História O penhasco de Treevillage - Capítulo 1


Escrita por: e EmmaSoh_

Postado
Categorias Blackpink, Got7
Personagens Jackson, Jennie
Tags Jacksonwang_pjt
Visualizações 13
Palavras 3.210
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ola, tenham um bom dia! Bom dia já vale para o dia todo em kkk.
Aqui está mais uma história maravilhosa.

Capítulo 1 - Capítulo único


Jennie se moveu nervosamente até Jackson, que ainda checava o topete perfeito, com todos os fios alinhados cuidadosamente.

— Nós começamos no cinco, tudo certo?

Ele soltou um murmúrio, apertando o microfone em seus dedos. Jennie correu de volta para de trás das câmeras. 

Erguendo sua mão com um sinal positivo, começou a gravação. Deixou que ele falasse seu texto ineterrupdamente, sorrindo ao ver toda a graça do homem na sua frente.

Natural e engraçado, com ou sem câmeras, ele sempre chamava toda atenção para si.

Os dois estavam num lugar praticamente deserto, ao lado da placa da cidade sobre qual a matéria seria feita. Mais especificamente, sobre uma lenda local dali. 

A Kim havia ouvido sua mãe comentar sobre essa lenda uma ou duas vezes, já que supostamente esses fatos haviam acontecido quando sua progenitora era uma criança pequena.

Todos pelos do corpo de Jennie se arrepiavam ao pensar sobre a história, e quando contou para Jackson viu o lado medroso dele ganhar espaço.

A lenda sempre a perturbou muito, e principalmente, sempre dispertou uma curiosidade além do comum. E quando viu o amigo medroso se intrigar também, uniu o útil ao agradável.

Eles tinham esse sonho de fazer um documentário, desde que se conheceram, mas nunca havia aparecido um tema que chamasse atenção de ambas as partes.

Quando propôs fazer a filmagem na cidade de Treevilage, com relatos de moradores e algumas paisagens do lugar, percebeu a hesitação do amigo, mas com o tempo conseguiu persuadir Jackson, que virou além de motorista, o apresentador do documentário.

Ele não se opôs, nunca foi introvertido, nem tímido. Sabia que Jennie gostava de trabalhar atrás das câmeras, sem todo aquele brilho das estrelas do show.

E foi assim que acabaram ali, na cidade natal da mãe dela, uma cidade pequena, cercada por uma história macabra.

A mulher esperou que Jackson terminasse seu roteiro para falar:

— Corta! Ficou ótimo, sério. — Jackson sorriu aliviado, contornando a câmera e ajudando a outra a guardar os equipamentos. — Temos que ser rápidos, vamos entrevistar alguém no centro antes que anoiteça. Cidade pequena dorme cedo.


(...)


Após muito andar, finalmente anoiteceu. Haviam conversado com algumas pessoas, mas nada muito diferente, apenas mais do mesmo.

No caminho de volta para o hotel, um restaurante pequeno, com bastante movimento os atraiu.

Entraram e se sentaram no canto, fazendo seus pedidos. Estavam decepcionados, logo no primeiro dia não haviam feito nada além da pequena introdução da lenda gravada na beira da estrada e algumas imagens da paisagem do lugar.

O silêncio pairava entre os dois quando Jennie decidiu se aproximar para que pudessem olhar as poucas filmagens e separar algo que pudesse ser usado das entrevistas.

Jackson se acomodou na cadeira, apoiando a cabeça no ombro da cinegrafista.

Passaram as filmagens, esperando seu lanche. Logo na primeira filmagem, ao lado da placa de entrada da cidade, Jackson se pronunciou, incomodado:

— Volta uns segundos, Jen — murmurla., a voz incerta, levemente trêmula. A garota retrocedeu, desconfiada da atitude do garoto. — Pausa, aí!

Ele rapidamente tomou controle do notebook, dando zoom em um carro parado no fundo da filmagem. Praticamente toda a beira da estrada de Treevilage era cercada por uma mata densa, que continuava pelos redores da cidade. 

Próximos ao carro, três crianças brincavam, escondidas atrás de árvores, e correndo pela volta.

— De onde veio esse carro? E essas crianças? Não tinha ninguém lá, eu tenho certeza.

O Wang falou, os olhos rápidos e movimentos temerosos. 

— Ah, Jack, eu nem reparei direito, sabe? — mentiu, não queria entrar em pânico. Não havia nada próximo a eles no momento da gravação. — Eu fiquei só olhando para a câmera, você apresentando o documentário. Pode ser que tenha passado despercebido pela gente.

Jackson deixou as imagens rolarem, ainda com dúvidas em sua mente.

Meio minuto depois, numa cena onde Jennie gravava a placa da cidade e o foco saia de Jackson e consequentemente o carro e as crianças misteriosas ao fundo também sumiam, um arrepio percorreu pela espinha do casal de amigos.

Agora, as crianças se tornaram ainda mais perto da gravação, e seria praticamente impossível não perceber a presença delas. O carro continuava bem ao fundo, mas as crianças estavam a menos de cem metros de onde os dois amigos estavam no momento das filmagens.

Claro, o fundo não era tão focado quanto o rosto de Jackson, mas dava para ver a fisionomia de duas meninas e um menino. A criança mais velha não tinha mais que doze anos, pela dedução de Jennie.

Jackson fez o favor de dar zoom no local. As meninas aparentavam uma grande diferença de idade, e o menino deveria estar com uma idade entre a das duas.

A menor delas não tinha mais que seis anos.

Antes que os dois pudessem fazer qualquer coisa, seus pedidos chegaram. O movimento não estava mais tão intenso no restaurante.

Uma garçonete, que também atendia o caixa, colocou os lanches na mesa. Em um ato intrometido, passou os olhos no notebook aberto na imagem das crianças. 

Uma risadinha sem humor algum escapou dos lábios, coloridos com um batom vermelho.

— Logo vi que vocês eram turistas — falou, mexendo nos cabelos alinhados em um rabo de cavalo. — Vieram por causa da lenda, não é? Todo mundo se mata de medo por causa dessas fotos onde aparecem essas crianças.

Jackson ainda estava horrorizado, mas Jennie saltou na cadeira. Aquela mulher parecia saber de algo.

Jennie não precisou dizer nada, pois a mulher já havia entendido.

— Eu saio em meia hora.


(...)


Jackson não queria conversar sobre nada com aquela mulher, mas foi mesmo assim.

Segurou o braço da amiga, a mantendo o mais perto possível enquanto caminhavam por um beco escuro atrás da mulher. Pararam poucas quadras depois, próximo de onde haviam estacionado o carro.

— Temos que ser rápidos, tudo bem? O dia foi longo e ainda tenho que por meu filho na cama.

Jennie puxou sua câmera, antes de olhar nos olhos do amigo.

— Posso gravar?

A mulher deu de ombros.

— Eu só sei o que se comenta por aí, garotos. — Ela acendeu um cigarro, suspirando cansada. — Eu era vizinha de uma dessas crianças, sabe? Ela era mais velha que eu, eu devia ter uns seis anos naquela época. — A mulher olhou para a rua deserta, soltando a fumaça. — Os adultos não comentavam muito, e se comentavam, nós não ouvíamos. Quando os boatos se confirmaram, nos proibiram de sair na rua. — Jackson e Jennie prestavam atenção, quase sem piscar. — Hoje em dia, ainda é um tabu falar sobre o que aconteceu. Quase ninguém que morava aqui naquela época continua aqui. Se mudaram, ou já morreram. Já faz mais de quarenta anos. — Puxou e soltou fumaça uma última vez antes de apagar o cigarro na parede ao seu lado. Depois, jogou a bituca no lixo. — Mas, se querem mesmo saber algo mais a fundo, vão ter que ir visitar Martha. Ela é irmã mais velha de uma das crianças, era uma moça quando tudo aconteceu. A casa dela é aquela verde, logo na entrada da cidade. Faz um tempo que não a vejo, mas ela sempre foi meio reclusa, mesmo antes do que aconteceu — falou, parecendo pensar em algo mais. — Ela é bem estranha, mas a escolha é de vocês, de ir ou não.


(...)


Na outra manhã, os dois se puseram a postos, vestiram-se de coragem e foram a encontro de Martha.

Ao chegarem na casa não havia ninguém. Tocaram a campainha, bateram palmas, chamaram pelo nome da mulher, e nada.

Jennie apoiou sua mão na porta para tentar olhar pelo olho mágico. Em um solavanco a porta se abriu e levou Jennie a tropeçar para dentro da casa. Jackson a seguiu de perto.

Na frente da porta, cartas e mais cartas endereçadas a Martha Nikolaus se empilhavam, e havia uma espessa camada de poeira por toda parte, nos móveis e no chão.

Um vento sobrenatural invadiu o lugar, mas o pó e as cartas não se moveram, apenas as cortinas voaram. Jennie se espremeu no seu próprio abraço, enquanto Jackson continuava ao seu encalço.

— A gente tem que ir embora. Definitivamente.

Jennie se preparou para ir embora, mas Jackson agarrou o braço fino, impedindo.

— Vamos até o fim. Tem algo de errado nessa casa, ou melhor, nessa história toda — falou, dando um passo à frente, deixando Jennie para trás. Chutou algumas das cartas para conseguir andar melhor. — Vamos nos dividir para procurar alguma coisa que seja útil para o documentário. 

Ele pegou uma das câmeras reservas e se posicionou em frente de uma porta que parecia levar ao porão. Jennie, ainda incerta, pegou a sua câmera. 

Eles estavam invadindo uma propriedade apenas para gravar um documentário, afinal, isso valeria a pena?

Jennie subiu as escadas, sem olhar para trás.


(...)


Jackson vasculhava  uma caixa, dentre as diversas espalhadas pelo porão. Por algum motivo, o porão era mais limpo que a própria entrada da casa.

Nas caixas, Jackson ainda não havia achado nada. Com o apoio da luz da câmera ele remexeu mais um pouco, antes de sentar no chão, cansado.

Ele passou a câmera pelo lugar, para mostrar onde estava. Um espaço grande e escuro, repleto de caixas e mais caixas.

Sons de passos, leves e rápidos, passaram por suas costas, fazendo com que ele se assusta-se e quase deixasse a câmera ir ao chão.

Segundos depois, enquanto Jackson continuava atônito, um som de alguém — ou alguma coisa — escrevendo sobre o papelão das caixas o fez começar a caminhar na direção de onde isso vinha.

O som parou segundos depois, quando um barulho de algum material de desenho caiu no chão. Não parecia um som de um lápis, Jackson constatou, talvez  fosse um giz.

Jackson iluminou a única caixa daquele canto, onde logo na tampa se via escrito "Mary".


(...)


Jennie abriu uma das últimas portas do corredor, entrando em um quarto infantil.

Diferente de todos os outros cômodos bagunçados e revirados do segundo a andar, o quarto estava perfeitamente arrumado.

Devagar, a Kim andou até uma cômoda, observando os detalhes do quarto. Haviam diversos brinquedos no chão e alguns ursinhos na cama coberta com um edredom amarelo. Tudo parecia ter sido milimetricamente arrumado naquela posição. 

Ainda distraída com os detalhes, sentiu seu corpo se contrair quando uma bola rolou até uma das gavetas que ficavam na parte de baixo da cama. Não havia vento e muito menos explicação para como a bola fora parar ali. Relutante, decidiu se afastar do lugar onde a bola havia ido. Decidiu chegar o guarda roupa, que tinha uma boa distância da cama e de suas gavetas.

Haviam vários macacões, algumas camisetas e uns pijamas bonitinhos. Imaginou que o dono deveria ter uns oito anos de idade. Gravou com dedicação cada uma das peças, encantada pela delicadeza delas e pelo cheiro bom do perfume delas.

Quando ela estava prestes a tocar em outra peça, uma das portas do guarda roupa se fechou com brutalidade. Ela rapidamente tirou seu braço, assustada.

A outra porta se fechou, e trêmula, deu alguns passos para trás. Foi quando diversas bolas, grandes e pequenas rolaram, uma de cada vez, e se juntaram a primeira, próxima a gaveta. 

Um carrinho elétrico se moveu até bater contra o tornozelo de Jennie, que deu mais alguns passos, em direção às bolas.

Ainda tremendo, apontou sua câmera para a gaveta. E quando ela se agachou, empurrando algumas das bolas, as mesmas rolaram para longe, até mesmo as que ela nem havia tocado.

Puxou a gaveta, e a única coisa dentro dela era um álbum de fotos, já antigo.

Pegou o mesmo, se sentando na cama.

A primeira foto estava colada bem no meio da folha, e havia escrito em cima "Mary, Marlon e Maxine". Quem a Kim supôs ser Mary, era a menor, de cabelos claros e claramente a mais animada da foto. Marlon tinha cabelos escuros e usava um macacão claro. Maxine era a mais alta, os cabelos longos e meio avermelhados. 

Passando as fotos, quase todas eram dos três juntos. Haviam legendas como "Ensinado Mary a escrever seu nome", "Ajudando Maxine a cavalgar", "Brincando no rio" e muitas outras.

Na última folha, a foto das três crianças sentadas próximas ao penhasco da lenda, e atrás delas, uma mulher já adulta, bem parecida com Marlon. "Eu, Maxine e Mary, brincando perto do penhasco, enquanto Martha nos cuida", dizia a legenda, ao lado, a data 10/11/1979.


(...)


Jackson espalhou o conteúdo da caixa no chão, entre gizes e lápis de cor, um envelope grande caiu. Automaticamente, foi o que ele pegou em suas mãos. 

Eram diversos recortes de jornal, com datas próximas. 

" Três crianças desapareceram na última tarde. Os pais e familiares disseram que elas saíram na tarde de sábado para brincar próximos ao penhasco, e não retornaram mais. A polícia e alguns amigos se propuseram a ajudar nas buscas, mas não foram encontrados nem sinais sobre o paradeiro das três crianças. Caso tenha alguma informação, entre em contato com a redação dos jornais ou com a polícia."

A data era de 11 de novembro de 1979. Pegou outro recorte, desta vez de uma semana a frente do anterior. 

"Após uma semana de desaparecimento das crianças Mary, Marlon e Maxine, a polícia prende um suspeito, mas ele é solto horas depois. O suspeito é namorado da irmã de uma das crianças, mas não haviam provas o suficiente para incriminá-lo. Até agora, ainda não foi achado nem um vestígio de onde as crianças possam ter ido parar.

Caso tenha informações, contate a polícia ou os jornais, qualquer informação é necessária."

Pegou mais um recorte, de um mês para frente, haviam apenas mais dois dentro do envelope.

"Um mês após o desaparecimento das crianças, das quais vem sendo constantemente matéria em nosso jornal, é encontrado peças de roupa próximas ao Penhasco Gordon, onde foi dito ser a última localização das crianças.

Os homens que encontraram as peças, que também ajudaram nas buscas logo no inicio do caso afirmam que elas não estavam ali anteriormente e foram colocadas dentre esses dias. A polícia diz estar em busca de mais respostas nesse caso tão complicado.

Até esse momento, ainda não há notícias sobre o paradeiro de Mary, Marlon e Maxine. Caso tenha alguma informação, favor contatar a polícia ou o jornal, estamos de portas abertas."

As últimas duas partes eram recortes curtos, sem data.

"Thomas Barnie é preso, acusado de ser o autor do desaparecimento das crianças. Ele não confessou o crime, porém o delegado afirma que ele tem várias passagens criminais, e uma delas é sobre agressão em uma das crianças, Maxine. Thomas era vizinho dela, e consta que constantemente era visto seguindo as três crianças.

Ainda não foram encontrados vestígios de o de as crianças possam estar, caso saiba de algo, favor contatar a polícia ou o jornal."

Jackson se arrumou melhor no chão, antes de ler a última das reportagens.

"Acusado de sequestrar Mary, Marlon e Maxine, é encontrado morto. Thomas Barnie havia conseguido uma liberação provisória da cadeia, até o dia de seu julgamento, que aconteceria na próxima semana. Entretanto, seu corpo foi encontrado próximo ao Penhasco Gordon, sem sinais de machucados ou de luta corporal. O médico legista que avaliou o caso diz que ele foi morto por envenenamento, mas foi impossível achar vestígios de qual tenha sido o veneno utilizado.

Aguardamos por novas atualizações do caso."

Jackson terminou de ler, e decidiu encontrar Jennie no andar de cima, para falar sobre o que havia lido.

No andar de cima, a Kim decidiu encontrar Jackson também. No último degrau da saída do porão, Jackson tropeçou e caiu. Jennie desceu apressada para socorrer o amigo. 


(...)


Jackson sentiu seu corpo formigar, e se esforçou para abrir os olhos. Surpreendentemente, não estava mais no hall de entrada da casa, e sim em um campo de relva bem verde. Havia vozes de crianças, rindo e conversando.

Quando ele ia se levantar, uma mãozinha pequena e gelada agarrou seu braço.

— Shii! Você não pode fazer barulho, senão vai perder o show.

Ele não conseguiu ver o rosto da menininha que falava com ele, apenas os cabelos loirinhos se mexendo próximos ao seu rosto.

Uma mulher alta e magra, de cabelos escuros e pose de megera cruzou na frente dos dois, arrastando um menino pelo braço. 

— Escuta aqui, garoto! A próxima vez que você contar para mamãe alguma coisa sobre a minha vida, vai ser a última vez que vai ver o sol, entendeu?

Ela segurou fortemente a orelha da criança que urrou de dor, choramingando.

Um borrão passou pelos olhos de Jackson, e em segundos, as roupas da mulher haviam mudado e o menino voltava correndo até ela.

— Desculpa, mana, eu não queria ter contando para mamãe, mas ela queria saber de você, e estava tão preocupada, acabei contando.

A mulher sorriu, mas parecia tão falso, que Jackson se sentiu incomodado. 

— Eu sei que foi para o melhor, Marlon. Me desculpa por gritar com você, sim? — Ela passou a mão na bochecha do menino. — Fale para mamãe que vai sair com as meninas para brincar no penhasco. Só não conte que eu vou junto, certo? Eu estou de castigo. Vou levar umas coisas gostosas para vocês comerem lá.

O garotinho quase pulou de alegria.

— Tipo um piquenique, Mar? Vai ser tão legal!

Depois disso, os olhos de Jackson se borraram outra vez, e até mesmo o lugar onde estavam havia mudado. 

A cena na qual estavam era horrível. As três crianças engasgavam simultaneamente, tossindo e puxando o ar com dificuldade. 

A mulher de antes apenas assistia, sentada no porta malas de um carro, comendo um sanduíche tranquilamente. 

Em um flash, estavam dentro da casa de novo, a garotinha ainda segurava seu braço, o guiando para a nova cena.

— Não faça barulho, seu tonto, mamãe e papai estão dormindo.

A mulher de antes reclamou, para um homem que arrastava alguns sacos plásticos para o porão. Jackson olhou de longe ele remover algumas das madeiras do chão, e atirar algo ali dentro.


(...)


Jackson acordou em um pulo, assustando a Kim ajoelhada ao seu lado.

Ele levantou, cambaleando, antes de descer as escadas do porão com pressa. Jennie levantou o seguindo, gritando seu nome.

Ele empurrou algumas caixas, antes de forçar algumas madeiras com as unhas curtas. Suas mãos doeram e sangue escorreu, mas ele não parou até puxar a tábua do chão.

Seu estômago se revirou ao ver três ossadas, diferentes, junto com alguns objetos das crianças. 

Um ponto nervoso correu pelo seu corpo, e algumas lágrimas escorreram, quando Jennie se abraçou nele igualmente nervosa.


"Estudantes encontram restos mortais de crianças desaparecidas há mais de quarenta anos. Segundo os depoimentos deles, que gravavam um documentário sobre essa história, que havia se tornado lenda local, todas as pistas apontam que a assassina das criança teria sido a irmã de uma delas, que planejava fugir com seu namorado. 

Na época um homem foi preso, acusado de sequestrar as crianças, e os jovens estudantes afirmam que ele também teria sido morto por Martha Nikolaus, com o mesmo veneno utilizado para matar as crianças.

A polícia está apurando o caso."


Notas Finais


Betagem por @Polarizar
Capa por @Pink_Me


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