História O Pior Detetive do Mundo e o Sem Nome - Capítulo 1


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Categorias Sherlock
Personagens D.I. Greg Lestrade, Dr. John Watson, Eurus Holmes, Irene Adler, Jim Moriarty, Molly Hooper, Mrs. Hudson, Mycroft Holmes, Personagens Originais, Sally Donovan, Sherlock Holmes
Tags Assexualidade, Fantasmas, John Watson, Johnlock, Mormor, Personalidade Múltipla, Selo Do Rei Doce, Sherlock
Visualizações 23
Palavras 3.533
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essas fanfic será mais focada nos personagens originais do que Sherlock e Watson.
Pequeno Resumo:
Todas as minhas fanfics se passam no mesmo universo (mas não significa que na mesma realidade). As idades funcionam diferente, as pessoas param de envelhecer a aparência física com 40 anos, ter 900 anos é como ter 100 e adolescente é dos 15 aos 22.
Nenhum país é ruim e o dinheiro é único em todo lugar. Tbm existe uma língua única chamada ''Duhanês'' que é usada quando vc vai para um país e não sabe a língua dele (Ex inglês).

Não se surpreendam se alguém com 100 anos for considerado jovem.

Tem outras coisas, mas essas são as principais que vc tem q saber para não ficar perdido...

Capítulo 1 - O Estudo em Rosa


Fanfic / Fanfiction O Pior Detetive do Mundo e o Sem Nome - Capítulo 1 - O Estudo em Rosa

Um clima agradável permeava Londres, o vento refrescante rebatia contra a minha pele desprotegida, causando calafrios, eu amo o frio. 
Andei pela grama, mancando e apoiando firme na muleta que me ajuda na locomoção, sendo observado por olhares curiosos sobre a minha perna esquerda, prendida por um ferro, parecido com aquelas que usavam em crianças, contendo poliomielite. 
Sentei no banco para descansar e respirei fundo, abaixando as mangas da blusa preta, enfim cobrindo todo o braço e ajeitei o colar no pescoço, parando e deslumbrando a vista, fiquei absorto demais para reparar no homem que acomodou-se ao meu lado, ficando a um bom tempo calado, dando tossidas e limpando o nariz com o pano que retirou do bolso, onde notei pelo canto do olho. 

— Dia lindo, mas o tempo... - Falou nervosamente e abaixando a cabeça, coçando a nuca, enquanto eu continuei atento as pessoas passando. 

— Não é tão ruim na verdade, achei bem agradável. - Respondi voando nas nuvens, não é minha culpa se os acontecimentos dos últimos meses foram tão ruins, queria poder esquecer e recomeçar. 

— Eu soube que está a procura de um colega de quarto. 

Olhei para ele no mesmo instante que ajeitou os próprios óculos. - Estou sim, como obteve este conhecimento? 

— Desculpe incomodar, foi um homem esquisito que me "mandou" contatar o senhor. - Batucou os dedos no joelho de nervoso. - Comentou sobre nenhum querer dividir com ele, mas você pareceu exceção. 

— Nossa, então quer dizer que fui perseguido por um Stalker? - Dei um sorriso de canto. - Pelo menos é bonito? 

— Hum...É - Colocou a mão no queixo pensativo. - Talvez, nem tanto, sim, um pouco. - Levantou-se - Quer vê-lo pessoalmente? Creio que não irá custar nada senhor. Deixe-me ajudá-lo. - Aproximou-se ao se deparar comigo reerguendo do banco de madeira dificultoso, e agiu apoiando a mão nas minhas costas e trazendo a muleta para a posse. 

— Obrigado. - Agradeci - Podemos chamar um táxi. 

E a partir desta proposta entramos num acordo, a viagem seguiu formidável, retirando o fato da companhia ter péssimos hábitos de higiene, limpando o catarro na roupa, não parando de fungar na ação, a cena me deu asco, mas como sou bonzinho, resolvi puxar assunto, para nenhum de nós acabar morrendo de tédio. 
Sinceramente? Espero que o possível ou futuro colega de quarto, não seja igual este homem. E graças a boa sorte, o universo falou ao meu favor, quase tive um ataque do coração ao ver aquela beldade na minha frente, entende-se que eu não deveria estar aqui, o sujeito "porco" até tentou me impedir, dizendo "Não é permitido entrar nesta sala, por favor", mas o ignorei e acabei por abrir a porta despreocupado e me deparei numa cena intrigante, havia um maluco na ação de ricochetear um cadáver, o pobre morto pálido na maca, o que será que aconteceu? 

— Não deveria estar aqui. - Falou a moça de cabelo castanho e amarrado, sorrindo torto de nervoso, claramente não sabendo como reagir. - Espera. - Intrigou surpresa - Você é aquele esportista famoso? Mas que honra, eu... 

— Então chegou, finalmente. - Pronunciou o homem apático de belos olhos azuis, repassando para o verde dependendo da iluminação e aonde ele olhava, interrompendo a mulher arrogantemente. Ele parecia agitado e não mais olhava para mim, ninguém do ambiente aliás, pois estava ocupado demais relatando algo fervorosamente, sendo sincero, eu nem prestei atenção, só pensei nele me batendo com o chicote, deixando machucados pra valer, fico de 4 rápido, submisso, adoro. - Pare de pensar coisas indecentes a meu respeito. - Interrompeu o devaneio grosseiramente, juntando as palmas das mãos e posicionando próximo ao queixo. - Senhor Scamander, 23 anos, tem problemas de humor, irritação no caso, tem uma doença na perna esquerda, o que lhe deixou debilitado, a situação se agravou ao começar a treinar e praticar esportes na adolescência, mas escolheu seguir o seu sonho, estando agora aposentado e quase faliu por problemas na mídia, mas ainda anda com muito dinheiro e só quer dividir a casa com alguém por se sentir solitário, digamos que o senhor não é uma flor. 

— E como sabe tudo isso? - Perguntei claramente prestes a explodir, estando vermelho. 

— Fácil, você é famoso, a sua vida fica estampada, nem precisei deduzir, parabéns, retirou toda a graça da coisa. - Revirou os olhos - tédio. 

— Não sou tanto, mas óbvio, tinha de ser. - Bocejei. - Nem sei porquê perguntei 

— Eu até sei o seu nome real, mas não se preocupe, ''Sem Nome'', será um segredinho nosso de alguma forma fico feliz que só eu saiba. - Parou uns segundos pensando e logo voltou a ativa abruptamente. - O meu nome é Sherlock Holmes, e o endereço é Baker Street 221B. - Deu uma piscadela antes de se retirar, socorro que homem, vou desmaiar.

Após este encontro bizarro que despertou o desprazer e prazer ao mesmo tempo de conhecer a pessoa mais esquisita que eu vi na vida, eu já havia me locomovido para o endereço coordenado, e é claro que tem os estranhos da minha família, mas eles não contam. 
Fui recepcionado pela gentil ''Senhora Hudson'', e reparei que ela parecia meiga, mas também continha respostas ácidas na ponta da língua, e mesmo incluindo esses fatos, tive uma boa primeira impressão e batemos papo enquanto subíamos a escada. 
— É tão bom que o Sherlock agora tenha uma companhia. - Expressou animada enquanto subia os degraus. - E melhor ainda que seja o senhor, sou uma grande fã de você Sr.Scamander, é motivo de orgulho, pois já adolescente bateu recorde em 3 esportes. 

— Holmes parece ser solitário do jeito que me fala dele. - Sorri em retribuição as palavras dela. - Agradeço os elogios, mas creio que não sou o único incrível aqui senhora, todos temos nossas qualidades. - A observei abrir a porta e esperei ela entrar primeiro, antes de prosseguir, e nossa, o local está longe de ser organizado, isso que dá deixar um homem sozinho em casa, principalmente se for solteiro, destroem tudo, pelo menos a maioria, experiência própria de terríveis ex namorados. A quantidade de tranqueira no chão é realmente incrível. 
Me acomodei numa das poltronas, colocando a muleta encostado ali e esticando os pés, observando o outro tocar violino, e aproveitando para relaxar e respirar tranquilo. Reparei que na lareira jazia a residência de uma quantidade significativa de pó e aparentemente esquecida a um bom tempo, e em cima dela havia algumas cartas e uma caveira, espero que não seja de verdade, este homem é tão esquisito e misterioso que eu não duvido nada que possa ser autêntico, espero que não. Também tinha uns envelopes cravados por uma faca, parece que ele não gostou muito do conteúdo. 

— Nós temos dois quartos Senhor Scamander, mas acho que não vão precisar. - Deu uma risada vergonhosa e colocou a mão na boca. 

— Óbvio que vou precisar de dois, mas se ele quiser dividir por algumas noites, não vejo problema nenhum. - Pisquei e sorri malicioso, voltando a atenção para o crânio, curioso e fiz uma pergunta. - É de verdade? 

— Não, mas eu converso com ele as vezes. - Respondeu seco, sem abrir os olhos, continuando a tocar o instrumento. 

— Eu também tenho um amigo que converso as vezes. - Dei uma pequena pausa antes de terminar. - O meu vibrador. 

— O Senhor tem um namorado muito safado Sherlock, quem diria? achei que você fosse o que chamam de ''Assexual''.

— Faça me o favor Sra.Hudson, ele não é o meu namorado. - Revirou os olhos. - Nem que eu entre em estado de insanidade, prefiro abraçar o Mycroft. 

— Quem é ''Mycroft''? - Perguntei nenhum pouco ofendido, mas ninguém deu a resposta. 

— Você tem que aprender a ser mais gentil Sherlock. - Ela interrompeu e dirigiu o olhar a mim. - Quer chá querido? 

— Quero, obrigado. 

— Só desta vez, pela fama e a perna, não quero que pense que sou a sua empregada, ouviu mocinho? - Me deu um toque nos ombros com a ponta do dedo e saiu toda pomposa. 

— Tem biscoitos? 

— Não sou a sua empregada! - Gritou do outro cômodo. 

Voltei a atenção ao outro. - Então, eu li o seu blog. 

— Sério? e o que achou? 

— Um lixo, vergonha alheia, papelão, flop. E ainda você disse que conseguia descobrir onde uma pessoa esteve, simplesmente por uma mancha nos sapatos, isso nem é possível, só se tivesse poderes, me poupe. 

— E é verdade, consigo isso e ainda mais, e não tenho super poderes. Mas agora que veio na minha mente, li também o seu blog e não achei grande coisa, fala sério, dicas de ''como arranjar um partido'' e mostrando a sua vida mentirosa e fútil para ganhar ainda mais seguidores e fama. Quem é a vergonha alheia e flop agora? ''Sem nome'', ou melhor, Ar...- levantou-se levemente da cadeira antes de completar o meu nome e afastou-se, indo para a janela, olhar a paisagem, e a Sra.Hudson chegou com o café e o prato de biscoitos de toda a simpatia. 

— Você é um sujeito desprezível, caso pense que vou abaixar a cabeça para o que diz, como todos os outros, está muito enganado!. - Peguei a xícara das mãos da Sra.Hudson, não conseguindo remover a expressão de zangado e joguei o líquido no rosto de Sherlock, recebendo um olhar inexpressivo e de surpresa dele. 

— Já estão discutindo o relacionamento? - Aproximou a palma da boca, cobrindo-a. - Mas tão cedo? 

— Ele não é o meu namorado. - Proferiu seco. 

Agarrei a Muleta ignorando-os e segui para o quarto, é, bem que precisa de uns ajustes, colocando os meus posteres de banda na parede e o principal sendo do Loki, não devo esquecer, ''I love Tom Hiddleston!''. Continuando, devo colocar lençol preto na cama, uma penteadeira e mais outros que irão vir com o tempo, por sorte, eu trouxe algumas coisas minhas e o mais importante para não morrer de tédio, o rádio! 
Mas e agora? aonde existe uma tomada por aqui? procurei e procurei, até que encontrei finalmente, existe uma perto do armário, muito bem, agora é só colocar o pendrive e ligar, selecionando a música, girando o som no máximo e tudo certo. Coloquei a música e já estava pronto para dançar. 

''So sentimental 
Not sentimental no 
Romantic not discussing it 
Darling I'm down and lonely 
When were the fortunate only? 
I've been looking for something else 
Too late, too late, too late, she'll be late, too late, too late 
So go slowly discourage 
Distant from other interests 
On your favorite weekend 
Ending this love for gentlemen only 
That's where the fortunate only 
No I gotta be someone else 
These days it comes, it comes, it comes, it comes, it comes and goes 

A Lisztomania 
Think less but see it grow 
Like a riot like a riot oh 
Not easily offended 
Know how to let it go 
From the mess to the masses.'' - Phoenix (Lisztomania). 

Sherlock apareceu de repente e interrompeu a minha dança, retirando o aparelho da tomada e afastando-se como se nada tivesse acontecido e entrei em fúria, começando a gritar e cerrando os punhos. 
— Qual é o seu problema cara?! sai daqui, eu escuto o que eu quiser, vou te joga lá fora, você e o seu violino, e depois irei conseguir um táxi para passar em cima ou melhor. - Fiz cara de louco. - Se quebrar o meu rádio, terminarei de quebrá-lo na sua cabeça e farei tudo isso que falei anteriormente. 

Sherlly continuava inexpressivo e isso me irritou ainda mais, droga, qualquer dia desses eu explodo, preciso controlar a raiva, o meu desejo no momento é quebrar a caixa de som na cabeça dele, sem piedade, pena que ia dar cadeia. Só parei de reclamar assim que fomos interrompidos por um baque e o susto, e logo o apartamento todo foi invadido por policiais investigadores que vasculhavam e jogavam o que encontravam no chão. 

— O que é isso Lestrade?! - Pronunciou-se indignado. - Não importa a resposta, foi o Mycroft que te enviou aqui não é?! 

— Batida de drogas. 

— Ahh...Cale a boca Anderson. - O investigador olhou Sherlock com cara de poucos amigos e ele revirou os olhos, prosseguindo. - Eu estou Limpo Gregôrio. - Levantou a blusa e mostrou os adesivos de nicotina e tinha vários espalhados pelo braço. - Se por um acaso eu estivesse realmente usando, iria logo fumar de vez... 

— O meu nome não é ''Gregôrio'' é ''Gregory'', ''Gregory lestrade!'' - Falou indignado. 

— Ninguém liga para o seu nome. - Gritou grosseiramente. 

— Não acredito, você é aquele esportista famoso, onde já adolescente bateu 3 recordes. - O Tal Lestrade perguntou entusiasmado mas logo tomou um semblante triste. - Sinto muito pela doença que te impediu de continuar. 

Passei a mão pelo rosto entediado. - Sou eu sim. - Respondi. - Todo dia vai ser esse circo? 

— Não acredit.... 

— Deixe para pedir autografo mais tarde Lestrade, me diga, qual é o caso? 

— Uma série de mortes estranhas ou como podem ser descritas ''Suicídios'' em massa nos confundiu bastante. 

— Ótimo, me leve até a cena do crime, você vem comigo Sem Nome. - Ele está mesmo me convidando para uma cena de crime? o que esse homem é? 

— Eu? ir com você? o que acha que eu sou para ir numa cena de crime? eu praticava esportes e não provenho do caso de Trauma sobre ser um médico que acabou de sair de uma guerra no Afeganistão que faz sessões com uma psicóloga. Então, concluindo, não posso ajudá-lo em nada e quem faz um convite desses? o que você é? um psicopata? 

— Não achamos nenhuma droga senhor. 

— Sério? não me diga Anderson. - O Senhor Holmes nos ignorou e agarrou o casaco, correndo para as escadas apressadamente, nem esperando eu que tenho dificuldade de locomoção, enquanto falava. - Eu não sou um psicopata Sr.Scamander, sou um sociopata altamente funcional. 

Demorei um bocado para chegar no transporte, ta bom, não demorou tanto assim, estou exagerando, entrei no carro completamente entediado, nem sei por que eu fui, só posso estar louco ou hipnotizado. Retirei um chiclete dos bolsos e coloquei na boca, degustando o sabor, observando a paisagem. 
— Você tem um irmão gêmeo....na verdade contigo é trigêmeos.. 

— Como adivinhou isso? 

— Fácil novamente, você é famoso, a vida fica estampada em todo lugar, é um hobby ser tão tedioso deste jeito? Não posso deduzir nada, não tem nada de interessante. 

Nossa que homem esquisito, ele gosta tanto assim de adivinhar a vida das pessoas através de dedução? a mente dele deve ser um completo tédio, coitado, e funcionar a mil. Pode ser problema de solidão, vou ajudá-lo com um pouco de chá, companhia, se é que me entende, e uma bela massagem. 
— Pare de babar pensando em mim, Sem Nome. - Ele falou rude. - Nós chegamos, já pode sair e por favor, mastigar chiclete não irá resolver o seu problema de estresse para sempre. 

Retirei duas cartelas de chiclete do pacote e coloquei na boca para provocar, mas não surtiu efeito. Fomos nos dirigindo para a cena de crime, tinha alguns carros policiais em volta, e homens da lei conversando entre si, tendo outros anotando algo com um bloco de notas, fui parado por uma mulher na entrada lacrada por aquelas faixas amarelas. 
— Por que está andando com ele? é um psicopata , não trabalha aqui e nem recebe por isso, diz que é ''Detetive Consultor'' o único no mundo, todo orgulhoso. Só vem aqui porque acha divertido, não duvido nada que no futuro ele mesmo esteja sendo procurado pela gente, colocando corpos por aí, ele precisa de adrenalina e logo cansa. - Analisei a policial por alguns segundos e refleti sobre o que ela estava dizendo, mas pela curiosidade decidi ignorar e entrei no lugar, subindo mais uma leva de escadas infernais, colocando a roupa apropriada e finalmente adentrando a sala onde ocorreu o crime. 
Me deparei com o corpo de uma madame no chão, vestida totalmente de rosa, e o meu ''companheiro'' parecia entusiasmado com aquilo. 

— Pelo o que eu vejo, Jennifer Wilson não vivia um casamento muito feliz. - Parou de repente. - Fique quieto Sem Nome, está tirando a minha concentração. 

— Mas eu nem fiz nada 

— Estava xingando o nada por pensamento, é irritante. - Andou analisando o local, tocando parte do ambiente com as mãos, utilizando uma luva branca nelas, parecendo ter bastante concentração, deixam mesmo um amador fazer isso? - Continuando, a vítima está na faixa dos 40 anos, profissionalmente atuava na mídia, digo pelas roupas gritantes de rosa. Viajou hoje e pretendia passar uma noite em Londres, pelo tamanho da mala dela. E como eu tinha dito, o casamento não era feliz e ninguém sabia que a mesma era casada, e saia com vários amantes. 

— Parabéns Senhor ''Xeroque Holmes'' - Bati Palmas em mau humor. - Tirou tudo isso do nada, posso ir embora agora? 

— A aliança. - Ele prosseguiu. - Tem pelo menos dez anos, as outras jóias foram polidas periodicamente, mas a aliança não. - E continuou falando, demonstrando que claramente não tirou tudo aquilo do nada, mas eu não prestei total atenção, quase dormi, mas acordei no meio do processo, abrindo rapidamente os olhos. 

— Uau! - Me expressei surpreso e depois bocejando. - Eu vou sair para beber, encher a cara, até cair duro na rua, boa sorte a todos os envolvidos. - Sorri e segui adiante, enquanto que ele continuava a falar, ligado no 220 com o tal de Lestrade, desculpem, foi informação demais para o meu cérebro comum e mortal. E Sherlock saiu logo depois de mim, dizendo ''Brilhante'' pelos ares, quase me atropelando e fazendo cair da escada, ele é louco, o que eu pude fazer foi xingar ele de todos os nomes possíveis, até perdê-lo de vista. 
No final eu estava dentro de uma cabine telefônica, tentando fazer uma chamada, pronto para chamar um táxi, mas sem sucesso, e acabei assustando quando a voz esquisita falou comigo na linha e mandou eu entrar no carro a frente, olhei desconfiado para todos os lado e encaixei o telefone no lugar certo, fazendo o que pediram, isso só pode se chamar idiotice. 
— O que é isso? um sequestro? vocês são os homens de preto? é na verdade o transporte para uma festa relâmpago? já me aconteceu, acho que por causa da fama, chegou a ser assustador na primeira vez. - A Mulher só riu das perguntas e continuou quieta, mexendo e digitando no celular, isso que eu chamo de vício. Chegando no destino, fui acompanhado e mancando até o sujeito que armou tudo isso, estou zangado. - O que foi? se está querendo me pagar uma quantia para dormir com você, eu não aceito, as pessoas de poder já deram várias ofertas assim e eu sempre recusei, apesar de que acabaram com a minha vida depois, mas não importa. A questão é que só sou masoquista nas horas vagas, nada de prostituto. 

— Qual é a sua conexão com o Sherlock Holmes? - Perguntou sério, mexendo no guarda-chuva e depois apoiando-se nele. 

— Nenhuma, é só um carinha que divide o apartamento comigo, e ele é mal educado, humph. - Cruzei os braços e virei o rosto. - Só uma pergunta, você é aquele tal de ''Mycroft'' que falam o tempo todo? 

— A resposta é ''Sim'', Sherlock é o meu irmão e é por isso que eu sei que ele sempre precisa ficar sob vigilância, pago uma boa quantia para me dar todas as informações que conseguir. 

— E eu achando que a minha família era composta por loucos, e a resposta é que aceito, tô precisando de dinheiro. 

— Sério? 

— Claro que não Senhor. - Respondi expressando puto da vida. - Tenho cara de fofoqueiro por um acaso? e eu já obtenho dinheiro suficiente, me poupe. 

Sai ainda mais mau humor que estava, reclamando até do ar, por sorte, recebi uma carona de volta para casa e se você leitor esperava eu largar a muleta como o John Watson na série, está muito enganado, eu realmente tenho um problema na perna, queria que não fosse verdade, mas é... 
Sobre o caso, o assassinou confessou os assassinatos, mas proclamou que ele simplesmente fala para suas vítimas e elas se matam. Ele desafiou Sherlock para resolver seu quebra-cabeça, e, mais tarde, dentro de um edifício tranquilo, uma faculdade, o taxista pegou dois frascos, cada um contendo um comprimido idêntico. Ele disse que uma das pílulas é inofensiva, a outra tem veneno, ele convidava suas vítimas para escolherem uma, prometendo que vai engolir a outra e dizendo que ele simplesmente vai matá-las se elas se recusarem. 
Sim, somando isso, eu estava lá quando o Sherlock quase colocou um dos comprimidos na boca, eu dei um golpe no sujeito usando a muleta, infelizmente não teve a emoção de eu dar um tiro como o John fez, houve o disparo e ele morreu sim, mas foi acidental, o que é uma pena, já que eu queria continuar enchendo o taxista de porrada. Bem que o Sherlock podia ter dito obrigado, mas ele não disse, ai bati nele também, e vai todo mundo pra casa do caralho, não gostou processa, já me estressei, estou sempre estressado, argh.


Notas Finais


Ao longo da fic terá crossovers loucos como Doctor Who e Hannibal, mas eu não coloquei a categoria, pq acho que vai demorar ainda.
Também não detalhei muito a investigação desse capítulo, já que se trata do ''A Study in Pink'' e quem viu Sherlock, sabe como é. Mas nos casos originais, darei muito mais atenção.

Link da música Lisztomania, para quem tiver interesse: https://www.youtube.com/watch?v=uF3reVVUbio


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