História O Poder do Amor - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Amor, Aventura, Bebê, Bryan, Carter, Emprego, Família, Filho, Mallú, Mudança, Novidades, Romance, Seattle
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Palavras 561
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Literatura Feminina, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Tempos Difíceis


-Bom dia- digo indo até minha mãe que está em pé passando o café. 

-Bom dia, minha filha- diz minha mãe enquanto beijo seu rosto.

-Quer ajuda mãe? - pergunto. 

-Não minha filha, senta aí que já tá tudo pronto. - diz trazendo o café pra mesa e se sentando. 

-Cade o papai?- pergunto me servindo de café. 

-Esta deitado minha filha,  seu pai anda cheio de dores.- diz suspirando preocupada. 

-Ele precisa ir no médico mãe, já tem dias que ele sente dor.-digo preocupada pegando nas mãos dela.

-Eu sei minha filha,  já levei ele no medico do posto mas você sabe como tudo demora. - diz com seus olhos úmidos tentando segurar o choro.

Eu sei o quanto meus pais se amam, toda a vida deles foi sacrificada, primeiro pra ajudar meus avós, depois se casaram e tiveram eu e Maia pra cuidar. Minha mãe trabalha como faxineira e meu pai trabalhava como motorista mas agora com tantas dores e a idade avançada eles não tem conseguido emprego. Meu salário é razoavelmente bom, da para manter a casa e Bryan, mas não sobra muita coisa e isso me entristece por não poder ajudar mais. 

-vou me esforçar mais nas vendas de lingeries mãe,  esse mês não foi muito bom.-digo triste. 

Comecei a vender lingeries depois que Maia sumiu, com nossos salários não estávamos mais passando tanto aperto mas ela simplesmente sumiu e tive que procurar uma renda extra. As despesas com um bebê envolvem muito mais do que simplesmente fraldas, como as pessas imaginam...tem remédios, consultas, roupas que mesmo novinhas estão sempre ficando pequenas, leite de fórmula que são um absurdo de tão caro e acabam super rápido, fora a creche já que meus pais estão com idade mais avançada não dão conta de olhar Bryan que está cada vez mais pesado e cheio de energias e curiosidade. 

Meus pais são uns amores, ambos têm 60 anos, apesar de se casarem bem cedo com apenas 19 anos demoraram a ter eu e Maia, infelizmente minha mãe sofreu alguns abortos até conseguir ter nós duas. Fomos motivo de muita felicidade, de todos os momentos que me lembro sempre estavamos felizes,  exceto por Maia que nunca gostou muito de mim, isso por muitos anos me entristeceu, afinal somos gêmeas era pra sermos melhores amigas. 

Me lembro de meus pais sempre tentando nos aproximar, e obrigando Maia a conviver mais comigo, no início eu não sabia que eles a mandavam brincar comigo, eu achava que ela gostava de brincar e so nao queria demonstrar, ate que um dia ela estava com raiva e me disse que me odiava e odiava nossos pais por a obrigarem a ficar perto de mim. E desde então comecei a me distanciar, até que descobrimos sua gravidez e tivemos que ficar de cima a vigiando. 

Maia não comprou nada pra Bryan, tudo o que ele tinha foi presente meu ou de meus pais, ela nem quis escolher o nome, não se interessava na saúde do bebê. No fundo eu acho que desde sempre ela sabia que não o queria e que o daria pra mim. 

Se isso me doi? De mais, afinal somos irmãs e a atitude dela me magoou, apesar de ser muito grata e feliz por Bryan ser meu filho, eu não vou esconder dele sua história, só temo sua reação quando for grande o suficiente pra entender.




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