História O Pior de Mim - Uma História Bughead - Capítulo 2


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Categorias Cole Sprouse, Riverdale
Personagens Alice Cooper, Antoinette "Toni" Topaz, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Frederick "Fred" Andrews, Hal Cooper, Jason Blossom, Kevin Keller, Marmaduke "Moose" Mason, Mary Andrews, Polly Cooper, Pop Tate, Reginald "Reggie" Mantle, Veronica "Ronnie" Lodge, Waldo Weatherbee, Xerife Keller
Tags Archie, Betty, Bughead, Cole, Cooper, Jones, Jughead, Lili, Reinhart, Riverdale, Sprouse, Sprousehart, Verônica
Visualizações 497
Palavras 2.708
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - O Lado Errado


Fanfic / Fanfiction O Pior de Mim - Uma História Bughead - Capítulo 2 - O Lado Errado

Jughead Jones.

 

 

 

 

Aqueles olhos azuis me penetraram e eu sabia que havia os vistos mais cedo, conhecia a quem eles pertenciam. Esperei que ela parasse o que estivesse fazendo e saísse daquela sala correndo, mas sua reação foi maior do que minhas expectativas. Seu rosto adquiriu um ar sedutor e ela abriu um vago sorriso no canto da boca, enquanto se segurava na barra e subia seu corpo, para continuar sua dança. Seu perfume doce atravessava minhas narinas e cada vez que girava na barra, ele emanava ao meu redor, me lembrando que aquele cheiro pertencia a ela. Sua minúscula roupa colada ao corpo me dava visão de suas curvas e se eu dissesse que não me sentia duro em baixo dos meus jeans naquele momento, estaria mentindo.

Ela pareceu não se abalar com a minha presença, talvez não lembrava de mim, pois fazia o seu número, determinada e sugando qualquer alma que eu tinha através de seus olhos. Não era a mesma pessoa, não podia ser. Havia uma mulher na minha frente, não a garota inocente que eu imaginava de quem pertenceria aqueles olhos. Ela dançava como uma verdadeira profissional, parecia fazer aquilo a algum tempo e pensei no que mais seria capaz. Involuntariamente, pensamentos sobre o seu corpo nu e o que eu poderia fazer com ele vieram em minha cabeça e pressionei os olhos para tentar afastá-los dali. Quando ela ficou de costas por alguns minutos, achei então que tinha tomado consciência de quem eu era e aproveitei a oportunidade para sair da sala. Não parecia certo continuar.

Atravessei rapidamente o corredor e desci as escadarias para a boate, indo em direção ao bar. Mal cheguei perto do balcão e o braço do meu amigo Sweet Pea, me envolveu pelos ombros, em um abraço torto. Ele nem havia falado ainda, mas já sentia o forte cheiro de álcool.

— Se não é o meu filhote! — Gritou ele, tentando competir com a música alta que tocava. Ele se aproximou o suficiente do meu rosto para falar ao pé do meu ouvido. — Gostou da Perola?

— Perola? — Perguntei, confuso.

— Duas vodcas, amigo — gritou para o barman e se voltou para mim. — A dançarina. Dizem que é a melhor da casa e ela não dança para os estudantes, ou seja, você foi sortudo.

Ainda não queria pensar que ela era quem eu imaginava, mas ao ouvir isso, a teoria em minha cabeça foi reforçada. Talvez por isso ela fingiu não me conhecer, para manter as aparências. Me perguntava o que fazia ali, tão distante do Norte.

— Você sabe que a Toni vai te matar se souber que esteve aqui... — disse ele.

— Nós não temos nada.

O barman deixou os dois copos na mesa e os pegamos, logo dando um gole.

— Bem que gostaria — provocou, dando um leve soco em meu ombro.

— Não fode, ela nem gosta de homens — Sweet Pea arregalou os olhos, quase espirrando sua vodca. — Vai dizer que não sabia?

— Não? — Exclamou, surpreso.

Balancei a cabeça ao rir sobre sua reação. Ele bebeu o resto do liquido que havia em seu copo em uma golada e passou os olhos para as pessoas que estavam em volta, antes de voltar para mim.

— Nós fizemos uma surpresinha no baile — disse, abrindo um sorriso travesso. — Digamos que alguns alunos vão sair abençoados de lá.

Revirei os olhos.

— Não acredito que adulterou o ponche.

— E ainda deixamos uma mensagem no estádio — disse orgulhoso.

— Droga, Sweet Pea, nós começamos hoje, não podemos vandalizar o colégio, eles vão saber que fomos nós — resmunguei.

— Eu espero que saibam mesmo — disse decidido.

— Só espere que isso não chegue até o meu pai.

Ele deu de ombros, enquanto soltava uma risadinha.

— Anda, é o seu primeiro dia como um Serpente, vamos levar algumas garotas para nossa toca — suas sobrancelhas pularam frenéticas.

— Não, eu vou respirar um pouco lá fora, até que o meu pai apareça — falei, não esperando que ele pudesse responder e saindo da boate.

O tempo estava frio e as árvores lá fora balançavam com sua força. Fui para uma ponta do duplex e me encostei a parede de madeira velha, fazendo-a ranger ao meu toque e enterrando as mãos no bolso, pensando sobre aquele dia. Eu finalmente me tornara o que meu pai sempre quis: um Serpente. E isso estava fora de cogitação em minha vontade, mas na dele era algo planejado desde que nasci. Meu pai, FP Jones, era o grande líder dos Serpentes e esperava me ensinar o suficiente para que eu pudesse tomar o seu lugar um dia. E apesar da gangue ser conhecida por trabalhos de vandalismo sobre a cidade, meu pai era um líder justo e geralmente fazia o que ele julgava certo. Eu o admirava, mas não queria tomar o seu fardo. Ser um Serpente era uma responsabilidade que eu não desejava ter, mas não havia como voltar atrás, eu já havia passado em todos os testes. Olhei sobre os meus ombros e braços a jaqueta de couro que carregava em minhas costas o desenho de uma serpente. Eu já vestia o símbolo de minha gangue e internamente me sentia orgulhoso por fazer parte de algo com o meu pai, só não sabia até quando.

O ranger alto de ferro me assustou de repente e passos se aproximaram. Um corpo passou por mim sem me perceber e ao atravessar a luz vermelha de neon da placa com o nome da boate, pude ver os cabelos loiros e soltos. Era ela. Tinha que ser. Ela estava com um vestido esvoaçante, diferente do que usou no baile. Muito maior do que o estava usando a alguns minutos atrás. Eu não ia falar nada, mas não consegui evitar.

— Archie sabe? — Perguntei em alto e bom tom.

Ela parou de costas, não se moveu. O vento bateu em seu vestido e o fez voar levemente. Sua cabeça parecia querer virar, mexendo em um vai e vem lento em minha direção, até que desistiu e deu um passo para continuar a andar.

— É só para o caso de eu acabar comentando com ele sem querer — disse e ela virou, vindo em minha direção como um touro. Suas expressões estavam sérias e seus punhos cerrados.

Me ajeitei sobre a parede de madeira e soltei minhas mãos no bolso. Poderia sentir que ela me daria um soco no rosto, tão brava parecia estar. Quando chegou perto o suficiente para eu sentir seu perfume doce e confirmar que aqueles olhos eram os mesmo de mais cedo, não pude evitar abrir um sorriso no canto da boca e isso pareceu irritá-la mais ainda.

— O que está fazendo aqui? — Perguntou ela, ríspida.

— O que eu estou fazendo aqui? — Exclamei cínico. — Eu estou bebendo com alguns amigos, o que seria comum...

Seus olhos balançavam de um lado para o outro a fitar os meus de um por um.

— Não, não fala nada sobre isso — ela apontou um dedo em meu rosto.

Poderia dizer que aquela garota tinha três versões: a exemplar, a sedutora e agora, a furiosa. Seus olhos emanavam ódio e se estivéssemos em um filme com algum serial killer, provavelmente ela seria a assassina.

— O quê? Vai fazer o quê? — Provoquei.

Ela engoliu em seco e se afastou alguns centímetros, pois não percebera o quanto estava perto. Seus olhos então baixaram e de repente suas feições pareciam deixar a garota exemplar entrar em cena. Ela me assustava. De uma boa forma. Mas assustava.

— Não conte ao Archie — murmurou e por alguns segundos senti que havia a machucado. — Por favor, — seus olhos voltaram aos meus em súplica — não conte ao Archie. Não conte a ninguém.

Ela foi da água para o vinho ou simplesmente o contrário.

— Por que faz isso? — Quis saber.

Ela balançou a cabeça em negativa e encarou o chão.

— Eu não conheço você e você não me conhece — disse. — Enquanto continuarmos assim, faz sentido você não saber sobre isso.

Franzi o cenho ao pensar. Então nós teríamos que ser amigos.

— Jughead. Jughead Jones — falei, estendendo uma mão para ela.

Seus olhos ponderaram em minha ação e lentamente ela os levantou novamente. Parecia estar brincando ao baixar e subir para mim.

— Saber o seu nome não é o suficiente e, olha... — respirou fundo e deixei minha mão cair — você pode, por favor, fingir que não me viu aqui?

— Vai ser difícil... — desci meus olhos sobre o seu corpo e ela cruzou os braços em seu peito.

— Por favor? — Murmurou.

— Ok... — decidi e ela bufou aliviada — mas você me deve uma.

Seus olhos reviraram e então ela assentiu frustrada. Torceu os lábios e parecia pensar em algo mais para dizer, mas em vez disso me deu as costas e seguiu o caminho que antes havia tomado. Eu não a impedi, não sabia suas motivações de estar ali e não queria irritá-la com isso, não quando sabia sobre o que havia acontecido no baile. O vento bateu forte em seu corpo, fazendo o vestido voar e ela baixar as mãos para segurá-lo. Fiquei a assistir seus cabelos loiros saltarem, até que sumiram dentro da floresta.

Após algum tempo, motos começaram a surgir a frente da boate. Fui até a porta de entrada e esperei que o bando se aproximasse, onde meu pai surgiu entre eles, me dando um forte abraço.

— Parabéns pela iniciação — disse ele, pegando em meu ombro.

Lhe dei um rápido sorriso de boca fechada. Ele então olhou para os outros homens que o acompanhavam a acenou com a cabeça para que entrassem na boate, ao que todos fizeram o mesmo, passando por mim e me desejando parabéns. Ao perceber que estávamos totalmente sozinhos, ele se inclinou para o lado do meu rosto.

— O que achou da Perola? — Perguntou e senti-me gelar.

Seu rosto voltou para trás e ele abriu um largo sorriso.

— Você que a escolheu?

— Claro, ela é a melhor — havia cinismo em sua voz e isso me incomodou de forma que enruguei minhas feições ao pensar naquela garota com o meu pai. — Filho, eu não fiz nada com ela. Acha que não sei que ela é da sua idade? Acha que eu seria capaz de fazer isso?

Eu não respondi, apenas o olhei sério e tentei acreditar no que me falava. Ele então balançou a cabeça de um lado para o outro, levemente irritado e obrigou meu corpo a virar com as mãos, me empurrando para dentro da boate junto a ele. Naquela noite, ele queria comemorar sobre finalmente eu estar entrando para a gangue e por mais que eu achasse que não fosse necessário, os Serpentes queriam que isso acontecesse. Todos tinham expectativas sobre o filho do líder. Todos esperavam que eu fosse melhor em vários aspectos e isso ferrava com a minha cabeça.

 

 

 

— Você é um grande filho de uma puta! — Quase gritei.

— É só uma pichação, relaxa — disse Sweet Pea com desdém, após atravessarmos as portas duplas do estádio para se aproximar do aglomerado de pessoas que estavam a olhar a tinta vermelha na parede que formavam a palavra “Southside”.

— Ele tem razão... — disse a morena ao nosso meio e ambos olhamos para ela, nos perguntando a quem ela se referia. Ela virou seu rosto para Sweet Pea. — Você é um grande filho de uma puta.

Sweet Pea bufou.

— Antes de agir como um idiota, lembre-se que nosso ensino foi nos tirado, então ao menos tente agir como um ser humano normal para termos isso de volta — repreendeu ela.

— Desde quando vocês se tornaram tão chatos? — Reclamou ele.

Nós não respondemos e ele empunhou com força sua mochila nos ombros e saiu nos dando as costas. Fiquei a olhar os alunos capturando fotos do vandalismo através das câmeras de seus celulares e então Toni respirou fundo ao meu lado, me chamando atenção.

— Eu não vou te parabenizar por ser um Serpente — disse, olhando para os lados e parando para me fitar de forma carinhosa — sei o quanto você não queria, mas fico feliz que faça parte disso agora.

Assenti.

— Coisas andam acontecendo, Jug... e a atitude de Sweet Pea não é de todo um mal — continuou. — E eu espero que possa fazer a coisa certa, agora que é um de nós.

— Que coisas?

Ela apertou seus lábios e balançou a cabeça, se negando a me responder.

— Você joga o osso e espera que eu não morda? — Falei, sarcástico.

Ela continuou a balançar a cabeça e então levou suas mãos até meus ombros, os apertando carinhosamente.

— Seu pai é o líder, só ele pode julgar certo se você deve saber ou não — disse, então se equilibrou nas pontas dos pés para me beijar na testa.

Eu não queria me envolver, mas no fundo sentia que tinha a obrigação. Meu pai me privava de todos os assuntos, dizia que não queria meu nome sujo e eu aceitava porque essa não era minha vida. Mas agora eu fazia parte daquele bando e automaticamente teria que estar a par dos assuntos.

Toni baixou seu corpo e me olhou sobre os ombros semicerrando os olhos para logo os arregalar. Virei para ver o que a assustou e então meus olhos caíram em Sweet Pea nas portas duplas, conversando com o diretor. Corri involuntariamente até eles e ela fez o mesmo. Sweet Pea parecia levemente alterado e quando chegamos perto o suficiente, o diretor nos jogou um olhar sério.

— Não pode me acusar assim — gritou Sweet Pea.

— Repito, você foi visto por um dos alunos que o reportou em minha sala — disse o homem, balançando levemente suas mãos a frente dele, tentando acalmá-lo.

— Quem foi? — Perguntei, me intrometendo na discussão e Toni me segurou pelo braço, no que a ignorei e fui para o lado de Sweet Pea.

— Não seria da sua conta seria, senhor Jones? — Suas feições enrugaram ao me fitar. — Você não teria algo a ver com isso, teria?

— Não, não teria — respondeu Toni, me puxando de volta para perto dela. — E se alguém viu Sweet Pea fazendo isso, o que vai acontecer com ele?

O homem nos olhou de um por um e imaginei que estivesse pensando que nós três estávamos envolvidos nisso.

— Venham a minha sala. Os três. — Ordenou.

Tentei protestar, mas Toni estava insuportavelmente como uma verdadeira mãe naquele dia e me empurrou para seguir o homem antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, fazendo o mesmo com Sweet Pea. Quando entramos na sala do diretor, ela nos fez sentar cada um em uma cadeira e ela ficou de pé ao nosso meio, encarando o homem e esperando que ele falasse.

— Acredito que a mudança não esteja sendo fácil para nenhum de vocês, mas nós na Riverdale High School não toleramos esse tipo de atitude — Sweet Pea se mexeu abruptamente na cadeira e Toni pôs uma mão em seu ombro, o segurando. — Não estou acusando vocês, por mais que haja sim uma testemunha. Mas como ainda estamos no início do ano letivo, eu deixarei isso passar, esperando que não se repita. O senhor — apontou para Sweet Pea — vai levar um dia de suspenção, já vocês — apontou para mim e Toni — vão fazer suas partes em dizer aos seus colegas que os “tempos mudaram” — forçou um sorriso em sua boca e bufei com desdém, no que logo ele ficou sério.

Ele abriu a boca para falar algo, mas batidas na porta atrás de nós o impediu. O homem levantou seus olhos sobre nós e fez um sinal com a cabeça para quem quer que estivesse ali. Ouvi o barulho da maçaneta abrindo e deduzi que alguém havia entrado. Toni e Sweet Pea viraram para olhar.

— Pois não? — Perguntou o diretor.

— Senhor Weatherbee, — eu conhecia a voz — eu soube da pichação e vim saber se posso fazer algo a respeito — houve uma pausa. — Eu acabei indo mais cedo para casa e bom, houve um comprometimento meu quanto ao baile e sinto que falhei.

— Não foi culpa sua, senhorita Cooper — ele baixou os olhos para nós. — Isso já foi resolvido — assentiu com sua cabeça. — Vocês estão liberados.

Levantei, deixando Toni e Sweet Pea irem na frente e ao virar para a porta, ela estava lá, parada, me fitando com seus olhos azuis. Aqueles lindos olhos azuis que vi na boate. Parei em meio ao caminho e a encarei. Suas expressões eram assustadas e lentamente seus lábios abriram para falar algo que fiquei a esperar.



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