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História O Plano que deu Errado - Capítulo 1


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Notas do Autor


Não sei gente ksksks

Capítulo 1 - Abre a porta, ChanYeol!


Fanfic / Fanfiction O Plano que deu Errado - Capítulo 1 - Abre a porta, ChanYeol!

O PLANO QUE DEU ERRADO 

IceCreamBaek


Quando viu SeHun bater a porta do apartamento e sair andando como se nada tivesse acontecido, BaekHyun só conseguiu soltar um grito raivoso e bater os pés no chão, fechando os punhos com força.

Não podia crer que havia sido trocado por um nerdzinho qualquer — vulgo Kim JunMyeon, o veterano em medicina —! Em tantos anos de vida, aquela era a primeira vez que algo daquele nível acontecia.

Bem que sua mãe havia dito: “a desgraça bate na porta de todo mundo”. Pois ele jamais imaginaria que a desgraça viria em forma de Oh Sehun e um rompimento de namoro.

Logo ele, tão perfeito e gostoso, sendo deixado para trás por causa de um idiota que mal sabe se vestir? Não! Não podia ser real!

A segunda coisa que fez, foi calçar os chinelos gastos que estavam largados em um canto qualquer da cozinha e sair em desparada do apartamento, subindo alguns lances de escadas até chegar no andar de cima. Ainda enfurecido, andou até a porta número 403 e depositou batidas fortes na madeira. 

Não foi atendido imediatamente como queria, e aquilo lhe fez ficar mais bravo ainda.

— Abre a porta, ChanYeol! — gritava do lado de fora.

Sabia que daqui a pouco os vizinhos sairiam para reclamar, mas pouco se importava. Tinha acabado de terminar um relacionamento e a única coisa que queria era desabafar com seu melhor amigo — e o desabafo de fato seria falar mal de SeHun, ou de como ele é ruim de cama; mesmo que essa última parte seja uma grande mentira —.

— ChanYeol! — esmurrava a porta — Me atende, seu estúpido!

Ah, a amizade...

— Park ChanYeol, se você não abrir essa droga de porta agora, eu juro que vou arrombar. — ameaçou, como se ele realmente tivesse força para fazer tal coisa.

Mas no momento em que preparou o pequeno corpo para se colidir com a porta, tomando uma distância considerável antes de sair correndo em direção a mesma, a porta foi aberta. BaekHyun bateu contra o peito de ChanYeol, que caiu para trás pelo impacto  fazendo com que, consequentemente, BaekHyun caisse sobre si.

— Nossa, finalmente! — BaekHyun se levantou, sem ao menos notar o rubor nas bochechas do amigo — Pensei que tivesse morrido aí dentro, credo.

— Eu estava no banho. — explicou também se levantando.

BaekHyun adentrou o apartamento como se fosse sua própria casa, indo até a geladeira e procurando algum doce, encontrando algumas barras de chocolate perdidas por lá. Voltou para sala e se jogou no sofá, já começando a comer o chocolate.

— Mas então, o que veio fazer aqui? — ChanYeol perguntou sentando-se ao seu lado.

— Você não vai acreditar no que aconteceu! — exclamou se virando para ChanYeol — Aquele babaca do SeHun terminou comigo! Dá pra acreditar nisso? Um absurdo. — negou com a cabeça.

— Espera, o quê? — franziu o cenho.

— É, o SeHun apareceu lá em casa dizendo que se apaixonou por outra pessoa e nos dois não podíamos mais ficar juntos. — falou com a boca cheia — Quem ele pensa que é?! Eu sou Byun BaekHyun, ele não pode fazer isso!

ChanYeol riu descrente.

— BaekHyun, é óbvio que ele pode fazer isso. — sorriu de lado enquanto arqueava a sobrancelha — Relacionamentos não duram pra sempre, não.

BaekHyun balbuciou um “tsc”.

— Ninguém nunca terminou comigo, ChanYeol. — um biquinho se formou nos lábios finos — Sou eu quem sempre acaba com os relacionamentos. Sei lá, sinto meu orgulho ferido.

— Só por que você não pode magoar o SeHun? — perguntou irônico, recebendo um olhar raivoso do baixinho.

— Sobre o que está falando, garoto?!

— BaekHyun, não se faça de desentendido. — cruzou os braços — Eu conheci todos os seus namorados e todos eles saíram magoados por sua culpa. Você sempre terminava da pior forma possível, humilhando os probres coitados.

BaekHyun virou o rosto pensando um pouco sobre o assunto.

O que podia fazer? Gostava de se sentir no controle da situação, como se tudo dependesse dele. Era egocêntrico demais e ChanYeol sabia disso, mas BaekHyun não queria admitir. 

— É mentira. — disse com convicção.

— É mentira que você foi um bom namorado? — implicou — Também concordo. 

— ChanYeol, para com isso! — choramingou — Eu me esforçava, está bem?! Não tenho culpa se eles eram imbecis. 

— O SeHun é um cara legal. — murmurou. 

— ChanYeol... — reprendeu.

— Ora, o que eu posso fazer se você você é um péssimo namorado. — deu de ombros outra vez. 

BaekHyun o olhou pensativo.

— Poxa, eu sou tão ruim assim? — questionou, mesmo já sabendo a resposta. ChanYeol assentiu com a cabeça.

— Você é um idiota, BaekHyun. Não se importa com ninguém, só quer saber de aparência e ainda acha que todos te amam. Posso dizer pelo que já ouvi das outras pessoas, eles te odeiam e tem raiva de você.  — disse — Se tivesse uma votação para mandar alguém pro inferno, e os concorrentes fossem você e os políticos... Eles obviamente mandaria os políticos, mas você seria salvo por um triz. — se outra pessoa tivesse dito aquilo, BaekHyun estaria agredindo a pessoa agora, mas era Park ChanYeol, seu melhor amigo.

O mais baixo suspirou e levou a barra de chocolate até a boca, mordendo mais uma vez antes de se deitar no estofado.

Nossa, ele tinha ido alí para xingar o ex, mas agora estava se sentindo horrível. Credo, que sensação era aquela?! Com palavras simples, ChanYeol conseguiu deixá-lo meio borococho, talvez até meio arrependido. 

— Me sinto um monstro. — admitiu.

— Ah, as pessoas erram. — pigarreou — No caso, você errou pra caralho, vacilão. Fez até umas pessoas chorarem.

— Chorar? — perguntou surpreso. Sabia que na maior parte das vezes os seus companheiros saiam tristes, mas nunca passou pela sua cabeça que já tinha feito alguém chorar.

— É, chorar. — repetiu — O LuHan chorou, o MinSeok chorou. Até o KyungSoo chorou, mas foi de raiva e vontade de te matar. — riu olhando o amigo fazer uma careta. KyungSoo era assustador às vezes.

ChanYeol mordeu o lábio inferior.

A verdade é que sentia atração por BaekHyun, mas nunca quis dizer nada porque era seu melhor amigo e provavelmente levaria um fora. Além de tudo, mesmo se o menor aceitasse os seus sentimentos, seria só uma relação carnal — BaekHyun não se importava com as emoções e só queria saber do prazer, todo mundo sabia disso. As vezes ChanYeol até se perguntava porque diabos o amigo tinha tantos namorados se nem conseguia gostar deles —.

— Mas tem uma pessoa em especial que chorou mais do que as outras. — arriscou envergonhado. Não sabia se devia tentar dizer, mas as palavras estavam engasgadas em sua garganta e, mesmo que aquele não fosse o momento certo para isso, não podia impedí-las de sair. 

BaekHyun o olhou confuso, passando a mão direita pelo cabelo castanho.

— Quem? — perguntou curioso.

ChanYeol desviou o olhar, brincando com os dedos das mãos. Estava com medo de admitir seus sentimentos em um momento como aquele — em qualquer outro momento, na verdade —, e BaekHyun rir ou sair daquele apartamento e nunca mais falar consigo.

— Não posso dizer quem é. Essa pessoa me fez prometer que não ia contar. — mentiu. 

BaekHyun fez uma expressão decepcionada e comeu mais um pedaço do chocolate. 

— Eu não entendo. — disse baixinho — Por que essa pessoa chorou por mim?

O maior deu de ombros.

— Ele gosta de você, mas você nunca notou. — explicava — É muito difícil para ele ver você magoando aquele tanto de gente. Ele tem medo.

— É alguém que eu conheço? — ficou curioso.

— Talvez.

BaekHyun ficou pensativo. 

Nunca pensou realmente em manter um namoro sério. Para ele era sempre um relacionamento completamente carnal, enquanto os seus parceiros realmente envolviam os sentimentos. Tinha noção de que era um egoísta estúpido, e agora sabia que talvez fosse muito pior do que isso. Pensava que os seus namorados não se importavam com o rompimento, ou com as coisas que ele dizia porque, afinal, ele era só um rostinho bonito sem coração e eles pareciam compreender isso.

Mas agora que BaekHyun sabia da verdade, se sentia até um pouquinho malvado. Questiona se não seria melhor tentar algo com amor, ou pelo menos uma paixãozinha boba — de é que ele seria capaz de sentir tal coisa —.

Uma vez alguém lhe disse que tudo feito com carinho era mais gostoso, principalmente o sexo. Ah, BaekHyun queria experimentar o sexo com amor — cof cof e as coutras coisas, é claro cof cof —.

BaekHyun não sabia, pois nunca tinha transado com alguém que gostasse, nem que fosse um pouquinho. Todas as vezes que trepava com alguém era só o desejo desperto na pele, sem emoções, sentimentos ou qualquer coisa que fosse. Apenas desejo. E agora a curiosidade tinha sido atiçada, e de repente ele desejou ter alguém como os filmes românticos.

Talvez estivesse louco ou ficando doente. Nem sabia de onde aquela ideia estranha havia surgido, mas agora queria tentar.

De momento ficou confuso e um pouco assustado. Logo ele, Byun BaekHyun, querendo alguém que lhe proporcionasse sensações boas que não fossem somente na cama, alguém para amar e ser amado? Alguma coisa estava errada, com certeza.

A carência havia batido assim, de uma hora pra outra, e ele queria descobrir coisas novas, com alguém que fosse capaz de amar.

— ChanYeol, eu preciso conhecê-lo! — BaekHyun falou animado, com uma ideia nascendo como uma lâmpada em sua cabeça. Por conta da euforia, ao menos percebeu ChanYeol engolir seco.

— Olha, BaekHyun...

— Por favor, ChanYeol. — o tom era todo dengoso — Eu quero uma chance no amor.

— Que ideia é essa, BaekHyun?! — entortou os lábios — Você teve várias oportunidades no amor, e nunca aproveitou nenhuma delas. Por isso do nada? Não seja cínico!

BaekHyun deu de ombros.

— Quero saber como é gostar de alguém. Dizem que tudo é mais prazeroso quando feito com paixão.

— Isso tudo é por causa de sexo?! — ficou estupefato.

— Óbvio que não! — arregalou os olhos — O antigo BaekHyun pensaria assim, mas agora um novo BaekHyun nasceu.

— Agora mesmo? Porque a dois minutos atrás você estava revoltado por não ter terminado com o SeHun, e sim ele ter terminado com você.

— Mudei nesse exato segundo. E agora o novo BaekHyun quer ser amado e amar como nunca antes. — soou determinado — E se esse garoto gosta de mim, eu também vou gostar dele?

— Você nem o conhece. — revirou os olhos pela ingenuidade do amigo.

— Vou conhecê-lo.

— Mas e se... — se calou por alguns segundos, meio duvidoso — E se ele for alguém inesperado?

— Você não quer me dizer quem é, portanto vai ser inesperado e surpreendente de qualquer jeito. — suspirou — Me ajuda, ChanYeol.

ChanYeol estava sem saída! O que diria? Droga, por que foi inventar aquela mentira descarada?

Ele não podia se confessar para BaekHyun, não agora, nem amanhã e quem sabe nem daqui a dois meses. Mas então o que faria? Não podia simplismente dizer que era tudo lorota ou só uma brincadeirinha, pois obviamente BaekHyun desconfiaria. 

Se aindalhe restasse um pouquinho de coragem que fosse...

Ele precisava de um plano! E, graças aos céus, uma ideia genial — talvez nem tanto assim  surgiu.

— Tudo bem. — respirou derrotado e um sorriso ganhou vida nos lábios do outro rapaz — Mas eu preciso falar com ele antes. Ele é muito tímido, não sei se vai querer vê-lo.

BaekHyun só sabia concordar entusiasmado. 

— Obrigado! — agradeceu — Estou tão ansioso.

ChanYeol sorriu pequeno, tentando não transparecer o medo e ansiedade que sentia naquele momento.

Foi naquela mesma noite que ligou para Kim JongIn, um amigo próximo que sabia sobre os sentimentos reais de ChanYeol, e que também dizia o tempo todo que aquilo era perda de tempo, porque BaekHyun era um desesperado que só queria sexo. 

Sempre brigavam por causa disso.

Quando soube do que o amigo havia feito, sentiu o sangue ferver. Por Deus, ChanYeol só podia ser retardado. 

Mas o pior de tudo foi o que veio em seguida. Aquela maldita pergunta que o fez gargalhar alto por alguns segundos, até ChanYeol pigarrear sério pelo telefone, mostrando que ele não estava zoando.

— ChanYeol, eu não vou fingir que gosto do BaekHyun! — reclamava alto.

— JongIn, por favor, o meu segredo depende de você. — dizia aflito.

No final, JongIn acabou aceitando aquela ideia sem pé nem cabeça. Embora irritado e com vontade de bater no amigo, sabia que tudo era por um bem maior: não deixar ChanYeol ser derrubado pela própria burrice.

Foi por isso que naquela sexta feira a noite, os dois meninos se encontraram em um barzinho próximo ao apartamento de JongIn. Tinham combinado de esperar BaekHyun na porta do estabelecimento, mas já se passava do horário marcado e uma chuva fina começava a cair do céu. 

JongIn só conseguia praguejar baixinho, dizendo que além de ter que ser enfiado naquela furada, ainda apanharia chuva. Por outro lado, ChanYeol mordia as próprias unhas nervoso, com medo daquele teatrinho dar errado e o tiro sair pela culatra.

Quando viu BaekHyun se aproximar, com os cabelos loiros esvoaçando no vento e aquela calça jeans apertando as coxas fartas e a bunda bonita, ChanYeol conseguiu ficar mais inquieto do que antes, mexendo desconfortável os dedos do pé dentro do all star amarelo e empurrando o óculos redondinho que escorregava pelo nariz a todo momento, mesmo quando não era necessário.

Várias teorias se passavam pelo sua cabeça, milhares de razões para aquilo não dar certo, e inúmeros motivos para ter um treco no meio do bar e cair durinho no chão, de tão nervoso que estava.

JongIn já tinha visto BaekHyun várias vezes, mas apenas de longe e pelas fotos que ChanYeol lhe mandava sempre que surtava com aquela paixão platônica louca. Tinha que admitir, o Byun era mil vezes mais bonito e gostoso pessoalmente. Não escondeu o sorriso malicioso e seu olhar caiu sobre as coxas grossas. Infelizmente, logo sua atenção foi desviada, quando ChanYeol lhe deu uma cotovelada na costela, fazendo-o voltar a realidade.

— A-ah... — gemeu de dor, logo tratando de estender a mão para o mais baixo presente — Eu sou JongIn. Kim JongIn.

— Byun BaekHyun. — cumprimentou sorridente — Então você é o amigo do ChanYeol que gosta de mim?

— Ele contou?! — perguntou fingindo surpresa. BaekHyun assentiu com a cabeça, rindo baixo pelo nervosismo do Kim — Bom... — coçou a nuca — É meio impossível não gostar de você. 

ChanYeol assentiu, meio alheio, mas concordava: era impossível não se apaixonar por Byun BaekHyun.

BaekHyun levou os dedos finos até o pescoço, brincando com a gargantilha preta que o enfeitava. Seu ego tinha sido muito bem inflado. 

— Você é muito bonito, JongIn. — lambeu os próprios lábios — Enfim! O que acha de entrarmos, daqui a pouco vai começar a chover forte.

O garoto mais alto concordou, começando a andar para dentro do barzinho.

ChanYeol, até então esquecido no canto do rolê, olhou para o amigo desconfiado.

— E aquela história de eu quero amar e ser amado? — lembrou o amigo, franzindo o cenho.

— Ah, a história ainda está de pé. — avisou — Mas olhe só para ele, é beijavel até demais.

ChanYeol sentiu uma pontada de ciúmes no peito, mas fez o possível — e um pouquinho do impossível — para não demonstrar nada.

— Por favor, não haja como um desesperado. — ChanYeol agarrou o pulso do amigo, andando até o bar — Ele é tímido, lembre-se disso.

BaekHyun revirou os olhos enquanto se deixava ser levado. Ora, JongIn não parecia nada tímido enquanto estava olhando suas coxas descaradamente. 

                                  ៚

A noite foi longa.

Os três garotos cheiravam a álcool e andavam cambaleantes pelas ruas iluminadas de Seul. Riam atoa, de qualquer coisa que fosse.

— E ele me disse “eu gosto do Jun-sei-lá-quem, não posso ficar com você”. — BaekHyun contava debochado — Como se eu quisesse ficar com ele! Até parece, eu posso ter quem eu quiser.

JongIn e ChanYeol gargalharam alto, apoiados um no ombro do outro.

— Amor, eu sou Byun Raba Delícia BaekHyun! — brincava risonho.

Todavia, logo chegaram em frente ao prédio em que BaekHyun e ChanYeol moravam. 

Não se despediram na portaria, pois todos os três entraram no prédio tentando fazer o mínimo de barulho possível — para não serem repreendidos pelo síndico ou pelo segurança —, subindo as escadas até o apartamento de ChanYeol.

Na porta de entrada, ChanYeol se embaralhou todo com o molho de chaves enquanto JongIn e BaekHyun cantavam uma música qualquer — a letra errada, devido ao álcool que complicava a fala —. 

Por fim conseguiram no apartamento, jogando-se os três no sofá.

— Ahn, nunca bebi tanto. — JongIn gruniu passando as mãos pelo próprio rosto. 

— Vocês são fracos. — BaekHyun disse — Eu ainda estou super sóbrio.

— Não sei aonde. — o Kim implicou fazendo uma careta.

Sem que os outros percebessem, ChanYeol se levantou aos tropeços do sofá, quase se arrastando até o banheiro. Estava segurando o xixi desde que saíram do bar, e agora finalmente poderia mijar. 

Jogou a cabeça para trás quando escutou o barulhinho molhado, sentindo um alívio interno. Depois fechou novamente a calça, subindo o zíper e dando uma rápida parada no espelho. 

Os cabelo curto e ruivo estava bagunçado e molhado por causa do suor, a camiseta amassada e um pouco colada no corpo. O olhar estava meio grogue e ele parecia um daqueles bêbados que acabavam dormindo no banco de uma praça por não lembrar o endereço de casa — e nem ter condições de andar —. 

De qualquer forma, apenas encheu a mão de água e lavou o rosto, soltando um suspiro pesado. 

Saiu do banheiro em passos lentos, estranhando por não ouvir mais a gritaria e risada dos amigos que haviam ficado na sala. Entretanto, quando entrou no cômodo citado, o motivo daquele silêncio foi explicado visualmente.

JongIn ainda estava sentado no sofá, mas agora BaekHyun estava em seu colo rebolando sutilmente. As mãos do Kim acariciavam os mamilos do Byun por debaixo da blusa e os lábios estavam ocupados em um beijo apressado e quente. 

Aquilo definitivamente não fazia parte do plano.

ChanYeol ficou sem chão. Sentiu os punhos se fecharem com força e as têmporas latejarem em pura raiva. O álcool não ajudou muito na hora de pensar, pois quando se deu conta, já tirava o corpo pequeno de BaekHyun do colo do amigo e pegava JongIn pelo colarinho da blusa.

— Você quer morrer?! — gritou próximo a face do Kim, sentindo a respiração alheia.

— Ei, espera. — tentou se distanciar do Park.

— Esperar o que?! Você comer o BaekHyun?! — vociferou — Você sabe que eu gosto dele, por que diabos fez isso?!

— Eu... — suspirou — Desculpa, ChanYeol! Eu não sei o que deu em mim, eu...

JongIn não conseguiu terminar a frase, pois o corpo foi jogado brutalmente no chão.

— ChanYeol! — a voz de BaekHyun ecoou pela sala.

— Eu confiei em você, JongIn! Droga, o que você fez... — sentiu seus olhos queimarem. Estavam com vontade de chorar e o álcool não ajudava muito.

— ChanYeol... — JongIn chamou.

— Vai embora. — disse entre os dentes — Saia já da minha casa!

Não precisou de mais do que aquilo. JongIn se levantou do chão com dificuldade, passou a mão pelas roupas na intenção de tirar a poeira e olhou para ChanYeol. 

— Não diga nada. — ChanYeol rosnou quando viu o Kim abrir a boca para, provavelmente, tentar se explicar. Mas ChanYeol não queria ouvir o que ele tinha a dizer — Vá embora e leve o BaekHyun com você, agora.

Aquele definitivamente não seria o tipo de atitude que tomaria caso estivesse sóbrio.



Notas Finais


A bebida faz coisas, galera kekeke
Aliás, não bebam, faz mal pra saúde
Já tô na metade do segundo capítulo, segura essa bloqueio criativo! Tenho quatro fanfics pra escrever, porém, sem pressa — mentira, tem prazo. CORRE LULU —.
O design foi feito por @Yetehson_Silva E EU TO APAIXONADA, MUITO OBRIGADA, XUXU!!!!;#(#!#;

Me contam o que acharam?
Daqui alguns dias eu volto com o último capítulo. =)


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