História O Perdedor - Capítulo 5


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Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sakura Haruno, Sakura Uchiha, Sasuke Uchiha, Sasusaku
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Palavras 2.514
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Cinco


O Perdedor

 

Sakura

 

 

ERAM QUASE NOVE horas da noite quando eu finalmente tinha conseguido convencer meu pai que dormiria na casa da minha melhor amiga. 

Estávamos quase no final de agosto e eu tinha começado meu último ano do ensino médio. Por um lado era ótimo estar de volta a escola por causa das minhas amigas, mas eu tinha um problema, e o nome dele era Sasori Akasuna, capitão do time de futebol e o cara mais popular da escola depois do honorável Itachi. 

Sasori foi meu namorado quando éramos do fundamental, mas terminamos assim que entramos no segundo ano do ensino médio. Pelo menos era isso o que eu esperava que acontecesse. Mas o filho da puta me pediu em casamento na frente dos meus pais no mesmo dia em que terminei com ele. Eu que mal tinha completado meus dezessete anos, me deixei influenciar pelo meu pai que só vivia para atazanar meus planos e aceitei o santo matrimônio que mudaria minha vida. 

Kizashi, meu pai, que era mais conhecido como Delegado Haruno, foi o pivô do início do meu relacionamento com Sasori, e continuou sendo mesmo depois de todo encanto ter morrido entre nossas complicadas discussões.

Naquele dia, Hinata e Ino, minhas melhores amigas, deram a excelente ideia de darmos um perdido em nossos pais para irmos a uma boate, pois eu não queria passar o dia em que comemorava meu um ano de noivado ao lado de Sasori. 

— Eu vou ligar para Hiashi e Inochi para ter certeza que vocês vão fazer uma festa do pijama. Já avisou o Sasori?

Ao ouvir isso senti uma intensa raiva. Meu pai me fazia agir como uma esposa submissa, e eu só tinha dezoito anos, só queria curtir com minhas amigas. 

Hinata que também passava por uma situação similar a minha, namorava Toneri, o filho de um empresário dono de uma indústria de produtos inflamáveis. Hiashi agia exatamente como Kizashi quando se tratava da filha. Por eles, seríamos devotas aos homens que nem mesmo amávamos. Só podíamos contar com Inochi, pai de Ino, que nos ajudava quando precisávamos escapar da severidade dos nossos pais sem noção.

— Eu não vou avisar ninguém, se você quiser que ligue. Estou farta disso. — falei alterando meu tom de voz. 

Minha mãe que naquela noite estava de plantão no hospital, não poderia me ajudar na enésima discussão que eu estava tendo com o meu pai em menos de uma semana. 

— Você precisa entender que aquele garoto tem um futuro brilhante Sakura. Ele vai ser um jogador profissional e você uma excelente médica, imagine como a situação financeira de vocês será magnífica. 

— A claro papai, eu já estava me esquecendo que o dinheiro vale mais que minha felicidade pra você. Me poupe, por favor. Se não for me levar na casa dos Yamanaka eu já vou indo. — falei ajeitando minha bolsa no ombro.

— Eu estou zelando por sua felicidade, é isso que você não entende. A família do Sasori tem um ótimo capital bancário. Você quer terminar sua vida com um negrinho favelado? Não me esqueço das suas artimanhas antes de namorar o Akasuna, aquele pobretão infeliz do Omoi. Não é porque sua mãe faz caridade para os pobres que você tem que se envolver com alguém dessa laia. 

— Primeiro, — gritei perdendo minha paciência — qual o seu problema com os negros? Segundo que minha mãe não faz caridade, ela abriu o consultório por amor aquelas pessoas e teve total apoio do estado. Terceiro que o Omoi é um jovem maravilhoso, e com certeza entregar pizzas é menos corrupto que roubar dinheiro dos pobres. Eu tenho uma quarta, uma quinta, uma sexta... Enfim pai, eu tenho infinitas questões relacionadas aos porquês dessa merda de vida que você acha que eu gosto, mas no momento só quero sair desse lugar e não pensar em faculdade, Sasori ou você, pelas próximas horas.

Não quis esperar até que ele mudasse sua face estática de surpresa, para a sua rígida e imponente que sempre fazia quando queria me intimidar. Aquilo já não funcionava comigo a muito tempo.

Andei até a casa de Hinata duas ruas ao lado da minha e quase infartei quando Hiashi informou que Toneri tinha chegado na residência deles de surpresa para jantar com Hinata. 

Depois daquilo chamei um uber muito chateada e fui até a casa de Ino que me esperava com uma considerável carranca de quem já estava do lado de fora a muito tempo. 

— Já adianto que a culpa não foi minha. Meu pai decidiu voltar a falar sobre o futuro brilhante e feliz que o Sasori pode me proporcionar. E infelizmente Hinata não pode vir. O desgraçado do Toneri apareceu lá dizendo que queria jantar com a maravilhosa noiva dele. — falei me defendendo antes que Ino começasse seu show de amiga abandonada.

— Eu não consigo entender como aquelas amebas cheias de grana fizeram a cabeça dos pais de vocês com tanta facilidade. — Disse Ino entrando em sua casa de Barbie.

— Você tem a resposta nessa mesma frase. — respondi sem humor.

Passamos pela sala de jantar onde Inochi jantava com a oitava pretende para se tornar a esposa do ano, e demos um breve boa noite aos dois. 

— Vamos nos arrumar de uma vez, daqui a pouco só vamos encontrar boates entupidas. — falei abrindo o closet impecável de Ino e pegando um vestido tubinho que me deixava com a aparência mais velha.

— É sábado querida, a noite está começando agora. Melhor que isso só atravessando a ponte para as baladas a beira mar. E gostei desse preto, ótima escolha. — Disse se referindo ao vestido que eu joguei na cama.

E era verdade. 

Só as badaladas festas do litoral conseguia superar as noites da nossa cidade, e isso porque as diversas casas noturnas ou qualquer outro ponto agitado parecia ser ainda melhor e mais convidativo pela madrugada quando fosse perto da praia.

Saímos de casa faltando minutos para a meia noite e assim que chegamos na boate os variados estilos de música nos embalou. 

Ficamos dançando como loucas fingindo que sabíamos as letras das músicas de Calvin Harris. Quando cansamos, fomos nos sentar no bar para beber algo que animasse a noite sem Hinata. Foi quando conheci o atendente barman, cujo nome Naruto, e ficamos conversando por longos minutos. 

Até que um moreno foda de lindo, porém, carrancudo, apareceu com um meio sorriso usando o mesmo avental vinho que Naruto, e me entregou uma bebida apontando para um velho — muito feio por sinal — que tinha pedido para me entregar. 

Ino que me conhecia com um simples olhar captou meu súbito interesse pelo rapaz que aparentava não ser tão mais velho que nós, e surpreendeu a todos com uma das suas indiretas diretas.

— Poxa, minha amiga ficaria mais feliz se fosse uma cortesia sua.

Observei suas maçãs ficarem avermelhadas e quis rir. Seu desconforto era palpável, mas me mantive fitando-o até que ele desviou o olhar e se despediu com uma educação invejável, me deixando frustada por perder meu contatinho da noite. 

Ele parecia interessante.

— Desculpe, ele tá cansado, mas eu juro que ele é muito legal. — Disse Naruto melhorando o clima chato que havia se instalado entre nós.

— Vamos ver se ele é legal mesmo. Arruma um guardanapo aí. Sakura, escreve teu número com tua marca de futura doutora Haruno.

E assim eu fiz. 

Naruto logo nos deixou para voltar ao trabalho e observamos ele indo até o moreno, que para minha tristeza, olhou rapidamente o papel sem demonstrar nenhum tipo de expressão e depois de dobrá-lo guardou no bolso da calça, voltando a trabalhar como se aqueles segundos nunca tivessem existido. Ele nem mesmo olhou para nós, e depois de mais alguns minutos frustrantes sentada com Ino resolvemos procurar um food truck para não irmos para casa com fome.

Desde aquele encontro só conseguia me lembrar daquele homem. As noites seguintes que passei em claro esperando por uma ligação ou uma mensagem me fizeram parecer uma adolescente de treze anos esperando seu primeiro amor lhe notar. 

Pensei em voltar na boate, mas ele poderia ter a imagem de uma louca procurando por relacionamento, por mais que eu já tivesse um. E as ideias mirabolantes de Ino para um reencontro, ainda que boas, me faziam temer o que aconteceria depois. 

Tinha chegado a conclusão que se fosse para nos encontrar, nos encontraríamos hora ou outra. 

Duas semanas depois, enquanto eu fazia a seleção das novas líderes de torcida com Ino e Hinata, Toneri apareceu todo posudo em seu terno de três peças bem alinhado como um lorde inglês, e exigiu que Hinata o acompanhasse numa viajem de negócios, dizendo que era a sua obrigação como noiva, e que se não fosse por bem, iria por mal. 

Aquilo me deixou furiosa a ponto de eu quase agredi-lo, e teria feito isso se Deidara, melhor amigo de Sasori e maior pontuador do time, não tivesse me segurado no momento que avancei na direção daquele desgraçado. 

Hinata que sabia que seu pai apareceria ali caso não fosse com o noivo, despediu-se das amigas e saiu em disparada pela vergonha que estava sentindo. 

Mas o que aconteceu em seguida foi ainda pior.

O desgraçado que meu pai insistia em dizer que era meu noivo, chegou perto do meu ouvido e disse:

— Se não se comportar vou começar a agir como ele. Quero ver você não entrar na linha. 

Aquilo foi a gota d'água. 

Estapeei Sasori com toda minha força, e quando tentei chutar suas partes baixas, meu noivo, o cara que meu pai dizia ser o melhor para meu futuro, levantou a mão para me agredir, e só não o fez porque Deidara se pôs a minha frente segurando-o, pois era tão inacreditável que fiquei paralisada.

— Tá ficando maluco porra? Ela é tua noiva merda. Tá perdendo a noção Sasori? Que caralho mano.

Só voltei a ter ação quando a mão de Deitada confortou meu ombro, mas logo me livrei da mesma e fui em direção a sala do diretor. Aquilo não podia continuar. Ele precisava me ajudar. 

E quando coloquei os pés no corredor encontrei o loiro da boate.

Naruto andava lentamente arrastando os dedos pelos armários dos alunos, como se lembrasse de algo muito nostálgico da sua época estudantil. 

— Espero que voltar aqui depois de terminar seja tão nostálgico quanto essa cena. 

Ele me fitou surpreso e sorriu. 

— Uau! Que coincidência te encontrar. 

Começamos a conversar, falei sobre o que havia acontecido minutos antes, e gargalhei dele quando disse que se estivesse perto no momento que Toneri levou Hinata, teria jogado ela nos ombros e dito que quem levaria ela seria ele. E eu não duvidei que Naruto faria realmente aquilo. Além de brincalhão, parecia ser muito louco, e comecei a apreciar uma amizade com ele. Até mesmo evitei falar sobre Sasori porque não queria arriscar que ele espancasse o menino. Naruto era um pouco mais alto que Sasori, e muito mais encorpado que ele. Evidentemente muito forte, além de lindo.

— Mas até agora não me disse o que está fazendo aqui. — falei me sentando no chão e encostando em um armário ao lado dele.

— Vim com o Sasuke, vamos trabalhar aqui aos sábados. Somos ótimos jardineiros. — Ele sorriu galanteador e franzi o cenho sem entender, então ele continuou. — Foi mal, esqueci que ele não te ligou. Sasuke é o carinha da Mônaco. 

Só foi ouvir essas palavras que meu interior borbulhou de nervosismo.

Minha pele estava fria e meu estômago revirava o iogurte light que eu tinha bebido antes de ir treinar. As mãos formigavam e eu sentia minhas pálpebras tremerem numa tentativa falha de esconder o quão nervosa estava.

Queria conhecê-lo ainda mais depois de ouvir seu lindo nome, só não queria dar bandeira disso. 

Continuamos conversando e quando Ino apareceu aproveitei para sair, e fui direto para a sala do diretor sabendo que Sasuke estava lá. Planejei meu teatro e quando entrei na sala tive um princípio de infarto encarando aqueles músculos tão definidos arrochados na manga da camisa polo. 

Tentei agir normalmente, ignorando sua petulância ao citar sobre o dia em que lhe dei meu número bem na frente de Hizuren, homem que eu considerava um tio. 

Sai daquela sala quase em transe. Treinei mais dispersa que o normal, e se não fosse por Ino eu teria sido xingada diversas vezes pelos chamados não atendidos das outras líderes. Estava num outro mundo onde Sasuke e eu nos amávamos numa cama com pétalas de rosa envolta de um dossel vermelho sangue. 

Quando cheguei em casa estava tarde. Havia passado horas na casa de Ino a ajudando dar um jeitinho em tudo, pois a nona pretendente do sr. Yamanaka iria aparecer para um jantar. 

Minha mãe que naquele dia estava de folga não tinha um semblante nada bom, e ao perceber que eu estava em casa pareceu ficar ainda mais aflita crispando os lábios. Ela meneou a cabeça e acenou em direção a cozinha, e só então prestei atenção no misto de vozes baixas que ecoava. Era Sasori, e meu dia que tinha ficado maravilhoso depois de ver Sasuke estava indo pelo ralo.

Sasori e meu pai apareceram segundos depois trocando sorrisos que me deixaram enjoada, e meu noivo teve que estragar ainda mais a minha noite.

— Se vista, vamos jantar. — Disse Sasori sentando-se ao lado da minha mãe e cruzando as pernas. 

— Qual a razão desse jantar? Estou cansada.

— A mãe do Sasori conseguiu marcar a data do casamento de vocês, precisamos planejar tudo.

Meu coração quase saiu da minha caixa torácica ao ouvir essas palavras sairem tão animadas da boca do meu pai. 

Sasori e ele sorriam e minha mãe e eu mantínhamos nossas faces desacreditadas como defuntos. 

Aceitei ir naquele ridículo jantar só para não contrariar meu pai e ter que discutir com ele. Foi literalmente uma droga. A mãe de Sasori jogou um monte de folhas impressas com detalhes de buffet, decorações, salões, vestidos, e inúmeras outras coisas, inclusive a prévia de uma puta lista já cheia de convidados que eu não fazia ideia de quem eram. 

Minha mãe estava desconfortável assim como eu, só tentava não mostrar o quanto aquilo a incomodava. E meu pai, estava radiante conversando com o pai e o avô de Sasori que só falavam de trabalho e faculdade. 

Quando cheguei em casa já tinha perdido as esperanças que pudesse ter um bom futuro. Um que de preferência fosse planejado por mim. Passei a noite em claro olhando aquelas folhas que não me atraiam em nada, e precisei tomar um longo banho para relaxar. Entretanto, ao sair do banho tive a melhor surpresa que poderia ter tido naquele dia. 

Havia uma mensagem no meu Whatsapp e quando abri a foto de perfil quase surtei. Era Sasuke.

Eu não sabia o que escrever para que não ficasse evidente o quanto eu estava radiante por ele finalmente ter entrado em contato. Não imaginava que depois daquela troca de farpas na sala de Hizuren ele fosse falar comigo. 

Mandei uma mensagem para Ino empolgada e depois com meu coração explodindo de nervosismo mandei uma mensagem para o moreno maravilha.

 

“Estava esperando por você.”


Notas Finais


Até breve!!!! 💘


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