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História O Poder da Sedução Kim Seokjin - Capítulo 30


Escrita por: e AnaLynnkook


Capítulo 30 - Capítulo 30


Fanfic / Fanfiction O Poder da Sedução Kim Seokjin - Capítulo 30 - Capítulo 30

Ele saiu e meia hora depois eu já estava entediada. 

Voltei para o meu quarto e terminei o banho. 

Depois liguei a TV e fiquei jogada no divã tentando encontrar algo de interessante para ver.

Nenhum noticiário que eu pudesse assistir, ou seja, que fosse falado na minha língua. 

Deixei-a ligada num canal de fofocas. 

O mundo inteiro alarmado com algumas bobagens do meio artístico. 

Eu não tinha paciência para aquilo. 

Desliguei a TV, para começar a leitura de um livro que comprei para ser meu companheiro de viagem “O Deputado”.

Parecia ser um romance incrível e fiquei tão interessada que não resisti e tive que comprá-lo.

Mal li as primeiras páginas me perdi em pensamentos. 

Pensei no quão sugestivo era tudo aquilo. 

O canal de fofocas e o livro. 

Seokjin era um empresário importantíssimo, conhecido no mundo inteiro. 

Uma figura pública. 

Lógico que se qualquer “vacilo” nosso seria um prato cheio para alguém infernizar as nossas vidas. 

Aliás, poderiam até mesmo inventar ou “fabricar” algo, só para vender algumas revistas.

Ai meu Deus! 

Eu estava em apuros. 

Imagine se um dia acordo com uma foto minha estampada na capa de uma revista ou tabloide de quinta, me acusando de ter um caso com um homem casado! 

Isso seria o meu fim. 

Como justificaria? 

O que diria a minha mãe? 

E meu pai?

Puta merda! 

E Nicole? 

Não. 

Era melhor não pensar em nada daquilo naquele momento.

Caminhei até a minha parede de vidro já  completamente em pânico. 

Nem a maravilhosa imagem de Dubai aos meus pés me fazia relaxar.

Eu e Seokjin estávamos nos arriscando demais.

Ele, por não poder se desfazer do casamento, sabe-se lá o porquê, e eu, por não querer admitir para o mundo que me apaixonei por um homem casado. 

Pode até ser uma fraqueza ou infantilidade, mas encarar as pessoas e assumir que não respeitei um casamento, ainda era algo bastante complicado para mim.

Eu não devia ter assistido a aquele canal de fofocas. 

O livro seria uma opção muito mais saudável. 

O som estridente da campainha me fez saltar. 

Quem seria? 

Quem poderia ser?

Fui até a porta e deparei com Jackson. 

O que ele queria? 

Seokjin não iria gostar nada, por outro lado, pensando bem, seria ótimo para despistar os curiosos de plantão. 

Eu só podia estar ficando maluca com aquelas ideias. 

Abri a porta e ele sorriu para mim.

- Jackson! – segurei a porta para que ele não entrasse.

- Jess! – estava animado demais. 

– Pensei que já estava dormindo. 

Vim só conferir – sorriu sem graça.

- E eu pensei que você estivesse com os  outros no jantar proibido para mulheres – ele me olhou com uma interrogação estampada no rosto.

Então não era proibido para mulheres? 

Por que Seokjin disse que eu não poderia ir?

- Eu estava muito cansado. 

Preferi ficar e recuperar minhas energias para amanhã. 

Teremos um longo dia – pelo menos das reuniões eu participaria. 

Seokjin não me impediria.

Olhei para o corredor onde nossos quartos ficavam. 

Logo após o do meu chefe havia uma de sala de estar que seguia o padrão dos quartos, ostentando a parede de vidro e a mesma visão de Dubai. 

Pensei em irmos para lá se o papo se prolongasse muito.

– Estou indo jantar. 

Não queria ficar no quarto e me lembrei de que você não tinha acompanhado os outros, então vim verificar se não gostaria de conhecer o restaurante do subsolo. 

Ele é maravilhoso. 

Parece eu estamos em um aquário.

Acredito que vá gostar muito – seus olhos brilhavam como os de um adolescente.

Analisei a situação. 

Eu estava com fome?

Não muita. 

Por outro lado estava entediada e quase paranoica trancada no quarto? 

Sim, claro.

Seria bom conversar sobre algo que não fosse meu caso com meu chefe? 

Seria maravilhoso.

Jackson era engraçado, conseguia ser agradável e até divertido. 

Seokjin com certeza ficaria naquele jantar até altas horas. 

Decidi que poderia ser uma boa ideia.

- Preciso de dez minutos – de repente eu estava muito animada.

- Tudo bem – Jackson hesitou à porta e coçou a cabeça. 

Eu não o mandaria entrar, seria demais. 

– Ficarei aguardando por você na salinha ali da frente.

Corri para dentro do quarto e procurei por um vestido de seda que eu levara para ocasiões como aquela. 

Era floral, bem discreto, destacando apenas sua tonalidade principal: rosa. 

Não pre- cisei me preocupar com a questão da vestimenta adequada para a cultura. 

Estávamos no hotel, onde todos eram turistas. 

Dava para me sentir normal, ao menos um pouco. 

Soltei meus cabelos e passei uma maquiagem básica. 

Muito rápido fiquei pronta e me vi completamente animada para aquele jantar. 

Por que seria?

Jackson arregalou os olhos ao me ver. 

Tive medo de ter errado em alguma coisa.

- Uau! 

Você está... 

Esplêndida. 

Muito bonita mesmo – sorri satisfeita com o elogio.

O restaurante era algo admirável. 

Sentar à mesa, sabendo que estávamos abaixo do mar, onde a água era contida apenas pela tradicional parede de vidro, admirar o lindo coral artificial, e os peixes nadando como se não estivéssemos ali, era algo indescritível. 

Jackson acertou em cheio.

Ganhou vários pontos comigo. 

Bem... 

Não da forma que ele gostaria, mas como um bom amigo.

- Conhece a cozinha árabe? – pegou o cardápio, analisando-o.

- Apenas o básico, como kibe cru – ele riu.

- Vou pedir um bom vinho, você me acompanha? – concordei, afinal, não faria mal a ninguém.

Vinho seria perfeito em um ambiente como aquele. 

Eu não conseguia parar de olhar. 

Jackson fez o pedido e aguardou enquanto eu me deslumbrava com tudo ao nosso redor.

- Você fica divina quando está tão encantada – recuei um pouco com a investida dele.

– Normalmente fica tensa, principalmente na presença de Seokjin, e não a culpo, ele realmente é intimidador, principalmente quando o assunto é trabalho – fiquei sem saber o que dizer. 

Não queria entrar no assunto “Seokjin”, especialmente porque Jackson nunca entenderia o motivo da minha tensão.

- Não fico tensa, fico alerta – sorri forçadamente para ele. 

O garçom chegou e serviu o nosso vinho. 

Bebemos em silêncio.

- Fico feliz em saber que Seokjin não tem esse poder sobre você – como assim? 

Acho que meu olhar foi o suficiente para incentivá-lo a continuar falando. 

– Ele tenta manter todo mundo afastado, no entanto você está aqui, comigo. 

Isso é bom.

- Jackson, acho que você não... – eu já estava completamente ruborizada.

- Ah Jess, não desta forma. 

Por favor, me desculpe se a fiz acreditar que Seokjin tem esta postura por outros motivos – ele parecia sincero.

– Ele é sempre assim. 

Gosta de ter o controle sobre as coisas e pessoas. 

Não é algo pessoal, desculpe se me expressei mal – relaxei.

- É. 

O Sr. Kim tem mania de controle – bebemos um pouco e Jackson logo começou a falar de outros assuntos.

Ele fez os pedidos. 

Eu confiei no que indicava e no final acabou dando tudo certo. 

O jantar foi agradável e Jackson não ficou o tempo todo me paquerando como pensei que ficaria. 

Conversou sobre a arquitetura de Dubai e comparou com a de Seul. 

Fez várias colocações interessantes sobre a economia do país e a importância dos contratos que fomos fechar.

Ele era uma pessoa interessante. 

Sempre preocupado em agradar. 

Seria o cara ideal para qualquer mulher, mas não para mim. 

Pensei no que Nicole disse sobre ele não ser uma boa pessoa. 

Aquilo era estranho.

Continuamos bebendo o vinho depois do jantar e ele permaneceu procurando assuntos interessantes para prender a minha atenção.

Quando percebi as horas tinham corrido. 

Droga!

Seokjin iria ficar furioso quando descobrisse que estive sozinha com Jackson por tanto tempo.

Aleguei que estava com muito sono e que o vinho havia contribuído para isso e Jackson concordou que fossemos embora. 

Enquanto aguardávamos o elevador cada segundo parecia uma eternidade. 

Comecei a bater meu pé no chão, contrariada com a demora.

- Nervosa? – ele percebeu.

- Um pouco. 

Já está tarde. 

Eu não dormi muito bem na noite passada e preciso recuperar o sono para trabalhar adequadamente amanhã – dei a ele minhas desculpas. 

O elevador chegou e entramos. 

Eu fiquei mais relaxada. 

Em segundos estaríamos em nossos quartos.

O elevador parou dois andares acima e não acreditei no que vi. 

Só podia ser uma piada do destino. 

Seokjin aguardava para subir. 

Conversava com Jimin e Frank animadamente e não notou a minha presença. 

Não a princípio. 

Mas assim que virou para entrar, nossos olhares se encontraram.

Puta merda! 

Eu estava morta. 

Seokjin me olhou com olhos estreitos, verificando minha roupa. 

Olhou para Jackson com olhar feroz.

- Srta. Jung? – eu podia sentir a ironia em suas palavras – Jackson?

- Seokjin, que coincidência. 

Eu e Jess estávamos jantando e acabamos perdendo a hora – Jackson sorriu inocentemente.

Seokjin, calado, de costas para nós dois,  permaneceu em silêncio durante os eternos segundos da nossa viagem dentro do elevador.

Quando paramos ele saiu nos dando passagem.

Uma postura educada, no entanto eu sabia exatamente o real motivo daquela atitude. 

Queria desesperadamente correr e me trancar, porém chamaria muita atenção.

- Vamos beber algo na saleta do fundo? – Frank convidou, Jimin e Jackson concordaram.

- Estou muito cansada – apressei-me em dizer. 

Alcancei minha porta e entrei correndo para o quarto. 

– Boa noite!

Ele vai me matar. 

Definitivamente ele vai.

Corri por dentro do aposento e alcancei a passagem que dava acesso ao quarto dele no mesmo instante em que o ouvi fechar a principal.

Bati a porta e a tranquei por dentro. 

Eu adiaria o confronto. 

Nem que fosse por um dia. 

Ouvi seus passos em minha direção e depois vi a movimentação da maçaneta. 

Estava trancada. 

Ele tentou mais duas vezes e depois a empurrou. 

Meu coração acelerou.

- Jessi, sei que está aí – meu lado covarde estremeceu. 

– Jessi? 

– Chamou contendo a voz. 

– Abra – permaneci calada. 

– Droga, Jessi! 

Abra logo esta merda - ele forçou a porta me deixando mais assustada. 

– Sei que está aí, não adianta fingir.

- Seokjin, por favor! – implorei e ele forçou ainda mais a porta. 

Estava furioso.

- Abra – ordenou com a voz baixa e autoritária.

- Não – ao menos eu estava segura do outro lado.

- Você sabe ser corajosa quando quer. 

Por que não abre logo esta merda e me enfrenta?

- Porque você está nervoso e eu estou com medo.

- É bom que tenha medo mesmo. 

Pela primeira vez está sendo sensata. 

Porque, quando eu colocar minhas mãos em você, não vai sobrar nenhum pedacinho de Jung Jessi para Jackson.

- Não seja absurdo, Seokjin. 

Nós apenas fizemos companhia um para o outro no jantar.

Não aconteceu nada demais para este desespero todo – implorava mentalmente para que ele entendesse.

- Então porque trancou a porta?

 Se não aconteceu nada demais pode me dizer isso diretamente, olhando em meus olhos, não é?

- Não. 

Não posso. 

Você está me aterrorizando, Seokjin. 

Que droga! 

Vive me pedindo para confiar em você, para acreditar na sua história com Cris, fazendo-me ir contra todos os meus princípios para viver o que nós vivemos e é assim que me retribuí? – eu podia sentir meu gênio ruim se apoderando das minhas atitudes. 

– Todas as vezes que alguém se aproxima você age como se eu fosse a pior das mulheres. 

Se não confia em mim então me deixe livre, Seokjin.

Era muito fácil falar estando protegida por uma porta. 

Ele ficou em silêncio por tanto tempo que pensei que tinha desistido e ido embora.

- Você tem razão – falou baixinho. 

– Não desconfio de você, apenas não confio neles e, só de imaginar aqueles párias tentando te comer, Jess, eu fico... 

Eu fico louco de ciúmes. 

Não consigo me controlar. 

Fico muito furioso, mas não deveria descarregar minha raiva em você. 

Por favor, me perdoe! – meu coração amoleceu com aquelas palavras. 

Seokjin era encantador quando queria.

- Você não está mais irritado? – eu já estava com a mão na maçaneta para destrancar a porta.

- Estou, mas não com você. 

Neste mo- mento só quero abraçá-la e sentir seu cheiro. 

Beijar sua pele, seus lábios. 

Tocar seu corpo e ter a certeza de que é minha e que nunca deixará de ser. 

Abra a porta – pediu com a voz rouca de desejo. 

– Vamos continuar de onde paramos.

Puta merda!

Minha mão teve vontade própria e destravou a porta. 

A chave passou direto. 

Tentei mais uma vez. 

Nada. 

A infeliz continuava trancada e a chave não surtia nenhum efeito. 

Forcei um pouco procurando por alguma falha, mas ela continuou trancada.

- Qual é o problema? – Seokjin estava ansioso.

- A porta não abre – eu já começava a entrar em desespero.

- Como assim não abre? 

Tenta outra vez – tentei e nada.

- Não abre.

- Droga, Jess! 

Por que trancou a porta?

- Por que você ia me matar.

- Vou matar você agora. 

Como vou conseguir entrar?

- Não sei, Seokjin, não faça pergunta difícil, tá? 

Já estou no meu limite.

- Ótimo. 

Vou arrombar.

- Não – quase gritei. 

– Está louco? 

Vai chamar a atenção de todos.

- E o que eu faço então? – ele gritava do outro lado. 

Eu estava abusando da sua paciência.

- Tente vir por fora.

- Por fora não dá. 

O pessoal está na salinha aqui da frente – lembrou. 

– Merda, Jess. 

Eu preciso de você. 

Estou extremamente excitado.

Queria uma noite fantástica e fomos impedidos porque você amarelou.

- Eu amarelei?

- Sim. 

Ficou com medo de mim e correu para trancar a porta. 

Parece uma criança com medo do pai.

- Desculpe se você às vezes parece mesmo o meu pai – revirei os olhos. 

Ele agia como um louco todas as vezes que algum homem encostava em mim e eu estava errada em sentir medo?

- Eu vou arrombar esta droga de porta –começou a se afastar.

- Não, Seokjin, por favor! – implorei.

- Jess, eu preciso de sexo e preciso de sexo com você. 

Não vou conseguir dormir sabendo que a única coisa que me impede de tocá-la é uma merda de uma porta.

- Vamos esperar.

- Esperar o que?

- Esperar que eles decidam dormir, aí você vem – tive medo de onde aquilo iria dar.

- Você vem para cá – utilizou o seu melhor modo mandão.

- Seokjin! – implorei.

- Ok. 

Ok. 

Eu vou. 

Droga! 

E o que vamos fazer enquanto esperamos?

- Ligue para mim – sugeri lembrando-me  do nosso primeiro contato sexual. 

Seokjin riu do outro lado.

- Eu tinha certeza que você havia gostado – sua voz indicava que estávamos chegando a uma solução.

- Eu gosto de tudo desde que seja com você – fiquei bem pertinho da porta sussurrando para ele.

- Ok. 

Pro quarto, Jessi. 

Vou ligar para você.

Corri para o quarto e me joguei na cama  rindo como uma adolescente excitada com seu primeiro namoradinho. 

O telefone tocou me deixando mais do que desejosa da nossa brincadeira.

Seokjin era fantástico até por telefone.


Notas Finais


Opa o que vai rolar nesse telefonema em já já postou mais um 😙😙💜💜💜💜💜


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