História O Pintor de Paredes - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Taehyung (V), Personagens Originais
Tags Bangtan, Jeon, Jungkook, Lily'sgarden, Lírica, Poesia, Shotfic, Tae, Taehyung
Visualizações 34
Palavras 883
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Lírica, Literatura Feminina, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oioi, tudo bem com você? Espero que tudo esteja belezinha 🖒

Seguinte, ia postar só na sexta, mas ontem foi meu aniversário ai ia postar ontem a noite contudo, todavia ontem meu irmão resolveu bancar o tecnico de internet DE NOVO e resetar o wifi, conclusão: deu merda DE NOVO. Kkkkkkkkkk já falei pra ir na minha que é sucesso, mas quer teimar.. net voltou e por isso to postando 💞

PS: se tudo der certo sexta tem threeshot nova 🎉 mas não prometo nada.

PS2: não esqueci de Golden Skin, na verdade esses dias fiz um progresso no cap; mas ainda estou muito desanimada com ele, parece que tudo que escrevo esta ruim e não vai superar o que tinha feito. Mas paciencia que sai 🙈 desculpem por isso, prometo compensa-los por isso.

Me segue lá no twitter: @lilylovesgguk

2bjs

Capítulo 3 - O pianista da Rua 42


Kim Taehyung era como uma velha partitura de Bach, e cada vez em que o via novamente eu o lia e o representava de um modo totalmente novo, como se fosse minha primeira vez em cima do palco executando meu solo de violoncelo e ele fosse todas as linhas, as notas, e as tensões que meus dedos faziam sobre a corda.

Ele era a canção mais difícil que conhecia, com todas suas nuances e novas interpretações, uma canção de amor passada de bardo a bardo pela idade média, uma peça moderna de Shakespeare, uma noite de opera de Mozart, e em seguida ele já era Jazz puro e envolvente tocando alto e cheio de vida em Duke Ellington. 

Hoje à noite enquanto o observava voltar para casa da minha sacada ele era Clair de Lune, La Mer, Suite Bergamasque, Rêverie, ele era Debussy. Era o brilho da lua e o céu estrelado sereno com a promessa que a quietude reinaria mais um dia, ele era o calor, e todo o ar em meus pulmões.

Ele era lindo.

 

Poderia dizer que não sabia exatamente quando meus olhos caíram sobre ele e ali permaneceram, apaixonados, mas seria mentira porque a verdade era que sempre me via voltando aquela memoria tão colorida. 

Foi no começo do ano passado, era uma terça-feira tipicamente apática onde estava tendo problemas com uma nota, a mesma velha nota que sempre me fazia querer treinar até tocar a perfeição e as nove e meia da manhã era mais do que definido de que não colocaria meus pés para fora de casa naquele dia, era perto do meio-dia e estava com meu estresse em seu auge enquanto me debruçava sobre a sacada e tentava fazer a brisa leve que soprava me acalmar ao menos um pouco para poder voltar a praticar. 

Minha atenção estava voltada ao casal de idosos andando de mãos dadas no final da rua quando o ouvi rindo alto, do outro lado da rua, pela primeira vez. Voltei minha atenção para os dois garotos pegando caixas dentro do porta malas de um sedan preto, o seu sorriso foi a primeira coisa que me prendeu, logo em seguida foi sua pele morena e sua voz grave meio gritada enquanto falava com seu dongsaeng ao seu lado.

A próxima coisa nele que me atou foram seus olhos castanhos diferentes que finalmente pude ver dois dias depois quando esbarrei nele na fila do café na esquina de trás. Ele sorriu para mim pedindo desculpas e pensei que o assunto acabaria ali, mas acabei descobrindo que ele era extremamente sociável e que falar com ele era muito fácil.

Prelude and Fugue No de Bach tocava do outro lado da rua e pelo ângulo em que estava sentada no sofá, enquanto solvia uma xícara de chá quente, conseguia ver sua silhueta perfeitamente, concentrado, sentado em um piano velho de madeira marrom. E foi nesse dia que descobri que Taehyung era paixão, e talvez estivesse apaixonada pelo menino oito anos mais novo que morava do outro lado da rua e me fazia tocar o céu quando dedilhava seu velho piano vertical.

Ironicamente esse mesmo menino começaria segunda-feira na orquestra de Seoul, meu trabalho, e com apenas dezenove anos ele seria o mais novo pianista em quase dez anos, mas eu sabia que assim que colocasse meus olhos sobre Taehyung enquanto dividíssemos o mesmo palco as coisas mudariam e ele não seria mais apenas o menino, Taehyung seria o homem por quem estava apaixonada.

 

E foi assim que a segunda-feira veio, em meio as flores de cerejeira que desabrochavam e manchavam o chão de rosa e perfume após uma noite mal dormida e dezenas de xícaras de chá verde, gostaria de poder dizer que assumir para mim mesma meus sentimentos tenha tornado as coisas mais simples, mas do mesmo modo de que na noite passada havia me revirado por meus lençóis em busca de consolo e satisfação em não lhe ter.

Hoje pela manhã quando passei pelas portas duplas do teatro e pude vê-lo no meio do palco, mesclando-se entre os sons e as pessoas e sua idade continuava a martelar em minha mente como um lembrete para admira-lo de longe, mas não me aproximar muito. Tive a certeza de que as coisas não seriam mais simples e a verdade havia se tornado minha carcereira.

Dizem que o proibido nos instiga, que ele age como ar em meio a chamas, as alimentando e as fazendo crescer e nos queimar, mas também dizem que não devemos passar vontades. Então é nisso que me baseio quando aceito seu convite tímido para almoçar, e depois quando o dia termina e nossos dedos nos pedem para relaxarmos entre garrafas de soju, os membros da orquestra e olhares provocadores trocados como um desafio mudo, nos convidando a provar o proibido.

Porque Taehyung é minha nota mais difícil de tocar então devo me dedicar a ele como se fosse minha ultima partitura e mesmo com a pouca luz do local, olhando em seus olhos consigo ver que na verdade essa é a primeira partitura e podemos dançar conforme as notas de Vivaldi invadem nossos sentidos em Spring nos dizendo que embora proibido nós não somos um erro do destino, somos a própria 6° sinfonia de Beethoven e também temos lugar na história.


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...