História O pico dos amantes (Naruhina) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki, Sai, Sakura Haruno
Tags Adulto, Drama, Hinaru, Hinata, Naruhina, Naruto, Pos-guerra, Revelaçoes, Romance
Visualizações 241
Palavras 2.559
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, pessoal!
Surpresinha para vocês!
Eu estava há muito tempo com essa história na cabeça. Precisava colocá-la no papel.
Aviso de que será triste.
Bjs.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Era para ser apenas uma pequena missão.

Dessas quase sem importância, coisa de genin que vai e volta.

Mas, as coisas se tornaram imprevisíveis.

Irreversíveis.

Nessa missão que continha todo o time 7 já adulto, pós-guerra: Naruto Uzumaki, Sakura Haruno e Sai, mais uma convidada especial que fechava o time da missão em questão: Hinata Hyuga. Precisariam dela para enxergar coisas que ninguém mais via.

Estavam à procura de uma rara flor que se bem manuseada se tornava um excelente anti-inflamatório. A ideia era encontrá-la para replante em Konoha e só então passaria a produzir o remédio em larga escala. De acordo com as coordenadas de Kakashi, o agora sexto Hokage, esta flor se encontraria em regiões afastadas, ermas e vulcânicas. Contudo, alegou que se tratava de um lugar relativamente calmo, sem crimes ou vulcões ativos. Mandou-os no lugar de genins, pois, a viagem era longa e distante, o remédio de extrema importância.

Assim sendo, os quatro partiram numa longa viagem por cerca de 4 meses. Nesse meio tempo se entrosaram e descobriram muito a respeito um do outro. Mas a maior surpresa mesmo, foi para Naruto que se viu perdidamente encantado por Hinata Hyuga. Não sabia dizer como ou quando exatamente aconteceu, só sabia que se sentia enevoado perto dela, como se ela fosse uma fada que lhe jogasse pó mágico no rosto sempre que estava por perto porque ele simplesmente não conseguia parar de olhá-la com fascinação. Tudo o que ela fazia o intrigava, a maneira com que se movia, falava e gesticulava. O cheiro, tão inconfundivelmente agradável a ponto de achar que havia encontrado a tal flor diversas vezes quando na verdade era apenas Hinata que estava a seu lado. A beleza física era um espetáculo à parte, Hinata tinha uma beleza diferente, toda dela e silenciosa. Daquelas que precisam ser investigada mais de perto para apreciar todas as minúcias. A pele perfeita parecia seda sob a luz do luar. Os cabelos negros se misturavam ao céu noturno cheio de estrelas e Naruto sempre tinha bons sonhos ao cerrar os olhos com essa imagem na retina.

Em resumo, estava apaixonado por Hinata Hyuuga.

Estava completamente ferrado.

Como fora estúpido a ponto de se apaixonar por uma Hyuuga? Ainda mais Hinata que era tão... tão inalcançável. Suspirou, derrotado. Ela nunca se interessaria por um perdedor como ele. Ok que havia mudado muito de uns tempos para cá. Que hoje era respeitado e reconhecido, mas ele era um nada e ela uma Hyuuga. Uma mulher de clã tradicional onde os membros se casavam somente uns com os outros. Não tinha a menor chance.

Certa noite, foi ter com Sakura um momento de desabafo. Porque a verdade o estava esmagando de tal maneira que não se reconhecia mais.

— Então você finalmente percebeu — Sakura falou sorridente ao ouvir a declaração dele.

Exasperado, Naruto a encarou profundamente antes de fazer a pergunta:

— Você já sabia?

— Mas é claro! Humpf! — respondeu triunfante. — Basta ver a maneira como você a olha que tudo fica bem claro.

— Ah, minha nossa... Kami-sama... ela percebeu?

Sakura se sentou mais ereta para avaliar a cara de Naruto.

— Está com medo? VOCÊ com medo?

— Estou — assumiu. — Apavorado. Ela é.. ela nunca...

— Ora, francamente, vocês dois! — Sakura bufou. — Não sei quem é pior.

— Eu com toda a certeza do mundo! Você não a vê, Sakura-chan? Ela é perfeita! Como eu posso competir com isso?

— Não tem que competir com nada, baka! Ela te ama desde quando éramos crianças.

— Uhm.. ooo.. argh... — Naruto estava sem ar. — O que?

— Isso mesmo, idiota! Hinata te ama desde muito antes de você estar apaixonadinho por ela. Então vai fundo. Não precisa ter medo.

— Isso não pode ser verdade.

— Claro que é! Não vê o modo como ela te olha?

— Ela mal olha para minha cara! Sempre abaixa a cabeça quando estou por perto, vira para o outro lado...

— ... e cora loucamente quando você está por perto. Sem contar a gagueira! — Acrescentou rindo. — Se bem que ela mudou isso de uns tempos para cá.

— Eu acho adorável.

Sakura riu.

— Você é mesmo um bobo apaixonado.

— Sakura-chan, eu a amo.

Sakura sorriu genuinamente feliz pelo amigo, mas ambos se assustaram ao som do farfalhar de um arbusto por perto. Naruto se antecipou, ficando na retaguarda de Sakura. Um protegendo as costas do outro.

— O que foi isso, tebayo?

— O que quer que tenha sido já foi embora.

— Será algum animal da floresta?

— Não. Usava chackra.

 

Intrigados com o acontecimento, voltaram ao acampamento.

Lá, encontraram Sai e Hinata em volta à fogueira, ambos perdidos em pensamentos.

— Olá, gente! Estamos de volta – Naruto saldou.

— Naruto. Sakura. — Sai os cumprimentou.

Hinata não disse nada. Continuou encarando o fogo.

Sakura apontou com o olhar para Naruto e depois para Hinata indicando para ele que se sentasse ao lado dela na fogueira. Demorou um tempo até Naruto se tocar do porquê a amiga ficava arregalando os olhos e olhando da esquerda para direita até ver que o destino do olhar dela era Hinata. Aí, tudo se tornou claro.

Naruto respirou fundo, arrumou o casaco preto que de repente parecia sufocá-lo e mais devagar do que queria, caminhou até ela. Hinata não elevou o olhar até ele nem um segundo sequer e isso o fez se sentir ligeiramente nervoso com a situação. Olhou de relance para Sakura buscando por incentivo e encontrou-a conversando com Sai deliberadamente. “Grande amiga, tebayo!!!” resmungou em pensamento, mas dando um passo após o outro, enfim chegou ao seu destino. Contudo, quando se sentou ao lado dela no tronco de árvore, Hinata se afastou uns bons centímetros para o lado oposto. Naruto engoliu a seco e Sakura que parecia não prestar atenção também demonstrou preocupação, mas ao contrário dele que queria sair correndo sem saber o que dizer, ela o incentivou com o olhar. Naruto respirou fundo mais uma vez, abriu a boca para falar e:

— Hin... — foi sumariamente interrompido por Hinata.

— Estou indo dormir. Boa noite — ela disse para ninguém especificamente. Tão rápida e muito mais alto que seu tom normal que até Sai se assustou.

Vendo as caras embasbacadas em sua direção, Hinata correu até sua barraca, a fechando com pressa. Não queria ninguém entrando lá para ver se ela estava bem porque não estava. Queria ficar sozinha, chorar tudo o que tinha de chorar, uivar para o luar como um lobo ferido, mas não podia fazer isso, então choraria baixinho até pegar no sono dentro de sua barraca individual.

Sempre soubera. Mas, ouvir em alto e bom tom as palavras ditas pela boca do amado que ele amava outra foi demais para o pobre coração de Hinata. Depois de muito chorar, foi dormir embalada na voz dele dizendo repetidamente como se ela estivesse num genjutsu: “Sakura-chan, eu a amo”.

 

Nos dias seguintes, Hinata que já era quieta, passou a ser muda.

Ninguém entendia o porquê da mudança repentina, mas Hinata não fez questão alguma de esclarecer. Quando Sakura tentava puxar conversa com ela sobre isso, Hinata era evasiva dizendo estar tudo bem. Sai fazia perguntas diretas e constrangedoras, mas nem isso pareceu abalar Hinata que continuava na dela. Naruto tentara de diversas formas puxar papo ou fazê-la rir, mas nada surtia efeito. Ele sentia-se cada vez mais para baixo por causa disso. Incapaz de declarar seu amor, uma vez que nem olhar em sua cara ela queria.

— Ela me odeia — Naruto comentou em voz baixa para Sakura.

Ao seu lado Sai comentou:

— Se te serve de consolação acho que ela odeia todos nós — falou isso sorrindo.

— Sai, cala a boca! — Sakura ralhou. — Se eu estivesse perto de você te dava um cascudo agora.

Mas ela não desmentiu Sai, o que deixou Naruto ainda mais triste, suspirando pelos cantos enquanto corriam em direção a uma flor que parecia não existir.

— A flor! — Hinata disse de repente, quebrando o silêncio.

Os três ficaram duplamente felizes. Encontraram o que procuravam e Hinata havia falado com eles.

— Mandou bem, Hinata! — Naruto comemorou e quase enfartou quando ela lhe deu um pequeno e tímido sorriso de volta.

— Se controla — Sakura avisou.

— Não corta meu barato, Sakura-chan!

Alheia à conversa, Hinata apontou para um vulcão grande que se localizava no pico das terras pertencentes a uma vila pequena. Explicou a eles a situação e empolgado em completar a missão, Naruto fez um clone, deixando-o com os companheiros de time enquanto ele se envolvia com o manto de chackra da Kyuubi e corria veloz como um raio dourado.

— Naruto, seu idiota, volte aqui! — Sakura gritou, mas já era tarde demais.

O clone que ficara disse:

— Ele está indo na frente.

— Percebemos — Sakura comentou sarcástica.

Correram os 3 na mesma direção com a intenção de alcançar Naruto, contudo, o clone de repente os alertou de que Naruto parara na vila para ajudar os habitantes locais. Ao que parece estavam sendo saqueados.

— Ele está bem? — Hinata perguntou aflita.

O clone demorou um pouco a responder, pois se comunicava com Naruto a longa distância.*

— Sai, encontre o meu eu verdadeiro usando sua águia. Eu vou ficar com Sakura e Hinata para pegar a flor.

— Hai!  — Responderam todos.

Sai partiu com sua águia de tinta e sobrevoo a região até encontrar Naruto na praça da vila cercado por 20 bandidos.

 

Hinata, Sakura e o clone de Naruto partiram imediatamente para o vulcão. A região se encontrava mais quente do que esperavam, contudo, ninguém parou nem comentou nada. Tinham de pegar a flor o mais rápido possível e então ir ajudar Naruto e Sai.

Escalaram a formação rochosa usando chackra e conforme se aproximavam da borda no topo, mais quente e sufocante se tornava.

— Isso está estranho — o clone falou.

— Sim — Hinata concordou e com o Byakugan ativo disse: — O vulcão acordou.

— Então precisamos correr mais do que nunca! — Sakura apressou todos e logo estavam na borda, o bafo insuportavelmente quente e o vapor tornando impossível ficar ali por muito tempo.

— Eu vou — o clone disse e as kunoiches assentiram.

O clone então desceu as paredes internas do vulcão indo em direção a flor que se encontrava presa à uma rocha no interior do mesmo. Cerca de 20 metros abaixo, a lava preta endurecida começava a trincar e soltar vapores ferventes.

— Rápido, Naruto! — Sakura disse.

O clone se apressou, mas então tropeçou numa fissura e esquecendo-se se tratar de um clone, agindo por puro instinto, Hinata correu até ele o salvando a tempo de cair no centro do vulcão.

— Hinata! — Naruto e Sakura disseram, assustados.

— Sua louca! — Sakura falou, dessa vez, ao lado deles dois. — Ele é um clone.

Hinata encontrava-se mais vermelha que nunca. Incapaz de dizer alguma coisa quando de repente houve um estouro seguido de algo se partindo.

BUM! Crack!

O solo do vulcão havia se rompido, a lava laranja e fumegante pulsando para fora da fissura recém surgida no centro do vulcão.

Os rostos apavorados se preparavam para subir quando houve outro estouro fazendo com que Sakura torcesse o tornozelo e se desequilibrasse quase caindo para fora da rocha que estavam. O clone a pegou a tempo.

— Kami-sama! Obrigada, Naruto.

Vendo a cena, Hinata tomou uma decisão.

— Naruto-kun, leve-a para cima.

— E você? — os dois perguntaram em uníssono.

— Vou parar o vulcão.

— O que? Está maluca? — Sakura gritou com ela em meio ao vapor e gazes que começavam a surgir. Tapou o nariz com a palma da mão. — Vem com a gente.

— Se eu for, ninguém sobreviverá. Calculamos mal. O vulcão explodirá em breve, mas seu eu atrasar ele ou melhor, se eu conseguir impedi-lo, posso salvar você e também o povo da vila assim como Naruto e Sai.

— Você não pode se sacrificar assim!

— Você não pode deixar que minha morte seja em vão, Sakura! — Hinata gritou de volta, emocionada e autoritária pela primeira vez na vida. — Eu vou me sacrificar por um bem maior. Vou salvar a vida de várias pessoas... pessoas que amo. — Completou e deixou uma lágrima escorrer.

Outra explosão, outra fissura se abrira.

— Vão logo!

— Hinata... — Sakura pediu.

— Só me prometa que vai cuidar dele. Que vai amá-lo da mesma forma que eu o amei, mas que não fui amada de volta — ela falou isso olhando de Sakura para o clone que se encontrava chocado. — Ele escolheu você, então escolha ele também. Sei que ama Sasuke, mas é ele quem está aqui com você nos braços. Ele é uma boa pessoa e você sabe disso — falou em tom de conselho de amiga. — Sejam felizes. — Foi sua última palavra antes de se jogar para o centro do vulcão.

— Hinata!!!

Mas ela se cobriu do próprio chackra e moldando-o para sua energia natural, de fogo, ela domou, ao menos momentaneamente, a lava que ameaçava escapar do vulcão.

Hinata usava cada centímetro do corpo para controlar os pontos de chackra e projetar energia e não se deixar consumir por ela. No momento, sentia-se quente, mas estava indo bem. Controlava a fervura da lava, resfriando-a enquanto via o clone de Naruto subir com Sakura.

A morena deixou as lágrimas agridoces verterem no bonito rosto enquanto se esforçava a ponto de quase perder todo o chackra, mas não podia fazer isso agora. Poderia morrer somente quando tivesse controlado o núcleo do vulcão.

 

Lá fora, o clone se desfez no mesmo instante em que colocou uma Sakura capenga no chão, sendo aparada por Sai que pulava da águia no momento exato. A águia continuou indo até o topo do vulcão, Naruto de cima dela jogou uma kunai para o centro do vulcão e só então a águia se desfez.

— O que ele fez, Sai?

— O mesmo que Hinata.

 

Lá dentro, Hinata usava toda sua força energética para lutar contra um vulcão em erupção. Lutar contra a natureza era uma batalha perdida, mas ela tinha que tentar. Para proteger aqueles que amava, era capaz de tudo.

Distraiu-se quando uma kunai desenhada passou zunindo por ela e cravejou o chão ao seu lado. Em seguida, Naruto flamejando chackra da Kyuubi surgiu. Hinata sorriu, achando já estar delirando por conta dos gazes que respirou do vulcão.

Ao menos morreria feliz com essa visão dele.

— Aaaaaaaaaaaaah! — ela gritou elevando sua energia a potência máxima, dando tudo de si no vulcão para pará-lo de uma vez por todas.

Naruto se posicionou atrás dela, pegando as mãos dela nas suas, tão maiores e ainda mais quentes. Fez o mesmo símbolo que ela, empregou a própria energia junto.

Ele realmente estava ali! Ela se deu conta.

— Naruto? — Olhou para trás de si, mirando um pouco mais acima na direção do rosto dele que sorria emocionado, algumas lágrimas maculando o lindo sorriso.

— Eu escolho você, Hinata Hyuuga. Hoje. Sempre.

 

Nesse momento o vulcão explodiu com força total e o chão entre eles partiu. Teriam afundado em lava não fosse a energia dos dois juntos, fogo e ar projetando uma bolha ao redor deles, ao mesmo tempo que resfriavam com maestria todo a lava que ousara sair do lugar. Para tanto, usaram de toda a energia vital que dispunham. Mesmo Naruto sendo um Uzumaki e tendo Kyuubi, não era imortal.

Juntos, nos braços um do outro dormiam o sono eterno. Os corpos de Naruto e Hinata ficaram preservados dentro da redoma criada por eles. O vulcão se tornando inativo graças a força desse amor. Intocado. Irremediável. Bonito. Triste. Por séculos, aquele local fora considerado sagrado, emanava grande energia de amor e proteção, por isso, ganhou o nome de Pico dos Amantes.


Notas Finais


Minha primeira NH com final triste. O que acharam?


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