História O Plano Perfeito - (James e Richard) - Capítulo 72


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Categorias AnticLove
Personagens James Palentir, Personagens Originais, Richard
Tags Adolescente, Anticlove, Drama, Game, Jamespalentir, Jovem, Mistério, Richard, Romance
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Palavras 3.229
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorou, mas chegou. E vou contar que eu terminei o capítulo e já vim correndo postar. Tanto que nem vai ter música nesse. Se eu pensar em alguma música, depois coloco.

Obrigada por favoritarem e comentarem, alegram o meu dia!

Boa Leitura!

Capítulo 72 - Sem nada em troca!


Fanfic / Fanfiction O Plano Perfeito - (James e Richard) - Capítulo 72 - Sem nada em troca!

Ele estava perfeitamente seguro, com movimentos rígidos e controlados, o convencional James Palentir e isso não era um bom sinal. Vestir a máscara lhe pareceu uma boa ideia já que quando havia se desfeito dela no último encontro com Mistye, a garota lhe deu às costas e o ignorou.  

- Você estava com cara de fome. – provocou. – Insatisfeita.

- Muito engraçado, Palentir. – retrucou, seca. – Se é só o que tem a me dizer, estou de partida.

Levantou-se do banco e virou de costas, rapidamente. James foi atrás dela como uma sombra, sem dizer nada, apenas acompanhando a uma certa distância. Ela parou em frente à porta de entrada e tentou abri-la com as próprias mãos enquanto James esperava pacientemente logo atrás.

- Quando se cansar me avise. – pediu.

Mistye bufou, estava trancada e não tinha chave para abrir. Ele sabia, por isso não tentou fazê-la ficar, afinal, ela não iria a lugar algum. Virou-se para ele, claramente impaciente.

- Tudo bem. – balançou as mãos ao lado do corpo. – Diga o que está esperando para me deixar sair. – deu alguns passos a frente ficando mais perto. – Eu tenho aula amanhã cedo. Tenho que me organizar e acabei de conseguir um emprego, então seria excelente se eu pudesse ir para minha casa em paz e ter uma boa noite de sono. – disparou quase sem fôlego com o rosto em direção à passividade do olhar de James.

- É claro. – concordou.

Desviou dela, lentamente, abriu um pequeno quadro eletrônico bem ao lado da porta e digitou a senha para destrancar.

- Vou pedir ao motorista para te levar de volta. – anunciou descendo os degraus da escada do lado de fora.

“Vai desistir fácil assim?”

De alguma forma, estava decepcionada. Não era o estilo do garoto deixar por isso mesmo, dando-se por vencido sem uma boa discussão. Queria falar com ele, era orgulhosa, mas queria conversar e tentar entender o que acontecia naquele relacionamento estranho que ninguém se arriscava a definir.

“Talvez ele também não saiba o que dizer...”

James voltou com uma chave na mão e a expressão vacilante, provavelmente com receio da reação de Mistye após ele anunciar a mudança de planos.

- Eu esqueci que ele tirou o dia de folga. – contou se aproximando, mas ainda mantendo boa distância. – Eu te levo se estiver tudo bem para você.

Seus olhos eram frios e o rosto duro feito pedra, sem emoção alguma, por outro lado, a voz estava fraca e quase não se fazia ouvir.

- Venha. – bufou.

Ao dar a ordem e perceber que o rapaz não a seguia, ela voltou e o puxou pela mão. Foi uma sensação estranha e reconfortante, pois pôde constatar que ele estava nervoso com as mãos geladas e suando.

“Suando. Pois bem, James também sua.”

Suor e James eram duas palavras que não combinavam em nada. Era muito bom saber que ele suava como todos os outros seres humanos.

Parou do lado de dentro da casa e fechou a porta. Olhou para ele de forma ameaçadora e mudou a expressão ao ver que aquela postura não ajudaria em nada, já que James já estava nervoso o suficiente.

- Me incomoda... – disse fazendo uma pausa para ele prestar mais atenção, pois estava muito disperso. – Você querer falar algo e ficar segurando, quando está claro que tem algo a dizer.

- Arrumou um emprego? – perguntou tentando não perder a rigidez. – Na biblioteca, não é?

- Não é isso o que queria falar! – ficou irritada o conduzindo contra a parede, literalmente. – É melhor não me fazer perder mais tempo! – ameaçou assim que o viu encostar na parede fria.

“Está encurralado é, meu amor?”

- Desde quando trocamos de papel? – riu vendo Mistye ficar muito perto, tão perto que lhe dava medo.

- Desde quando você é tão calado? – levantou mais a cabeça para tentar não parecer tão pequena diante daquele gigante.

- O que eu fiz de errado? – do nada jogou a contestação que girava em seu cérebro desde que Mistye entrou no táxi.

Ela piscou um pouco antes de ligar os fatos. Claro! Ele não sabia e estava se remoendo para descobrir por si mesmo, mas não era algo que pudesse imaginar.

- Você foi embora sem dizer nada e esteve me dando gelo desde então. – abaixou a cabeça na direção dela, um pouco mais confiante. – E de repente, aparece na minha casa com meu pai. Me desculpe se isso não soa estranho para você, porque para mim, é quase um ato de traição.

“É o quê?”

- Como assim? – perdeu-se em confusão vendo James se agigantar ainda mais. Mesmo estando contra a parede, era sempre ele quem a encurralava.

- Não está conspirando contra mim? – questionou em tom irônico. – Não disse nada a ele sobre o trato? Talvez meu pai seja um aliado melhor do que eu! Não foi o que pensou? – continuou insinuando. – Ele pode te dar muito mais do que eu. Creio que saiba disso.

Mistye fechou a mão e sem pensar a meteu no rosto de James. Um belo soco que doeu mais nela do que nele. Traição?! Tramar com Howard lhe soava uma sujeira muito maior do que poderia aguentar.

- O que pensa que sou? – gritou. – Acha que sou desse jeito? É só receber uma proposta melhor que mudo de lado? – saíam faíscas por todos os lados. – É claro! – riu sem humor. – Para você é desse jeito. Seus valores morais são todos distorcidos.

Era tanto desgosto que mal conseguia se conter. Como pôde se apaixonar por alguém que a via daquela forma? Como não conseguia deixar James para trás e seguir com o plano? Já tinha algumas ferramentas boas para substituí-lo. O emprego, a maior delas.

- Se não quer namorar comigo, você está livre para ir. Pelo visto, não precisa mais de mim. – então transpareceu pelo olhar.

Conseguia ver claramente os sentimentos expostos nos olhos brilhantes dele, estava deixando-a entrar em sua mente. Rancor, ódio, decepção, tristeza. James estava com a ferida exposta e não se esforçava nem um pouco para cobri-la. Não dessa vez. O tempo todo foi sobre o relacionamento, ele estava o tempo todo tentando entender o que havia acontecido. Chegou a conclusão de que Mistye não gostava dele e, talvez, até sentisse nojo. Pela forma como ela agiu, foi o que pensou. Pela forma como ela deu um jeito de não precisar do trato, foi o que imaginou: Que ela queria terminar e só estava esperando ser aceita no emprego para poder fazer isso e se ver livre dele.

Tudo o que ele podia oferecer a Mistye, ela já tinha. Não fazia mais sentido ficarem juntos.

- Eu não vou namorar alguém que acha que eu seria capaz de trair. – falou cheia de ódio. – Alguém que não me conhece e acha que eu sou como qualquer outra, deveria ficar com qualquer outra. – gritou novamente, agora, sem poder conter as lágrimas. – Eu te odeio tanto... – apoiou a cabeça no tórax dele dando batidas de leve com as mãos.

James não sabia como reagir, ele entendia os sentimentos da menina, mas não sabia por que ela estava tentando fazer o trato perder o sentido. Ouvir Mistye dizer que o odiava foi a melhor parte, pois percebia o som da mentira em sua voz e a dificuldade que tinha em dizer.

- É difícil... – falou. – ...entender você, quando não me explica nada. 

Mistye levantou a cabeça com o rosto molhado por inteiro e os olhos vermelhos.

- Se não me disser, como eu vou saber? – rodeou o corpo dela com os braços. – E eu quero muito saber. – abaixou a voz.

- Existem coisas que eu faria e outras que eu não faria. – começou soluçando. – E você nunca sabe separar essas coisas. Me trata como se eu fosse outra pessoa. – fechou os olhos comprimindo-os com força. – Me faz sentir péssima.

Era difícil falar e quanto mais falava, mais chorava. James absorvia as palavras passivamente, sem soltá-la e sem responder. Acabou se sentindo péssimo também ao perceber que ele a fazia tão mal. Nunca pensou que mesmo sem querer a fizesse mal. Pensava muito bem antes de agir e calculava todas as reações e consequências de seus atos. Saber que não tinha controle sobre como Mistye refletia era uma bomba devastadora.

Não disseram mais nada, ele não tinha condições de responder às acusações e Mistye não possuía força alguma nem para se mover dali. Com a cabeça encostada no corpo do rapaz e o corpo tremendo, ficou imóvel, pela primeira vez indiferente ao contato físico dele. Queria ficar, tinha medo, queria fugir, tinha mais medo ainda de não conseguir voltar. Nunca teve sentimentos tão contraditórios e violentos como aqueles. Sua intensidade estava no auge e o autocontrole zerado.  

James disse algo baixo que ela nem sequer ouviu e, conseguiu entender perfeitamente o que ele queria. Acenou positivamente com a cabeça e o seguiu até o andar superior, onde se despiu e ligou o chuveiro. Tomar um banho e esfriar a cabeça, por enquanto, já que não sabia o que fazer ou o que dizer. James, pelo que pareceu, saiu do quarto e foi tomar banho em outro lugar, pois ele voltava vestindo um pijama quente e largo. Caberia mais uma pessoa ali dentro, ela caberia perfeitamente dentro daquele pijama junto com ele.

“Como ele pode ser culpado se não consegue nem domar os demônios internos ou a rivalidade com o pai?”

Sim, era tanta rivalidade que ficava o tempo todo pensando em como o pai tentaria mantê-lo sob controle e tirar qualquer autonomia que ele tivesse. Howard podia tirar tudo dele, a empresa, a imagem de bom moço, a credibilidade entre os conhecidos, até a herança, só não podia tirar Mistye.

 “Com Mistye é bom ele não mexer!” - James

O rapaz estava assustado com a própria reação, virado no Jiraya com a possibilidade do pai tentar colocar a namorada contra ele.

- O que quer vestir? – apontou para a menina coberta por um roupão.

- Algo confortável. – olhou de relance não querendo demorar demais naqueles olhos profundos e escuros.

- Vai dormir aqui? – finalmente estava sendo claro em sua pergunta. – Pode ir para outro quarto se preferir.

Mistye elevou a cabeça. Algo nas atitudes do Palentir estava completamente anormal. Talvez o problema fosse ele e não ela. Ele tinha medo, muito medo. Mistye só não sabia dizer exatamente de quê.  Tudo bem, iria tomar atitude já que o garoto não estava em um bom dia. Abriu a porta do armário de madeira monumental e moveu alguns cabides. Nada. Abriu a primeira gaveta, a segunda e foi procurando algo que lhe fosse convidativo para dormir. Achou uma camiseta branca com escritas em verde musgo, de tecido leve. Retirou o roupão e vestiu a camiseta, não tão rápido e nem tão devagar. Foi até a cama, deitou-se e se cobriu. Ficou de barriga para cima olhando o teto, esperando o momento em que o colchão afundaria com James ao seu lado. Mais rápido do que pensou, pois James estava agindo em câmera lenta até então.

Ele a mirava, podia sentir sua pele queimar com tanta atenção. Virou a cabeça para o lado, encontrando o mar negro que a puxava para dentro.

- Se eu te pedisse em namoro... – James iniciou a suposição. – Apenas “SE”. – enfatizou. – Você aceitaria?

- Não sei se você sabe, mas nós já namoramos. – debochou.

A verdade é que ela respondeu tão prontamente, porque havia sido pega de surpresa. A primeira coisa em que pensou: tenho que acabar com essa tensão que está me matando. A segunda: eu não sabia que queria tanto ouvir isso! Não sabia que queria uma confirmação sobre aquele namoro ser real, até Palentir entregar a ela de uma forma muito direta, até.

- Sabe o que quero dizer. – franziu o cenho tentando não ruborizar. – Sem trato, sem nada em troca. Até porque, não tenho mais nada para dar em troca.

Mistye estava tão encantada e hipnotizada pela voz trêmula e baixa do garoto que se esqueceu de responder. Permaneceu congelada ecoando aquelas palavras na cabeça. Tinham um som doce e gentil, tinham um som muito agradável.

- Tem algo que ainda não me deu. – lembrou. – Algo que se recusou a me dar.

Tinha algo, aquilo que ela mais queria e só ele poderia lhe oferecer.

- Me recusei...? – estava confuso e um tanto decepcionado por saber que ela queria algo em troca.

- Sabe? – questionou com um lindo e radiante sorriso. – Eu estou querendo de você... – debruçou-se sobre ele. – ...há muito tempo. – continuou abaixando o tom de voz. – Aquele amor que não existe. – contou como um segredo.

Viu as feições dele se iluminarem, o brilho tornou aos olhos um azul irreconhecível. Puxou o corpo de Mistye para si e encostou seus lábios demoradamente, deixando a respiração calma.

- Há muito tempo, é? – disse visivelmente feliz.

Mistye não respondeu, não conseguiria responder, pois seu rosto inteiro estava vermelho e seus lábios ansiavam por beijá-lo. Beijá-lo sabendo que não havia nenhuma intensão além de sentir a sensação, nada além de transmitir sentimento.

...

Claro que ela não conseguiria chegar na hora para a primeira aula do dia depois das tensões vividas na noite passada. Pegou as roupas da mãe de James emprestado e voou direto para a aula, sem mochila, sem material, sem nada, só com a própria cabeça um pouco fora do lugar. Não lhe soava bem a ideia de vestir as roupas de Nelly, no entanto, o garoto insistiu que não tinha problema e a incentivou e ir logo para que não se atrasasse mais.

James agiu de maneira calculada, apesar de ter um brilho de felicidade incomum no olhar. Era ótimo e estranho perceber que mesmo com as coisas ditas na penumbra da noite, tudo continuava mais ou menos igual.

Entrou de fininho dentro da sala de aula, sentando nas cadeiras dos fundos. Chamar a atenção para sua chegada tardia não seria nada agradável. Richard a encarou brevemente com o canto dos olhos, de forma cortante. Mistye tentou ignorar e prestar o máximo de atenção possível nas explicações do Sr. Mouret. Claro que a primeira aula do dia tinha que ser a dele.

“Gostaria de saber o que o Richard faz nessa aula?”

Será que havia sido reprovado na matéria? Talvez... não era improvável. Pegar DP era um dos seus maiores temores no quesito profissional, não poderia se dar ao luxo.

No final da aula, alcançou Charlie saindo pela porta para lhe dar um abraço caloroso.

- Epa! – exclamou com o susto.

Quando viu que era Mistye, relaxou um pouco. Em seguida, estreitou os olhos e a encarou sério.

- Não apareceu ontem!

- Sim, eu sei... – choramingou. – Fui pega na armadilha do Howard. Ele queria que queria que eu ficasse para o jantar. – explicou entediada. – Sabe que eu pretendia recebê-lo quando chegasse de viagem. Desculpa...

- Tá, eu perdoou só porque é você. – a abraçou de lado. – Passou a noite fora também?  - ele sabia, mas queria ouvir.

- É... – afirmou com a cabeça.

- Então as coisas andam bem entre você e James? – perguntou com um quê de preocupação.

- Diria que está cada vez mais sério, o que é bom e ao mesmo tempo assustador. – bateu os dentes de propósito, reforçando o que dizia.

- Saiba que eu. – abriu o sorriso animado. – Conheci uma garota quase perfeita nessas férias.

- Ah é?! – o puxou para perto querendo saber mais. – Como é possível?! E a deixou escapar?

- Quem disse que eu deixei?! – entoou atrevido. – Ela foi a vencedora do campeonato de jogos que eu fui com meus amigos. Bonita e excêntrica do jeito que eu gosto.

- E aí? Rolou ou não rolou? – o cutucou para provocar. 

- Claro que rolou! – deu risada, alto. – Só que já passou, a menina mora em outro continente. Foi só um caso interessante de férias mesmo.

- Pelo menos se divertiu. Que ótimo, Charlie!

- Ótimo mesmo. – concordou sem desfazer o sorriso. – Uma pena que não tenham garotas assim aqui.

- Como não? Sempre tem, é só procurar. – o incentivou.

- Não estou para relacionamento sério, agora. Quero curtir com garotas legais que queiram relacionamentos abertos e descontraídos como esse de agora. Nada muito longo ou estressante. – contou.

Mistye demorou a responder. Charlie estava tão mais leve do que antes. Não sabia se batia nele por querer apenas se divertir com as garotas ou se o mandava ir com tudo.

- Desde que elas saibam suas intensões, vá em frente. – concordou sorrindo também. – Só não quero que ninguém se machuque.

- É, eu também não...

O olhar de Charlie bateu de relance em Richard que caminhava próximo aos dois. Seus pensamentos voaram na direção de Marilyne até que ele mesmo se policiasse e contivesse as lembranças desagradáveis. Seja lá o que sentiu pela menina, não era algo que deveria alimentar, o melhor era matar logo qualquer resquício dos próprios sentimentos antes que se magoasse novamente. 

Contou sobre as férias ao amigo e perguntou como foram aqueles meses para ele. Charlie estava radiante, como da primeira vez em que o viu entrar pela porta do dormitório. Passaram a tarde juntos, assistindo televisão e conversando. O senso de humor incansável estava de volta e os óculos arranhados do menino também. Marilyne não apareceu pela tarde e provavelmente não voltaria para dormir. Charlie disse que ela também não havia ido à noite anterior. Mistye não sabia dizer se era uma notícia boa ou ruim, ou o que esperar de Lyne quando ficava quieta demais.

A boa notícia é que aquele primeiro dia em seu emprego na biblioteca foi apenas para conhecer todos os setores, suas funções principais, apresentar-se formalmente aos colegas de trabalho e aprender a utilizar o sistema. Sr. Thiel a encontrou logo depois do almoço junto com a recepcionista para lhe dar as instruções pessoalmente, parece que aquela não era sua função, mas ele estava lá especialmente por causa dela e Mistye sabia disso. Ficou um pouco atordoada com as mil possibilidades que teria que arranjar a partir daquele ponto, mas logo voltou ao normal ao se encontrar com Charlie para passarem o tempo juntos.

- Eu fico alguns dias fora e você consegue arranjar um emprego, do nada. – brincou durante o comercial. – Nem sabia que estava pensando em trabalhar.

- Eu queria há um tempo já, mas nunca levava a ideia adiante. – confessou com uma ponta de vergonha. – Estava mais que na hora de tomar uma atitude.

- Relaxa. – afagou o ombro dela. – Pensa que você tem um amigo imprestável que nem sequer pensa em trabalhar.

- Você não precisa, eu por outro lado... – respirou fundo pensando no esforço de Julie. – Não estou fazendo mais que minha obrigação.

- Já entendi, Senhorita Responsável.

A campainha tocou no momento em que o filme voltou dos comerciais. Charlie se aconchegou ainda mais no sofá querendo dizer: Vai você!

Ela jogou uma almofada nele, resmungando enquanto caminhava até a porta. Levantou os pés para ficar à altura do olho mágico e lembrou-se de que havia um assunto, muito importante, inacabada. Girou a maçaneta sutilmente e esticou o pescoço entre a fresta da porta.

- Olá. – sentiu seu rosto queimar de culpa por haver esquecido. – Eu deveria ter ligado.

- Deveria mesmo! – disse sério. – Sorte sua que te vi pelo Campus na hora do almoço, se não teria chamado a polícia, a CIA, sei lá mais quem. – despejou a bronca em cima dela com ar de razão. 


Notas Finais


É oficial! Eles admitiram, até que enfim!
Glória, glória, aleluuuuia! (entendedores entenderão) kkkkk

Quero saber quem estava com saudade do Charlie?
Eu, claramente, não preciso nem falar nada.

Beijos de Chocolate!


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