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História O poder de uma gata (Katsuki Bakugou) - Capítulo 11


Escrita por: CaraiGarota

Notas do Autor


Perdão a demora para postar esse capítulo, eu gosto muito de fazer quando estou inspirada, e quando não fica tão bom acabo deixando para um dia que estou com a mente mais limpa.

Enfim, pelo menos o capítulo foi até melhor do que esperava já que sempre acabo tendo uma ideia legal enquanto estou escrevendo. Espero que gostem, boa leitura.

Capítulo 11 - Quero ver seu sorriso


3 dias depois

- Nossa, todos parecem realmente te admiraram Jesey senpai - Digo animada, observando as pessoas em volta, olhando carinhosamente para o super herói.

- Querida Inko, isso não é nada, quando você for uma super heroína definitivo, isso também acontecerá com você, não tenho dúvidas - Sorri simpático, tento retribuir o sorriso, mesmo sabendo que o que falava nunca seria verdade.

- Bem, é quase impossível as pessoas me admirarem

- Por que diz isso? - Questiona, com testa franzida.

- Eu sou filha de um vilão famoso, é quase um milagre ter entrado na UA, as vezes penso que é mentira... - Sorrio levemente, entristecida.

- Ô querida, você deveria ter mais confiança na própria capacidade, acredite, você tem muito mais talento e poder do que pensa - Fala, sem olhar para mim, arregalo os olhos surpresa, isso foi um elogio? - sabe o que faz um super herói Inko?

- A sua bondade e determinação em salvar quem precisa? - Pergunto com um sorriso genuíno e animado.

- Não - Fala seriamente, abro os lábios descrente - ser um super herói é mais do que o coração, é confiança, status e poder, você chega em algum lugar e todos confiam na sua habilidade, se sentem mais seguros. Se for apenas bom, não será um super herói digno de admiração - Afirma, me olhando com o canto de olho.

- S-sim, deve ter razão... - Falo baixinho, envergonhada.

Me sentia uma boba, Jesey tinha razão, ser super herói é também ser firme e poderoso, não adianta ser apenas alguém empático, se não tem força para provar seu valor. Mordo o lábio aceitando que estava bem longe de ser uma boa super heroína.

- Chegamos, vamos subir e pegar o relatório com o cidadão - Jesey afirma, sorrindo simpático enquanto apontava com o queixo para o prédio médio em nossa frente.

- H-hai - Gaguejo perdida em minhas paranoias.

Era minha primeira tarefa como ajudante do Jesey senpai, quando o mais velho me chamou quase tive um treco, não estava preparada para uma ligação tão inesperada. Cada segundo se passava e mais dúvidas rondavam minha cabeça, " eu vou me sair bem?", "será que vou realmente ser útil?", "não serei um peso morto?"... aquilo me desesperava, nunca batalhei de fato com alguém realmente perigoso, com certeza será uma catástrofe.

- Ei, Inko querida? Suas orelhas estam baixas e mente relutante, tente relaxar, sim? - A mão de Jesey vai a meu ombro, acolhedor.

- Estou bem, só um pouco nervosa - Revelo, coçando atrás da minha orelha, envergonhada de falar isso para o mais velho.

- Claro que está, é comum, é sua primeira vez não é? - Pergunta, com um sorriso paciente, confirmo com a cabeça - tudo bem se sentir assim na primeira vez.

   O seu sorriso era tranquilizador, calmo e carinhoso. Raros momentos recebia tratamento assim, deve ter sido por este motivo que me senti tão estranha agora, como se algo estivesse saindo do comum, todavia, estava feliz por isso ser por ações positivas e não negativas, assim como toda minha infância com o vilão do meu pai, ele era um, vilões não são bons pais.

- Jesey sensei, eu quero ser uma pessoa boa, que arrisca a vida pelas outras, uma verdadeira super heroína, assim como o senhor - Falo, sem olhar para ele.

- Se quer ser um super herói como eu, ou qualquer outro descente, deve ter confiança, ganhar reconhecimento te fará confiante, para os civis e para si mesmo - Comenta, olho-o surpresa.

- Reconhecimento? Isso é mais importante que ser boa? - Questiono, me sentindo tola pela pergunta, ou como seu sorriso foi curto e penal.

- Sim, afinal, você é boa por que é reconhecida, mas não o contrário

- E-Então, como ganho reconhecimento? Eu sou filha de um vilão, só andar na rua já é um desconforto - Minhas orelhas abaixam, desanimadas e frustradas.

- Não fique triste e nem para baixo, todo mundo arranja sua forma de ser reconhecido e adorado pela população - Diz tão seriamente que me faz engolir seco.

   Reconhecimento, eu já tinha um, porém negativo, motivo de nojo e desconfiança em frente a população. Merda, Jesey sensei está certo, não adianta ser boa se ninguém reconhece meu poder, preciso me esforçar mais do que os outros, talvez até o triplo de esforço e treinamento; eu quero ser reconhecida como uma super heroína e não filha de um vilão.

- Caramba, que calafrio - Murmuro, meu corpo todo se arrepia, mas não de frio.

Alguém me observava, eu sei que sim, essa pressão constante em minhas costas, desde que cheguei a está rua, estou me sentindo assim. Não é como as outras vezes que as pessoas me olhavam e depois desviavam o olhar com medo por eu ter orelhas de gato, essa pessoa cravou sua atenção em mim de forma intensa, deveria falar para o Jesey? Não, ninguém me atacaria aqui, e se fosse o caso ele já teria percebido também.

- Nem todo super herói é bom Inko, mas todos eles tem um objetivo, sendo nobre ou não - Olha para mim com um sorriso - você é uma pessoa boa Inko, eu consigo ver isso, talvez se torne uma super heroína melhor que eu um dia.

- N-não, não fale desta forma, tenho certeza que quanto a nós dois nem tem comparação, você é incrível sensei, eu sou apenas... - Engulo seco, uma filha de vilão.

- Você é o que quer ser, não se prenda a estereótipos e nem ao destino, já chegou até aqui, não foi? Não se prenda as origens, a partir de agora, você dita o primeiro caminho - Diz, logo depois olhando para cima, como se recordasse de algo.

   Se passaram poucos minutos em silêncio, percebi que estava sorrindo como uma boba quando as bochechas começaram a doer. Acho que nunca me disseram algo que me deixou tão contente por dentro, nem mesmo minha antiga professora; sempre quis superar o meu passado e ditar minha reputação em sociedade, para que não me vissem como filha de vilão, um criminoso. Olhei para Jesey confiante, eu iria provar que sou uma ótima super heroína e orgulha-lo.

- É aqui que está a pessoa que nós chamou? - Pergunto, ao entrarmos no elevador.

- Sim, acabei tendo apenas as informações mínimas, como que o nome dele que é "Gidalso", sua idade que é 68 anos e a queixa que é de um ladrão roubando semanalmente seu apartamento.

- É normal só ter essas informações antes de encontrar com eles? 

- Sim, acaba sendo mais fácil quando falamos das partes mais complexas pessoalmente, dá para extrair o necessário

- Faz sentido - Encerro a conversa ali.

   Os poucos minutos que continuamos ali, foi quase insuportavelmente desconfortável, o silêncio arrebatador fazia nascer pensamentos diversos na minha cabeça, "eu deveria puxar mais conversa? ", "estou sendo mal educada? Deveria mostrar mais respeito? ", "será que sou realmente educada? Afinal fui criada por um vilão! ".

- Ei Inko, você está ronronando, algo está acontecendo? - Meu coração acelera em desespero ao ouvir a voz de Jesey perguntar - você realmente está nervosa, deveria se permitir ficar mais confortável - Ele diz passando a mão por meu cabelo.

  Sorri mais aliviada, ele tinha razão, sou uma nova pessoa, estou pronta para mudar a visão dos outros quanto a mim. Foi isso que pensei, antes de finalmente chegar no dormitório do senhor Gidalso e ser ignorada, para não dizer que o mesmo me olhou com nojo e receio.

- Eu estou desesperado, esse ladrão está roubando todas as minhas joias mais preciosas, é a única coisa que sobrou da minha família, agora falta tão poucas até tudo sumir de vez... - Gidalso fala com pesar em suas palavras.

  Nós estávamos sentados no sofá em frente a cadeira acolchoada o qual a vítima nos contava, ouvi cada detalhe da história com atenção, as vezes sentindo a dor do senhor o qual quase chorava em nossa frente; ouvia seus batimentos e respiração, ambos estavam desenfreados e exalando dor. Eu queria ajudar aquele pobre homem, não só para meu coração parar de pesar tanto e sim por ter a curiosidade de como é seu sorriso.

  Desde que cheguei, Gidalso mostrou, além do tratamento especial e até muito descarado com relação a Jesey-senpai, apresentava uma personalidade muito triste e vazia, como se seu corpo estivesse apenas existindo, esperando o próximo problema acontecer. Acho que ficaria mais que satisfeita ao ver seu sorriso, seria pequeno e breve, ou grande e duradouro? Sempre amei sorrisos, não aqueles de revistas que só tem beleza e sim os que mostram felicidade e leveza, mesmo sendo os mais rápidos e imperceptíveis.

- Eles chegaram a roubar outras coisas antes ou desde o começo foi apenas as joias? - Jesey pergunta, anotando algo no caderno.

  Me permito admirar o profissionalismo do super herói, mesmo com todas as coisas tristes e sensíveis que a vítima falava, ainda sim mantinha a expressão serena e tranquila; diferente de mim, que só faltava abraçar o senhor e dizer que tudo ficaria bem, queria pegar na sua mão e dizer que podia contar comigo, acho que estava bem óbvio todo meu sentimentalismo já que Jesey as vezes olhava seriamente para mim "se recomponha", era o que entendia o mesmo tentar avisar.

- Não, só roubavam coisas fúteis, quase inúteis para mim, não eram de muito valor, então cheguei a achar que eram trotes ou alguma criança encapetada, mas só nessa semana que roubaram quase todas as minhas joias, apenas elas, o que mais vale para mim, como se soubessem disso...

- As coisas sem valor que ele roubou eram coisas que o senhor usava para higiene? Ou roupas? - Pergunto.

  Os dois olham para mim com certa surpresa, já que estava calada até então, mordi o lábio inferior me amaldiçoando, e eu tinha o direito de atrapalhar as perguntas do Jesey? A verdade é que questionei antes que me desse conta, como se não tivesse controle da minha própria curiosidade.

- Sim, mas eu não falei nada sobre isso, como você...? - O mesmo olhou para mim com choque e desconfiança.

   Quase caí para trás, este senhor não estava pensando que eu roubei as coisas dele, não é?

- Por que esta pergunta Inko? - Jesey me salva dos pensamentos angustiantes, mostrando calma e curiosidade.

- B-bem, eu vivia em um lugar onde tinha vários vilões e certos criminosos, meio que conheço as técnicas de alguns e-especificamente - Respondo, quase tremendo de medo.

  Não olhei para seus rostos quando disse isso, o que se passava na cabeça deles? Que você protege vilões e criminosos, sabe onde eles moram e não entrega eles. Porra, será que realmente sou digna de ser uma super heroína? Guardando paradeiros para mim?

- Me fale mais sobre sua suspeita Inko - Jesey manda, em tom sério mas não julgador, aquilo me deixou mais confortável.

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- Então ele é um hacker? - Pergunta o super herói, enquanto se posiciona na parede oposta a minha.

- Sim, ele começa com roubos aparentemente inofensivos, mas tem a tendência de sempre investigar a fundo a vida da vítima, para saber exatamente o que é mais valioso em dinheiro e  de forma sentimental.

- Então ele rouba utensílios descartáveis e baratos com DNA. Não vou mentir, é um vilão inteligente - Olha para mim com testa franzida - escuta Inko, é seu primeiro dia estagiando, você tem certeza que acha que é isso? Não tem problema se errar - Jesey reforça pela terceira vez.

  Desde que contei a ele o que sabia do vilão e por que desconfiava que era o mesmo; Jesey mostrou admiração, mas não surpresa, como se fizesse sentido eu saber de algumas coisas sobre os vilões menores e desconhecidos, porém sempre reforçando que era comum cometer erros e não ficar triste se não for ele, obviamente entendi o seu receio, mas assegurei que fazia todo o sentido ser ele.

  Você vai entregar mesmo ele? Meu subconsciente pergunta, cerro os dentes irritada, claro que ia, ele é um vilão e está fazendo as pessoas sofrerem! Mas se lembra de quando ele te ajudou? Arregalo os olhos, por que tenho que lembrar disso logo agora? Ele é um vilão e merece ser punido, não importa se ele era ou não alguém que me ajudava... então por que de repente, me sinto injusta?

- Olha, este cara bate com sua descrição, vamos  aborda-lo, tudo bem?

- H-hai! - Digo, também saindo do esconderijo.

   Algo em mim vacilou ao ver aquele rosto assustado e surpreso, o qual antes estava raivoso e debochado para o Jesey, mudou rapidamente a feição ao me ver. Mordi a próprio língua, por que estou hesitando?

- Então era você realmente que estava roubando o senhor Gidalso, não é? Se renda e não vamos usar a força! - O super herói avisa, ao ver joias exatamente como ele descreveu.

- Porra... - Escuto o mesmo xingar, antes de tentar fugir.

   Porém Jesey é mais rápido ativando sua individualidade, e prendendo o vilão Morgan no chão; fiquei admirada no mesmo nível que assustada, nada estava segurando o Morgan, mas eu sabia que algo prendia ele no chão, então este era o poder do Jesey senpai? Controlar com sua mente? Não, ele estava fazendo um sinal de mão, como se fosse um comando invisível, incrível...

- Acabou vilão, últimas palavras antes de ir preso? - Pergunta Jesey, agora mudando o sinal de mão, e colocando algemas, agora visíveis, no pulso do Morgan.

- Então você se tornou uma super heroína, Inko? Boa - Sorri para mim, sem magoa ou raiva.

  Meus olhos começaram a lacrimejar, me sentindo culpada e de certa forma realizada.

- Ei pirralha, andou brigando de novo? - Pergunta Morgan, se aproximando de mim.

  Eu estava encolhida sentada na calçada pouco longe da minha casa, meu nariz ainda escorria e sentia o sangue da minha testa descer pela bochecha. Tinha acabado de sair da escola, novamente toda ferida após ser espancada ao final da aula e chateada por não tem conseguido me defender, pelo menos não da forma que queria.

- E-eu... sim - Respondo, envergonhada.

- Você deveria começar a treinar com seu pai, sabe que bem lá no fundo ele se importa com você e só quer que você se proteja...

- Não! Nunca irei treinar com ele é como se estivesse aceitando ser filha de um vilão! Ele fez mal as pessoas! F-faz elas sofrerem e destrói sorrisos, e-ele é uma pessoa ruim! - Afirmo irritada.

- Não fale assim do Bieli, ele... - Para no meio da frase - é um vilão, mas ser vilão não é ser mal, tem vilões que só querem salvar a família ou algo importante...

- Como você tio Morgan? - Pergunto curiosa.

  Sabia que ele roubava, mas também sabia de como era a sua família; a filha doente e mãe sem fonte de renda, entendo que fazia isso por pessoas importantes, mas ainda assim era um vilão e vilões destroem sorrisos.

- Sim, sei que não estou certo e que crianças como você já entende como pobres como nós sofremos na sociedade - Afirma, sentando do meu lado.

- Sim! Eu sei, por isso quero ser um super herói! Eles não são injustos e combatem o mal! São pessoas boas! - Digo com admiração, Morgan gargalha - o que é tão engraçado? - Pergunto fazendo bico.

- Então quer ser super heroína mesmo com essa individualidade mal vista pela sociedade? Vou admitir que você tem coragem Inko, não é à toa que seu pai está arrancando as orelhas - Sorri bem humorado - mas os heróis agora são o seu maior desafio, por que quer tanto ser como eles?

- Eu quero ver sorrisos felizes! Acho bonito os sorrisos das pessoas quando se sentem seguras, quero ser assim! E mostrar que até uma filha de um vilão é uma pessoa boa!

- Você é uma boa garota, não espero menos de uma boa super heroína de você - Afirma, beijando o topo da minha cabeça.

  Eu espero que seja uma boa super heroína também, tio Morgan, por favor, não tenha raiva de mim.

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- Você se saiu muito bem hoje, muito mais do que esperava - Jesey diz, depois de deixarmos o tio Morgan na prisão para ser interrogado - mas ainda assim, precisa melhorar muitas coisas, como misturar sentimentos pessoais com o trabalho, eu vi você hesitando ao ver o vilão, claramente por que ele deve ter tido interações antes, porém agora é uma super heroína, tem que ser mais fria e objetiva - Repreende seriamente.

- Tem razão, gomen Jesey-senpai - Digo, com as orelhas abaixadas.

- Mas a parte mais importante você fez, entregar e ser sincera quanto ao vilão, isso é admirável para alguém tão sensível.

- Arigato! - Agradeço animada por ser reconhecida - inclusive, quanto tempo o Morgan vai ficar preso? - Pergunto.

- Depende, se o senhor Gidalso vai deixar ser apenas 6 meses e ajuda comunitárias, ou um ano preso.

- Um ano? - Arregalo os olhos horrorizada.

  E a filha dele doente? E sua esposa? Como vão ficar neste tempo? Droga tio Morgan. Fiquei pensando nisso por quase uma hora, até o senhor Gidalso vir e agradecer a nós dois, fiquei feliz ao ver que o mesmo tinha uma covinha solitária na bochecha e sorria pequeno, mas ainda de uma forma muito bonita.

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- Aqui Inko, parabéns pelo primeiro dia, espero que os outros sejam tão bons e melhores quanto a hoje - O super herói diz, ao me deixar na porta da UA - a! Quase fui esquecendo! Aqui é o pagamento por hoje - Diz, entregando uma quantia de dinheiro na minha mão.

- M-mas eu ainda não fiz o teste para receber o certificado de super heroína oficialmente, vai ser só no mês que vem, eu posso receber s-salário?

- Na verdade foi uma vontade do senhor Gidalso, afinal foi você que descobriu quem era o vilão, não é obrigado alguém em treinando receber algo realmente, mas também acho que você mereceu - Afirma, sorrindo grande.

   Agradeci e me despedi do super herói, logo entrando na UA, analisei o dinheiro, tinha uma boa quantia, mais do que eu achei que merecia. Porém fiquei imensamente agradecida, já sabia para quem iria mandar esse dinheiro, uma forma de desculpas por ter prendido seu pai e esposo.

- Puta que pariu! - Exclamo após ver o relógio da academia, estava quase no horário de fechar a porta do prédio dos dormitórios.

  Sem demora ativei minha individualidade, correndo o mais rápido que conseguia até o meu prédio. Agora tinha consciência do quanto tinha corrido ligeiramente após chegar no dormitório com respiração ofegante e me quase vomitando de tão rápido que meu coração batia, por Deus, parecia que ainda estava correndo.

- Olha só quem chegou galera! - Escuto Mina falar, após perceber minha presença - como foi a...? Minha nossa Inko, você está acabada

- Atrasada... chegar... dormitório...  - Digo o pouco fôlego que tinha.

   A maioria estava reunida na sala, até o Bakugou que dormia extremamente cedo, até me surpreendi já que 19:30 ele já estava indo para o quarto, porém curiosamente após eu chegar ele levantou do sofá e caminhou até o elevador, como se apenas estivesse me esperando chegar... tá Inko, se iluda a vontade. Sem conseguir responder todas as perguntas de Mina e Deku, fui até a geladeira pegar um pouco de água, para curar minha garganta seca.

- Inko! Graças a Deus! Estava desesperada! Você tem que me ajudar a fazer minha mala para amanhã! - Escuto Jirou falar, franzo a testa em confusão, an? Mala? Amanhã? Eu ajudar? - o que é essa cara Inko? Não me diga que... meu Deus, você esqueceu?

- Esqueci? - Pergunto assustada, o que eu perdi?

- A viagem para ver seus amigos, amanhã! O aniversário? - Questiona minha amiga indignada.

- Inko tem outros amigos? - Escuto eles perguntarem em uníssono, obrigada pela parte que me toca.

   Demorou cerca de três segundos até eu me engasgar com a água em puro desespero, quase ficando tonta, o aniversário da Marcela é amanhã! E quem me lembrou foi justamente quem eu convidei?

- PUTA MERDA JIROU! PUTA MERDA! PUTA MERDA! PUTA MERDA! - Xingo desesperada, ignorando as reclamações da minha amiga descrente.

  Rapidamente me transformei em gato, subindo agilmente pela escada, soltava altos "miaus" enfurecida por ter esquecido no caminho de meu quarto, precisava arrumar minha mala e precisava já!


Notas Finais


Até a próxima sz


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