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História O Poder da Sedução - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Zeus e Ganimedes


Peter o acompanhou, bem atrás de Derek em silêncio. Passaram ao lado da plataforma de dança, aos olhares atentos dos outros clientes que os encaravam surpresos por verem Apolo ali com eles. Chegaram uma porta de marfim vermelha, onde dois seguranças montavam guarda ali, um deles abriu a porta e disse ao homem quase que em uma reverência.

 

— Boa noite, Lorde Apolo!

 

Xeque Mate, pensou.

 

— Boa noite! Há alguém aí dentro?

 

— Não senhor, os últimos clientes saíram faz algum tempo.

 

— Ótimo. Não deixe mais ninguém entrar por favor. - Apolo olhou para Peter e Derek. — Me acompanhem.

 

O ambiente do lado de dentro ali era totalmente diferente, foi a primeira coisa que Peter notou. A iluminação também era neon, um vermelho escuro, mas o cheiro, a atmosfera, tudo era diferente. Quando a porta se fechou, todo o som vindo de além dela subitamente cessou, apenas o som da respiração e de seus passos era ouvido. As paredes eram negras, e havia quadros de deuses gregos nelas, muito bonitos por sinal. Pode ver uma réplica exata de "O nascimento de Vênus" logo próximo a uma porta no corredor, não saberia dizer o que tinha depois dela, mas tinha uma ideia. Viu outros quadros, grande parte deles retratava um deus do panteão olímpicos, mas percebeu que havia bem mais de Zeus e Apolo do que qualquer outro.

 

— Você tem um belo gosto artístico. - Ouviu seu sobrinho dizer, Peter teve de concordar. — Por que dois deuses são mais destacados dos demais?

 

— Zeus foi o deus que mais se apaixonou por mortais, seguido por Apolo. Cada quadro de Zeus retrata uma de suas paixões, assim como Apolo. - Ele apontou para portas que a cada determinada distância apareciam, cada uma tinha um quadro ao lado. — Mandei colocar para despertar o gosto artístico dos clientes que viessem buscar mais privacidade.

 

— Pensei que aqui as pessoas não pudessem manter relações sexuais.

 

— Eu disse que naquela parte do estabelecimento era proibido, mas não disse nada sobre essa outra região. - Apolo riu, parte de sua bunda empinada aprecia pela calça.

 

— Você é o dono desse lugar não é? - Derek perguntou, vendo o confirmar com um sorriso.

 

Peter já havia percebido há algum tempo, o modo como os demais clientes o respeitavam, ele dizendo que conhecia todos ali e o modo como se comportava no lugar, porém só pode confirmar suas suspeitas quando o segurança se dirigiu a ele como Lorde Apolo. Pelo menos Derek só percebeu depois dele.

 

Andaram por mais alguns metros até chegarem até o fim do corredor, lá uma porta de carvalho enorme dava fim ao caminho. Havia dois quadros grandes ao lado dela, junto a uma estátua de Eros. Num dos quadros havia uma águia gigante voando com um rapaz entre suas garras, e no outro estava o deus Apolo junto de um jovem moribundo em seus braços, o deus tinha um semblante desesperado.

 

Apolo abriu a porta e entrou sendo seguido pelo dois homens. A primeira coisa que Peter notou foi a poltrona bem no centro, e uma outra um pouco mais afastada. O piso era de mármore branco polido, podia até mesmo ver seu reflexo. Nas laterais da sala havia colunas que ia do chão ao teto, e entre elas duas estátuas de cada deus do panteão olímpico, totalizando doze. No teto podia ver imagens gravadas de Dionísio numa de suas orgias sexuais movidas a vinho.

 

— Demorou quase um ano para essa sala ficar pronta, mas valeu cada segundo que esperei.

 

Nenhum dos homens respondeu, o lugar tirou suas palavras e tudo o que podiam fazer era observar o lugar, surpreso.

 

Apolo pegou na mão de Peter, fazendo um choque circular por cada parte de seu corpo, aquela era a primeira vez que ele estava o tocando. Ele o levou para a poltrona mais afastada e o sentou lá, a estátua de Zeus e Hera passaram a fazer companhia a Peter. Numa mesa ao lado a poltrona tinha uma caixa de charutos cubanos e uma garrafa de vinho. Sinta-se à vontade, o ouviu dizer. Peter iria se sentir bem mais a vontade se estivesse com ele em sua cama, mas apressado era uma coisa que ele nunca foi em sua vida, e além do mais, aquela seria uma boa experiência.

 

— E você Derek, fica aqui! - Apolo o acompanhou até a poltrona no centro.

 

A poltrona de Derek era diferente da sua, não tinha apoios para os braços, e era mais curvada do que o normal. Apolo andou até Derek, afrouxou sua gravata e começou a desabotoar cada botão de seu paletó, um por um, rindo quando o homem inclinava para tentar beija-lo.

 

Parece que o show tinha começado, Peter comemorou internamente. Pegou uma taça e a encheu de vinho, vendo Apolo separar seus lábios dos de seu sobrinho e o forçar a sentar na poltrona. Viu que ele ficou parcialmente deitado, a blusa social branca ficava esticada por conta de seu peito musculoso.

 

Apolo caminhou dobrando o paletó de Derek até um ponto da sala, onde o colocou num cabide. Ao lado dele havia uma caixa com interruptores, Apolo foi desligando cada um deles, fazendo as luzes da sala irem apagando uma por uma, até que apenas um feixe de luz saísse do teto bem em cima de Derek na poltrona. Peter estava no escuro, tendo uma visão perfeita de onde ele estava.

 

— Uma vez, um príncipe da antiga cidade de Tróia, Ganimedes, estava passeando a cavalo pelos campos da cidade. - Ouviu a voz de Apolo na escuridão. — Diziam que ele era tão absurdamente lindo, que deixava todos a sua volta apaixonado por sua beleza. Zeus, nos céus do Olimpo, apaixonou-se de uma forma tão perdida, que desceu o mais rápido possível da morada dos deuses em sua direção. - Peter ouviu seus passos lentos em direção a Derek. — Transformou-se em uma águia gigante e magnífica, e pousou próximo ao príncipe que deslumbrado pela aparência da ave se aproximou e a tocou. Zeus então o num rápido movimento o tomou nas garras com cuidado e o alçou vôo em direção ao Olimpo, porém sua paixão, seu desejo era tão grande que ele acabou o possuindo ainda em vôo, e o continuou fazendo várias e várias até chegarem ao Olimpo, onde Zeus o tornou imortal e continuou a amá-lo às escondidas, mesmo com o ódio de Hera.

 

Quando Apolo saiu da escuridão, estava nu e sem máscara, Peter quase engasgou com o vinho. Ele era simplesmente perfeito, dos pés a cabeça. Como suspeitava, não havia um único pelo do pescoço para baixo, ele era completamente liso. O rosto era uma mistura de garoto e homem, parecia ter vinte e três anos, embora Peter tenha certeza de que ele tenha bem mais que isso.

 

O corpo era esguio, com músculos definidos em todas as parte. Sua bunda era relativamente grande e empinada, como percebeu antes, e seu membro caia pesado sobre suas pernas. Era lindo, uma versão moderna do deus a qual usava o nome.

 

Derek o encarava de boca aberta, parecia tão surpreso quanto Peter, sua única reação foi apertar seu membro sobre a calça e ensaiar levantar, movimento que foi logo parado por Apolo com um simples balançar de cabeça. Derek continuou onde estava, semi deitado com as pernas grossas abertas.

 

Apolo se aproximou em passos lentos do outro, parecia não ter o mínimo de pressa e isso deixava Peter mais excitado do que nunca. Acendeu um charuto na escuridão e entre um trago e outro observou a cena com mais atenção. O homem mais jovem sentou no colo de Derek, vendo o encarar com os olhos verdes sedentos de desejo, não perdeu a oportunidade de passar suas mãos grossas por seu corpo. Ele tirou a máscara de seu sobrinho lentamente e passou seus dedos por seu queixo barbado até que chega-se aos seus lábios, onde Derek mordeu seus dedos levemente. Apolo parecia igualmente surpreso.

 

Derek não se aguentando mais, entrelaçou seus braços pelas costas  de Apolo e o beijou com fervor. Seu sobrinho era bruto, selvagem até, apertava contra seu corpo o mais novo e parecia devorá-lo com sua boca. Peter soltou um suspiro e apertou seu membro por cima da calça, observar, lembrou, observar apenas.

 

Apolo com muito custo conseguiu libertar seus lábios dos de Derek, apenas o suficiente para desabotoar a camisa dele, e removê-la, antes de ser beijado com a mesma intensidade novamente. Era cru a maneira a qual se beijavam, pareciam desesperados, dois predadores tentando jantar um ao outro.

 

Derek deixou os lábios do outro e os deslizou por seu pescoço até o peito, deixando beijos e mordidas pelo caminho. Apolo estava com a cabeça inclinada e olhos fechados, suspirando, tinha os dedos das mãos enfiados no cabelo do homem tentando frear seus lábios sobre seus mamilos, para voltar a seu jogo de sedução. 

 

Apolo só não contava que Derek não era o tipo de homem que gostava de rodeios antes do sexo. Peter sim gostava de jogos deste tipo, deixar seu parceiro ou parceira à beira do ápice para só então de fato entrar no ato sexual. Seu sobrinho não, ele usava mais gestos do que palavras e jogos para o avanço sexual, era impaciente, porém definitivamente sabia o que fazia.

 

Derek parecia um animal selvagem atacando sua presa, apertava e dava tapas no traseiro de Apolo deixando-o avermelhado. Também enchia suas mãos com as bandas de sua bunda e a abria para Peter ver, pois sabia que o principal espectador também tinha que aproveitar o show.

 

— Seu noivado é uma espécie de celibato? 

 

Ouviu o homem mais novo provocar seu sobrinho, soltou um rápido riso quando viu o rosto fechado Derek. Ele mais do que qualquer um odiava seu casamento. Entendeu que Apolo apenas o provocou para conseguir parar seus beijos vorazes, e com pressa começou a desabotoar a calça do outro, a qual Derek ajudou e removeu a calça junto da cueca.

 

Peter quase riu da expressão de surpresa e admiração de Apolo ao constatar o corpo de Derek, que diferentemente de si, tinha um corpo de um homem maduro, exalando virilidade. Tinha pelos ralos espalhados pelos músculos do tronco e pernas, o membro duro apontava para cima e fazia companhia para o de Apolo, que o pegou com as duas mãos junto do seu para iniciar uma masturbação mútua.

 

Os dois pareceram esquecer da presença de Peter ali, o que ele achava bom, pois faria com que a cena saísse o mais natural possível. Apolo era uma espécie de homem que só viam uma vez na vida, provavelmente tinha a idade de Derek, mas aparentava ter bem menos. Seu jeito também contribua para sua personalidade exótica, ele inteligente, sabia ler perfeitamente às ações das pessoas a sua volta pra usava isso para jogar seu jogo de sedução, e poder para isso ele com certeza tinha, pois tinha tinha conseguido enlouquecer seu sobrinho com apenas alguns toques e palavras sussurradas.

 

Vá até lá, ouviu uma voz dizer, no momento em que viu Apolo por o membro de Derek na boca o fazendo gemer. Junte-se aos dois e enlouqueça junto a eles, provar daqueles lábios, prove daquele corpo. Peter teve que respirar fundo e fechar os olhos com força para manter seu controle, tinha que continuar olhando, absorvendo a imagem daquele corpo delicioso sendo devorado por seu sobrinho.

 

Ouviu um engasgo. Derek tinha todo seu membro enfiado na boca de Apolo, que o olhava de baixo pra cima com os olhos marejados, Derek o encarava com o rosto de lado e com olhos dilatado de desejo, sua face exalava êxtase. Ainda com o pênis dentro da boca de Apolo, Derek colocou suas mãos na nuca do mesmo e passou a mover seu quadril pra frente para trás devagar, saboreando a visão do outro tendo que e engolir seu pau até a base.

 

Quando Apolo tirou o membro Derek de sua boca para tossir rapidamente, viu que o pênis inteiro brilhava de saliva, a cabeça avermelhada pulsava e babava. Apolo ficou de pé e deu-lhe um beijo profundo, apertando seus corpos nus em um só, depois deitou na poltrona e agarrou suas pernas pelo vão e as colocou próximo ao peito, ficando totalmente aberto para Derek, que ficou de joelhos e se aproximou maravilhado.

 

Pareceu uma eternidade, mas enfim Derek enfiou o rosto em suas pernas. Apolo jogou a cabeça para trás e soltou um gemido alto, lançando um olhar penetrante para Peter ao em seguida morder os lábios. Estava escuro onde Peter estava, apenas o chama do charuto e a fumaça era visível, mas ele tinha certeza de que Apolo conseguia ver seus olhos, pois o encarava diretamente ali. Aquele homem era diferente de tudo o que já tinha visto em sua vida.

 

Apolo prendia a língua entre os lábios e soltava um gemido longo cada vez que Derek alternava sua boca sobre seu pênis e sua entrada, o rosto estava vermelho, assim como seu peito por conta de segurar suas pernas. Derek não lhe dava tempo para respirar, parecia querer devorá-lo, pois forçava sua língua cada vez fundo de dentro do homem mais novo, na mão tinha seu próprio membro e o apertava com força.

 

Viu o momento em que Derek se deu por satisfeito e se colocou de pé, mandando Apolo sair da poltrona para ocupar seu lugar, voltando a sua antiga posição. Pegou seu pau e o colocou para cima, de modo que não foi preciso dizer nada para que o outro soubesse exatamente o que ele queria. Apolo colocou seus joelhos no espaço ao lado das coxas de Derek abraçou sua cintura e direcionou seu membro para penetrá-lo.

 

Quando o mais novo estava com ele totalmente dentro de si, os dois perderam seus olhos um no outro numa batalha interna infinita, nem um dos dois se moveu, embora quisessem de imediato. Peter colocou uma perna por cima da outra e soltou uma baforada de fumaça, seu pau pulsava na calça e implorava por atenção, mas o homem ignorou.

 

Apolo se aproximou para beijar Derek, mas afastou o rosto quando estavam bem próximo, ficou fazendo menção do movimento por alguns segundos, sempre desviando os lábios de última hora e beijando alguma outra parte de seu rosto. No fim levou seus lábios ao ouvido de Derek no lado a qual Peter não tinha visão e sussurrou algumas palavras, os dois riram levemente, e em seguida olharam na direção de Peter, vendo a fumaça e a silhueta de seu corpo. Peter não disse nada, mas sabia reconhecer uma provocação quando via uma.

 

Apolo então forçou seu corpo para cima até que o membro de Derek estivesse quase totalmente fora, e em seguida sentou novamente, para deleite do homem que conteve um gemido e para Peter que podia apreciar tudo com perfeição. Apolo o fez de novo e novo, segurando com as duas mãos o rosto de Derek para que este olhasse em seus olhos, até que entrou num ritmo constante que fazia sua bunda zoar com o impacto na pélvis do outro, que ajudava nos momentos com suas mãos grossas firmadas uma na sua cintura e outra no pescoço de Apolo.

 

Pareciam brigar entre si pelo controle da situação, porém Peter sabia que por mais que seu sobrinho odiasse ser subjugado, quem de fato tinha o controle alí era Apolo. Podia ver pelo olhar desesperado de Derek quando ele parava sentar sobre seu pau e, pela forma que constantemente ele buscava seus lábios, sendo impedido sempre que se excedia. Eram como testemunhar dois deuses se amando no Olimpo, uma obra de arte ao vivo e em carne, a performance mais incrível que Peter já tinha visto em sua vida. 

 

— Case comigo! - Ouviu Derek dizer com sua voz grossa entre um beijo. — O farei o homem mais feliz do mundo!

 

Em resposta, Apolo aumentou a velocidade dos movimentos, parecia estar galopando em alta velocidade por um campo aberto. Ele próprio não contia seus gemidos, lançou sua cabeça para trás e uivou junto de Derek que parecia querer ir cada vez mais fundo. Com mais duas estocadas, Derek soltou um longo gemido e deixou seu corpo chegar ao ápice dentro de Apolo, que não parou de se movimentar um segundo, prolongando a sensação do orgasmo, até que também ele próximo veio sobre o abdômen de Derek e caiu por cima dele ofegante. Estava feito.

 

Do escuro, Peter bateu palmas.


Notas Finais


Amanhã posto o epílogo gente, espero que tenham gostado do capítulo. Se puderem, me digam o que acharam ^_^


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