História O poder das palavras - Capítulo 19


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Categorias Fairy Tail
Personagens Acnologia, Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Jellal Fernandes, Juvia Lockser, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Mavis Vermilion, Natsu Dragneel, Zeref
Tags Fairy Tail, Fairytail, Nalu
Visualizações 167
Palavras 3.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Diferente


Lucy

Confesso que não sei bem como vim aqui parar. Depois de ter saído do hospital simplesmente me meti no carro e comecei a dirigir sem nenhum destino na mente, quando parei o carro fiquei admirada com onde o meu corpo me trouxe. Saí do carro e toquei à campainha, logo o pequeno portão foi aberto e eu entrei. Tal como da outra vez que aqui estive fui à volta da casa pelo pequeno jardim, subi a pequena rampa de pedra que dava acesso ao terraço e entrei pela porta que dava acesso à cozinha.

-Lucy que surpresa ter você aqui - Gajeel se aproximou de mim, ele deve ter visto a minha cara de choro porque me abraçou - o que se passou? - ele perguntou preocupado

-Desculpe aparecer assim - eu disse a desfazer o abraço - não sabia mais para onde ir, só não queria ficar sozinha

-Não peça desculpa - ele disse com um sorriso meigo - esta casa está sempre aberta para os amigos, já lhe tinha dito isso antes - dei um pequeno sorriso - olhe ali o Zeref, também apareceu aqui à algumas horas porque estava aborrecido de estar em casa - olhei para a mesa da cozinha e vejo Zeref, ele levanta a mão num cumprimento eu sorrio para ele - podem fazer companhia um ao outro, eu tenho que tratar aqui de uns pedidos

Eu me aproximei de Zeref e ele fez um pequeno sorriso, um sorriso triste em ver o estado em que eu estava. Ele se levantou e eu tive que olhar para cima, ele era mais alto que eu.

-Vamos até à sala? - ele pergunta - Deixamos o Gajeel à vontade para continuar a trabalhar e podemos falar um pouquinho - eu acenei em concordância e segui o moreno.

Ao chegar à sala Zeref se senta no sofá que havia no centro, eu me sentei também e apreciei o conforto que sentia. Zeref pegou no comando e ligou a televisão num canal qualquer e deixou o volume no mínimo e o senti a me encarar.

-Desde sempre que o pessoal se junta em casa da Levy e do Gajeel - ele diz e eu olho para ele - desde do tempo da faculdade quando eles viviam num pequeno apartamento. A casa deles sempre foi o nosso refúgio, o nosso lugar onde nos sentíamos bem vindos e seguros - ele dá um pequeno sorriso - eu tinha outro grupo de amigos, tenho uma diferença de quatro anos deles, mas sempre os achei especiais. Sempre que me sentia confuso, irritado ou frustrado era a eles que recorria, a energia deles nos faz sentir bem, penso que é por causa do amor que conseguimos sentir entre eles - eu acenei em concordância - por isso é que você veio para cá, vejo que algo aconteceu com você hoje, se quiser conversar está à vontade - olhei para ele e respirei fundo

-Me sinto sozinha - eu digo. Não sei porquê, mas sentia que podia falar com ele, Zeref transmitia uma enorme segurança, não sei o que é que esses irmãos Dragneel têm para nos baixar as defesas - hoje conversei com o Loke e ele disse umas coisas que me fizeram pensar - ele continuou em silêncio a olhar para mim - disse que o meu futuro ao lado do Natsu significava que eu iria ser sempre a empresária, que nunca conseguiria deixar este mundo de lado. Que se eu queria ser livre para fazer o que gosto, que casar com ele seria o melhor para mim - ele continuo em silêncio e eu agradeci - eu amo o seu irmão, não tenho dúvidas nenhumas quanto a isso, e nunca quis casar com o Loke, mas me aperceber que estarei sempre neste mundo de negócios me deixou um pouco abalada - fechei os meus olhos e pousei a cabeça nas costas do sofá - estou cansada de viver desta forma, sempre em batalha comigo mesma, esta batalha entre o dever e o querer

-Posso lhe perguntar o que você gostaria de fazer caso não tivesse as empresas para administrar? - ele me pergunta e eu olho para ele

-Não sei - eu digo - quando era mais nova, antes dos meus pais morrerem, pensei em ser assistente social, queria puder ajudar pessoas, também pensei em ser jornalista de investigação, escrever sobre temas polémicos como a pobreza, a fome e outros assuntos, quero poder fazer alguma diferença no mundo

-Posso ser sincero? - ele perguntou e eu olhei para ele e acenei em concordância - Conheço você à poucos dias mas pelo pouco que já estive com você e pelo que o Natsu me contou, você está fazendo exatamente aquilo que deveria fazer - olhei para ele confusa - você tem os meios e os recursos para fazer a diferença no mundo, e pelo que percebi você tenta fazê-lo todos os dias. Investe em áreas que quem tem dinheiro não chega nem perto por causa dos riscos, faz voluntariado, faz com que as suas empresas sejam um bom lugar para as pessoas trabalharem e que se sintam confortáveis em serem elas mesmas. Na sua posição você faz exactamente aquilo que queria fazer, ajudar o máximo de pessoas possíveis. Não gosta da falsidade do mundo dos negócios? Até pode ser, mas você se adapta muito bem a ele, dá os sorrisos no momento certo, mas também se sabe impor quando necessário. Eu a observei atentamente na festa de virada de ano, e consegui ver a sua magia em ação, não havia uma pessoa naquela sala que não lhe tivesse respeito e não a temesse, toda a gente sabe que você não é a pessoa certa a ser pisada a não ser aquele homem mais velho que claramente a queria tirar do sério - ele encolheu os ombros - você Lucy, nunca seria alguém de abdicar o poder das suas empresas para ficar em casa, você pode não gostar de o fazer mas claramente que é o que é boa a fazer. Sinceramente fico feliz em ver cada vez mais pessoas como você a mandar, sinto que o mundo caminha para um lugar melhor. Aceite o que você é Lucy, é uma mulher poderosa e sensível no ponto certo, não deixe que lhe digam que você é menos do que aquilo que é - ele me dá um sorriso e eu sinto novas lágrimas nos meus olhos

-Não sei como é que você me consegue ver assim - eu respondo - eu certamente não me vejo. Estou sempre com medo de estar a tomar as decisões erradas, fervo quando sinto que as pessoas à minha volta estão a ser idiotas ou gananciosas, não sinto que tenha a graciosidade para estar no mundo de negócios

-Porque você não é igual aos milhares que existem? - ele pergunta - Já parou para pensar que o que faz falta neste mundo é mais pessoas como você e menos como eles? - eu ergo uma sobrancelha - Você é um exemplo para a nossa geração, use a sua diferença com orgulho e não como um peso nos ombros. 

Sorri para Zeref e voltei a encostar a cabeça no sofá e fiquei a observar o teto. Nunca tinha visto as coisas do ponto de vista dele, nunca tinha pensado que ser boa neste mundo é diferente de ser igual às pessoas que tanto detesto. Nunca vi as minhas atitudes como alguém a tentar marcar a diferença que o mundo de negócios precisa, sempre vi como sendo um peixe fora d'água, mas confesso que prefiro ver as coisas do ponto de vista de Zeref.

-Então e você, veio até aqui porquê? - eu pergunto a olhar para ele

-Me sinto um pouco nervoso - ele responde a olhar para a televisão - não sei se o Natsu já lhe disse, mas vou ter uma entrevista numa das suas empresas

-Sim, já mencionou - eu respondo e o vejo a ficar levemente corado - não precisa de se preocupar, tenho a certeza que vai correr bem

-Espero que sim - ele responde - estou muito motivado e quero mesmo encontrar um bom lugar para começar a ficar em Magnólia mais vezes

-Sei que o Natsu também gostaria disso - ele olha para mim - ele não fala muito sobre o assunto, mas eu sei que ele sente a sua falta - dei um sorriso - quando é que vai ser?

-Sexta - ele diz a respirar fundo - ainda falta muito tempo

-Depois lhe pago uma cerveja na Fairy Tail para comemorar - digo ainda a sorrir

-Combinado - ele sorri de volta e assim ficamos os dois a ver televisão em silêncio e durante aquele momento, não me senti sozinha.

***

Natsu

Quando o meu último paciente saiu, fiz as minhas anotações finais e depois saí da minha sala, olhei para o corredor e vi a minha loira sentada à minha espera. Estava concentrada num livro, me aproximei dela e lhe dei um beijo no topo da cabeça, ela olha para mim com um sorriso e senti uma energia completamente diferente dela, estava calma, serena, feliz. O que se terá passado com esta mulher para aparecer no meu consultório a chorar algumas horas antes e agora estar assim?

-Vamos? - eu pergunto, ela se põe em pé e eu passo um braço por cima dos ombros dela e caminhamos em direção ao elevador - Você está diferente - eu lhe disse, ela entrelaçou os nossos dedos e olhou para mim sorridente

-Conversei com o seu irmão - ela disse - gosto dele

-Com o meu irmão? - eu perguntei confuso

-Sim, o encontrei em casa da Levy e do Gajeel - ela respondeu calmamente. As portas do elevador abrem na garagem e saímos

-Em casa da Levy e do Gajeel? - eu pergunto confuso

-Sabe que não precisa de repetir o que eu digo certo? Eu consigo ouvir o que digo - ela me diz a puxar a língua - Estava a ter um dia difícil e quando dei por mim estava em frente a casa deles - ela começa a explicar - e estava lá o seu irmão, parece que está nervoso com a entrevista de sexta, e acabamos por falar um pouco e ele me deu uma perspetiva diferente da vida que gostei bastante

-Então agora você também se tornou numa das que encontra refúgio em casa da Levy e do Gajeel - chegamos ao meu carro. Eu tiro o braço em cima dos ombros da loira, ela entra no lugar de passageiro e eu no de motorista. Colocamos os cintos e eu começo a dirigir - agora você faz mesmo parte do grupo, é normal encontrarmos um de nós lá, principalmente se estivermos a ter um mau dia

-O seu irmão me disse - ela disse com um sorriso

-O que falou tanto com o meu irmão posso saber? - eu perguntei curioso - Espero que não pense em trocar de Dragneel

-Nunca - ela diz a segurar a minha mão - mas espero que não se importe que queira ter os dois - olhei rapidamente para ela antes de voltar a minha atenção para a estrada - você para me aquecer o coração e a cama e ele para ser meu amigo e confidente

-Também quero saber os seus segredos - digo a segurar a mão dela e a puxá-la para os meus lábios para lhe dar um beijo - não quero ser só usado pelo meu corpo fantástico - dou um risinho

-Assim você está a me estragar os planos - ela diz e dá uma gargalhada - claro que sim Natsu, você será sempre o meu melhor amigo, será sempre o que saberá tudo sobre mim, nunca o trocarei você sabe disso não sabe?

-Sei - eu respondo - mas confesso que fico muito feliz em saber que a mulher que amo se dá bem com o meu irmão. Vocês são as pessoas mais importantes para mim, fico feliz em saber que se dão bem

-É fácil fazer você feliz - ela diz

-Com você ao meu lado não há como estar de outra forma - eu respondo e vejo pelo canto do olho que ela sorri satisfeita.

Fizemos o resto do caminho em silêncio. Eu pensava em quão diferente ela estava, e o quanto adorava vê-la assim, parecia mais feliz e segura dela mesma. O que será que o meu irmão lhe disse para a fazer ficar assim? A observo rapidamente e vejo que ela estava a olhar pela janela com um sorriso na boca, estava pensativa, gostava de lhe conseguir ler a mente. Dirigi até um restaurante novo que já queríamos ter experimentado à algum tempo, serviam principalmente risottos. Estacionei o carro, entramos no restaurante e pedi uma mesa para os dois e rapidamente fomos acompanhados até a uma ponta da sala e nos entregaram os cardápios. Rapidamente escolhemos o que queríamos e segurei a mão dela por cima da mesa.

-Então, me conte a sua conversa com o Loke - eu pedi e ela segurou a minha mão com força.

Ela me contou a conversa dela com o ruivo, fervi quando ela me disse que ele tinha dito que eu não era o homem certo para ela, o quanto ele era o ideal para o tipo de vida que ela queria, que era longe do mundo empresarial. Além da raiva senti medo, medo que ela se aperceba o quão verdade é o que ele disse e que me deixe para trás para ela puder ter finalmente aquilo que quer na vida, uma vida calma e tranquila. Me contou que depois da conversa sentiu novamente um ataque de raiva a surgir dentro dela e como as palavras da Juvia a fizeram se acalmar o suficiente para só querer ir ao cemitério falar com a família. Me disse que falou com eles e o quanto se sentia sozinha, o quanto ela pediu por ajuda para decidir o que fazer e que por alguns segundos pôs na balança uma vida com o Loke mas que rapidamente descartou a ideia, que só de pensar nisso sentiu imediatamente que era errado. Me contou a conversa com o meu irmão, e fiquei agradecido pela forma como ele falou com ela, ele conseguiu fazê-la perceber o quão maravilhosa ela é por ser simplesmente ela, que não precisa de atuação ou de mentiras, que ser ela mesma é algo que ela deve sempre sentir orgulho e não ódio.

-Como você pode ver tive um dia cheio de emoções fortes e contraditórias - ela me disse a segurar a minha mão com força. Já tínhamos terminado a refeição e tínhamos pedido sobremesa - desculpe por tudo Natsu, nunca deveria ter sequer pensado numa vida com o Loke, eu…

-Não peça desculpa - eu disse - fico contente que você me tenha contado, não quero segredos entre nós. Percebo perfeitamente porque o tenha pensado, assim que você me disse o que ele lhe disse eu também o pensei, também acreditei por um momento que ele era o melhor para você - voltei a puxar a mão dela para um beijo - mas quero que você saiba uma coisa Lucy, por você, eu faço tudo

-Eu sei - ela disse com um sorriso - mas só preciso que seja você mesmo. Não sei explicar como, mas a conversa com o seu irmão me fez muito bem, me sinto diferente, não lhe sei explicar

-Não precisa - eu respondo com um sorriso - percebi que você estava diferente assim que a vi no hospital, gosto de a ver assim. Tenho que agradecer ao meu irmão - as sobremesas chegaram e vejo os olhos da Lucy a brilhar - Lucy - eu chamo e ela olha para mim feliz - não quero que você se sinta sozinha, você pode vir para minha casa as vezes que quiser, até se pode mudar para lá se quiser

-Obrigada Natsu - ela diz com um sorriso - mas ainda é cedo para morarmos juntos, mas vou aceitar a parte do ir lá quando quiser, confesso que tenho sentido a sua falta na cama quando acordo, mesmo que tenha sido só uma vez, sei que é o que quero fazer para o resto da minha vida

-Ótimo - eu respondo - porque eu também adorei acordar com você, apesar de você ter ficado chateada sem motivo nenhum - encolhi os ombros e ela deu um murro no meu braço - você está sempre a me agredir - eu disse num falso tom de queixume

-Porque você sabe bem o que fez seu idiota - ela diz chateada - falar de outras mulheres enquanto está comigo, onde já se viu? Eu não chego para você é?

-Claro que sim meu amor - eu digo a me aproximar dela. 

Ela se aproxima de mim e por um momento penso que me vai beijar. No entanto não o faz, em vez disso sinto o pé dela na minha virilha e me sinto a tremer um pouco. O pé dela desliza até em cima do meu membro e sinto o mesmo a começar a acordar. Não desviei os olhos da loira e vejo o fogo no olhar dela e só penso que isto é outra das coisas que amo nela, a provocação com que me olha, os momentos que escolhe em fazê-lo, ela me deixa louco. Ela morde levemente o lábio inferior e sinto um novo tremor pelo meu corpo enquanto ela continua a acariciar o meu membro com o pé dela por baixo da mesa.

-Desculpem - olhamos para o garçon que está ali ao nosso lado, ele estava um pouco corado, provavelmente por nos ter visto com os rostos tão perto um do outro e a lançarmos chamas de paixão um ao outro - vão desejar café?

-Sim - ela diz a continuar o seu trabalho com o pé dela por baixo da toalha - o dele é com uma pedra de gelo - ela diz com um sorriso. O garçon vai embora e voltamos a nos olhar - acho que você precisa de algo que o arrefeça - ela diz num sussurro e eu dou um sorriso

-Você vai ser a minha perdição Heartfilia - eu digo com um sorriso de canto - fica comigo esta noite?

-Estava a ver que nunca mais me perguntava - ela diz a dar um aperto no meu membro e depois tira o seu pé dele e me lança um beijo no ar. 

Como eu disse, esta mulher vai me deixar louco.


Notas Finais


Próximo cap: Companhia Dragneel


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