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História O poder das circunstâncias ( Taeyoonseok) - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Aquele sentimento confuso


Fanfic / Fanfiction O poder das circunstâncias ( Taeyoonseok) - Capítulo 4 - Aquele sentimento confuso

 Jimin não estava nem um pouco ansioso quando foi até seu novo cliente, que ele agora tinha graças a Taehyung, mas ao ver o carro na porta do seu apartamento o esperando obviamente o deixou inseguro, depois ver que não estava indo para nenhum hotel cinco estrelas que preza pela discrição,  ficou ainda mais assustado.

 Jimin não entendia muito bem do mundo dos negócios de onde aqueles caras vinham, mas sabia uma coisa sobre seu novo cliente. Ele era poderoso, gostava de impor autoridade, já que invadiu seu anonimato e mandou buscá-lo em casa, não lhe deixando opções senão obedecer e o fato de não esconder suas transgressões, como pagá-lo por sexo, de sua vida pessoal, significava que não existia muita coisa na qual ele temesse.

 Mostrar poder daquela forma só dizia uma coisa, Jimin não teria nenhuma opção há não ser dizer sim para aquele homem e nesse momento, em frente sua porta de mogno chinês, Jimin temeu o que encontraria do outro lado da porta.

 

 Jungkook odiou saber que não teria o garoto que estava no apartamento de Namjoon, mas o mais velho prometeu alguém tão bom quanto e ele estava entediado o suficiente para não lhe dizer não.

 No entanto, se impressionou com o que viu ao abrir a porta.

 Ele era baixinho, tinha os cabelos milimetricamente arrumados num tom acinzentado, seus olhos eram incríveis, mas aqueles lábios fez coisas com Jungkook.

 É justo dizer que Jeon Jungkook ficou fascinado e isso não é algo fácil de dizer sobre a opinião do cara. 

- Não imaginava que você atenderia pessoalmente a porta, mas adoraria que me chamasse para entrar mesmo assim.

 Jungkook balançou a cabeça, feito uma criança pega cochilando na sala de aula.

 Nem lembrava a última vez que ficou sem palavras. 

- Entre. - Jungkook deixou a porta aberta e voltou à sala, na esperança de que o garoto o seguisse.

 Ele sentou numa poltrona com as pernas cruzadas e apontou com as mãos para que o garoto sentasse à sua frente. 

- Qual seu nome?

- Jimin, Sr. - Jimin era um bom sobrevivente e o fato de que o homem não o corrigiu a ser chamado de Sr. provou o quanto ele estava certo sobre o homem ser poderoso e gostar disso.

 Jungkook apertou os lábios intrigado, olhando o garoto com mais atenção dessa vez. 

- É normal que dê seu nome verdadeiro a um cliente?

- Não senhor.

- Então por que deu ele a mim?

- Sabe meu endereço, me parece um homem pragmático. À essa altura deve saber sobre a minha vida inteira.

 Jungkook riu, se lembrando do dossiê na sua mesa de escritório ao lado de onde os dois conversavam agora mesmo. 

- Parece um homem inteligente Sr. Park.

 Jimin tentou não tremer de medo, mas não podia fazer nada sobre a linha de suor escorrendo da sua nuca até o meio de suas costas. 

 Seu instinto lhe dizia que seu medo era um mal sinal. Sua mente estava mandando seu instinto enfiar o medo no cu. Seu coração só sabia suspirar com tamanha beleza de seu novo cliente.

- Vem de uma família rica, faz uma boa faculdade. Por que se prostitui?


Que merda é essa? A porra de uma entrevista de emprego?! 


- Por que quer saber, Sr.?

 Jungkook colocou a língua na bochecha por dentro da boca, olhando Jimin com quase fúria nos olhos.

 Ele odiava ser desafiado. 

- Responda a pergunta Park.

- Gosto de sexo, mas prezo pela discrição, se sair transando com todo mundo, o nome da minha família será manchado de certa forma. Se me pagam por isso, temos um acordo mútuo de sigilo, ninguém quer que um segredo desses se espalhe. Não é mesmo?!

 Jungkook concordou, sem dar muita importância com o fato. 

- Como?

- Desculpa?

- Como gosta do sexo.

 Jimin se ajeitou no sofá, um pouco desconfortável.

 Aquele homem o deixava completamente desconcertado. Algo em sua postura parecia sugar o ar ao seu redor o tempo todo, lhe impedindo de respirar ou de pensar. 

- Gosto do olhar que recebo ao posicionar meus lábios ao redor de um pau. Tenho lábios grossos e avermelhados e ficam bem com porra escorrendo sobre ele.

 Jungkook apertou as mãos em punho sobre a calça social que vestia, o que não passou despercebido por Jimin, mas ele fingiu não notar o ocorrido. 

- O que mais ?

 Jimin suspirou desanimado. 

- Do que você gosta? - Jimin resolveu responder com uma pergunta.

- Obediência.

 Jimin concordou pensativo. 

- Posso ser obediente.

- Não tenho tanta certeza.

 Jimin fez um biquinho fofo de decepção e Jungkook se remexeu desconfortável mais uma vez.

 Pelo menos uma coisa Jimin sabia, ele mexia com o cara sentado na sua frente. 

- Me teste e vai descobrir.

 Jungkook encarou o menor por pelo menos um minuto, sorrindo em contentamento ao ver Jimin suar de nervoso sob seu olhar analítico.

 Ele se levantou, indo até uma prateleira de livros e pegou um livro em suas mãos delicadas, o analisando por um tempo antes de voltar para onde estavam. 

- Leia pra mim.

 Jimin pegou o livro nas mãos em completa confusão. 

- Quer que eu leia para o Sr.? - Jimin só não gargalhou porque tinha medo de virar comida para cães, mas realmente quis muito.

- Se gaguejar ou cortar as palavras ao meio, você não servirá pra mim. - Jungkook falou enquanto desatava o nó da gravata com agressividade, para logo depois dobrar a manga de sua camisa social até a altura dos cotovelos. Jogando as abotoaduras na mesa de centro.

- Estamos entendidos Park?

- Sim senhor.

- Então o que está esperando?

 Jimin engoliu em seco, abrindo o livro com certo receio.

 Era a primeira edição de um livro infantil. " A chapeuzinho vermelho".

 Jimin não sabia bem o que fazer com aquele fato, além de estranhar o óbvio.

- Coloque o livro na altura do rosto, quase encostando o nariz nele, mas baixo o suficiente para conseguir ler. Não trema as mãos e não desvie o olhar do livro em nenhuma circunstância.

 Jimin suspirou, ele queria água, mas estava com medo de pedir. 

- Comece.

- Era uma vez… Uma garotinha que tinha que levar pão e leite para sua avó. Enquanto caminhava alegremente pela floresta, um lobo apareceu e perguntou-lhe onde ia. À casa da vovó - respondeu ela prontamente.


 Jimin ouviu o som de movimentação, mas não podia ver o que era, depois sentiu os dedos gelados descendo o zíper da sua calça. 

 Os dedos gelados de Jungkook colocou seu pau mole pra fora da calça e ele vibrou com sua voz, mas não tremeu, ao contrário de seu corpo que tremia de antecipação e medo do desconhecido.

 

- O Lobo muito esperto, chegou primeiro à casa, matou a vovó, colocou seu sangue numa garrafa, fatiou sua carne num prato, comeu e bebeu satisfatoriamente, guardou as sobras na despensa, colocou sua camisola e esperou na cama.


 Ele queria se envergonhar por não ter uma ereção, mas com a concentração na história era difícil ter qualquer coisa.

 Jungkook colocou seu pau na boca e começou a mamá-lo com tanta vontade, que ele sentiu a baba do mais velho caindo pela cueca e o jeans.

 Agora ele queria que seu corpo não reagisse a isso, mas não demorou muito em ficar duro e sua voz afinou algumas oitavas acima. 


- Toc. Toc. Toc. Soou a porta. - Entre, minha querida - disse o lobo. Eu trouxe o pão e o leite para a senhora, vovó - respondeu Chapeuzinho Vermelho. - Entre minha querida. E coma algo, tem carne e vinho na despensa - disse o lobo.


 Jimin sentiu suas mãos suadas umedecer as folhas sensíveis daquele livro antigo, sua pele estava puro suor e ele confessa que quase gemeu ao sentir seu pau na garganta de Jungkook, mas não o fez. No entanto, não pôde evitar que sua visão nublasse um pouco ao gozar na garganta do maior, o fazendo gaguejar no final da terceira folha. 

- Levante-se.

 Jimin sentiu as pernas falharem por um instante, mas levantou sem maiores constrangimentos. 

- Venha. Não arruma a roupa.

 Ele se sentiu meio ridículo, andando pela casa com o pau pra fora, mas foi mesmo assim.

 Aquilo tudo estava estranho demais para ser considerado normal, mas acabar na cozinha foi ainda mais chocante. 

- Desça a calça até às pernas e se debruce na bancada. 

 Jimin o obedeceu, sentindo o mármore gelado nos quadris.

 Ele parecia uma criança teimosa pronto para levar umas palmadas. 

- Você gaguejou Park.

 Jimin fechou os olhos, se sentindo ansioso com o que viria a seguir.

- Sinto muito senhor.

- Já tomou no cu Park?

 Jimin enrugou a testa confuso, vendo Jungkook abrir a geladeira. 

- Hamm...

- Posso te embebedar?

 Jimin estava ainda mais confuso e  com a mente perdida por ter gozado num dos mais confusos boquetes de toda sua vida. 

- Pode fazer o que quiser, senhor.

 Isso era a verdade. Estava no seu contrato.

 Jungkook riu seco. 

- Coloque os joelhos no balcão, se agache e abra sua bunda com uma mão de cada lado.

 Jimin quase chorou com aquilo. Era muito humilhante, mas o que ele podia fazer?!

 Jungkook gemeu com a ação do menor que o obedecia de maneira metódica. Jungkook sentou numa banqueta para admirar a cena de perto, sem conseguir evitar beijar a sua entrada com poucos minutos assistindo o irresistível Park tão vulnerável na sua mesa. 

- Sua bunda é gostosa.

 Jimin gemeu rouco, tentando não esfregar a bunda na cara de Jungkook, mas ele queria, queria muito que aquela língua quente entrasse ainda mais nele.

 Jungkook abriu uma garrafa do que parecia ser champagne e enfiou dois dedos a seco em Jimin que mordeu os lábios e choramingou manhoso com a dor. 

- Posso aliviar essa dor, Park?

- Por favor, senhor.

- A bondade vem com um preço, nunca se esqueça disso.

 Jimin engoliu em seco. 

- Sei sua altura e peso, então sei o quanto posso te embebedar, mas amanhã não vai ser um bom dia pra você. Esse será meu preço por ser bonzinho com você. Aceita?

 Jimin não entendeu nada, mas sabia que não havia espaço ali para dizer não. 

- Aceito, senhor.

 Jungkook colocou o bico da garrafa na entrada de Jimin e deixou que, pelo menos a quantidade de duas taças de champanhe, entrasse no seu organismo.

 Agora ele entendia sobre o " tomar no cu" que Jungkook estava se referindo. Era um termo literal.

 Aquilo era perigoso, o ânus absorve melhor uma substância do que qualquer outra parte do corpo. Ele já se sentia grogue e com a boca seca antes mesmo da boca da garrafa sair de dentro dele e Jungkook puxá-lo para frente. 

- Segure a bebida dentro de você.

 Jimin travou o cu, puto por ser colocado no chão da cozinha de qualquer jeito.

- Bom garoto.

 Jungkook se posicionou atrás dele, o puxando pelo quadril e enfiou o pau no seu ânus trincado.

 Jimin gritou de dor e sentiu o corpo mole, mas não demorou muito para o prazer queimar seu rosto e ascender todo seu corpo.

 Ele adorava sexo selvagem, mas bêbado era muito melhor e Jimin estava muito bêbado agora.

 Jungkook o fodeu com tanta força, que ele mal entendia exatamente o que aconteceu para ele gozar tão rápido pela segunda vez. O excesso de bebida na sua entrada deixava tudo escandalosamente barulhento, molhado e muito sexy.

 Seus joelhos arranharam no piso e a calça nas suas pernas o prendiam numa posição desconfortável entre as pernas de Jungkook, mas nada disso foi tão melhor do que ter os cabelos puxados com força durante o sexo.

 Jungkook xingou um pouco, depois saiu de dentro de Jimin, tendo um pouco de champanhe escorrendo pelas pernas do menor.

 Ele puxou Jimin pelos cabelos, até girá-lo no chão gelado e abaixar sua cabeça no piso.

 Jungkook tirou a camisinha com a mão livre, que aliás, Jimin nem notou que ele estava usando e gozou no rosto do menor, balançando o pau para que o garoto não perdesse nenhuma gota. 

- Limpa. - Jungkook disse sem muita explicação.

 Jimin cambaleou no chão, sem nenhuma ajuda do homem de joelhos na sua frente.

 Ele conseguiu sugar o pau do maior, mas não fez seu melhor trabalho. 

- Limpa o chão também. - Jungkook ordenou, apontando para o chão onde tinha algumas gotas de porra.

 Jimin fez, mesmo com a visão turva e o equilíbrio prejudicado. 

- Tenho que admitir Park. Você lida bem com um castigo.

 Jungkook o pegou no colo, o livrando de toda sua roupa até chegarem no quarto. Ele limpou o rosto de Jimin com lenço umedecido com cheiro de neném e o vestiu com um moletom enorme, com cheiro de Jungkook, que na verdade era suave e delicado, nada comparado ao dono.

 Jimin adorou ser cuidado por Jungkook, ele era cuidadoso e gentil, mas seus olhos eram frios e sem nenhum sentimento em contradição. 

- Yugyeom -  Jungkook chamou e Jimin notou a presença de um segurança entrando pela varanda aberta do quarto.

 Ele tentou descer o moletom, levando um tapa nas mãos. 

- O que está fazendo? - Jungkook perguntou irritado.

- Eu pensei…

- Nunca se esconda na minha frente. Entendeu?

 Jimin enrugou a testa, murmurando um sim confuso. 

- Não parece que entendeu.

- Eu entendi.

 Jungkook continuou encarando o menor, pensativo.

- Ajoelha.

 Jimin sentiu uma pontada de dor nos joelhos machucados, mas a bebida aliviava bastante. Ele ajoelhou, ouvindo Jungkook dizer um "fique" ao segurança, que estava prestes a se retirar.

 Jungkook sentou na beirada da cama e puxou Jimin pelo pescoço, descendo o zíper do jeans e o fazendo engolir seu pau até a garganta.

 Jimin engasgou e tossiu, ainda um pouco grogue e Jungkook demorou muito para gozar na segunda vez, o que machucou demais a garganta dolorida do menor. 

- Abre a boca. 

 Jimin mostrou toda a porra que tinha na língua, mas honestamente ele estava prestes a desmaiar de tão bêbado. 

- Engole.

 Jimin o fez, tossindo um pouco no final.  

 Jungkook pegou o rosto de Jimin e virou na direção do segurança chamado Yugyeom. O menor não conseguiu evitar em ficar vermelho de vergonha, principalmente porque tinha um fio de porra e saliva escorrendo dos seus lábios inchados e cortados em um dos cantos. O segurança não se atreveu a virar o rosto, mesmo que estivesse morrendo de pena do garoto de aparência tão inocente nas mãos de alguém tão perigoso como seu chefe.

- Nunca mais se esconda na minha frente ou terá que fazer mais showzinhos como esse.

 Jimin concordou com a cabeça, sentindo lágrimas de exaustão rolarem pelo rosto.

 Ele não se sentia mal, só muito confuso. Eram sentimentos desconhecidos os vivenciados naquele lugar, até agora.

- O leve no colo até seu apartamento. Pague 10mil a mais e o coloque na cama.

 Jimin soluçou mais uma vez, parecendo ainda mais infantil do que sua aparência transmite, mas mal teve tempo de sentir ombros largos o levantando, já que ele tinha quase certeza que havia desmaiado ou pelo menos dormia profundamente.

 

 Jungkook olhou para baixo em confusão. Não entendia porque havia pegado leve com Park, não entendia boa parte do que estava sentindo naquele momento na verdade.

 Ele gostou do garoto e isso eram más notícias a Park Jimin. Não havia nada que Jungkook colocasse as mãos que não se corrompia. Jeon não era um homem bom e adorava o fato de Jimin parecer tão inocente, isso o deixava ainda mais apetitoso.

 Era uma pena que ele se cansasse tão fácil de suas presas. Jimin era delicioso e ele estava esfomeado.

 Ele queria mais.

 Ele sempre queria.

Agora, de uma coisa Jungkook teve certeza aquela noite. Jimin não era nada obediente.


...


 Taehyung odiava o sorriso que tinha no rosto agora. Tinham acabado de chegar flores e chocolates em seu apartamento e ele não conseguia parar de ler e reler o pequeno cartão anexado aos presentes.


" Sentimos saudades" . - Suga & Hobi


 Taehyung queria que aquilo não fosse tão confuso. Lidar como se fossem só dois clientes querendo sua atenção, mas ele estava começando gostar mais do que devia. Gostava de toda aquela atenção, mesmo que boa parte dela estava relacionada a sexo.

 Ele finalmente colocou o cartão na geladeira, usando um conjunto de ímãs de unicórnios de Jimin e correu pela porta apressado.


 Não foi antes do cair da noite que Taehyung voltou da rua, com a pele esfoliada e cheirando à menta fresca. Ele lembra a época em que tinha a pele oleosa e os olhos brilhantes e sonhadores, seu corpo era magro demais e suas unhas estavam sempre sujas pela limpeza braçal que fazia no chão do restaurante onde ele lavava pratos em troca de uns trocados. 

 Taehyung sempre foi ambicioso desde pequeno. Sempre desejou ter o que não podia, no entanto agora ele se encarava no espelho da sala do apartamento que às vezes dividia com Jimin, se perguntando quem era aquela pessoa que o encarava de volta? 

 Certamente, não ele. 


- Você está bem Minnie? - Taehyung enrugou a testa confusa, ao ver Jimin capengar para a sofá na sala. Os olhos baixo, coberto de olheiras fundas.

- O cliente que você tão encarecidamente me deu, é um sádico. - Jimin disse com a voz cortada e rouca.

Taehyung enrugou as testa mais uma vez. 

Ele estava acostumado a mudar de opinião ao descobrir mais sobre uma pessoa na qual ele só viu uma vez, mas o moreno dificilmente parecia um sádico. 

- Ele te machucou?

 Jimin juntou as sobrancelhas em completa confusão. 

- Bem! Não, mas… - Jimin balançou a cabeça, tentando esquecer algo. - Enfim, ele me embebedou, me envergonhou e me chupou enquanto eu lia histórias infantis.

 Taehyung tentou não rir. 

- Eu devia ter dito que ele ficou duro ao me ver pagando de inocente e infantil no colo de Namjoon àquela noite.

 Jimin semicerrou os olhos na sua direção, lhe repreendendo silenciosamente. 

- Você devia ter definitivamente me dito. 

- A agência já mandou três mensagens em menos de 24hrs. Ele quer me ver de novo. Estão esperando minha confirmação.

- E você não quer?

 Jimin negou com a cabeça. 

- Estava bêbado demais para me lembrar bem de qualquer coisa, mas algo naquele cara…

- O que ? - Taehyung estava pela primeira vez preocupado.

- Sei lá, só...acho que tô com medo Tae.

- Você sabe que pode bloquear ele da sua agenda de clientes, certo?! Liga para o Namjoon e crie uma cláusula de distância, se realmente o quer longe.

- Acha que eu deveria fazer isso? - Jimin piscou lentamente, parecendo pensativo.

- Acho que tem que se sentir seguro no seu trabalho. Se o cara foi estranho e te assustou, se afasta.

- Vou só dizer que já tenho um compromisso marcado. Ele é um podre de rico excêntrico, pode arrumar outro brinquedo. Bloquear clientes daria uma péssima impressão minha para os chefes.

 Taehyung concordou. Parecia sábio, ele era sempre drástico quanto a sua segurança. Jimin sempre foi o mais paciente dos dois. 

- Só promete que vai se cuidar. - Taehyung se aproximou, dando um selinho em Jimin, como eles faziam desde o começo da amizade.

 Não havia nada entre Jimin e Taehyung além da mais pura e honesta amizade, mas todos na faculdade achavam que não era bem assim e nenhum dos dois realmente se importavam ou desmentiam.


 Taehyung se afundou na cama, espalhando os livros de economia entre os lençóis para estudar, coisa que ele não estava com cabeça pra fazer, mas não é como se tivesse escolha.

 Seu pai lhe enviou uma mensagem falando sobre a carta de aceitação nos testes novos para a doença de sua avó e que ele e sua avó estavam extremamente felizes e Taehyung sorriu com aquilo, fingindo estar surpreso por ela ter sido selecionada para o programa.

 Era bom saber que seus pequenos sacrifícios tinham valido a pena.

 Taehyung mal jogou o celular na cama e ele voltou a vibrar.


Suga:

 Precisamos nos encontrar.


 Taehyung franziu a testa para a tela iluminada do seu aparelho 


V:

 Quando?


Suga:

 Agora. Um carro está esperando na portaria.


 Taehyung bufou irritado. Tudo bem que Yoongi havia pago aquela semana para ele, mas Tae inocentemente achou que era para que ele descansasse da foda bruta de Hoseok, o que obviamente não parecia ser o caso.

 O loiro tremeu, só de lembrar da foda com Hoseok, mas logo apagou as imagens da mente, tentando se vestir com algo apresentável.


 O motorista parecia educado e distante, o que deixou Taehyung mais confortável para simplesmente ignorar sua presença por todo o percurso.

 Eles chegaram no apartamento, que Hoseok comprou para que eles fodessem e suspirou desanimado.  Ele só queria descansar.

 Quando a porta foi aberta, Taehyung precisou engolir em seco e se concentrar para continuar andando. Já que Yoongi mal olhou para ele e já apontou para a figura sentada no sofá com cara de poucos amigos. 

- Venha  aqui, Kim. - Hoseok ordenou, o que o corpo de Taehyung resolveu obedecer sem mesmo consultá-lo.

 Quando ele deu por si, já estava ajoelhado entre as pernas do mais velho. A cabeça baixa encarando sapatos caros e as dúvidas em sua mente acumulando à medida que seu coração trabalhava duro para se manter batendo. 

- Por que vendeu meu presente? - Hoseok perguntou parecendo, ofendido?!

 Taehyung ergueu os olhos, vendo o AP de ouro entre um dos seus dedos.

 Ele nunca odiou tanto um relógio em toda sua vida. 

- Eu queria comprar roupas e não tô acostumado a usar essas coisas. - Taehyung mentiu, ganhando um olhar avaliador na sua direção.

- Está mentindo.

 Taehyung engoliu em seco. 


Por que aquele homem tinha que ser tão desconcertante?! 


- Eu vendi porque queria juntar dinheiro para um carro novo.

- Taehyung. - A voz de Hoseok veio rouca, irritada e com um aviso implícito para que ele não brincasse com fogo.

- Posso fazer isso a noite toda Sr. Jung. - Taehyung se agradeceu por não gaguejar. - A verdade é que não lhe devo satisfação nenhuma do que faço ou deixo de fazer com os presentes que me são dados.

 A aparência de Hoseok permaneceu imutável. Tirando o fato de sua mandíbula parecer mais proeminente que o normal.

 Yoongi deu uma risadinha de deboche atrás dele, fazendo Hoseok entortar os lábios em desgosto. 

- Ninguém fala comigo assim.

 Taehyung tentou não sair correndo em prantos daquele lugar. 

- Não sou ninguém. Se não está satisfeito com meus serviços… - Taehyung sentiu seu trapézio tensionar enquanto a boca secava. - Bom! Acho que sabe o que fazer.

 O loiro sentiu uma mão acariciar seus cabelos e ele fechou os olhos, percebendo sua tensão se esvair um pouco. 

- Pirralho atrevido. - Hoseok murmurou irritado.

- Eu sinto muito Hobi. Se eu soubesse da importância do relógio, não teria aceitado. - Taehyung disse um pouco menos agressivo dessa vez.

 Isso era verdade afinal.

 Hoseok estalou a língua no céu da boca.  

- Quero foder sua boca atrevida. - Hoseok falou, sem mais nem menos.

- Então fode - Taehyung tentou não suspirar desanimado.

  Ele estava puto, não queria chupar o desgraçado, mas de certa forma o exato pensamento o excitava de um jeito estranho.

 Taehyung estava descobrindo coisa sobre ele que ele não gostaria de saber e era tudo culpa daquele casal estranho. 

- Queremos seus serviços exclusivamente. - Yoongi disse, fazendo as mãos no zíper de Hoseok travarem.

 Ele se levantou assustado, arregalando um pouco os olhos e Hoseok bufou por não ter a boca de Tae ao redor do seu pau necessitado. 

- Não. - Taehyung disse quase sussurrando.


 O que estava acontecendo com aqueles dois?! 


- O que disse? - Yoongi parecia tão incrédulo quanto Hoseok.

- Você me ouviu. Eu disse não.

 Hoseok se arrumou desconfortavelmente no sofá. 

- Podemos ao menos saber o porquê?

 Taehyung tentou arranjar uma desculpa, mas era difícil pensar com os dois olhando para ele daquele jeito. 

- Eu… não quero me amarrar a clientes tão cedo, quando vocês cansarem do novo brinquedinho, vai ser difícil arrumar uma nova cartela de clientes já que vou estar fora do mercado por um tempo.

 Yoongi franziu os lábios, odiando a forma que Taehyung se tratava como mercadoria, apesar deles estarem fazendo o mesmo.

 Era como se Taehyung fosse um pedaço de carne e ele odiava isso por mais hipócrita que o sentimento fosse. 

- Além de Yoongi, não quero que mais ninguém te toque. Odeio dividir. Eu triplico o valor. - Hoseok estava tentando lidar com aquilo como fazia com qualquer uma de suas transações, mas algo em seu peito pareceu acordar com a rejeição do loiro atrevido.

- Não é o dinheiro.

- Então o que é? - Yoongi parecia tão desesperado que Taehyung precisou fechar os punhos para não andar até o homem e consolá-lo.


Ele não precisa da porra do seu carinho, idiota. - Taehyung gritou em sua mente perturbada.


- Não sei se entendeu direito Taehyung. - Hoseok começou irritado. - Vamos te dar tudo. Roupas, carro, dinheiro. Porra! Esse apartamento é seu a partir de hoje, tudo que precisa dizer, é sim.

 Taehyung abaixou a cabeça confuso.

 Talvez aquilo não fosse tão ruim. Ser o brinquedo privado de apenas dois dos seus clientes.

 Tae não sabia o que pensar. Ele estava com sentimentos estranhos por aquelas pessoas, precisava pensar profissionalmente.


 Acompanhantes de luxo deixam seu coração em casa.


 Taehyung repetiu seu mantra mais algumas vezes. 

- Quero somente o valor dos meus programas e roupas quando me quiserem em algum lugar onde preciso me vestir com roupas que não posso pagar. Quero pelo menos dois dias da semana só pra mim e vocês não podem se meter na minha vida pessoal. - Taehyung olhou feio para Yoongi, que fez um bico fofo nos seus lábios ridiculamente vermelhos. - Toda vez que você me foder, eu quero um tempo para me recuperar antes que você faça de novo. Você é bruto demais.

 Hoseok se mexeu mais uma vez no sofá.

 Ele estava excitado e Taehyung lambeu os lábios com aquele pensamento. 

- Só isso?

- Os programas têm que ser agendados. Eu quase caí no box do banheiro com pressa pela ordem repentina para esse programa. - Taehyung olhou crítico para Yoongi.

- Só isso?

 Taehyung suspirou exasperado, mas acabou concordando no final. 

- Sou o brinquedo oficial de vocês, desde que a agência concorde com os termos.

- Feito. - Yoongi falou, atropelando o que quer que Hoseok estava prestes a falar.

- Ótimo. - Hoseok passou a mão no queixo, analisando Taehyung de forma esfomeada e assustadora. - Quero transar sem a porra de uma camisinha, nossos exames estão em dia, mas quero que faça os seus o mais rápido possível.

 Taehyung balançou a cabeça positivamente, mas estava inseguro. 

- Algum problema V? - Yoongi perguntou preocupado.


 Será que era a hora de dizer que nunca fez sexo sem camisinha em toda sua vida?


 Taehyung negou com a cabeça. Não precisava jogar suas inseguranças no casal. Ele não teve nenhum relacionamento confiável para se arriscar antes.

- Tira a roupa. - Hoseok ordenou impaciente.

 Yoongi ficou tenso ao lado do marido, que o puxou para sentar no seu colo enquanto ambos olhavam Taehyung em expectativa. 

- Depressa. - Hoseok estalou a língua irritado, o que fez Taehyung ganhar sua coordenação motora de volta.

 Ele tirou toda sua roupa sob olhares inescrupulosos.

 Taehyung não se envergonha do seu corpo. Ele tinha um belo corpo afinal.

 No entanto, algo sobre aqueles dois o deixava inseguro de alguma forma.  

- Venha aqui.

 Taehyung começou a andar, ignorando suas pernas bambas. 

- Aí está bom.

 Tae parou de frente para o casal. Totalmente nu à espera de novas ordens, que não tardaram a chegar. 

- Yoon. - Hoseok resmungou e Yoongi se inclinou, chupando o pau semi ereto de Tae.

 Taehyung não fez nada, só ficou ali parado, recebendo lambidas molhadas de Yoongi. Ele gemeu um pouco descontrolado quando Yoongi o engoliu todo. Aquilo era impressionante, Taehyung não era nada pequeno. Sua cabeça foi para trás e ele alisou os cabelos negros do menor.  Yoongi sabia chupar um pau como ninguém.

- É o suficiente.

 Yoongi voltou à sua posição inicial, rindo de um jeito fofo ao ver Tae decepcionado. 

- Se masturba.

 Taehyung tentou não sair correndo pela segunda vez aquela noite.

 Ele pegou seu pau todo melecado de saliva e começou a bater uma punheta desajeitada. Encarando Yoongi com desejo, só porque queria irritar muito Hoseok, o que pareceu surtir efeito, já que ele aumentou visivelmente o aperto na cintura de Yoongi, de um jeito possessivo e claramente enciumado.

 Taehyung gemeu alto e rouco, gozando na perna de Yoongi e Hoseok, o que foi gratificante, já que ele estava bem puto por se colocar numa situação tão desconcertante. 

 Hoseok engasgou um pouco com aquela visão.

 Taehyung era o garoto mais lindo que ele já viu em toda sua vida e isso era dizer muito, já que era casado com um homem estonteante. 

- Você prefere ser fodido ou apanhar?

Taehyung suspirou.


Nenhum dos dois?!

 

- Tanto faz. - Foi sua resposta mal criada, o que fez Hoseok rir de um jeito um pouco assustador.

- Não devia ter dito isso, V.  - Yoongi resmungou um pouco divertido, saindo do colo de Hoseok e indo até o canto da sala.

 Yoongi parecia distraído com alguns papéis numa das mesas perto do bar e Taehyung fez um bico em chateação por não ter mais a sua atenção, mas Hoseok logo ganhou sua atenção de volta, quando tirou o cinto da sua calça social com certa agressividade.

 Hoseok bateu na sua perna e Taehyung deitou ali, sem reclamar muito ao levar algumas cintadas na bunda.

 Ele sentiu o vergão que o coro fez na sua pele e o quanto Hoseok respirava pesado com a visão.

 Taehyung levou três cintadas, nada muito absurdo, mas quando foi colocado de quatro no chão da sala, teve certeza que teria mais de um motivo para não conseguir sentar no outro dia. 

 Hoseok se posicionou atrás dele, cuspindo na sua entrada enquanto resmungava algo sobre a camisinha que vestia. 

 Taehyung praticamente urrou quando Hoseok entrou nele sem nenhuma preparação. 

- Espera. - ele praticamente implorou.

 Hoseok sentiu suas pernas tremerem.


Porra! Aquele garoto era tão gostoso.


 Seu corpo inteiro implorava para começar a foder aquela bunda toda vermelha de cintada, mas precisava da autorização do mais novo.

 Ele deitou sua cabeça nas costas de Taehyung e suspirou pesado, usando toda sua força de vontade para não se mexer.

 Taehyung finalmente rebolou sua bunda no pau do mais velho, autorizando que ele voltasse a se mexer. 

- Pode continuar. - ele disse com a voz baixa e manhosa.


Obrigado, porra.


 Hoseok adorava estar dentro de Taehyung. Ele era tão apertado e quente que podia sentir seu corpo esquentar em resposta. O que infelizmente, também o fazia gozar bem antes do que planejava, a verdade é que Taehyung era irresistível a tal ponto, que quase beirava a insanidade.

 Ele seria eternamente grato por Yoongi ter encontrado aquele garoto. 

- Continua de quatro, V. - Yoongi disse quando Hoseok saiu de dentro do mais novo, se jogando ao lado dele.

 Taehyung choramingou, mas não saiu da posição.

 Tinham coisas piores do que ser fodido duas vezes por dois caras lindos que sabiam muito bem o que estavam fazendo, mas gozar três vezes, praticamente seguidas, era torturante.

 Yoongi era mais delicado e gentil, mas não deixou de surrar sua próstata, agora sensível e dolorida, com a mesma intensidade.

 Quando Yoongi terminou, Tae estava desejando fortemente desmaiar, para não sentir sua bunda dolorida do jeito que estava.

 Yoongi saiu da sala e voltou com um óleo nas mãos, cuidando de Tae como se ele fosse seu bem mais precioso e honestamente, no momento talvez fosse. 

- Sua entrada tá tão vermelha e inchada. - Yoongi resmungou, alisando o local e ganhando vários resmungos.

 Hoseok assistia a tudo aquilo com um misto de sentimentos. Ele estava nu, suado e destruído, seu corpo estava jogado no tapete felpudo e seu cotovelo apoiava seu corpo de lado enquanto ele assistia Yoongi tratando Taehyung com tanto carinho e devoção que era impossível não sentir ciúmes.

 Ele estava absolutamente enciumado agora, mas de alguma forma era bom sentir algo, ele estava dormente há tanto tempo que até aquele sentimento parecia bem vindo no momento.


 Taehyung adormeceu com a cabeça no colo de Yoongi e quando acordou, seu corpo inteiro doía.

 Ele viu que ainda estava escuro pelo vidro panorâmico na sala e se levantou, esticando o corpo dolorido com certa dificuldade.

 Tomou um banho curto e sorriu ao lembrar do tablet na bolsa e o caderno. 

 Taehyung nunca se sentiu tão grato por ser pragmático antes.

 Ele teria prova naquela manhã e precisava muito estudar.


 Suas mãos estavam trêmulas e bem instáveis quando tirou o suco de laranja da geladeira, sua tentativa de não fazer barulho foi meio desastrosa, mas eficaz o suficiente.

 Ele ficou em pé, apoiado na bancada enquanto resmungava irritado por suas contas não baterem. 

- Você está fazendo isso errado. - Hoseok disse atrás dele, o que fez o coitado pular assustado.

- Aish, Hyung. Você me assustou.

 Hoseok o ignorou, indo até a cafeteira automática no canto da cozinha. Aquilo sim eram passos silenciosos que se preze.

- Por que não se senta Taehyung? Algum problema? - Hoseok tinha um sorriso debochado no rosto que Tae queria muito tirar na base de socos.

- Idiota. - Taehyung resmungou baixo, mas alto o suficiente para que o mais velho ouvisse. Sua bunda estava pulsando dolorida e isso era um lembrete claro do quão agressivo Hoseok podia ser.

- Aqui. - Hoseok lhe entregou um copo de café.

- Eu não bebo café.

- Beba e eu te ensino a resolver esses cálculos.

 Taehyung ergueu uma sobrancelha, mas o mais velho não falou mais nada até que ele bebesse o líquido amargo e quente da xícara.

 Taehyung colocou a xícara na bancada e fez uma careta, que gerou um sorriso gentil de Hoseok. 

- Aqui é onde está errando. - Hoseok disse, voltando a ficar sério enquanto ajudava Taehyung a entender onde estava errando nos exercícios.

 Tae estava no meio do terceiro cálculo, quando Yoongi o abraçou por trás, beijando seu pescoço de um jeito tão suave que fez Taehyung engasgar com a própria saliva.

 Ele não devia gostar tanto daquilo. 

- Comprei roupas novas pra você, estão no closet. Se troca e eu te levo para faculdade. 

- Não precisa fazer nada disso, Suga.

- Eu sei. - O mais velho disse, beijando o marido no rosto e indo até a geladeira.

 Ele estava só com uma camiseta branca enorme para seu corpo pequeno, seu pé esquerdo subiu do chão para coçar o tornozelo enquanto ele virava o rosto analisando o que comer e Taehyung suspirou apaixonado.


 Yoongi era simplesmente perfeito. 


- Faça o que ele disse. Eu vou te levar hoje. - Hoseok disse gentil pela primeira vez e Taehyung precisou desviar seu olhar para encarar o homem instável ao seu lado.

- Posso pegar o metrô. - Taehyung disse um pouco irritado por ter desviado sua atenção de Yoongi.

- Vá tomar banho e não seja teimoso. Vai se atrasar se não me ouvir.

- Já tomei banho.

- Então toma outro.

 Taehyung bufou e saiu irritado na direção do quarto. 

- Ele fica fofo quando se irrita. - Yoongi disse distraído.

- Cuidado Yoon, ele é só um prostituto particular.

 Yoongi bufou, resmungando alguns palavrões. 

- Você também fica fofo irritado. - Hoseok disse, indo na direção que Taehyung pegou a pouco.


 Não demorou muito para Taehyung notar Hoseok tirando a roupa para entrar no banho junto com ele. 

- Você tem problemas. - Taehyung resmungou.

- Que tipo de problemas?

- É insaciável.

- Só quando se trata de você. - Hoseok sussurrou em seu ouvido puxando sua boca num beijo agressivo e repleto de possessividade.

- Se você me foder de novo, eu tenho certeza que desmaio. - Taehyung disse sério, ganhando uma risada rouca do mais velho.

- Vim aqui para te deixar relaxado. - Hoseok respondeu e se ajoelhou na frente de Taehyung.

 O garoto não era muito de se vingar, mas Hoseok despertava o seu pior. Então quando ele viu a oportunidade, só a agarrou, fodendo com a boca de Hoseok com tanta agressividade que ele tinha certeza que Hoseok não falaria por pelo menos um dia.

 Nunca foi tão prazeroso gozar na garganta de alguém como era quando se tratava de alguém como Hoseok.


 Graças ao casal, Taehyung chegou na hora certa na faculdade, o que era algo raro em dias comuns e apesar dele quase derramar lágrimas por precisar sentar na cadeira dura da sala de aula por algumas horas, sua prova foi fácil e rápida, já que Hoseok provou ser um excelente professor naquela manhã.

 Tae estava exausto e só queria ir para casa para dormir o resto do dia, mas Namjoon o chamou para uma reunião e ele não tinha outra opção senão ir.

 Ele já sabia do que se tratava, mas a voz irritada do seu chefe, o deixou mais apreensivo do que de costume.

   Não era comum Taehyung se preocupar com algo que estava fora do seu controle, mas não pôde deixar de ficar apreensivo com relação à isso.

 Aquele casal estava fodendo com toda sua vida e ao invés de odiar isso, um sorriso  teimoso queria muito aparecer no canto dos seus lábios brilhantes e desejosos.



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