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História O peso do véu. KakaSaku - Capítulo 11


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Capítulo 11 - Capítulo 11.


« 🌼 »

O dia ia bem como sempre, segunda e suas deprimencias. Sakura olhava para a porta enorme de vidro enquanto segurava seu grande copo branco com o líquido achocolatado dentre as mãos frias pelo dia chuvoso, era óbvio que o momento não estava bom nem para a mulher e muito menos ao seu melhor amigo que se sentará ao seu lado com as mãos nos bolsos do seu uniforme de cor azulada.

 – Eae, como está a relação? – Perguntou o moreno ainda concentrado nas gotas que caiam lá fora.

– Que relação? Tudo deu certo para dar errado. – Deu uma risada tensa enquanto bebericava do copo, deixando o brilho labial sabor chiclete na borda.

Sai se virou para a mulher lentamente de forma leve, e deu um leve selinho na bochecha da garota de cabelos roseos que tinha o rosto vermelho pelo clima frio tanto dentro do Hospital quanto fora dele. Então, Sakura se virou lentamente também para seu melhor amigo e deu um sorriso amarelo, forçando sua felicidade para pelo menos ele ver que ela estava bem e não o preocupar, bom, se ele realmente estivesse pois era bem difícil ver algum sentimento se quer em sua face.

– Olha, que tal a gente realmente comer pizza? Chamamos as garotas e fazemos tipo uma festa. – Sai não era um bom amigo atoa, ele dava vários motivos para aquilo.

– Você sabe que não tem pizzarias abertas em dia de semana. 

–... Não para a Ino. Confia. 

–... Taaa bom. Olha, você está me assustando, então eu vou confiar em você. – Disse achando graça na situação em que se encontrava ali com ele.

– Fez o certo feiosa, eu vou marcar então. Olha, tentei te ligar ontem mas o seu celular estava desligado... – Ficou curioso.

– Nossa, até me esqueci! Obrigada por me lembrar disso! – Se surpreendeu e olhou para o celular – Depois eu converso com você, te espero de noite. 

Ela se levantou com tudo e deu seu copo para ele enquanto apenas a via sem entender o que estava acontecendo na cabeça da mulher, Sakura pegou seu telefone ao lado e saiu para sua sala, fechando a porta logo atrás enquanto ligava o aparelho que tinha permanecido apagado desde o dia anterior. 

Ao ligar só foi um minuto até o aparelho se acostumar com suas opções normais e cair mensagens, ao todo tinham quarenta na caixa de entrada e três chamadas perdidas. Ela abaixou a janelinha da tela e seu peito errou batidas, tinham mensagens de seus amigos, mas nenhuma da pessoa que esperava ter. Então apenas Suspirou e botou o celular novamente no bolso da calça de tom branco.

– Que merda... 

Olhou para os lados e torceu o lábio quando viu aquela mulher, seus cabelos presos em um laço adimiravel no tom roxo, curtos e bem repicados, dava um ar tão sério e ao mesmo tempo angelical a ela, e suas roupas folgadas exerciam um corpo misterioso, e homens adoravam o mistério. "O que ela estava fazendo ali? Será obra do cão? " Pensou ela mordendo o lábio.

– Sakura, querida, não sabia que trabalhava aqui. – Sorrio doce para a mulher, que correspondeu.

– Sim, sou a melhor cirurgiã, não querendo me gabar. E você o que faz aqui? – Cínica.

– Vim procurar uma vaga, agora que voltamos a cidade eu posso voltar a trabalhar em período diurno. – Disse ela.

– Que bom, espero sermos colegas. Mas me desculpe, tenho que ir. 

Ela já tinha se virado, quando a mulher pegou em seu pulso, a parando. Sakura fechou a cara no mesmo instante e olhou para a mão dela em sua pele, odiava os toques, não ia com a cara da mulher e iria quebrar a mão dela.

– Kakashi, depois que saiu, foi jantar lá em casa, sabe, não entendo. – Ela disse, botando a outra mão acima do rosto, e o dedo em frente os lábios.

– O que, não entende? – Olhou para ela de canto com um tom sério e possivelmente irritada.

– Uh, o que ele viu em você... 

Ela apertou o pulso da mais nova, o que fez com que ficasse marcas de dedos ali, a fazendo dar um leve suspiro de dor. Ao se irritar ela virou sua mão e pegou no pulso dela e o entortou como um ato de alto-defesa. A mulher tinha a parado do serviço para zombar dela?

– O que quer comigo? Vá perguntar a ele se está tão interessada na resposta. Ou sente medo do que ele vai te dizer? Se não sente mais nada pelo seu marido, vai a merda com ele e me deixe em paz. – Disse com escárnio, sentiu nojo da atitude da mulher, queria mesmo brigar por homem? 

A largou, e apenas saiu andando, que mulher doida. Se sentia tantos sentimentos assim por ele por que não falava apenas com ele, tinha que a encomodar? Apenas deu um suspiro cansado e entrou em sua sala. 

(...)

O tempo havia se esgotado, havia conseguido botar o osso do pequeno garotinho no lugar e estava feliz com o resultado, as vezes a cidade era calma e isso a fazia se sentir mais leve. Então quando a hora de ir embora deu e ela passou o cartão na maquininha, se sentiu livre. 

– Caramba... E agora, o que eu faço? 

Se via sozinha, fora do grande Hospital, o ar batia em seus cabelos e os desajeitavam. Fazia-o dançar conforme soprava aquele ar gélido da tarde.

– Vejo que está indisposta. – Sôo a voz atrás dela, a fazendo sair do tranze.

Ela olhou para trás, se deparando com Kakashi, seu coração outra vez disparou e errou o tom de tempo dentre batidas, desconpensada ela corou. 

– Kakashi, o que faz aqui? 

– Você quase quebrou o pulso da Rin, o que mais vim fazer? – Disse ele sério.

– O que...? – Perguntou ela atônita.

Ela puxou fios de cabelo para trás da orelha com a ponta dos dedos finos e delicados, e olhou logo atrás dele, vendo Rin na recepção com o pulso enfaixado. "Que vadia..." Pensou ela novamente enquanto franzia o cenho.

– Sakura, se gosta de mim, não tem por que ter ciúmes. – Disse ele calmo, mas com o rosto levemente franzido e sobrancelhas juntas.

– Kakashi, tem que acreditar em mim, não fiz nada, apenas me defendi. 

A seriedade da mulher o pegou de surpresa, o que o fez abrir novamente os olhos, que antes estavam cerrados como se tivesse a repreendendo anteriormente.

– Como? O que aconteceu? – Arqueou a sobrancelha.

– Por que eu deveria falar? Não temos nada, não quero ir tão rápido e muito menos me preocupar em brigar por sua atenção ou por você. 

Ela se virou e saiu andando em direção a rua, deixando o homem preso lá atrás, então sem dizer nada mais ele a pegou pelo pulso e a girou, botando a outra mão em sua nuca.

Ela agarrou suas roupas pretas, passando seus finos dedos pelo tecido e os apertando, e quando sentiu os lábios dele contra os seus ela fechou os olhos, sensação mais maravilhosa como essa quase não existia. Ele fez um leve carinho sobre a nuca da mulher enquanto ela passava a mão pelo cabelo repicado e bagunçado do homem a sua frente. 

– Sakura, eu não queria dizer aquilo, eu... – Ele olhou para o lado, era lento demais para perceber mesmo que a tristeza o abatesse.

– Kakashi, você tem que saber, eu não fiz aquilo nela por que quis. – Ela falou em forma de súplica.

– Ah Sakura... Tudo bem, eu não me importo mais. 

Ele deu uma risada, aquela grossa e terna risada enquanto a abraçava, colando seu corpo ao dela, aquela sensação boa que ela sentia quando ele estava junto havia voltado novamente com tudo. 

– Kakashi-han!...



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