História O Pecado dos Anjos - Capítulo 4


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Categorias Once Upon a Time
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Elsa, Emma Swan, Hades, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Peter Pan, Princesa Aurora, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Vovó (Granny), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Reginamills Emmaswan Swen
Visualizações 148
Palavras 4.250
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Ficção, LGBT, Orange, Romance e Novela, Slash, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Domingo 09:30 am.

Zelena despertou com Robin pulando em sua barriga como todas as outras manhãs. A ruiva se sentou e sorriu para a menina que espelhou o gesto. Em seguida, a pegou e lhe encheu de beijos. Ruby despertou com a bagunça das duas e se sentou também, deixando um beijo no ombro da ruiva.

- Bom dia, lobinha. - sussurrou Zelena ao pé do ouvido da outra.

- Bom dia, bruxinha. Dormiu bem?

- Muito bem. - sorriu. - E você?

- Mais ou menos.

- Porque? - franziu o cenho.

- A sua mãe não parava de roncar.

- Eu já me acostumei faz anos. - Zelena riu e beijou a testa da namorada.

Na cozinha, Regina ajudava Grany a preparar o café da manhã. Estava arrumando a mesa enquanto a senhora de cabelos cinzas preparava os alimentos. Tinham começado ao contrário mas Regina desistiu depois de perceber que era um desastre na cozinha.

- O que anda acontecendo menina? - indagou Grany ao terminar de coar o café.

- Como assim?

- Anda bem alegre ultimamente.

- Ah, acho que é uma amiga que eu conheci. - sorriu.

- O que ela tem de tão especial para ter te mudado assim, tão de repente?

- Eu não sei exatamente. Acho que é tudo. Ela se ofereceu para me ajudar a mudar e eu aceitei e pelo visto funcionou.

- Nossa! Não se encontra mais pessoas assim hoje em dia. Ela deve ser mesmo especial.

- É. Ela é sim.

- Bom dia! - Ruby entra na cozinha voando diretamente para o pescoço de Grany. Logo em seguida entra Zelena com Robin pendurada em suas costas.

- Bom dia, querida.

- Bom dia, Regi. - jogou beijo para a cunhada que espelhou o gesto.

Logo todas se sentaram e tomaram o café da manhã animadamente. Conversavam sobre coisas aleatórias até chegarem na casa de veraneio e o aniversário da pequena Robin que se aproximava. A menina completaria sete anos no próximo domingo, um dia depois da noite das garotas.

No meio da conversa, Zelena decidiu que faria o aniversário da menina na casa de veraneio. Não era uma coisa grande mas não queria deixar a data passar em branco.

- Está vendo, Regina? Leve Emma para a casa de veraneio no sábado e ela fica conosco até domingo no aniversário de Robin. A noite nós voltamos e tudo certo.

- É, Regina. Tô louca pra conhecê-la. - disse Ruby animada.

- Vou conversar com ela. Já disse. - rolou os olhos.

- Eu odeio quando você faz isso. - disse Zelena com os olhos semicerrados.

- Tá bom gente. A conversa está ótima mas agora eu tenho que ir.

- Onde, em pleno domingo? - indagou Cora ao entrar na cozinha.

- Vou encontrar uma amiga. - se levantou da mesa.

Zelena e Ruby se entreolharam e sorriram.

- Estou vendo que alguém vai perder a aposta. Não é Robin?

- É. - disse a menina ao fazer high five com a mãe.

- Que aposta? - indagou Cora e Ruby.

- Nada demais não é, Zelena? - disse Regina entre dentes.

- Fica tranquila mãe. É coisa boba. Não é Regina? - levantou uma sombrancelha.

- Bom dia pra vocês. - disse e se retirou da cozinha rumo ao quarto.

Já no andar de cima, Regina separava uma roupa para ir ao parque. Rapidamente tomou um banho e logo estava pronta descendo as escadas rapidamente, ansiosa para rever a amiga.

- Tia Zina está bonita. - disse Robin graciosa em pé ao fim da escada.

- Bonita é você, princesa. - se abaixou e pegou a menina.

- Qual eu sou?

- Hm, qual você quer ser?

- A Branca de Neve.

- Então pronto, Snow White. - sorriu.

Regina colocou a menina no chão e caminhou até a porta dando tchau a todos. Foi até a garagem, pegou a moto e saiu pelas ruas da cidade que naquela manhã por incrível que pareça, estavam calmas.

Após mais alguns quilômetros Regina já estacionava na frente do parque. Retirou o capacete e caminhou para dentro do lugar já a procura dos cachos loiros. A morena olhou por todos os cantos mas não viu nada. Caminhou mais um pouco e logo avistou Emma ao longe caminhando de cabeça baixa.

Achou estranho e apressou os passo na direção da loira. Quando Regina estava mais próxima de Emma reparou que a mesma chorava e então correu até ela. Jamais tinha visto Emma tão triste e isso lhe despedaçou por dentro.

Regina diminuiu os passos e caminhou lentamente até Emma que estava sentada de costas em um banco com o rosto sobre os braços que estavam banhados por lágrimas.

- Emma?

- Oi. - enxugou as lágrimas rapidamente e sorriu para a mulher.

- O que há de errado? - se sentou ao lado de Emma com a mão em suas costas onde alisava suavemente na tentativa de acalmá-la.

- Não sei se devo dizer. - olhou triste para o gramado.

- Foi alguém não foi? - franziu o cenho preocupada.

- Sim.

- Quem?

- Promete pra mim que não vai brigar com ela e então eu digo.

- Eu prometo. Agora me conte, quem te magoou?

Emma ficou alguns segundos em silêncio pensando se dizia ou não. Não queria destruir a amizade de Regina.

- Emma, me diz. Talvez eu possa ajudar.

- Sua amiga, Rose.

- A Rose? O que ela fez? - sentiu o sangue ferver só de imaginar.

- Ela apareceu aqui. Talvez estivesse atrás de mim.

- O quê ela disse? - buscou o olhar de Emma.

- Me disse pra ficar longe de você. Disse que não iria deixar eu te tirar dela e que era pra eu ir pra longe ou eu iria me arrepender. - deixou uma lágrima cair. - Porque eu não posso ficar perto de você? Eu não entendi nada mas ela foi tão grossa que eu me senti mal.

- Emma, não dê ouvidos a ela. E você pode sim ficar perto de mim. Eu gosto tanto de você e da sua amizade. - se aproximou enxugando uma lágrima de Emma. - Não acredite em nada que ela te disser, tudo bem? Ela é apaixonada por mim faz anos mas eu não dou a mínima. Então quando aparece alguém perto de mim ela surta. Ela não é uma má pessoa. "Eu acho." Só está com ciúmes. Tudo bem?

- Tudo bem. - sorriu com os olhos marejados. - Eu ainda posso ficar perto de você?

- É claro, Emma. - riu do jeito inocente da loira. - Pode ficar pra sempre se quiser. - puxou Emma para um abraço e pela primeira vez sentiu necessidade de a proteger.

- Fico feliz e mais tranquila com isso. E eu também gosto muito de você. - se afastou para olhar Regina nos olhos. - Pensei que me achasse irritante.

- Eu achava. Mas com o tempo percebi que você é diferente. Um diferente bom. E gostei. Podemos fazer uma coisa?

- O quê?

- Você é minha melhor amiga, sinceramente. Te conheço não tem nem um mês mas me sinto tão bem com você. Você me traz uma sensação de paz tão incrível e ninguém jamais me fez sentir isso. Eu quero mesmo ser sempre sua amiga mas precisamos jurar isso e realmente cumprir. Você quer?

- É claro, Regina! - Emma pulou em cima de Regina tamanha a animação. A morena caiu para trás no banco e riu da felicidade de Emma. - Temos que jurar de dedinho. - estendeu o mindinho para a morena que estava deitada no banco.

- Então tá. É bem oficial hein, olha lá!

- Confia em mim. Estarei sempre junta de ti assim como sempre estive. - disse sorrindo.

- Como sempre esteve? Emma você tem cada uma. - riu entrelaçando seu mindinho com o de Emma que sorria nervosa ao notar o que havia dito. - Pode me passar seu contato? Assim fica mais fácil para a gente se comunicar.

- Claro. - disse pegando o aparelho em sua bolsa.

Ambas trocaram números e voltaram a conversar.

- Ah, gostaria de lhe fazer um convite.

- Pois, faça.

- Sábado, eu e minha irmã e minha cunhada faremos uma noite de garotas na nossa casa de veraneio e eu gostaria que fosse.

- Tudo bem. Eu vou. - sorriu.

- Sério? Que ótimo! Elas estão doidas pra te conhecer.

- Falou de mim pra elas? - indagou surpresa.

- Sim. Você é realmente importante pra mim, Swan.

- Que bom porque você é importante pra mim também. Faria qualquer coisa pra te deixar bem porque eu te gosto.

As duas últimas frases proferidas por Emma pegaram Regina de surpresa por mais simples que fossem. Nunca sentiu seu coração tão quente como sentia naquele momento. Seus lábios se curvaram em um doce sorriso sem que percebesse, causando um emaranhado dentro de Emma.

A loira tinha o coração disparado e as famosas borboletas no estômago se faziam presentes pela primeira vez. Achou todo aquele misto de sensações uma coisa estranha. Era novo e não sabia o que era. Já Regina, conhecia muito bem aquela sensação só não tinha noção do que aquilo poderia ser. Talvez nem quisesse saber.

Ambas permaneceram em silêncio se olhando. Foi automático. Nenhuma das duas sabiam o que dizer mas talvez nem precisasse pois conversavam com o olhar. O olhar ainda era inocente. Ainda não havia paixão ou desejo mas havia carinho, vontade de cuidar, necessidade de proteger.

Emma cuidadosamente se aproximou de Regina e a abraçou. A abraçou como se tivesse achado seu lugar no mundo pois se sentia bem ali. Regina, sentindo seu coração derreter com tanto carinho, afagou os cachos dourados com a destra enquanto abraçava com a canhota. No início foi estranho pois não estava acostumada com aquilo mas logo se entregou ao momento.

Emma se sentia tão acolhida, tão amada que resolveu deixar as lições para o dia seguinte. Decidiu que aproveitaria cada segundo daquele abraço, daquele cheiro que aos poucos foi ganhando espaço em sua memória. Após alguns minutos se deitaram na grama para olhar o céu. Ficaram apenas rindo e conversando e a cada palavra que Swan dizia, Regina ficava mais encantada com a doçura e inocência fora de estação que somente a loira carregava, e nem se dava conta.

"Um dos tipos de conversa que eu mais gosto é conversa com olhares. Diz tantas coisas com tanta certeza. E o melhor de tudo é o que sentimos no nosso íntimo, o que queremos dizer. Aquele momento com Emma jamais sairá de meus pensamentos por mais velhos que se tornem, sempre permanecerão nítidos e joviais. Às vezes fico pensando em como tudo seria diferente sem Emma. Talvez eu ainda estivesse triste e sozinha mas talvez eu nem estivesse mais aqui para lhes contar essa história. Bem, deixe isso para depois. Continuando…"

Segunda-feira, 18:30 pm.

Regina agradeceu ao céus quando bateu os olhos no relógio e viu que finalmente era o fim de mais um dia de trabalho. Ficar quase dez horas sentada na cadeira de um escritório com a cara na tela de um notebook não era nada fácil. Ainda mais com uma colega de trabalho insistente e ousada como Rose. Regina já havia perdido a conta de quantos copos de café e água foi buscar só para sair de perto de Rose. Até se ofereceu para buscar para os outros colegas. Naquele dia parecia mais chata que o normal. Só sabia perguntar sobre Emma e isso estava tirando Regina do sério. Não acreditava na cara de pau de Rose de lhe perguntar dados sobre Emma depois do que fez.

A morena arrumou toda a sua mesa, pegou sua bolsa e deixou seu escritório. Caminhou até o elevador e desceu até o primeiro andar onde deu boa noite para alguns funcionários que estavam ali e seguiu para a porta de saída onde foi barrada por Rose que a esperava.

- Regina, espere!

Regina travou os passos e olhou para Rose, meio impaciente.

- O que você quer, Rose? Estou com pressa. - olhou em seu relógio de pulso.

- Tem algum compromisso? Ia te convidar para jantar comigo.

- Tenho compromisso, sim. Fica para a próxima.

- Esse compromisso se chama Emma?

- Porque se incomoda tanto com ela? O que ela te fez? - elevou o tom de voz e caminhou para fora do local.

- Roubou você de mim! - a seguiu.

- Você é louca? Eu nunca fui sua e jamais serei. Cada uma…

- Eu te amo. Já te disse mil vezes. - caminhava praticamente desesperada atrás da morena enquanto adentravam o estacionamento.

- Me deixa em paz, inferno! Não aguento mais ouvir sua voz, ver você todos os dias.

- Vocês estão namorando, não estão? Me responde, Regina!

- Isso não é da sua conta! - destrancou o carro enquanto se aproximava.

- Então admite que estão! Eu avisei a ela. Eu avisei. - disse entre dentes com os punhos cerrados.

Regina voltou alguns passos e encurralou Rose entre seu corpo e o carro da mulher.

- Experimenta encostar um dedo nela!

- O que vai fazer, Regina? Eu não tenho medo de você.

- Paga pra ver!

Regina se afastou a olhando nos olhos e logo entrou em seu carro e saiu cantando pneu, deixando uma Rose cheia de ódio para trás.

É tão natural destruir o que não se pode possuir, negar o que não se compreende, insultar o que se inveja.

A morena respirou fundo em busca de paciência e logo estava mais calma. Andou mais alguns quilômetros e logo estava em sua casa. Pegou sua bolsa e entrou. Assim que abriu a porta foi recebida com a alegria de Robin pedindo colo.

- Oi família. - cumprimentou a todos na sala.

- Robin deixa sua tia. Ela está cansada. - disse Zelena se aproximando com Ruby.

- Mas a tia Zina gosta, mamãe.

- Tem razão, meu anjo. Eu amo pegar você e encher de beijos mas hoje a tia está muito cansada e também, já não sou mais tão jovem.

- Aah. - fez cara triste.

- Olha, eu vou subir e tomar um banho. Aí eu venho aqui e brinco um pouco com você. Tá?

- Tá. - sorriu ansiosa.

Regina nunca entendia o porquê mas Robin sempre a amou. Sempre foram esse grude, desde que a menina aprendeu a escolher.

A morena passou por Cora e Grany no sofá e deixou um beijo nas duas antes de subir para o quarto. Assim que tocou a maçaneta se lembrou que se encontraria com Emma e se martirizou por não ter lembrado. Estava tão ocupada e estressada naquele dia que nem se lembrou. Entrou rapidamente e logo pegou o celular para mandar uma mensagem para Emma.

_Estou um pouco cansada e acabei esquecendo do nosso compromisso e vim para casa. Não sei como, mas você sabe onde é. Pode vir?

Regina jogou o celular em cima da cama e foi correndo para o banho. Após quinze minutos de uma ducha gelada para espantar o estresse, saiu do banheiro vestida em um roupão. Pegou o celular para verificar as mensagens e havia a resposta de Emma.

_Tudo bem. Estou a caminho.

A morena sorriu e foi até o closet onde pegou um macacão jeans e uma blusa branca. Os vestiu e desceu para brincar com Robin como havia prometido. Assim que a menina a viu surgir nas escadas, saiu correndo, tropeçou e caiu. Regina desceu correndo e pegou a menina no colo para ver se estava bem. Robin começou a chorar e Zelena logo apareceu para ver o que havia acontecido.

- Está vendo, Robin? Por isso que eu te digo para não correr. - pegou a menina no colo e acariciou a ferida na testa. - Vai correr de novo?

- Naim. - disse soluçando.

- Acho bom mesmo. Agora pare de chorar. Vou dar um beijinho pra sarar. - disse e beijou a ferida. - Ainda dói?

- Dói. - choramingou.

- Sincera você, não é? Podia ter sido fofa como as outras crianças e mentido pra eu me sentir melhor.

- Se nem a mãe dela é fofa porque ela seria? - disse Regina rindo.

- Ha- Ha- Ha. Muito engraçado.

Ouve-se batidas na porta.

- Quem é a uma hora dessas? - indagou Cora.

- Ah, é uma amiga. - disse Regina caminhando até a porta. - Desculpem não ter avisado.

Regina abriu a porta e deu de cara com uma loira sorridente que lhe abraçou forte, demonstrando saudade.

- Boa noite. - cumprimentou a todos que lhe cumprimentaram de volta em uníssono.

- Pessoal, essa é a Emma.

Zelena e Ruby se entreolharam e sorriram animadas.

- Olá Emma. Sou Cora, mãe de Regina caso ela tenha falado de mim. Fique a vontade. - disse Cora fazendo Emma sorrir.

- Obrigada, dona Cora e ela falou sim da senhora. Muito bem aliás. - disse arrancando um enorme sorriso da mais velha por sua doçura.

- Emma essa é Grany. E aquelas são Zelena e Ruby.

- Olá Emma. Regina fala muito de você. - disse Ruby.

- Olá. Bem, espero que bem. - brincou fazendo os outros rirem. - E essa pequena, quem é? - sorriu encantada para Robin no colo da mãe.

- Ah, essa é Robin. Minha sobrinha.

- Hey, princesa. Tudo bem?

A menina sorriu envergonhada e escondeu o rosto no pescoço da mãe.

Regina chamou Emma para se sentar ao seu lado no sofá e todos ficaram longos minutos conversando e a cada minuto que se passava, as moradoras daquela casa se encantavam mais e mais por Emma. A alegria da loira era contagiante. Onde estivesse, tinha alegria.

As horas foram passando e as mais velhas foram deixando o ambiente para seus quartos. Robin já estava mais solta na presença de Emma e até em seu colo estava.

- Quantos anos você tem?

- Seis mas semana que vem eu já faço sete.

- Oh, é verdade Emma. Está convidada para a festinha. - disse a ruiva abraçada a Ruby.

- Sério? Fico feliz em saber. - sorriu mostrando as covinhas.

- Será lá na casa de veraneio mesmo. No domingo. Pode dormir lá com a gente na noite das garotas. - disse Regina.

- Ah, tudo bem então. - sorriu. - Eu venho.

- Você vem pra minha festa? - indagou Robin animada.

- Sim, princesinha. - acariciou os cachos. - Hey, o que houve? - questionou ao ver a ferida na testa da menina.

- Eu caí e bati a testa na escada.

- Posso dar um beijinho pra sarar?

- Mamãe já deu e não funcionou. - disse desapontada fazendo Regina rir.

- Regina, eu só não te bato porque temos visita e não quero que ela me ache louca agora. Deixa mais pra frente.

- Não liguem pra mim. Vai em frente, Zelena. - riu causando o mesmo efeito nas outras. - Então, Robin. Aposto que meu beijo vai funcionar porque ele é mágico.

Robin buscou o olhar da tia como quem pergunta o que fazer.

- Confia nela Robin. Dá certo de verdade verdadeira. - sorriu para a menina.

- Então tá. Pode beijar.

Emma toca suavemente os lábios no ferimento da menina.

- Está melhor?

A menina tocou com os dedinhos e não sentiu dor. Olhou espantada para Emma e foi correndo mostrar para a mãe.

- Mãe! Mãe! Não tem mais machucado!

Zelena olhou incrédula juntamente com Ruby. Regina olhou abismada para a loira mais uma vez que sorria distraída com a fofura de Robin; ruiva, de olhos azuis e bochechas rosadas.

- Emma, como fez isso? - indagou Ruby.

- Eu não fiz nada.

- Então onde está o ferimento dela de segundos atrás?

- Gente, me desculpem mas preciso ir. - se levantou levemente apressada.

- Deixe que eu te levo, Emma. Está tarde para ir sozinha. - disse Regina se levantando logo em seguida.

Emma se despediu das mulheres e de Robin e logo foi com Regina até o carro. Foram boa parte do caminho rindo e conversando sobre coisas aleatórias enquanto Emma ensinava o caminho para Regina. Ao estacionar na frente da casa de Swan, a morena desce do carro juntamente com a loira e se aproxima da mesma.

- Obrigada por ter me trazido.

- Não foi nada. Obrigada por ter ido em casa. Foi incrível ter você lá. - sorriu ao abraçar a loira.

Ambas permaneceram em silêncio novamente apenas sentindo o roçar da pele uma na outra, a mistura de cheiros e as trocas de sentimentos.

O coração de Emma batia tão forte que Regina o sentia bater contra o seu e sorriu ao sentir os dois dançarem juntos. A loira, em uma busca automática por mais contato, apertou mais Regina em seu abraço. Aquele momento e contato tão precisos estavam tão bons que ambas não queriam se soltar.

Emma se aproximou mais com o corpo de forma que parecia que os corpos iriam se fundir. Desceu a destra pelas costas de Regina e estacionou a mão na região lombar da morena. Regina estava embriagada de vontade, da necessidade que sentia de Emma.

Se as paixões aconselham por vezes mais ousadamente do que a reflexão, isso deve-se a que elas dão mais força para executar.

Ao sentir os braços de Emma lhe apertarem, Regina escondeu seu rosto no pescoço da loira e inalou seu perfume doce de flores que jamais sentiu em outro lugar; seu perfume doce que a fez fechar os olhos para apreciar mais. Emma sentiu o nariz de Regina roçar em sua pele e sentiu um arrepio percorrer sua espinha. E nesse momento Regina, ainda embriagada pelo momento, toca suavemente o rosto angelical de Emma e deixa um beijo leve em sua bochecha que a fez fechar os olhos com o contato.

Emma sorri para Regina e coloca uma mecha escura para trás da orelha da mulher que tinha o olhar preso ao seu. Ambas se envergonharam e se afastaram minimamente para se despedirem.

- Até amanhã. - disse Emma se afastando, relutante.

- Até amanhã. - colocou as mãos nos bolsos e caminhou até o carro e esperou que Emma entrasse para poder sair.

Após longos minutos na estrada, Regina estaciona em casa novamente. Desta vez não desceu do carro as pressas. Permaneceu sentada tentando entender o que aconteceu na frente da casa de Emma. Ficou alguns minutos pensando de braços cruzados e colocou as mãos na boca ao entender o que estava acontecendo.

- Não acredito! - disse para si mesma.

Estava visivelmente confusa e nervosa. Passou as mãos pelos cabelos e olhou para os lados incontáveis vezes em busca de uma resposta mas não obteve nenhuma.

- Isso só pode ser coisa da minha cabeça. - disse parecendo certa do que dizia. - Com certeza é isso. Não vou perder aquela aposta ridícula de Zelena. Estou louca para vê-la usar aquilo por um mês. - disse tranquila ao sair do carro.

Caminhou até a porta e ao entrar deu de cara com Ruby e Zelena se agarrando no sofá da sala.

- Vocês são loucas? E se Grany ou mamãe aparecem por aqui?

- Elas estão no trigésimo sono. Relaxa. - disse Ruby ajeitando a roupa.

- E Robin?

- Quis esperar você no seu quarto e eu deixei.

- Claro né esperta. Boa noite pra vocês.

Ao chegar no quarto, Regina se depara com Robin adormecida em sua cama. A menina estava deitada com um pijama amarelo e tinha seus cachos sobre o rosto. Regina se aproximou e retirou os fios do rosto da menina, mostrando algumas sardinhas. Em seguida, procura um pijama em seu closet e começa a se trocar. Ao retirar a blusa sente o cheiro de Emma no tecido e sorri o levando até o nariz, para inalar melhor o perfume. Ao reparar no que estava fazendo, jogou a blusa em uma cadeira e negou com a cabeça como se espantasse os pensamentos.

Quando terminou de se vestir subiu na cama e se ajeitou embaixo do edredom com Robin e fechou os olhos tranquilamente a espera do sono.

***

"Até hoje não sei descrever a sensação que me tomou ao abraçar Emma naquela noite. Parecia que minha alma iria sucumbir de paz a qualquer momento. Sentia o sangue correr quente por minhas veias; cada célula viva em mim se agitou. Cada vez que eu a tocava sentia a vontade de nos fundir aumentar.

Passei muito tempo da minha vida convencida de que não precisava de ninguém. Foi logo depois de ter terminado com Daniel. Eu era perdidamente apaixonada por ele. Era o cara mais bacana que havia conhecido até então. Só era um pouco moleque e cafajeste e talvez foram essas características que todo mundo julga que me atraíram a ele. Eu passava dias e noites com ele em meus pensamentos; fazia planos que não iriam se realizar como toda jovem apaixonada. Ficamos juntos por um tempo mas ele era louco por uma outra mulher desde sempre, então me deixou. Se eu fiquei deprimida? Sim. Eu fiquei.

Antes eu sentia vergonha em admitir que fiquei deprimida por alguém, um homem. Hoje vejo que não havia com o quê se envergonhar. Vejo que isso faz parte da minha história, que contribuiu para eu ser quem eu sou e que eu sou humana.

Bem, vou continuar com a história. Na tarde do dia seguinte, fui me encontrar com Emma como de costume mas estranhamente ela não apareceu."


Notas Finais


Continuo?


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