei que não foi tão glamouroso quanto você esperava, mas em minha defesa digo que dançar na grama não é fácil. — Ele continua calado, seus olhos analisam meu corpo, observam aos meus pés, depois minhas pernas, minhas mãos, minha barriga, meus seios, meus ombros cobertos pelo meu cabelo, meu queixo, lábios, bochechas, até que finalmente chega em meus olhos e diz:

— Você é uma obra de arte, Eadlyn Schreave, eu quero guardar esse momento no lugar mais nobre da minha memória, e sempre que quiser poder rever a noite de ano novo em que você dançou para mim, só para mim, da forma mais bonita que já vi alguém dançar. — Repentinamente o céu é completamente iluminado por milhares de pontos coloridos.

Meia noite. Um novo ano.

Porém, o show não faz eu desviar minha atenção de Kile. Ele se ergue do chão e caminha em minha direção, suas mãos envolvem meu rosto e seus lábios pressionam ao meus, dando o beijo de meia noite mais apaixonado que qualquer garota nesse universo poderia receber. Nós dois cambaleamos um pouco para trás, até encontrarmos apoio na árvore. Sinto suas mãos descerem pelas minhas costas até alcançarem a barra do meu suéter, ele trata de o puxar para cima, afasta seus lábios dos meus por um curto intervalo, mas logo retorna. Os fogos de artifício explodem com toda sua energia, lembro que a tradição diz que o som espanta a todas coisas ruins e traz boa sorte ao novo ano, e mais do que nunca acredito nisso enquanto meu coração bate freneticamente desejando todas as coisas boas para esse ano.

— Estamos no meio do seu quintal — lembro, me sentindo uma adolescente idiota vivendo sua primeira paixão sob a sombra escura de uma árvore.

— Merda — ouço ele xingar baixinho, desviando os lábios dos meus. — Sobe! — Ele aponta para a casa na árvore, eu nego por um instante sem acreditar que farei isso, mas logo subo os pequenos degraus.

— Por favor, diz que nunca esteve aqui nessa situação com outra garota — imploro, enquanto nós dois engatinhamos para dentro.

Quando estamos dentro da casa ele volta a me beijar, sinto minhas costas tocarem o chão de madeira enquanto ele fica entre minhas pernas e retoma nosso beijo de onde paramos.

— Nunca — murmura, deslizando sua boca até o meu ombro, ele distribui beijos ali enquanto sua mão desce pelo meu corpo. — Feliz ano novo, senhorita Schreave, e quem sabe se a senhorita achar um tempinho na sua corrida agenda para se casar comigo, futura Woodwork — provoca, posso sentir sua boca pressionar contra minha pele enquanto desce devagar a saia e meia junto aos seus beijos.

— O que te faz acreditar que adotarei seu nome quando nos casarmos? — pergunto, tentando esconder um pequeno tremor quando sinto sua boca pressionada contra meus seios.

— Você gosta do meu nome — ele afirma, convicto. — Além disso, quando quiser poderá dizer seu nome sem as pessoas arregalarem os olhos e perguntarem se você é bailarina. — Ah claro, isso realmente é uma vantagem, poderia evitar vários acontecimentos tipo aquele com a esposa do chefe de Kile, e ter minha imagem menos ligada à da grande America Schreave é impagável.

— E poderei esconder Schreave tanto quanto você esconde Augusto? — provoco, sentindo a saia passar pelos meus pés.

— Não estrague o momento — ele pede, revirando os olhos. — Schreave é bonito, mas é famoso. Você poderá escolher quando será a princesa do balé ou uma simples garota fazendo compras.

— Simples garota fazendo compras? — pergunto, franzindo as sobrancelhas, enquanto agarro sua camisa e o puxo para perto de mim. — Se eu for a princesa do balé fazendo compras posso conseguir um desconto — argumento. — Terá que fazer mais para me convencer sobre sua tese.

— Tipo mais do quê? — ele pergunta, beijando o canto dos meus lábios, enquanto sua mão desce pela lateral do meu corpo. — Disso? — ele beija o meu lábio inferior, e depois me pega de surpresa tomando a minha boca completamente, beijando-a com vigor, sinto sua boca úmida e quente na minha, enquanto sua mão chega ao meu quadril e em um puxão certeiro rasga a única peça que havia ali. Seus dedos apertam minha perna, a encaixa em sua cintura e pressiona seu quadril contra o meu, ao mesmo tempo que sua boca abafa ao meu gemido. — Já te convenci?

— Você tem a noite toda para isso — digo, tento soar firme, mas minha respiração falha e ofegante com certeza faz Kile Woodwork saber que não vai precisar de muito mais para me convencer de qualquer coisa desse mundo. — Para que pressa?

— Você tem razão, para que pressa? — ele concorda deslizando os dedos levemente pela parte sensível dos meus seios e sorri maldosamente, fazendo todo meu corpo se arrepiar. — Temos a noite toda.

Por que diabos eu fui dizer isso?

∞∞∞

Março com toda certeza é um dos meus meses preferidos, o clima é perfeito, gosto do sol, gosto do cheiro de flores que toma ao parque. Aliás, Lou e eu temos vindo muito aqui nos últimos dias, ela está maior agora, com um ano e oito meses já consegue andar com mais firmeza, agora mesmo corre pelo parque, ainda sim desiquilibra algumas vezes e cai de bunda na grama, mas em segundos se ergue e volta a correr gargalhando, talvez esse seja o maior problema, não é tão fácil dividir sua atenção entre mover suas perninhas rapidamente e lembrar-se ainda de fazer um intervalo para respirar entre as risadas. Kile insiste em dizer que essa mania dela de rir muito de coisas sem sentindo com certeza é algo que puxou de mim, mas definitivamente meu humor não é tão bom quanto ao de Louisa Schreave, ela ri de tudo, das folhas caindo, dela caindo, de outra criança caindo e até mesmo de mim quando levo um susto exagerado ao vê-la tropeçar.

Ah, outra novidade não tão boa: ela aprendeu a subir degraus e definitivamente os 17 degraus do nosso apartamento que levam ao segundo andar se tornaram meu pesadelo. Céus, por que ela insiste em subir aquela escada? Nas últimas semanas ela tornou-se uma tagarela, com a dúzia de palavras que sabe dizer com certeza pode pedir para alguém levá-la até lá em cima. Apesar de que às vezes ela faz isso, geralmente à noite quando está cansada demais para tentar completar seu desafio pessoal que é subir sozinha, para aos pés dos degraus e fica chamando ao Kile, gosto de assistir sem ela perceber seus pequenos gritinhos chamando pai e claro que a reação dele ao aparecer no topo da escada e perceber que a quem ela chama daquela forma realmente é ele faz meu coração aquecer ainda mais.

Bem, falando dele, com toda certeza se eu fico maluca com as artes de Lou, Kile fica o dobro. Ele trabalhou feito doido no projeto da nossa casa, pensou em cada detalhe, inclusive identificou todos os pontos de perigo para Lou, a cozinha que é o cômodo mais perigoso terá um pequeno portão na porta que restringe à passagem a um dos espaços que Lou não terá acesso, a área de serviço também faz parte desse grupo, nada de mãozinhas curiosas e ingênuas por lá. Os armários, gavetas e geladeira em nossa atual casa receberam travas de segurança contra crianças, isso ocorrerá na nova também e já pensando nos próximos anos Kile mandou instalarem travas extras nas janelas, todas as quinas dos móveis já têm protetores, isso acontecerá com os novos também. Essas são algumas das precauções que Kile tomou, algumas de uma lista enorme. Ele é sistemático, e quando se trata de Lou isso só piora, quer dizer, nesse caso, especialmente nesse, todo seu jeito de querer pensar em tudo é bom, pelo menos com essas proteções talvez eu tenha apenas um ataque cardíaco por hora, não por minuto. Em alguns meses poderemos nos mudar e definitivamente a ideia me deixa ansiosa, nova casa, nova vida, isso é assustadoramente entusiasmante.

Lou corre em direção a uma árvore e como de costume meu coração acelera, acho que ela dará de cara com o tronco, mas claro que como habitual ela desvia no último segundo e ri do seu ato radical. Corro atrás dela, ela percebe e ri ainda mais disso, vejo um pedaço de madeira no chão e tenho a sensação que dessa vez ela realmente não está vendo aquilo, corro mais rápido atrás dela, mas ela acaba tropeçando no empecilho e antes que pudesse ir ao chão alguém a segura.

Respiro fundo, tomando o ar para dizer:

— Obrigada, senhor... — Desvio meus olhos de Lou por um segundo, iria agradecer a pessoa que fez a gentileza de segurá-la, porém, paraliso ao notar o homem que apanhou Lou em seus braços. — Tire as mãos da minha filha — peço, trincando aos dentes, encarando a Erik sentindo a todo meu corpo tencionar. — Agora!

— Sua filha, Eadlyn? — ele pergunta, com um sorriso irônico. Lou parece assustada, ao contrário do habitual ela não sorri para a nova pessoa que conheceu, apenas encara ao rosto de pele e olhos pálidos apavorada. — Acho que você quis dizer minha filha, não é?

— Tire as mãos da minha filha agora, Erik, vou começar a gritar e será pior para você — peço novamente, cerrando aos meus punhos, vendo um pouco adiante de nós dois policiais.

— Acha que tirarão a filha dos braços de um pai, Eadlyn? Aliás, não acha que o único ato criminoso aqui é o seu de não comunicar a um pai que a mãe da filha dele morreu e agora sou o único parente vivo que ela tem?

— Cala a boca! — ordeno, partindo para cima dele. Arranco Lou de seus braços, ela começa a chorar assustada, enquanto eu digo: — Nunca mais chegue perto de nós! — ordeno e dou as costas para ele e caminho sem olhar para trás.

Minha respiração está acelerada. Minha boca seca. Repentinamente o ar parece pesado demais e minha garganta dói.

Ele não pode ter voltado. Não agora. Ele não pode tirar ela de mim. Não pode!

∞∞

Você sabe, sei que sabe, ela é a minha filha. Você não é burra, Eadlyn, sabe que um teste de DNA pode provar isso, sabe que qualquer juiz tirará a guarda de você que não tem nenhum parentesco com ela e dará para mim, o pai verdadeiro.
Eu tenho uma proposta!


Notas Finais


Eu disse que era uma bomba e olha que vem mais por aí! Agora vocês sabem o porquê da Eadlyn dizer que a Camille não amava tanto ao Ahren quanto ele amava ela, e também teve aquele capítulo em que ela disse ao Kile que o relacionamento dela com Erik terminou porque ele tinha prioridades além dela. Já aviso, essa história vai render mais ainda. Têm teorias??

Infelizmente o conto de fadas acabou, as coisas só tendem a piorar. Até o próximo!!

"Amanheço com você no meu peito
Não há cortinas no lugar onde moro
A alvorada abre seus olhos
Porque isso só deveria durar uma noite
Ainda assim, estamos mudando nossas mentes aqui
Sou seu, seja minha querida

Tão próximos com você em meus lábios
Os narizes se encostando, sentindo sua respiração
Seu coração se aproxima e se afasta, sim
Seja meu verão em um dia de inverno, amor
Eu não consigo ver nada errado
Entre nós dois
Seja minha, seja minha, sim
A qualquer momento, a qualquer hora

Você sabe que eu estive sozinho por um bom tempo
Não estive?
Eu pensei que sabia tudo
Que havia encontrado amor, mas estava errado
Mais vezes que o suficiente
Mas desde que você apareceu
Eu estou pensando

Amor, você está despertando um eu diferente
Não há rede de segurança, estou livre
Me apaixonando totalmente
Você se apaixonou por homens que não eram como pareciam, sim
Se prendeu em uma corda bamba e agora estamos aqui, livres
Me apaixonando totalmente por você

Avanço rápido alguns anos, sim
Até chegar ao lugar em que vivemos
Fazemos amor, depois brigamos
Rimos porque era para durar apenas uma noite, amor
Eu acho que não podemos controlar
O que está fora da nossa capacidade
Seja minha, seja minha, sim
A qualquer momento, a qualquer hora

Você sabe que eu estive sozinho por um bom tempo
Não estive?
Eu pensei que sabia tudo
Que havia encontrado amor, mas estava errado
Mais vezes que o suficiente
Mas desde que você apareceu
Eu estou pensando

Amor, você está despertando um eu diferente
Não há rede de segurança, estou livre
Me apaixonando totalmente
Você se apaixonou por homens que não eram como pareciam
Se prendeu em uma corda bamba e agora estamos aqui, livres
Me apaixonando totalmente por você

Toda vez que eu vejo você, amor, eu me perco
Se eu estou sonhando, amor, por favor, não me acorde
Toda noite que estou com você, eu me apaixono mais
Agora estou deitado ao seu lado
Tudo parece certo desde que você apareceu
Eu estou pensando

Amor, você está despertando um eu diferente" — Fallin' All in You - Shawn Mendes


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