História O Perfume das Rosas - Capítulo 3


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Notas do Autor


Olá meus amores,

Perdoe-me pela demora a atualizar as minhas fic. Mas estou podendo escreve-las novamente agora em janeiro.

Hoje estou postando um novo capítulo e espero que vocês gostem.

Beijinhos.

Capítulo 3 - Um Anjo Chamado Kagome - parte 02


Fanfic / Fanfiction O Perfume das Rosas - Capítulo 3 - Um Anjo Chamado Kagome - parte 02

Como nadadora aplicada que era, Kagome concentrou toda a sua energia física em chegar ao estranho que se afogava. Embora conseguisse prender a respiração por mais tempo que a maioria dos seus amigos, já podia sentir seu corpo reagindo a ausência de ar e seus músculos começando a queimar pelo esforço. Cada vez mais o dióxido de carbono se acumulava em seu sangue, trazendo consigo a ânsia instintiva de respirar.  

- Não respire! 

Ela precisava alcança-lo. Os seus reflexos como nadadora ganhavam força a cada segundo que passava. Uma nevoa de sangue dentro da água atrapalhava sua visão. Só lhe restava olhar para o borrão e nadar com mais impulso para o fundo do rio gelado.  

Os dois pares de olhos se encontraram por um segundo. 

Num instante, tudo tornou-se um súbito silencio frio, Kagome conseguia sentir apenas seu coração batendo.  Ela não podia deixar aquele garoto debaixo d´água com aqueles que seriam seus últimos instantes de vida. A expressão congelada em seu rosto era de dor e arrependimento.   Assistiu as últimas bolhas de ar dele escaparam da boca sem vida e seu corpo mergulhando cada vez mais lentamente para o breu. Os olhos de Kagome se dilataram em pânico, horror e medo absolutos.  

Mas ela tinha esperança. 

Lutando contra o próprio terror, alcançou-o e segurou o jovem pela cintura com um dos braços e em nadou freneticamente para cima. Então, com os últimos segundo de ar que lhe restavam, concentrou toda sua força para elevar o peso de dois corpos, direcionando-se para os raios de luz que penetravam na água.  Enfim ar!  

- Graças a Deus! - Ela ofegou enquanto usava sua força restante para nadar com um braço, alcançando a margem com urgência.  

Arrastando-o desesperadamente para a grama seca, suas mãos puxaram-no o rosto frio para si pressionando seu ouvido sobre a boca, esperando sentir a sensação da respiração na pele humana. Sua mão tomada por um frenesi, buscava um pulso em volta do pescoço. Ela não sentiu nada, exceto seu coração de despedaçar no peito. 

Ele não estava respirando.  

Algumas pessoas que já estavam caminhando pelo local ao amanhecer, pararam e encaravam o espetáculo, mas ninguém ousava se mexer, como se não soubessem que a situação era desesperadora.  

Ela tinha que agir rápido, não havia como dizer quando tempo seu corpo aguentaria sem oxigênio. Usaria tudo que havia aprendido como enfermeira, mesmo que ela só tivesse praticado em bonecas. Deitando-o rapidamente, colocou uma mão sobre a outra, com a palma de uma mão na parte de trás dos nós dos dedos por baixo no peito dele e empurrando.  

Um. Dois. Três. Quatro. 

O coração de Kagome batia violentamente. Estava assustada, mas não havia tempo para medo.

Não havia tempo para mais nada além de salvar uma vida. 

O peito do garoto arfava com cada empurrão, mas não havia oxigênio entrando. Não havia vida retornando. Inclinando a cabeça de Inuyasha para trás, e segurando seu nariz, ela respirou fundo e pressionou seus lábios no dele empurrando oxigênio o mais profundamente que seus pulmões suportavam.  Voltou suas mãos para o peito do garoto da mesma maneira que antes, pressionando firmemente. 

Um. Dois. Três. Quatro. 

Sem pensar, Kagome inclinou a cabeça novamente respirando mais oxigênio e pressionando nos lábios dele empurrando ar. Quando repentinamente, ele respirou fundo sozinho. Os pulmões de Inuyasha expeliram o seu conteúdo.  

*** 

Uma dor surgia, depois a escuridão. 

Lentamente Inuyasha abriu os olhos enxergando apenas o vazio sem fim. Em algum momento, ouviu um sussurro sinistro e distante. 

Uma voz chamando-o.

De repente, viu a fachada de sua casa e seu jardim, aos poucos surgiu uma linda silhueta feminina. Ele logo a reconheceu.  Fitou o rosto pálido de Kikyou, mas os olhos dela fitavam apenas o vazio. Raios de luz cercavam aquele corpo.  Os olhos escuros cheios de tristeza que o assombravam, encontraram os seus e os segundos se tornavam eternos. No entanto, não sabia porque a tristeza estava ali. Não sabia o que a havia moldado.  

- Inuyasha... - Kikyou sussurrou um fio de voz em um lamento, que o consumiu-o e o apunhalou no peito com tanta força.

- Kikyou! – ele chamou por ela desesperado, o nome rasgando em sua garganta e seus pensamentos em um turbilhão de emoções.

Puxando-o ela para ele com força, os dois corpo de abraçaram. - “Como eu tinha saudade do cheiro da Kikyou, e ele continua o mesmo. Só que não há nenhum calor, porque o seu corpo está morto frio e triste.”

Inuyasha sentiu seu coração pular ao som da batida de uma voz fraca. - Venha comigo Inuyasha...Venha comigo por favor... – o som da voz fez as lágrimas transbordarem em seus cílios escuros. - Não podemos voltar ao passado, mas eu quero ficar assim com você. Se importaria que parasse... o nosso tempo agora?!

Uma névoa avermelhada cobri-os. Um vento forte girava em torno de seus corpos. As mãos da garota agarraram seu corpo com tremenda força puxando para baixo. A dor fustigou seu peito. De súbito, sentiu o chão afundar aos seus pés e em seguida começaram as vibrações como se o mundo estivesse prestes a desabar. O lamento de um sino começou a soar em algum lugar.

Caos.

- Venha comigo Inuyasha...Não vou deixa-lo partir desta vez, vamos para o inferno juntos... – a voz autoritária dela ecoou por toda a parte. Um arrepio percorreu seu corpo, mas não conseguia dizer nada. Não conseguia se mover. Uma angustia tomou conta de si. 

- Inuyashaaa!!! – sem aviso, uma outra voz feminina abafada chamava seu nome. Ele não reconheceu de quem era. E porque o chamava?

- Venha comigo Inuyasha... – O corpo de Kikyou começou a desaparecer e as últimas palavras ecoaram pelo silencio. 

Nunca havia se sentido tão insignificante e solitário.  

***

De repente, encontrava-se deitado de costas e alguma coisa não parava de pressionar seu tórax, com força e dolorosamente. Em meio a convulsões, Inuyasha tossia para eliminar o líquido. Seu peito e garganta doíam. Sua pele estava dormente.

Sentia o peito pesado... 

“Não consigo respirar!”

Uma mão envolveu sua cabeça, com delicadeza e agilidade puxando-o para cima. Tossiu mais líquido. E em um reflexo instintivo fez com que inspirasse com força o ar frio penetrando-lhe os pulmões. As suas mãos segurando o abdômen quando veio uma tosse seca, alta e dolorosa. E depois um ruído áspero, enquanto devolvia o ar que estava ausente em seu corpo.

Seu estremecimento se transformou em uma onda de tontura. Ele se sentia pesado, cansado, como se todos os músculos do seu corpo tivessem cedido. Logo caindo silenciosamente contra a grama, exausto, mas vivo.

Um rosto conhecido o olhava de cima com olhos bondosos.

A mão dela tocando seu cabelo levemente. Ele estava cansado demais para se mexer, mas viu uma mensagem oculta que parecia transmitir nos olhos verdes tão límpidos.  Sentiu pontas dos dedos da garota  tocando a sua bochecha antes adormecer novamente.

***

Inuyasha ouvia sussurros e um som alto de sirene ecoando. Seu corpo deitado em algo macio e quente. Havia um colar cervical em seu pescoço. Sentiu vontade de abrir os olhos e falar, mas a dor nas pernas o distrai e só consegue gemer dolorosamente.

- Kagome, vou dar morfina a ele para deixar a dor mais suportável. – uma homem fala de forma calma e serena, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

— Giovanni, ele tem fraturas múltiplas? – pergunta uma voz feminina suavemente e sente o leve toque de dedos quentes em sua mão de forma tranquilizadora. Algo lhe dizia que era aquela garota de olhos verdes. — Alguma hemorragia interna?

De repente, sente medo de que ela lhe solte. Depois a maca se move, por um instante Inuyasha só sente dor e dor…

E tudo fica preto novamente. 


Notas Finais




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