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História O Pianista ( YoonMin) - Capítulo 12


Escrita por: e YoongiPan


Notas do Autor


Estou aqui com mais um capitulo.
Espero que gostem, hehe.
Amo vcs!

Boa leitura

Capítulo 12 - Capitulo Doze;


Fanfic / Fanfiction O Pianista ( YoonMin) - Capítulo 12 - Capitulo Doze;

A pequena Kim observando o jeito que Park tratava Yoongi, e pela primeira vez, desde que o viu, notou um sorrisinho brotar nos lábios do mais velho. 

“Mamãe escolheu um anjo pra cuidar de você, oppa!” pensou observando a pequena luta de resistência em que Min se encontrava.

— Eu não vou rolar. — tentou puxar o braço, o que fez Jimin rir feito um bobo.

— Você vai sim, sr. Ranzinza! 

Em um vacilo imposto pelo destino, Yoon acabou por vacilar com o pé e saiu rolando morro abaixo, arrancando gargalhadas e pulinhos do ruivo travesso. As roupas do moreno ficaram completamente sujas pela grama e terra molhada, já que ali constantemente eram molhado.

— Ei!!! Park, você me paga. — Yoongi praticamente berrou de próximo ao lago.

Quando o ruivo viu o mais velho fazer jeito de correr, ficou bobo, pensou que no máximo ele ficaria emburrado em um canto qualquer do parque, mas não, contrário aos seus pensamentos o moreno estava vindo em sua direção como um pequeno cãozinho feroz.

— Ah!!! — quando percebeu a proximidade do outro, pôs-se a correr sem parar.

Transformando aquela perseguição em uma brincadeira agradável, a pequena Kim entrou junto no ato e começou a correr atrás de Park.

— Yah, você devia me ajudar. — gritou ofegante.

— Desculpa, Jimin-oppa, mas vou ajudar o Yoon-oppa. 

Com muita luta e correria, conseguiram pegar Jimin, que estava vermelhinho de tanto correr, Yoongi e Min-Cha não estavam menos que isso também, principalmente Min o mesmo estava completamente vermelho e mais ofegante que os outros dois.

— Melhor descansarmos, você não fazia exercício, não quero que você passe mal. — o ruivo comentou sentando-se e pegando uma garrafa com suco, na cesta. — Toma, é natural.

Min olhou para a garrafa de plástico, mesmo que derrubasse não teria risco de quebrar, no entanto, ainda era um fator; ele não queria derrubar, não na frente da irmã.

— Não estou com sede. — ditou baixinho com um meio sorriso, completamente forçado.

— Posso te ajudar, oppa? — Min-Cha indagou ansiosa, sua mãe já havia falado sobre os problemas de Yoongi, e mesmo que não soubesse, viu como as mãos dele parecem fracas e trêmulas.

— Ajudar? — perguntou sem entender.

— Com o suco. — apontou. — Mamãe disse que você sempre me dava a mamadeira, posso fazer isso por você? Eu me sinto em dívida; “Um Min nunca deve nada a ninguém”.

Os olhos de Yoongi ficaram marejados, essa frase era dita sempre por seu pai biológico, nos vídeos em que viu seu pai ele sempre ditava tal coisa. Pensou um pouquinho e mordeu o lábio inferior, ela não era uma Min de sangue, entretanto, ela tinha razão.

— Tudo bem. — sorriu.

Park se afastou um pouco e ficou apenas olhando a cena, de forma discreta tirou uma foto com o seu celular, aquilo parecia a coisa mais boba possível para outros, mas para Jimin, aquilo era extremamente gratificante.

— Vamos comer, galerinha. — falou rindo assim que Min terminou de tomar o suco.

— Frutas, eu quero frutas. — Min-Cha falou saltitante, porém, quando viu o sanduíche de pasta de amendoim, desistiu das frutas.

— E você, Yoongi? — indagou olhando-o.

— Quero. — pensou um pouquinho. — Do bolo de pote.

— Essa foi a melhor escolha que fez. — pegou o potinho e uma colher, e ajudou Min com isso.

[•••]

22:39 p.m.

— Jimin… — Yoongi chama o ruivo assim que saí do banheiro.

— Eu já levei a bandeja, e trouxe um remédio pra caso você sinta dor no corpo, embora eu achei bom você sentir os efeitos colaterais das brincadeiras. — fala rindo.

— Não é isso. — sussurrou. — Vamos mesmo jantar na casa dos meus pais amanhã?

— Sim, já está tudo organizado, e sua mãe já ligou pra confirmar. — esperou o mais velho se deitar, mas o mesmo não o fez.

— Me ajuda. — Yoongi sussurrou baixinho, sentindo as lágrimas começarem a cair uma por uma.

O ruivo ficou apenas encarando o outro, não havia entendido, mas estava surpreso apenas em vê-lo falar daquela forma, era estranho, um estranho tão bom e de certa forma era um alívio. Pela primeira vez, Jimin sentia-se bem em vê-lo chorar, quase que de forma espontânea Park envolveu o mais velho em um abraço apertado.

— Em que? — indagou baixinho. — Em que precisa da minha ajuda, Yoongi? 

Não separou o abraço, continuou agarrado ao outro, fazendo carinho em seus cabelos.

— Eu quero tentar… — afastou-se. — Eu quero minhas mãos novamente… — sussurrou de cabeça baixa. — Quero poder tocar com firmeza.

Park sorriu tão largo que sentiu suas bochechas doerem, seus olhos estavam brilhando de forma linda, era como se ele fosse um anjo e sua missão estivesse sendo comprida.

— Vou ajudá-lo! Vou fazer o possível e impossível, conte comigo para isso, estarei aqui. — segurou as mãos trêmulas do mais velho, apertando-as contra as suas. — Não se preocupe, sr. Ranzinza. — brincou.

— Quando eu conheci ele… Eu estava me sentindo perdido na faculdade, era estranho, os olhares… Tudo a minha volta, eu me sentia uma pequena formiga em meio a uma chuva densa. — sentou-se sobre a cama. — E ele apareceu, como um sol, afastando uma tempestade. — suspira e continua a contar um pouco da sua história. — Ele desistiu da faculdade de administração, esse não era o sonho dele, era sonho da mãe dele. — Yoongi sentiu outra lágrima percorrer sua bochecha. — Mas ele só fez isso por mim, porque queria estar comigo em cada passo novo.

— Ele te amava muito, não é? — o ruivo indagou baixinho, sentando-se ao lado do moreno.

— Eu também o amava muito. Ele foi o meu primeiro amor. — sorriu. — Ele me trazia paz, e inspiração. Entretanto, a mãe dele foi contra, o pai dele era uma pessoa boa e apoiou o filho tanto em ele ser gay quanto em não fazer faculdade de administração. É isso fez com que a sra. Jung pedisse divórcio, ela proibia Hoseok de namorar comigo, ela repudiava o fato dele ser gay, ela sempre disse que tudo de ruim na vida dele, fui eu que proporcionei. — rir fraco. — E eu também pensei isso a cada segundo, cada respirar doloroso… Essa era a sensação que me invadia, e quando eu ainda estava no hospital fiquei imaginando; Se ele não estivesse lá, se eu não tivesse conhecido-o. “Se, se, se”, surgiram tantos “se” na minha mente, que surtei. Quando retornei para Coréia, fui proibido de ir ao velório de Hoseok, não pude me despedir dele…

“Talvez seja por isso que está tão preso, um adeus não pôde ser dito” Park pensou enquanto escutava os soluços baixinhos do moreno.

— Não quis morar com meus pais, então vim para cá, herança do meu pai. E eu tentei me matar… — aquele sentimento ruim tomou o coração do ex-pianista. — Doía tanto que eu não sabia o que fazer, estava com medo… O mundo novamente tinha se tornado grande demais para uma pequena formiguinha.

— Você não é uma formiguinha pequena, você é uma grande formiguinha. Não deixe que as gotas de chuva atrapalhe seu caminho, me utilize como sua folha protetora, ponha-me para cobrir-te. — sussurrou depositando um beijo na cabeça do mais velho. — Descansa. 

Yoongi não resmungou nem retrucou, apenas deitou-se e agasalhou-se para dormir. Já Park seguiu para seu quarto, vestiu um pijama de frio, e deitou-se, desta vez não foi dormir, pegou seu notebook e começou a fazer pesquisas a massagens, comidas, exercícios tudo que pudesse ajudar com a terapia para as mãos de Yoongi.

— Não importa como, eu vou te ajudar, você vai se tornar novamente o pianista. — sussurrou.


Notas Finais


É isso por hoje, amorehs.


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