História O Perdedor - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Romance, Sakuraharuno, Sakurauchiha, Sasusaku
Visualizações 39
Palavras 1.402
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Dois


O Perdedor

 

Sasuke

 

 

Um ano depois...

 

Determinação eu tinha de sobra. 

Estava tomando a terceira pílula de dipirona em menos de duas horas naquela noite agitada. Meus dias estavam mais corridos que a vida dos estudantes que estavam prestando vestibular. Havia gastado recentemente uma boa parte das minhas economias na festinha de um ano de Kiera e me desdobrava para fazer a reposição do que gastei na poupança do banco. 

Eu estava amando minha paternidade. Kia estava ficando cada vez mais linda e seus cabelinhos estavam começando a ficar claros demais, bem diferentes do ruivo intenso que sua mãe tinha, no entanto, ainda assim estava parecida com Karin. Felizmente com o tempo adquiriu expressões semelhantes as minhas, e o gênio forte e irritadiço com certeza também eram meus.

Toda minha dedicação em dar uma boa vida a ela estava me destruindo, mas vê-la satisfeita me deixava satisfeito. Assim como ver minha mãe recuperada do seu problema uterino me deixava aliviado. 

— Ei garoto... uma dose de whisky com gelo por favor, para mim e para a gatinha ali. 

Era mais um cliente chato escorado no bar da boate em que eu trabalhava nas noites de sexta, sábado e domingo. O salário era ótimo e eu estava precisando, então aceitei mesmo sabendo que eu ainda teria que dar conta da feira às quartas, sextas e domingo, do mercadinho que eu trabalhava no período da tarde de segunda a sexta, e graças a um amigo meu e de Naruto, conseguimos uma boa grana para limpar os campos de futebol do colégio que meu irmão estudou aos sábado. 

Esse último ainda não tínhamos começado. Começaríamos em duas semanas e eu estava ansioso. Não porque que eu estava indo para a mesma escola que meu irmão foi, mas porque o dinheiro ajudaria e muito na minha vida. 

Itachi deveria ter até vergonha de mim por estar pisando num lugar daquele para atuar na área de serviços gerais — ou ambientais como diz Naruto. Mas o que eu podia fazer, Naruto e eu éramos ótimos com gramas, não era a toa que Shikamaru, nosso amigo de longa data, tinha conseguido aquele novo emprego temporário para nós.

O pai de Shikamaru era professor de história na High School, mas era um homem bem humilde, até porque salário de professor de história não era grande coisa, e mesmo que fosse, ele ainda seria uma ótima pessoa. Fiquei extremamente grato quando soube que ele convenceu o diretor a pagar dois jovens para dar aparar a grama, pois em breve teriam um jogo eliminatório e a grama da casa precisava estar impecável.

O pensamento que seria tudo mais fácil se meu pai estivesse vivo rondava minha mente. Talvez eu nem mesmo tivesse tido o privilégio de ser pai, então o pensamento sempre era descartado. Kiera era a melhor coisa que tinha acontecido na minha pacata vida.

— A jovem loira senhor? — perguntei analisando duas jovens que estavam escoradas do outro lado do bar sendo atendidas por Naruto.

Ele também trabalhava na boate. 

Quem nos visse perguntava o motivo por qual éramos tão colados, e a resposta era sempre a mesma. Perdemos nossa família e nossa amizade construiu outra

Eu não tinha a mínima vergonha de dizer isso. Ele realmente era parte da família, o tio de Kia e meu irmão, que vivia para a diversão da ruivinha que estava mais esperta que nunca.

— A que está do lado dela, ali... — ele apontou sem nenhum pudor por cima da cabeça de um cliente que estava apoiado no balcão passando mal. — A jovem de cabelo médio que não para de mexer a cabeça.

Naquele momento reparei melhor em Naruto jogando charme para aquelas meninas, pareciam até ser bonitas mas eu não estava em momento de lazer. Pretendia terminar o horário do meu expediente, que costumava terminar às 04:00, e correr para casa, pois minha bebê banguela estaria me esperando acessa em 220v. 

Fui entregar a bebida a jovem, ainda que eu achasse uma atitude ridícula, aquele era meu trabalho e com certeza se a noite daquele senhor terminasse bem, eu ganharia uma boa gorjeta.

— Com licença senhoritas. O senhor de terno pediu para entregá-la. — falei educadamente com a garota interrompendo Naruto que mais conversava do que trabalhava. 

Ela direcionou seus grandes olhos que pareciam ser claros e mudavam de cor por causa das luzes LED na minha direção, me encarando como uma cobra pronta para dar o bote. O olhar dela me intimidava, era muito bonita e só quando saí dos meus devaneios percebi a cor peculiar dos seus cabelos. Pensei naquele instante que deveria ser uma adolescente enrolando Naruto para conseguir bebidas. 

Elas sempre conseguiam.

— Poxa, minha amiga ficaria mais feliz se fosse uma cortesia sua. — A loira falou alto devido a música estrondosa do lugar.

— Ele sabe como dar uma ótima cortesia, não duvidem, somos irmãos. — Naruto jogou a loira em seu papo furado enquanto a menina intimidadora continuava a me analisar. 

O que tinha de bonita, tinha de estranha. Ela parecia aquelas meninas vampiras de filmes de terror antigo. A pele branca quase reluzia naquela escuridão, cheguei até mesmo a comparar sua pele, que parecia ser sedosa, com a pele de Kiera que era inegavelmente macia. Só faltava usar perfumes de bebês para eu ver minha filha naquele rosto marcado de maquiagem que estava estragando toda sua beleza natural.

— Perdão senhoras, preciso voltar ao trabalho. A Mônaco agradece a presença de vocês, aproveitem. Com licença. 

Eu podia não ter um diploma, mas eu tinha um linguajar impecável, ainda mais quando precisava usá-lo em ambiente de trabalho.

Certas vezes era abordado por algumas senhoras que estranhamente apareciam na boate só para conversar comigo e tentar entender o motivo por qual um jovem tão cordial e educado como eu estava trabalhando num lugar como aquele. E nunca menti. A maioria que sempre arrumava um jeito de voltar para saber mais sobre mim, sabiam que eu tinha uma filha, e muitas delas sempre apareciam com presentinhos. 

O estranho disso é que naquela época eu pensava que ser um pai solteiro, e ainda por cima pobre, só dificultaria para encontrar um "relacionamento". 

Ledo engano meu.

As mulheres pareciam criar um tipo de ligação comigo por causa da minha filha. Eu não tinha vergonha de falar sobre meu passado e muito menos de mostrar as diversas fotos de Kia para quem quisesse ver. E sempre ouvia o mesmo. 

Como essa menina é perfeita. 

Linda como o pai. 

Preciso conhecê-la.

— Tá louco é? Aquela garota é gata e estava dando mole pra tu idiota. — Naruto me abordou enquanto eu limpava as intermináveis marcas de copos do balcão.

— De quem você está falando?

— Não se faça de besta, Sasuke. Até quando vai impedir que uma mulher se aproxime? Kia precisa de uma mãe. 

Era o que Naruto dizia sempre. 

Para ele o motivo pelo qual eu não me prendia a relacionamentos era por causa de Kiera. Por um lado era verdade, mas a realidade é que eu não sentia vontade de me envolver por mais de uma noite com alguém. E minha falta de confiança em deixar qualquer pessoa se aproximar da minha filha não deixava de ser um grande fator.

— Kia tem duas avós, não precisa de uma mãe. — Murmurei massageando as têmporas depois de ver um bêbado deixar um copo quebrar em cima do balcão recém limpo.

— Uma avó você quer dizer, né? A outra até se mudou pra não ter que ver a neta. — Naruto falou num tom chateado. 

— Não estava falando de Sarah, e sim da sua mãe idiota — resmunguei lavando o pano do chão.

— Ah é... — riu coçando a cabeça. — Kia tem sorte ter ter aquelas duas, e claro que o tio lindo aqui também.

Se Naruto era um sem noção? Ah sim, com toda a certeza do mundo.

— Só não concordo com a parte do lindo. Agora faz a proeza de trabalhar e parar de dar corda para adolescentes ricas por favor. Elas não são pro nosso bico. — Falei olhando a hora no meu celular.

— Com certeza não. — Murmurou e bateu a mão no meu peito colando um guardanapo que molhou por causa da minha blusa encharcada. — É chave de cadeia. 

Ele se afastou para atender um novo cliente e observei o papel.

E lá estava, o número que deveria ser daquela menina intrigante, escrito bem grande com uma letra idêntica a da médica da minha filha, e em baixo seu nome. Sakura Haruno.


Notas Finais


Deixem seus comentários, antigos leitores da fanfic e os novos também.
Me motivem por favor, porque eu tô precisando rs

Até o próximo!!


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