História O Plano da conquista - Perina - Capítulo 6


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Categorias Malhação
Personagens Karina "Ká" Duarte, Pedro Ramos
Tags Perina
Visualizações 55
Palavras 1.392
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 6 - O Plano


João

Estava em casa com o celular da Karina em mãos, ela havia me emprestado pra eu ficar calado em relação a ela ter ido à festa lá no Aquazen, como não sou muito de festas fiquei em casa e como estou proibido de jogar vídeo game e minha mãe confiscou meu celular me apeguei à oportunidade que a Karina me mostrou.

Escondi o celular assim que escutei um pequeno barulho na minha porta, pensei que fosse minha mãe, mas na verdade era a Karina.

–Veio pegar o celular?- falei como num sussurro- O que foi que houve?- falei um pouco exaltado pela forma que se encontrava.

–Shhh- ela pediu silêncio levando o dedo indicador na boca- Assim você vai acordar todo mundo- ela falava sussurrando.

–Mais que porra é essa Karina?- falava apontando para as marcas que tinha no corpo.

–Eu te explico tudo, mas mantenha a calma, por favor, e me prometa que não vai contar nada pra ninguém.

–Prometo, mas senta aqui e me conta tudo, não esconda nada.

–Ok, você sabe que eu fui pra festa- assenti e fiz sinal que continuasse- Então, quando eu cheguei lá já estava quase acabando fiquei conversando com uma galera lá até que eu dei de cara com o Luiz, ele disse que precisava falar comigo e a idiota aqui acreditou- ela sorriu sem graça- Ele me levou até o banheiro para não sermos interrompidos, começou então com um papo de que se arrependeu do que fez e tudo mais, eu quase cai na dele de novo, mas me mantive forte, então ele tentou me beijar e eu não deixei, foi ai que ele tentou me forçar.

–Aquele cara o quê?- falei levantando da cama com tudo.

–Fica calmo, por favor.

–E ele... é...conseguiu?-gesticulava com as mãos e ela pareceu entender.

–Não, graças a um louco que me salvou- ela sorriu enquanto falava.

–Hum e você gostou desse louco?

–Não-ela falava como se eu tivesse dito a maior besteira- O louco é aquele seu amigo nerd.

–O quê, o Pedro?-ela apenas assentiu caindo na gargalhada, mas sem fazer barulho.

–Esse daí mesmo, o maluco me salvou, mas em compensação levou uma baita surra do Luiz.

–Amanhã vou vê-lo então.

–Tá, agora eu vou para o meu quarto, tchau João, irmãozinho- ela depositou um beijo no topo da minha cabeça, entreguei seu celular e ela saiu em direção ao seu quarto.

A Karina até que era uma garota legal, antes até pensei que ela era daquelas garotas chatas, mas não ela é divertida, é inteligente e até me trata bem, é até esquisito a gente mora juntos há apenas um mês, mas parece até mais, como se fôssemos realmente irmãos de sangue, construímos uma relação de cumplicidade.

(...)

Pedro

Quando acordei no dia seguinte tinha um par de olhos verdes me encarando.

–Johnny?

–Oi maluco- ele falou se aproximando de mim- fiquei sabendo da atitude de heroísmo.

–E veio tripudiar em cima?-perguntei seco.

–Não, vim te agradecer.

–Me agradecer?-perguntei sem entender nada.

–É cara, sabe, por ter ajudado a Karina, correndo todos esses riscos.

–Que é isso cara, você sabe que eu faço qualquer coisa por ela-falei abrindo um pequeno sorriso.

–Mas agora quero que me conte tudo.

–Não tem muito que contar.

–Como não Pedro, vai desembucha aí.

–Bom, eu estava arrumando algumas coisas depois do show quando ouvi alguns gritos, mesmo com medo fui até o banheiro feminino que era da onde vinha o barulho, pensei que tinha sido uma garota que havia ficado presa, mas na verdade era aquele Luiz atacando a Karina, eu não poderia o deixar fazer aquilo com ela, então por impulso eu dei um soco nele, mas acabei levando a pior, minha sorte foi o Nando e a Roberta chegarem na hora- sorri fraco.

–E você veio sozinho pra casa correndo riscos dele terminar o serviço?

–Não cara, eu vim com o Nando e a Karina.

–Peraí, a Karina Veio com você?

–Veio, foi até ela que impediu a minha mãe de me dá uma bronca e limpou meus machucados.

–Explica isso direito cara- João sentou do lado da minha cama.

–Ah... ela só limpou meus machucados, me agradeceu e foi embora.

–Eu quero saber exatamente o que ela disse.

–Ah... ela disse "Eu preciso ir nerd, se cuida e vê se não se mete mais em nenhuma briga, por que eu não vou vir até aqui pra cuidar de você, Ah...e... Obrigada, tô te devendo uma."- falei com a voz afetada querendo imitar a voz dela- Não adianta cara, mesmo assim ela continua a me achar o nerd desengonçado, só que agora maluco também.

–Cara- João levantou como num pulo erguendo o indicador- Tive uma ideia.

–Que ideia?- perguntei o encarando.

–Pra conquistar a Karina- ele disse óbvio.

–E que ideia é essa, me explica aí- falei mudando a entonação da voz.

–Você precisa de um profissional- ficava mais difícil eu compreender.

–E quem seria?- indaguei.

–Alguém que tope te ajudar e que entenda e saiba tudo sobre as mulheres e do que elas gostam.

–E quem é esse cara que você está pensando?

–Quem falou em cara?- ele falou com um sorriso malicioso.

–Uma garota Johnny?- perguntei incerto.

–E não uma garota qualquer, nada mais nada menos que Karina Duarte- ele falava como se fosse a ideia do ano.

–Como? Johnny meu amigo, você acha que a Karina vai me ajudar a conquistar ela mesma?- perguntei sarcástico.

–Cara as vezes eu não entendo como você tira boas notas, você é muito lerdo- ele que vem com as ideias malucas e eu que sou o lerdo.

–Parou com os elogios, por favor- falei irônico.

–Cara, não está claro, a Karina falou que está te devendo uma, é simples, você pede ajuda a ela pra você conquistar uma garota, mas lógico que você não vai dizer que é ela, inventa que é outra garota, por exemplo, a Vicky, a Jade, a Tainá sei lá inventa, ou diz que quer ajuda pra mudar um pouco o visual e conseguir algumas garotas.

–Ah entendi, mas cara eu acho que isso não vai dar certo, e se ela não quiser me ajudar?

–Cara você salvou ela, lógico que ela vai te ajudar, mas primeiro vamos cuidar desses machucados ai, depois falamos com ela- apenas assenti pra ele concordando com esse plano maluco.

(...)

Uma semana havia se passado desde a conversa com o Johnny e a ideia do plano maluco. Havia passado a semana toda no quarto, depois que fui ao médico ele achou melhor eu ficar em casa.

Quando enfim retornei pra escola o Johnny já veio com a ideia maluca dele, ele insistia em dizer que daria tudo certo e eu meio que estava como uma marionete naquele meio.

–É hoje Pedro, hoje vamos falar com a K e pedir a ajuda dela.

–Tá certo Johnny, mas ainda acho que não é uma boa.

–Tá, tá, agora vamos pra sala, depois falamos sobre isso- assenti e caminhamos até a sala.

Em todo o percurso ouvi alguns comentários infantis a respeito do meu olho já que ainda estava um pouco roxo, mas apenas ignorei.

(...)

As aulas passaram rapidamente e quando me dei conta já havia batido para ir embora, peguei minhas coisas e fui com o Johnny até o ponto de ônibus, lá encontramos com a Karina, ela parecia esperar alguém.

–Até que enfim, vocês demoraram hein-ela falou assim que nos aproximamos- O que você quer hein João?

–Diga ai Pedro- ótimo o Johnny disse que ia me ajudar, mas jogou tudo em cima de mim, se eu não falar nada ela vai pensar que eu sou um idiota mesmo.

–É...é...que...eu...é...você...- ótimo agora ela ia me achar um idiota mesmo gaguejando dessa forma.

–Ele quer a sua ajuda- Johnny me interrompeu me deixando um pouco mais aliviado.

–Ajuda? Ajuda com o quê?- ela perguntou curiosa.

–Meu amigo Pedro gostaria que você desse umas dicas pra ele, sabe, pra ele ter mais chances com as garotas- ele gesticulava com as mãos.

–Ah você quer que eu te ajude a ficar interessante?- ela perguntou com uma cara de tédio.

–É que você... é ...me disse que...estava me devendo uma, pensei que poderia me...dá...algumas dicas- falei ainda gaguejando e pedindo mentalmente que esse plano do Johnny desse certo.

–Ok eu ajudo- ela enfim respondeu depois de alguns minutos em silêncio.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Até o próximo. Beijocas!


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