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História O piano. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


OI, volte!

Essa historia não foi revisada, caso hajam erros, sinto muito.

Os nomes dos personagens não são mencionados, simplesmente porque eu não sei dar nome...

Espero que gostem! <3

Capítulo 1 - Piano e sentimentos revelados.


     A porta da sala de música fora aberta com violência pela jovem frustrada e, de certa forma, culpada. A morena direcionou-se ao piano no centro da sela.

     Junto a linda e melancólica melodia os pensamentos iam e vinham, lembranças dançavam.

     O dia havia começado como qualquer outro: escola; amigos; conversas jogadas fora. Um dia normal. Mas o que o dia lhe reservava não seria muito agradável, afinal, a morena sabia sobre o mais novo relacionamento de seu amor platônico, também conhecido como seu melhor amigo e colega à pouco mais de dois anos.

     A menina sabia mas ver por si mesma doía mais do que  pensava. A garota de olhos verdes observou de longe a “felicidade” de seu amigo; aguentou o dia inteiro os olhares apaixonados, as trocas de carícias e as declarações clichê. No final daquele dia ela não aguentou mais toda aquela “melação” e foi ao único lugar em que se sentiria em paz: a sala de música. A sala ficava localizada no terceiro andar do prédio, era um lugar amplo e arejado. Com várias janelas, dava a impressão de liberdade.

     Então chegamos onde estamos agora, a morena de olhos verde musgo tocava o piano de cauda preto.

     Antes das últimas notas serem tocadas a porta é aberta, dessa vez, com suavidade. Revelando o rapaz de olhos claros, o mesmo rapaz que ocupava a mente da garota.

 

- Não sabia que tocava. - se pronunciou, o menino.

 

- Nunca pensei que voltaria. - ela respondeu após terminar as últimas notas.

 

    A menina se levantou, pegou suas coisas e se encaminhou à saída sem dirigir o olhar para o menino, esse, estranhou a atitude da amiga. Segurou seu braço com delicadeza quando a mesma passou por si.

 

- Algum problema? Aconteceu alguma coisa? - ele perguntou.

 

- … Sim, aconteceu. - a resposta veio logo em seguida, o garoto ergueu uma sobrancelha instigando a menina a continuar, assim ela o fez - Você aconteceu! Você é o problema! Eu estou frustrada, e me sentindo culpada por isso… Não posso te culpar mas também não posso dizer que não está envolvido.

 

     O loiro a olhou tentando entender o que tinha feito para a menina se alterar daquela forma, visto que a menor sempre fora calma e quase nunca elevava o tom de voz, mesmo com pessoas que claramente à irritavam. Então por quê, naquele momento, ele era o responsável por tal alteração?

 

- O que quer dizer? O que eu fiz?

 

- Você é lerdo mas nem tanto, não diga que não percebeu.

 

- Percebi o que? - o jovem começava a se alterar também.

 

- EU TE AMEI! - disse já sem paciência - Eu te amei por todo esse tempo, eu demonstrei, eu tentei te dizer mas você nunca percebeu. Sempre me viu como uma “amiga”.

 

    O maior estava estático, não sabia como reagir àquela informação, a morena ao perceber que o amigo não responderia continuou.

 

- Pensei que teria uma chance mas, não podia estar mais enganada. Sabe, eu fiquei feliz quando você veio me pedir ajuda, pensei “Ah, vou poder ajudar o cara que eu gosto” e sabe o que aconteceu? - questionou o rapaz mas não esperou uma resposta - Você me pediu conselhos amorosos.

 

     O loiro lembrava daquele dia. Realmente pediu ajuda a de olhos verdes mas não imaginava que ela nutria sentimentos pelo mesmo.

 

- Achei que soubesse… - disse ao notar a cara de confissão do menino em sua frente - Todos sabiam.


 

- … Eu não…  - disse constrangido. A menina apenas riu sem ânimo da resposta do amigo.

 

- Percebe-se. - olhou para o relógio na parede e ao ver que já passava das seis foi em direção a porta mas antes de cruzá-la foi parada por um chamado, se virou observando os olhos claros da pessoa que tanto amava.

 

- … - pensou por alguns segundos antes de fazer a pergunta que tanto o intrigava desde a confissão da baixinha à sua frente - Se me amava por quê me incentivou a ficar com ela?

 

- Queria te ver feliz - a confissão honesta e direta mexeu consigo - mesmo que não fosse comigo. Vai demorar um pouco mas, as coisas entre nós vai melhor, não agora porque ainda dói em mim te ver sorrindo ‘pra ela.

 

     A esverdeada passou pela porta sem olhar para trás, deixando um jovem chocado, com tantas revelações, na sala de música.

 


Notas Finais


Obrigada por ter lido até aqui.

Caso tenham tido erros, peço que avisem.

Mais uma vez, obrigada.


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