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História O Playboy rodou - Capítulo 5


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Notas do Autor


Estamos morrendo de felicidades pelos 69 favoritos, muito obrigada para vocês que estão acompanhando e comentado, e não demorei para postar dessa vez kkk

Capítulo 5 - Amor construído


Fanfic / Fanfiction O Playboy rodou - Capítulo 5 - Amor construído

"Insano amor, ardente paixão, que aflora em meu ser, devaneio do coração. Queria eu libertar-me, da tua malíciosa prisão, que o meu corpo invade, feito uma tempestade, de fluxos de emoção."

 

 

Hinata deu um soco em Kaguya que a fez cair no chão pelo susto, ao olhar para a albina vejo que seu nariz está sangrando, dou um pequeno sorriso de canto e me levanto. Matsuri já estava de pé, Karin a ajudou, agora era era nós quatro para protegê-la.

 

— Nossa que heroínas, cadê as capas e as máscaras? Já sei devem ter esquecido no bordel de onde vieram, vão lá buscar e deixem essazinha aí — Akari que é a mais valentona das três nós encarava com fúria.

 

— E Cadê sua dignidade Akari? Machucar alguém que não consegue ver para se defender, é coisa de covarde, você é podre, e por você ser desse jeito que o Kiba terminou contigo — Ino que estava abraçando Matsuri volta seu olhar para a ruiva, Ino não gosta de violência, mas parte para cima quando preciso.

 

— Ele terminou com Akari porque essa aí ficou se oferecendo e cercando ele, sempre a espreita esperando uma oportunidade — Karui acusa, ela que sempre foi de ficar em seu canto também estava com um pouco de raiva pela a sua amiga Kaguya.

 

— Eu juro que não fiquei me oferecendo — Matsuri que já estava prestes a começar a chorar se defende, olho para ela preocupada é visível que ela está com muita dor.

 

— Não? E a vez que eu fui procurar Kiba e os dois estavam sozinhos na cantina? O que vai me dizer? — Akari demonstrava raiva e indignação, e algo dentro de mim diz que ela só está fazendo esse showzinho porque Matsuri é cega.

 

— Estávamos apenas conversando, aquela foi a primeira vez que conversamos mas nunca tentei nada com ele enquanto vocês estavam namorando, eu juro, é verdade que estamos juntos agora mas não foi porque ele te trocou por mim Akari, por favor acredita em mim — Matsuri mais uma vez fala como se fosse chorar a qualquer momento, ela é alguém bem sensível e insegura, não sei como alguém consegue machucar alguém tão doce quanto ela.

 

Akari sai sem dizer nada, ela ficou muito abalada com as palavras de Matsuri, pelo visto ela gosta de verdade do Kiba, claro, mas não ao ponto de ser fiel porque esse foi o motivo de eles terminaram. Kiba ficou triste por vários dias porém tentou levar a situação numa boa apesar das piadinhas que ele estava sofrendo.

 

— Vamos ao hospital você está muito ferida Mah, elas te machucaram bastante — Hina que é a mais próxima da Matsuri aconselha, as duas fazem o mesmo curso juntas.

 

— Obrigada… mas não quero incomodar — ela diz baixinho, por um momento sinto vontade de guardar ela em um potinho de tão fofa que ela é.

 

— Não incomoda, não vamos deixar você sozinha aqui, ainda mais ferida, consegue andar? — pergunto e ela assente com a cabeça.

 

Karin, e Hinata serviam de apoio para ela pois ela está mandando enquanto a Ino leva sua bengala. Eu apenas sigo ao lado delas pensando em toda essa situação, é muita falta de empatia e caráter fazer isso com alguém, tudo bem que a Hinata também deu um soco em Kaguya mas não deixou ela em uma situação tão deplorável quanto Matsuri está. O rosto dela está bem ferido e pelo modo que ela anda dá para perceber que as costelas dela estão doendo bastante.

Pego meu celular e mando uma mensagem para o Kiba.

 

Eu

 

Kiba, Matsuri está ferida vamos levar ela ao hospital central, te encontro lá.

 

Cachorrão

 

Como assim Saky? O que aconteceu? Ela tá bem?

 

Eu

 

Bem não é exatamente a palavra, apenas sua ex que não tá muito feliz com o término. Não demora viu? Até.

 

Cachorrão

 

Akari? Poha, tô indo, até.

 

Depois de uns minutos chegando até o hospital, fomos atendidas bem rápido por causa do estado da Matsuri. Tsunade atendeu ela, ficamos esperando em um corredor minha madrinha vir dar notícias, e não demorou muito Naruto e Kiba apareceram, Kiba estava muito alterado e nervoso, tentamos acalmar ele e ele começou a chorar de preocupação.

 

— Você não tem culpa, Kiba — Dei um abraço nele, nesse momento só queria poder confortá-lo e ter a certeza que tudo ficará bem.

 

— Tenho sim Sakura, Akari está com raiva de mim e foi descontar na Matsuri porque sabe que isso ia me afetar — Kiba fala com raiva e tristeza, as lágrimas insistiam em rolar por seu rosto.

 

Tsunade sai do quarto da Matsuri séria, eu não me assusto porque sei que essa velha sempre tá séria mas vejo que Kiba se assustou com sua expressão, e quase dou uma risada.

 

— Os pais dela estão vindo para cá para ficar com ela — A Senju diz séria e olhando para mim e o Kiba.

 

— Ela está bem, doutora? Por favor diz que ela tá bem — O Inuzuka praticamente implora por boas notícias, nunca vi o Kiba assim por ninguém nem por nós, senti um pouco de ciúmes porém deixei para lá.

 

 

— Senhor Inuzuka acalme se, a paciente está bem, ela teve sorte, não teve nenhuma fratura apenas está muito ferida, cuidaremos dos ferimentos e deixaremos ela descansar e acho bom vocês fazerem o mesmo, nas suas casas — Tsunade diz sorrindo porque percebeu que seu jeito sério deixava Kiba apreensivo.

 

— Eu quero ficar, quando ela acordar quero estar aqui, por favor.

 

Todos ficamos realmente impressionadas com a reação do Kiba, ele nunca foi de se importar com praticamente nada além de futebol e da faculdade, os relacionamentos dele não duravam justamente por ele não ser muito prestativo e geralmente ser bem safado com outras, ele era um galinha, no entanto bem menos que Naruto e Sasuke. Ver ele se importando com Matsuri me fez ficar muito feliz porque percebi que finalmente alguém fisgou o coração dele e dessa vez é algo sério. 

Tsunade permite dois ficarem e quando os pais dela chegarem vai poder ficar apenas mais um, Hinata pediu para ficar e nós concordamos, afinal, Matsuri ficaria bem.

 

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Sasuke on

 

Faltei a faculdade hoje porque Itachi decidiu que ele ia me levar no psicólogo a todo custo e pela primeira vez senti realmente vontade de ir, apenas pedi para ele avisar o diretor e ver se tem alguma forma de eu não perder totalmente a matéria, ele foi lá e assim que voltou fomos para o psicólogo, eu estava bem nervoso não sabia exatamente como agir e o que falar, eu não gosto de falar muito mas sei que é preciso para o doutor me ajudar.

Quando cheguei lá já estava suando frio, entrei na sala e me surpreendi quando vi Minato Namikaze ali, um desconforto pairou sobre mim mas logo relaxei, o senhor Minato sempre foi bastante profissional, contei a ele tudo que eu sentia sobre meu passado, e o amor, decidi não contar nessa consulta o que me levou a estar ali, Sakura. Foi uma consulta que me deixou bem leve, sei que precisarei vir bastante aqui ainda porém acho que consigo me acostumar com isso.

Ter alguém para me escutar abertamente era algo que eu não gostava, não contava nem mesmo para Naruto que considero meu melhor amigo — ele não precisa saber disso — até a chegada da Sakura, ela conseguiu fazer eu contar praticamente tudo sobre a minha vida e minhas ideologias, isso apenas como amigos. Por ela me trazer uma sensação de paz decidi que ia ter ela na minha cama, e tive, afinal me considero praticamente irresistível, todas as mulheres que quis — ou quase — tive, com a única exceção que foi a a Yamanaka que sempre demonstrou sentir atração por mim mas nunca quis realmente ficar comigo, isso me deixava com bastante raiva. Na primeira vez que fiquei com a Sakura foi porque realmente comecei a prestar atenção nela, no entanto teve algumas vezes que fiquei com ela apenas para chamar atenção de Ino, porque um dia quero realmente dormir com ela.

 

Espero que Sakura nunca descubra porque ela me odiaria, e também foi apenas algumas vezes nesse tempo que ficamos ela me fez muito bem e quebrou muitas das minhas barreiras que eu não fazia ideia que existiam e com o tempo fui esquecendo a ideia de ficar com Ino, Sakura bastava e quando por algum motivo ela não estava disponível eu simplesmente podia ficar com quem eu quisesse, porque no fim disso tudo eu era — e sou — solteiro.

Eu já tinha me acostumado a poder contar com a Sakura como amiga e amante quando eu precisasse e claro, quando ela estivesse disponível, tivemos várias brigas antes porque ela sempre tocava nessa tecla de relacionamento, às vezes parecia um rádio quebrado porém eu sempre a fazia esquecer esse assunto e íamos transar no primeiro lugar que aparecesse. Nunca fui de pegar mulheres em público, as poucas vezes que aconteceu foram mais por elas do que por mim, no entanto com a Sakura eu não me importava onde estávamos e se tinha pessoas olhando.

 

Quando ela deu um basta algo dentro de mim disse que mais uma vez eu estava perdendo alguém com quem eu me importo, mas olhando agora a situação confesso que esperava que ela viesse desistido dessa ideia e vir atrás de mim pedindo perdão, mas ela não veio porém mesmo assim eu acredito que ela ainda é minha. A amizade dela com o Sabaku me irritou profundamente por ele ser de um grupo que me estressa, bando de babacas que se achavam melhores que os outros por já terem ganhado muito campeonatos. E também achei estranho ele ter se aproximado dela, Sakura sempre foi alguém que gostou de ajudar os outros e esse é seu ponto fraco, essa mania de querer ajudar faz com ela seja facilmente manipulável e eu não vou deixar isso acontecer.

 

Depois que chorei nos braços do meu irmão, nossa relação melhorou bastante foi como se eu finalmente demonstrasse o que estou sentindo abrisse um caminho para sermos companheiros. Quando me deitei para dormir passei a noite pensando na Sakura e no que possivelmente tô sentindo, tenho certeza que não é algo tão intenso que me faça perder o fôlego como filmes e livros costumam dizer é algo bem simples, sua companhia me faz bem, e gosto de dormir com ela, não sei se esses são motivos suficientes para um relacionamento mas quero tentar ser feliz com ela, só quero ter certeza para não machucá-la, não suportaria mais uma vez fazer isso.

 

Quando a consulta acaba me despeço de Minato com um aceno e vou para o carro de Itachi, ficamos totalmente em silêncio, acho que ele espera que eu conte como foi, apenas dou um sorriso de canto para atiçar a curiosidade dele.

 

— Vamos irmãozinho tolo, foi bom, ruim, lhe ajudou sim ou não? De 0 á 10 qual a nota? — Itachi pergunta bem eufórico, é possível ver de longe que ele está bem feliz por ter me trago.

 

— Hm, foi normal, contei o básico do passado e como isso afetou quem eu sou hoje, nota? 9. — dou de ombros e fala a nota baixinho, fiquei com vergonha de repente.

 

— As próximas consultas serão de tarde depois dos seus treinos para não atrapalhar seus estudos e nem o treino do time — Itachi dá mais uma sorriso largo, e finalmente liga o carro.

 

— Vamos voltar para a mansão? — pergunto apenas para ter certeza, voltar os assuntos do passado me deixam exausto.

 

— Eu estava pensando em ir em um lugar, lembra aquela casinha abandonada na floresta, quer ir lá?

 

— Fazer o que Itachi? Aquela casa era velha quando éramos crianças já deve estar totalmente aos pedaços hoje.

 

— Quer ir, sim ou não?

 

— Tanto faz, hm.

 

Itachi liga o carro, e segue uma rua que conheço bem, não é a rua da nossa casa e sim a de uma pequena floresta que tem aqui em Konoha. Quando éramos crianças, eu, Itachi, Obito e Naruto íamos para uma pequena casinha que tinha na floresta, ela era bem pequena mesmo e gostávamos de nos esconder lá e brincar na lama a tarde toda, quando voltarmos para nossas casas ouvíamos bronca das nossas mães, porém a coisa que mais tínhamos medo é da tia Kushina que era — e ainda é — muito temperamental e brava.

Depois da morte da mamãe e do papai nunca mais quis ir lá, muito dificilmente eu ia brincar e quando ia era apenas no jardim que tinha em casa, brincadeiras simples e nunca até tarde, deixei minha infância com oito anos e a partir daí me fechei, nem consigo imaginar como está aquela casa.

 

Itachi estacionou o carro bem perto da casa de onde era a casa, e seguimos uma trilha que levava para lá, quando cheguei me surpreendi ao ver a casa reformada.

 

— Depois de alguns anos a casa desabou, porém esse aqui sempre foi um lugar para mim e os meninos pensar, então reformei com a ajuda do Naruto, por isso tem bastante laranja, também temos a vantagem que poucos conhecem esse lugar então nunca fomos assaltados — Itachi diz enquanto olha para a casa e sorri — Vem, aqui dentro é mais bonito.

 

Por dentro era ainda mais simples, não tem praticamente nenhum móvel e sim colchonetes espalhados, e também está bem limpo, isso significa que Itachi ou Naruto vem bastante aqui e rezo por uns minutos que seja apenas para pensar, coisa que acho difícil Naruto fazer.

 

— Não vou achar nenhuma camisinha jogada por aqui, né? — pergunto enquanto analiso melhor a casa, tem alguns vasos com flores falsas, e luzes de natal, provavelmente ideia de Naruto.

 

— Não garanto nada, Naruto veio aqui ontem…

 

Faço uma cara de nojo e Itachi começa a rir bem alto, continuo olhando a casa e não está como me lembro, está mais bonita e mais arrumada porém ainda tem a essência de infância, começo a sentir um cheiro familiar, o bolo que a mamãe fazia toda terça a tarde depois que a gente voltava para casa de uma tarde no Karatê.

 

— É como se aqui fizesse o passado voltar…

 

— E é exatamente por isso que amo esse lugar, irmãozinho, aqui tem chaves e quero dar uma a você, pode fazer o que quiser aqui desde que limpe depois — Itachi me abraça, e me entrega uma chave que guardo em meu bolso para não perder.

 

Me abaixo para pegar um colchonete, dobro um pouco e aproveito que Itachi está virado de costas para bater nele com o colchonete, e começo a bater já que ele está desarmado.

 

— Vamos pirata, ajoelhe se para o seu capitão — ele vira e me encara com as mãos para cima em forma de redenção, mas então ele vem como tudo para cima de mim e me empurra em cima dos colchonetes.

 

— Que pirata fraco, todos sabem que eu, o corvo negro sou o melhor pirata, então fique no chão que é o seu lugar — Itachi faz uma falsa risada maligna e se joga em cima de mim, assim começamos uma brincadeira de luta onde eu ganho.

 

— Achou mesmo que ia ganhar? Eu sou jogador de futebol americano, e capitão, estou em melhor forma, Ita — Ele rir e volta a me abraçar, percebi que ele ficou bem comovido por eu chamar ele pelo apelido de infância.

 

Conversamos mais um pouco sobre coisas que aconteceram nos últimos anos, ele contou algo que me deixou 0% chocado, que ele participa de corridas de motocross em clube clandestino, eu nunca tinha imaginado isso porém ele sempre saia as noites e às vezes voltava apenas pela manhã então sempre soube que ele fazia algo nem escondido, e não vou julgar ele se o faz feliz, só o fiz prometer que ele iria me levar nesse clube um dia para conhecer a mulher que roubou o coração dele, Konan, esse nome era familiar mas não sei exatamente de onde. Ele disse que ela é muito séria e ao mesmo tempo debochada, é bem direta e o principal, não suporta o Itachi, vive chamando ele de mimadinho, coisa que meu irmão nunca entendeu o porquê.

Apenas ri e fiz a típica piada "perdeu o jeito com as garotas" e ele devolveu com "pelo menos eu tinha, diferente de você", descobrir que estar com Ita não era totalmente insuportável como eu costumava achar, percebi por um momento que me afastar dele me fez perder muitas fases do meu irmão que me arrependi de perder, ele gosta de motos, está apaixonado, corre em um clube ilegal, ele é bem sensível porém me lembra nosso pai.

 

— Itachi, parando para lhe analisar você lembra o papai, sensível e dedicado.

 

— E você lembra o tio Madara, sério e rabugento.

 

Decidimos voltar para a mansão, no caminho cantamos uma música aleatória do imagine dragons que tocou pelo rádio, um caminho bem alegre como eu nunca tive com meu irmão, acho que isso posso agradecer a Sakura, graças a ela decidi mudar e me reaproximar do Ita.

Ao chegarmos em casa fomos para casinha tentar fazer bolo, um bolo de saber limão, nos sujamos bastante em uma pequena guerra de comida, mas o bolo saiu e ficou horrível, rimos muito e deixamos lá, sabíamos que a empregada ia jogar fora e tentar fazer um que preste, depois de uma tarde incrível com meu irmão vou para meu quarto tomar banho e me deitar, um novo Sasuke Uchiha está vindo. 

 

Sasuke off

 

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Sakura on

 

Depois do que aconteceu com a Matsuri foi para o apartamento junto de Ino, mas não demorou muito para Ino ir para algum lugar com o Sai, pelo menos é o que eu acho já que ela saiu daqui correndo e sem dar muitas explicações para ninguém. Fiquei estudando para adiantar alguns trabalhos e assim me sentir mais livre, faculdade de medicina é bem pesado, e me dá um frio na barriga em pensar na residência, desejo que o tempo passe e eu me forme logo, pensar em futuro mas fez perceber que mudei bastante em poucos dias, amadureci bastante mas tenho muito a aprender e também vivi algumas pequenas aventuras como esconder um romance secreto e ir em uma corrida ilegal onde provavelmente eu irei voltar para correr, contei as meninas e elas surtaram, falaram que na próxima querem ir junto e amo a ideia delas irem comigo. Lembrar de Gaara me faz sorrir, não entendi muito bem o porquê dele está me ajudando tanto, tudo bem que ele não fez muito porém ele fez alguma coisa, me fez rir e eu não sei o porquê, Ino supôs que ele está afim de mim, mas acho que ninguém se apaixona dá noite para o dia, mas sou a pessoa menos aconselhável para julgar porque me apaixonei pela Sasuke por ele ter me salvado, digo apaixonar pois fiquei correndo atrás dele por muito tempo até ele me aceitar como sua amiga, confidente e depois ficante, mas nunca namorada.

 

Acabo minhas tarefas e saio para passear, andar sempre me fez bem e me faz lembrar que em breve tenho que ir visitar meus pais, estou com bastante saudades deles, são minha luz e minha vida, eles moram um bairro longe então quase nunca tenho tempo para ir até lá já que é duas horas de ida e de volta, mas em breve estarei lá, também sinto muita saudade de Jiraiya que está em uma viagem de trabalho e vai demorar pelo menos duas semanas para voltar, Tsunade deve estar feliz por não ter alguém a perturbando mas sei que também deve estar sentindo falta, ela se importa muito com ele, espero que um dia ela perceba que o ame e fiquem juntos.

 

Às vezes acho que me tranco demais em casa, e outras acho que saio bastante, nunca estou totalmente de acordo com minhas opiniões, as meninas dizem que eu sou muita bipolar e que tenho que começar a ter apenas uma ideia fixa, e acho que minha meta de vida é fazer Shikatema se assumir, acho que Temari não nasceu para um namoro escondido, ela é do tipo escandalosa e gosta de quem esteja ao lado dela aceite e fique lá com ela. Ao olhar para o lado percebo que andei bastante, estou bem no centro da praça, bem em frente a casa dos Sabaku's, olho meu celular e vejo uma mensagem do Kiba dizendo que hoje mesmo a Matsuri sai do hospital, isso me dá um alívio enorme. Me sento em um banco e fico olhando a praça que tantas vezes olhei, como dito outras vezes Konoha não é uma cidade pequena mas ela também não é aquela metrópole gigantesca. Fecho os olhos e aproveito a brisa boa que o vento está trazendo.

Mas de repente sinto uma voz próximo ao meu ouvido.

 

— Vejamos o que o vento trouxe — A voz que nesse momento é a mais presente em minha vida, Gaara.

 

— Estou começando a achar que está apaixonado por mim, vive nos lugares que estou — falo em tom de brincadeira mas dei o sinal para ele entender que isso não é brincadeira.

 

— Se eu tivesse eu seria realmente um homem azarado por desejar um coração que já tem dono — ele fala sorrindo, um sorriso bem grande e aberto que por um momento sinto que ele só está zoando.

 

— Gaara, eu preciso saber o porquê você está sendo tão legal comigo e qual motivo me levou ontem para a corrida.

 

Vejo ele suspirar fundo mas o sorriso permanecer em seus rosto, como se estivesse sorrindo para passar confiança para mim e a si mesmo, não posso deixar de olhar no fundo dos seus olhos verdes, são bem mais claros que os meus.

 

— Cerejinha, a muito, muito tempo atrás vi uma linda mulher andar pelos corredores da KS School, ela era a mulher mais linda que eu já tinha visto e olha que já vi muitas. Ela tinha um sorriso que faziam todos a sua volta sorrirem também, até os que afirmavam que a odiavam, quando ela aparecia triste era como se o dia ficassem sombrio para todo o colégio, inclusive para mim — Gaara fala olhando para o céu, depois fecha os olhos e continua a falar — Essa mulher, ou como prefiro chamar, anjo, sempre trazia consigo alegria, eu passava horas e horas admirando esse anjo, tudo nela era invejável, beleza, inteligência, força, mas ela tinha um dono, o seu coração tinha para falar a verdade e então percebi que nunca conseguiria me aproximar desse anjo.

 

Ele se vira para mim e olha no fundo dos meus olhos, acaricia meu cabelo e por fim pausa sua mãe em minha bochecha e faz leves carinhos, enquanto continua a falar.

 

— Por muitos tempo eu tentei me aproximar, apenas como amiga era o suficiente para mim, mas então começou a rivalidade entre nossos amigos e então eu vi que nunca conseguiria ser amigo do anjo, porque ela me via como um babaca por causa dos meus e seus amigos, mas eu nunca deixei de admirar e torcer por sua felicidade, porque é isso que esse anjo merece, e é por isso que te trato assim Sakura, por que desde sempre te admirei, sua força para proteger seus amigos, seu sorriso delicado que parecia que podia mover montanhas com ele, seu temperamento difícil que sempre foi a coisa mais assustadora em você, e por isso quero ser seu amigo, porque acho que não tenho chances em um coração que tem dono.

 

 

Fiquei paralisada, eu não sabia o que estava sentindo e nem exatamente o que falar, fiquei apenas encarando ele de boca aberta, o tempo parou para mim por alguns minutos e me aproximei dele devagar eu não sabia o que ia fazer e nem se era certo o que meu corpo estava tentando fazer, mas por instinto fechei os olhos e deixei meu coração me guiar, eu ia beijar Gaara.

 

Mas de repente meu celular toca e me desperta do meu transe, era Ino! Olho para ele sem graça e atendo.

 

— Ino?

 

— Sakura por favor vem para casa, preciso de você — Ino fala chorando e logo me levanto do banco assustada.

 

— Estou indo — desligo o telefone e olho para Gaara — Uma emergência, preciso ir!

 

— Tudo bem Sakura, pode ir.

 

Dou um último sorriso e saio correndo em direção ao apartamento, olho para trás e vejo ele suspirar e bagunçar seus cabelos, ele ficou abatido com toda essa situação e eu também! Mas Ino precisa de mim, não sei o que aconteceu mas preciso ajudar minha amiga.

 


Notas Finais


Esse momento Gaasaku tirou todo meu fôlego, espero realmente que estejam gostando. ❤️


Casa na floresta:

https://pin.it/75yqfgh


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