História O Pecado dos Anjos - Capítulo 3


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Elsa, Emma Swan, Hades, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Peter Pan, Princesa Aurora, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Vovó (Granny), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Reginamills Emmaswan Swen
Visualizações 212
Palavras 4.805
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Ficção, LGBT, Orange, Romance e Novela, Slash, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Achei que seria uma boa postar boa parte da história para vocês já pegarem um interesse kkkkkk

Ótima leitura a todos ♡

Capítulo 3 - Capítulo 3


Emma e Regina estavam perto de um lago onde alimentavam os patos. Um dos patos fugiu e se aproximou de Regina e quando a morena quis fazer carinho, levou uma bicada no dedo indicador. A loira tinha o rosto vermelho de tanto rir enquanto Regina tinha os olhos marejados.

- Nunca mais eu tento dar carinho em bicho nenhum. - deixou uma lágrima cair.

- Eu sei que machucou mas veja pelo lado bom, você estava se aproximando de um animal. Cheio de bactérias.

- É. - enxugou o rosto. - Mas você ficou rindo.

- Foi engraçado porque todo mundo sabe que não é boa ideia chegar muito perto de patos. Pensei que também soubesse. - riu.

- Mas eu não sabia. Poderia ter me avisado. - emburrou.

- Ah, não fica assim. - riu tentando abraçar Regina. - Venha aqui. Me dê seu dedo. Vou dar um beijinho pra sarar.

- Como se realmente fosse funcionar. - estendeu o dedo e deixou que os delicados lábios de Emma o tocassem.

Quando tocou, a dor sumiu.

- Está melhor?

- E-está. Como, como fez isso? - indagou incrédula.

- Isso o quê?

- Parou de doer! - disse abismada. - Você é uma bruxa, por acaso?

- Não. Eu sou um anjo. - disse sorrindo.

- Não acho. Para mim está mais para uma bruxa, feiticeira ou sei lá. - arrancou risos de Emma.

- Oi, Regina! - Rose se aproximou sorrindo. - Tudo bem?

- Oi, Rose! Estou bem e você? - cumprimentou a amiga.

- Estou bem. - sorriu amigável. - Chegou inteira em casa ontem?

- Sim. Emma me levou.

- Ah, sim. - sorriu incomodada. - Não vai me apresentar?

- Ah, claro! Rose, essa é Emma. Emma, essa é a Rose.

- Olá. - Emma sorriu como sempre.

- Olá, Emma. - Rose cumprimentou fingindo alegria. - De onde se conhecem?

- Daqui mesmo. - respondeu Regina.

- Nunca te vi pela cidade.

- Ahm... Não sou daqui. Me mudei há poucos dias e a cidade é enorme, não é? Fica meio difícil.

- É. Acho que sim. - semicerrou os olhos num sorriso falso.

- Bem, vamos indo então. Foi bom te ver Rose. - disse Regina puxando Emma pelo braço ao se afastar de Rose. Estava visivelmente incomodada pelas duas terem se conhecido. Não gostaria que ambas se aproximassem.

A mulher ficou para trás com uma cara de poucos amigos e permaneceu assim as observando até sumirem de sua visão. Belle se aproximou da amiga e juntas deixaram o lugar.

Emma e Regina deixaram o parque e foram caminhar pela cidade. Os pés de Regina já doíam um pouco mas estando na presença de Emma, até esquecia. Ambas foram andando e conversando até chegarem a um parque de diversões. Emma queria entrar mas Regina não. Achava que era apenas para crianças e que era perca de tempo e dinheiro entrar em um lugar como aquele. Mas após muita insistência de Emma, resolveu entrar. A loira estava eufórica como uma criança que nunca tinha visto algo parecido. Via as crianças rindo e seu coração se enchia de alegria. Não poderia descrever o prazer que tinha em ver a felicidade no olhar alheio; a vida sendo sentida. Regina não acreditava que tinha deixado Emma a arrastar para aquele lugar, nem sorrindo estava mais.

- Ah, não. Regina, você não vai entrar comigo com essa cara.

- Oh, que ótimo. Tchau então. - foi dando as costas quando Emma a segurou pelo ombro.

- Regina, vamos vai. Vai ser legal. - sorriu.

Regina olhou para a montanha russa como quem olha para um monstro.

- Emma, não. Eu morro de medo de altura. - suplicou.

- Deixa disso Regina. Aposto que quando terminar vai querer mais.

- Você é muito insistente. - rolou os olhos se dando por vencida.

- Êee! Agora, dê um sorriso.

- Emma, pra quê? - cruzou os braços impaciente.

- Anda Regina! É só um sorriso.

Regina permaneceu em silêncio por alguns segundos pensando se sorria ou não. Olhou para um lado, olhou para o outro e não viu saída. Emma a olhava com um doce sorriso nos lábios; ansioso que só ele. Regina deixou se contaminar com a doçura de Emma e soltou um leve sorriso.

- Aí, viu? - doeu?

- Não. - riu.

- Então vamos lá porque estou louca para ir. - puxou Regina pela mão até a bilheteria onde compraram quatro ingressos cada uma.

- Onde vamos primeiro? - indagou Emma com um ingresso nas mãos.

- Não sei. Me diga você.

- Que ótimo! Que tal, montanha russa? Eu sempre quis ir em uma. - sorriu animada.

- Onde eu estava com a cabeça quando entrei aqui? - questionou a si mesma. - Então vamos. Quanto mais cedo a gente for, mais cedo vamos voltar.

Ficaram na fila por uns cinquenta minutos. Havia pelo menos umas quarenta pessoas na frente delas e isso estava acabando com o resto de paciência que ainda restava em Regina. Se tinha algo na vida que ela odiava, era esperar. Estava toda irritadiça enquanto Emma permanecia totalmente tranquila.

- Quantos litros de chá de camomila você toma por dia?

- O quê? Eu não tomo chá de camomila. - disse sem entender.

- Como consegue ser tão calma? Estou quase surtando aqui. - passou a destra pelos fios negros.

- Eu não sei como consigo ser tão calma. Só sou. - sorriu com as mãos atrás do corpo.

Regina achou aquele gesto gracioso. Não entendia como Emma conseguia ser criança, adulta e idosa ao mesmo tempo. Era um equilíbrio perfeito entre essas três fases da vida. Tinha a inocência de uma criança, a maturidade de um adulto e a sabedoria de um idoso e carregava isso consigo como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Emma surpreendia Regina cada vez mais.

A amizade desenvolve a felicidade e reduz o sofrimento, duplicando a nossa alegria e dividindo a nossa dor.

Após mais alguns minutos na fila, finalmente chegou a vez das duas. Emma entrou no carrinho e logo em seguida Regina. A morena estava completamente apavorada com o que estava por vir. Tinha pavor em seus olhos, o que não passou despercebido pela loira.

- Não precisa ter medo. Pode segurar minha mão se quiser. - estendeu a mão para Regina oferecendo tranquilidade e confiança.

Regina não disse nada. Apenas sorriu de canto e pegou na mão de Emma que espelhou o gesto da morena, e sorriu também.

"Quem se dispõe a uma amizade assim, do nada? Eu não estava acostumada com isso. Foi muito assustador. Mas me acostumei. Apenas com Emma. Ela era diferente de qualquer pessoa que conheci nesse mundo. Um diferente bom, claro.

Bem, continuando..."

O brinquedo começou a andar e Regina segurava a mão de Emma firmemente a todo momento. Quando o veículo tomou uma velocidade alta Regina sentiu seu medo se esvair ao ver que não era uma hidra com quem teria que lutar. Olhou para Emma ao seu lado e a mulher tinha os olhos cheios de emoção, os cachos de sol voando com euforia e os lábios num sorriso contido. Regina espelhou gesto e deixou que apenas a sensação tomasse conta de seu corpo. Emma virou o rosto e viu o que Regina fazia e sorriu com a cena. Ficou alguns segundos olhando Regina e se deu conta pela primeira vez de como era linda. Viu que no canto direito de seu lábio superior havia uma cicatriz e riu.

O veículo de metal deu várias voltas, para cima e para baixo até que finalmente parou.

Regina sentiu o veículo perder a velocidade após alguns minutos e então riu ao se lembrar de seu desespero há alguns minutos atrás.

- Emma isso foi demais!

- Jura que achou? - indagou animada ao descer do carrinho com a ajuda de Regina.

- É claro. Eu nunca me senti tão viva. - riu ajeitando o cabelo.

- Que incrível! Era essa minha intenção e deu certo! - comemorou abraçando Regina.

- Sua intenção? Então, foi tudo planejado?

- É claro. - riu. - Já começamos a aula faz tempo e você nem reparou.

- Emma! Isso não se faz. - empurrou a loira de leve enquanto iam na direção de um homem que vendia algodão doce.

- Se eu dissesse, talvez você não se soltasse como se soltou. Porque você é assim. Você evita o que te faz bem aqui dentro. - apontou para o coração de Regina. - Você faz questão de ser assim e tem medo de voltar a ser o que era mesmo que seja uma coisa boa. Você prefere se igualar ao resto do mundo por medo de ser você mesma e se machucar novamente. Você sempre foge dos outros mesmo querendo estar perto porque tem medo que no fim do dia suas lágrimas sejam seu único consolo. Eu posso te ajudar a se encontrar novamente. Me deixa fazer isso? - segurou na mão de Regina.

Regina tinha o olhar fixo aos de Emma tentando entender como ela a entendia tão bem se não sabia nada de sua vida. Estava espantada com as palavras de Emma e sua visão sobre a vida, sobre o mundo. Permaneceu alguns segundos pensativa e logo respondeu.

- Emma, eu não sei como consegue saber tanto sobre mim se não sabe nada mas eu aceito sim. Eu adoraria que me ajudasse nisso. - tinha os olhos marejados. - E você é uma estranha, mas pra mim não é. Me sinto segura com você. - sorriu fraco.

- Estou feliz com a notícia. Então podemos chamar oficialmente isso de "amizade"?

- Sim. - riu. - Posso pagar um algodão doce para a minha amiga?

- Por favor, nunca experimentei isso.

- Sério? Como não?

- Apenas não. Tem gosto de quê?

- Açúcar. - entregou um algodão branco para Emma.

A loira retirou um pedaço e colocou na boca. Sentiu o doce derreter em sua língua e sorriu com a sensação.

- Isso é demais, Regina! Só que não tem nada a ver com as nuvens, como vocês dizem.

- E por acaso você já tocou nas nuvens? - ergueu uma sobrancelha.

- Ahm… não. Mas aposto que não é assim.

"Talvez aquele tenha sido o início de tudo entre nós. Não posso afirmar com certeza pois não me lembro o momento exato em que me senti atraída por ela. Foi um dos melhores dias da minha vida. Emma conseguia me trazer a paz que jamais algo ou alguém me trouxe, foi um ser extraordinário que cruzou meu caminho. Me ensinou tantas coisas; que a vida é uma dádiva e que cada ser vivo possui uma experiência exclusivamente sua, que a felicidade está nas coisas pequenas.

Deixei de ser cega e aprendi a ver tudo com novos olhos; renasci das cinzas e deixei que a vida me desse novas vestes. Vi a luz me tomar pelas mãos e eram tão delicadas, tão suaves que meu peito se enchia em demasia com tal contato. Meu peito se enchia apenas por estar com Emma.

Alguns dias haviam se passado desde nossa ida ao parque e ficávamos cada vez mais próximas. A cada dia que se passava era mais um aprendizado ao lado de Emma. Continuamos nos encontrando todas as tardes, todos os dias."

***

Rose andava de olho em Emma e planejava algo para afastar ela de Regina. Não suportava o fato de ser menos bonita que Emma. Morria de inveja da mulher que inocente como era, não percebia nada. Rose nem era mais apaixonada por Regina e sim obcecada. Estava sempre onde a mulher estava. Esteve em todas as tardes no parque, observando as duas ao longe rindo e conversando. Conversou com Killian sobre o que estava acontecendo e lhe pediu ajuda mas o homem achou uma loucura o que ela queria fazer e negou o pedido. Foi atrás de Belle mas esta negou também, então decidiu pedir ajuda a alguém que ela sabia que não negaria o pedido, independente do que fosse pois lhe devia um favor.

Rose estava deitada em sua cama olhando algumas fotos de Regina em uma rede social quando recebeu uma ligação.

- Alô?

- Oi, querida. Como vai minha malvada favorita?

- Estou ótima, Hyde. Não vou perguntar como está porque não quero saber.

- Tudo bem. - riu. - Liguei para avisar que já arranjei o que me pediu.

- Sério? - indagou animada.

- É muito sério. Mas só terá em mãos quando eu receber minha parte do combinado.

- Okay. Será logo então. - sorriu satisfeita. - Até mais, Hyde. - desligou o aparelho.

Rose se levantou e foi até a escrivaninha de seu quarto onde havia algumas fotos de Regina e outras de Emma. Pegou uma da loira e olhou com ódio.

- Oh, Emma querida. É uma pena que você tenha aparecido onde não foi chamada. Nada contra você exatamente, sabe? Mas você está me atrapalhando. Por sua causa nem consegui mais me encontrar com Regina depois do trabalho. Sabe porque? Porque ela deu preferência a você ao invés de mim. - caminhou com a foto até a cozinha. - Me desculpe mas vou ter que dar um jeitinho em você. Mas não se preocupe, vou cuidar muito bem da Regina. Eu prometo.

Rose pegou um isqueiro na gaveta do gabinete e calmamente queimou a foto de Emma. Ficou observando a fotografia ser consumida pelo fogo até não sobrar mais nada.

***

Quarta-feira, 14:00 pm.

A presença de Emma na vida de Regina teve um efeito visível. Com o tempo sua alma se tornou mais leve; aprendeu a sorrir e a ser otimista, o que causou um certo estranhamento nos familiares e amigos.

- Vai, Zel! Eu não quero ir no mercado sozinha com mamãe. - Regina implorava na porta do quarto da mais velha. - Sabe o que ela faz? Quando chegamos no caixa ela fica dizendo para a moça que o mercado é horrível e que precisa de umas reformas. É desagradável. - cruza os braços.

- É sério? - Zelena abriu a porta rindo. - Essa eu preciso ver. Entra aqui e me ajuda vai. - puxou a morena pelo braço.

- Ajudar em quê? - se sentou na cama.

Robin que estava deitada se levantou e pulou nas costas de Regina.

- Me ajuda a escolher uma roupa pra sair. - abriu o closet animada.

- Vai ter um encontro? - indagou animada enquanto brincava com a sobrinha.

- Não é bem um encontro, mas, enfim.

- Aham. Quem é?

- Não interessa!

- Se não quer dizer é porque é alguém que eu conheço.

- Talvez. - sorriu. - Uma hora eu te conto.

"Como se eu já não soubesse."

Regina ficou pelo menos meia hora no quarto com Zelena conversando e dando atenção para a sobrinha. No fim, não escolheram vestido algum. Depois de Regina tanto implorar para Zelena ir com ela e a mãe no mercado, a ruiva aceitou. Estava doida para ver Cora dar vexame em público. Desceu e pediu que Grany e Ruby ficassem com Robin. Ruby adorava a menina e aceitou de prontidão já que Grany estava ocupada na cozinha.

Zelena era dois anos mais velha que Regina e ambas sempre tiveram uma relação ótima. Quando crianças faziam tudo juntas; na adolescência trocavam segredos sobre os namoradinhos e quando a fase adulta chegou, Regina se afastou de Zelena sem mais nem menos. Ambas sentiam falta de ficar acordadas até tarde conversando sobre coisas aleatórias até o sono vir.

Houve um tempo em que Regina quis sair de casa. Já estava vendo preços de apartamentos próximos a empresa e o orçamento da mudança. Mas desistiu quando pensou que Zelena se casaria com Robin e percebeu que a mãe ficaria sozinha com Grany.

Após longos trinta minutos de carro e muita conversa as três mulheres estacionaram no mercado. Cora desceu toda orgulhosa ao ver Regina interagir como fazia antes da morte do marido.

- Então, como eu estava dizendo, aquela casa é incrível demais e eu vou comprar. Mas eu não quero que seja apenas para mim, quero que seja da família. Imagina só Regina, todas nós reunidas lá com Grany e Ruby e minha filhota em um feriadão, absolutamente nada para fazer ou se preocupar. Somente relaxar com a família.

- Que ótimo filha! Onde é essa casa de veraneio?

- Alguns quilômetros daqui. Vinte minutos de estrada, mais ou menos.

- Quando vai fechar negócio com o vendedor? - indagou Cora ao entrarem no mercado.

- Se nada der errado, hoje mesmo! E então poderemos passar a noite das garotas lá. Ou seja, sábado que vem. Ai, vai ser demais!

- Vou até comprar meu biquíni. - Regina parecia mais empolgada que Zelena.

As três andavam pelo mercado todo no maior papo. Cora e Zelena se sentiam felizes por ver Regina animada daquele jeito. Se perguntavam a todo momento o que houve para que ela voltasse. Passaram pela sessão de doces e as mulheres maduras que acompanhavam Cora, tomaram uma postura infantil. Foram pegando pacotes e mais pacotes de balas, bombons e marshmallows enquanto Cora apenas ria da empolgação das duas.

Regina e Zelena estavam planejando uma noite de garotas na casa de veraneio com Ruby e mais alguém que Regina pudesse escolher. Queriam doces, salgadinhos e bebibadas para se esbaldarem.

- Então Regina, já sabe quem vai levar para a noite na casa de veraneio?

- Pensei em Killian e Rose mas, desisti.

- Porque? - pegou um pacote de nachos e jogou dentro do carrinho.

- Não sei. Só não consigo mais me sentir bem com eles como ficava há alguns dias atrás. Era super normal sair e beber até cair com eles mas agora, eu não consigo mais. É muito estranho. Semana passada fui com eles ao pub novamente mas não tomei nada além de uma rodada de shots. Se fosse há um tempo atrás, eu teria apostado dinheiro em quatro rodadas com Killian.

- Realmente você está diferente Regina. - disse Zelena com um leve sorriso. - Isso é bom demais, sabia?

- Eu sei. - sorriu.

- Quem é?

- Quem é o que? - franziu o cenho.

- Que roubou seu coração.

- Não estou apaixonada Zelena. Sai dessa.

Zelena olhou ao redor verificando se Cora não estava perto e visto que a mais velha estava longe e totalmente distraída, se aproximou de Regina.

- Regina, sabe que pode me contar qualquer coisa, não sabe?

- Eu sei mas estou te dizendo. Não estou apaixonada. Foi só uma amiga que conheci.

- Amiga? Ai meu deus Regina! É uma mulher? - indagou animada? - Ela é bonita?

- Zelena! Não sou lésbica e não estou apaixonada por ela. - deu um tapa no braço da ruiva enquanto sussurrava entre dentes.

- Não é lésbica… - riu. - Tu acha que não sei que anda pegando a Rose e mais umas por aí? E que amiga é essa que te muda por completo assim em apenas dias, se tentei fazer isso nos últimos anos?

- Eu… foi só uma vez com Rose. - encarou Zelena que cruzou os braços duvidando. - Tá legal, mais de uma vez. Mas isso não importa.

- E qual é o nome desse anjo que surgiu do nada?

- Ela se chama Emma sua palhaça. Ela é muito diferente de qualquer pessoa que já conheci.

- Fala mais. - sorriu animada.

- Bem, nos conhecemos no parque. Ela é sempre muito sorridente e alegre. Esbanja isso por onde passa. - sorriu ao lembrar. - No início eu achei ela insuportável mas depois, gostei.

- Regina, eu tô shippando. - bateu palmas e deu pulinhos chamando atenção de algumas pessoas.

- Zelena! Pare com isso. Não tem nada a ver. Somos apenas amigas e ela não tem a menor pinta de lésbica. - deu as costas. - Fora que nos conhecemos não tem nem um mês. Não deu tempo de acontecer nada.

- Tempo é só um detalhe querida irmã. Aposta quanto que está apaixonada por ela? - cruzou os braços certa do que dizia.

- Não vou apostar nada.

- É porque sabe que vai perder.

Regina se sentiu desafiada e voltou alguns passos ficando cara a cara com a ruiva.

Bem, mais ou menos pois era uns cinco centímetros menor que a irmã.

- Então eu aposto!

- Se eu estiver certa, terá que lavar minha louça por um mês.

- E se eu estiver certa, terá que usar aquele chapéu de panda que eu comprei pra você e que você odiou, por um mês.

- Ah, Regina! Qual é? - soltou os braços.

- Apostado? - ergueu uma sobrancelha.

- Apostado! Eu sei que vou vencer mesmo. - sorriu convencida ao apertar a mão da irmã.

- Veremos. - semicerrou os olhos.

- Porque não chama ela para o fim de semana na casa de veraneio? Uma ótima oportunidade para nos conhecermos. Bem, eu adoraria.

- Talvez. Vou conversar com ela mas não acho que vá aceitar.

- E porque não aceitaria? - começaram a caminhar novamente.

- Eu não sei. É só uma suposição.

Um pouco mais longe dali, estava Emma em sua casa. A loira caminhava pelos cômodos apreciando cada detalhe da mobília. Saiu da sala e foi para o jardim apreciar o sol e as flores. Emma estava desconfortável com as roupas que vestia e visto que estava sozinha em sua casa, retirou as roupas e permaneceu nua. Deixou que suas longas asas se abrissem e sentiu o alívio percorrer seu corpo. Já não aguentava mais deixá-las presas todos os dias.

O anjo tinha um corpo esbelto e literalmente divino. Tinha pintas pelos ombros, costas e braços. Uma graça. Emma era a inocência em forma de gente. Seu olhar, seu sorriso, sua voz era completamente pura assim como uma criança que acaba de nascer. Seus olhos continham um brilho diferente de qualquer outro visto nesse mundo.

Emma caminhou descalça, tranquila entre as flores e se ajoelhou na terra. Em seguida, olhou para todas as outras que haviam naquele jardim e amou a cada uma delas. Amou sinceramente a todas mas uma em especial, lhe chamou a atenção. Um girassol. Passou delicadamente seus dedos pelas pétalas amarelas e devagar se aproximou para inalar o cheiro de vida que a planta tinha. Sorriu. Em seguida, levantou o olhar para o céu e contemplou o sol. Como adorava aquela estrela… Após mais alguns minutos assim, Emma se levantou e abriu suas asas como se espreguiçasse elas. Caminhou até suas roupas e as vestiu novamente. Tinha seus pensamentos apenas nas flores até então mas logo foram parar em Regina.

Admirava tanto aquela mera humana. Cada detalhe seu lhe chamara a atenção. Principalmente sua beleza. Para Emma, Regina era o ser humano mais lindo que já havia visto e possuía características exclusivamente suas. Nada no mundo se igualava à senhorita Mills. Se sentia tão bem perto dela; sentia como se a felicidade fosse lhe engolir e não a entendia.

Emma se sentia o anjo mais sortudo dos céus por ter sido a escolhida para proteger Regina com tantos outros anjos e tantos outros humanos que existem. Passou milhares de anos aguardando ansiosa pelo nascimento de Regina. Enquanto o dia não chegava, ficava sonhando acordada com o momento em que poderia agir como um anjo de verdade assim como os outros que via partir todos os dias e voltar algum tempo depois com suas missões concluídas. Sentia saudade de seu lar; de voar pelos quatro cantos do céu com suas enormes asas, talvez maior que a de qualquer outro anjo por ali. Mas estava amando estar entre humanos, conhecer nossos costumes e nosso dia a dia de perto.

***

Regina chegou em casa aos risos com Zelena enquanto Cora vinha bufando logo atrás.

- Ai mãe a senhora é hilária. - disse Regina ao de jogar no sofá e puxar Zelena consigo.

- Vou mais vezes com vocês no mercado. - riu até perder o ar. - Ai minha barriga. Eu nunca... - Zelena gargalhou e não conseguiu terminar a frase.

- Nunca o quê, palhaça? - indagou Regina em meio aos risos.

- Vocês duas são tontas demais. Vou subir e tomar um banho. - Cora pegou a bolsa e subiu as escadas.

- Ué, a senhora que faz a gente pagar o maior mico no mercado e a gente que é tonta?

- Está me chamando de tonta Regina? Agora vai ver só. - Cora desceu os degraus que havia subido e correu atrás de Regina que tentou fugir correndo para o quintal.

Zelena pegou o celular e foi atrás para gravar.

- Ah não mãe, para! Por favor! - Regina emplorava enquanto Cora ameaçava lhe acertar com o sapato que tirou do pé.

- Ih, Regina vai apanhar hoje. - Zelena apareceu com o celular gravando e logo atrás surgiu Grany e Ruby.

- Zelena! Desliga isso! - reclamou Regina.

- Eu não. Tá o máximo. - riu.

Regina tentou fugir mas Cora lhe acertou na panturrilha onde ficou uma marca vermelha. No fim estavam todos morrendo de calor por causa da bagunça e resolveram entrar na piscina. Ruby que adorava uma bagunça correu e vestiu um biquíni e logo estava junto com as outras se refrescando. Grany ficou com a pequena Robin no gramado, brincando e tomando sol. Logo Cora deixou a piscina e foi lhe ajudar. A menina estava mais elétrica que qualquer outro dia e isso estava acabando com a coluna das vovós. Estavam cheias de dores mas adoravam cuidar daquela menina.

- O que aconteceu com você Regina? Está diferente ultimamente. - indagou Ruby se aproximando das irmãs.

- Ah, sei lá. - sorriu.

- É o amor, Ruby. - provocou Zelena.

- Ah, Regina! Me conta isso agora!

- Eu não estou apaixonada suas lunáticas. E vocês, hm? Quando vão se assumir para as mamães ali? - apontou para Grany e Cora que brincavam com Robin.

- Do que está falando? - indagou Ruby e se escondeu na água deixando apenas os verdes de fora.

- Para de fingir demência, Ruby. E você também Zelena. Não sei porque não me contaram uma coisa importante como essa. - emburrou.

- Tudo bem. Estamos juntas tem um tempo já e não te contamos porque você se afastou de todo mundo e eu pensei que não se importasse mais. Seria horrível ir toda empolgada lhe dizer isso e você nem festejar com a gente. - disse Zelena.

- É. E eu não gostaria que isso acontecesse. Iria me sentir um nada. Então evitei. - acrescentou Ruby.

- Tudo bem. Entendo o lado de vocês. Estou feliz demais por isso. - abraçou as duas. - Quanto tempo?

- Seis meses. - respondeu Zelena ao fitar os verdes de Ruby.

- Espero realmente que dê tudo certo entre vocês. Mas precisam dizer logo para as duas. É importante demais para ser escondido. E precisamos saber se elas estão de acordo, não é? Tipo, elas são velhas né? Vai saber quais costumes ainda permanecem na mente delas.

- É verdade. - disse Ruby pensativa. - Mas então, Regina. Quem é ele?

- O melhor de tudo é que não é "ele" e sim "ela!"

- Não brinca! - Ruby ficou literalmente de queixo caído.

- Eu não sou lésbica! Zelena que tem uns neurônios a menos.

- Hm, eu quero conhecer. - disse Ruby ao semicerrar os olhos.

- Ela vai pra casa de veraneio com a gente na noite das garotas. - disse Zelena animada.

- Zelena, eu nem conversei com ela ainda. - Regina colocou a destra na testa cansada de repetir tudo o que lhe dissera mais cedo.

Passaram toda aquela tarde em perfeita harmonia. Não houve nenhuma farpa entre Regina e Cora o que surpreendeu a todas na casa. A relação das duas havia melhorado com o tempo.

Todas resolveram passar aquela noite juntas na sala vendo filmes novamente. Inclusive Regina que não fazia um programa como aquele há anos. Cora estava deitada no colchão de casal e já dormia assim como Grany em seu quarto. A senhora não gostava de dormir muito tarde. Dizia que se acordasse tarde, seria como se tivesse perdido muito tempo de sua vida e que cada momento era valioso.

Regina estava no sofá com Robin sobre seu peito e a pequena já havia dormido também. Vez ou outra acordava choramingando mas Regina a acalmava e logo estava dormindo novamente. Zelena e Ruby estavam no outro canto do colchão de casal abraçadas. Ruby estava deitada sobre o peito de Zelena enquanto a ruiva fazia cafuné em seus fios castanhos.

A noite estava calma. Os corações alegres, despreocupados e aquecidos do lado de dentro da casa. Do lado de fora, um anjo protetor em cima do telhado observando o céu estrelado com o coração se derretendo de tanta paz que sentia. Os verdes se tornavam o universo…



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