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História O poder do destino. - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Mako, a vítima da bondade de Hanzo. (Mako)


Caminhava pela grama tão verde e límpida. Observava as árvores florindo e mal conseguia sentir o vento bater em seu rosto. O Sol fazia seu corpo acalentar na capa negra que vestia. Era quase impossível acreditar que o último inverno havia um dia sequer existido. Não havia vestígio dele e nem do que ele havia causado durante a longa estadia.

Avistou um grande povoado enquanto procurava por comida. Baixou a touca de sua capa, deixando à mostra seus cabelos objetivando não parecer uma estranha entre os moradores dali. No fundo sabia que isso era praticamente impossível, já que pequenos clãs como o que se aproximava costumavam viver como uma enorme família.

As pessoas que ali viviam montaram algumas barracas e tendas para expor os alimentos que plantaram antes do inverno anterior. Estavam todos lindos. Haviam cenouras, tomates, abóboras, alho-poro e outros legumes e verduras. Todos brilhavam assim como os seus olhos aos vê-los.

Caminhou lentamente até uma das barracas. Uma senhora já com idade bem avançada colocava maçãs sobre algumas tábuas um tanto ao alto.

- Com licença. – tirou uma pedra arroxeada de uma pequena bolsa de couro que carregava consigo. – Quantas maçãs eu consigo comprar com isso?

Foi friamente fitada pela mulher à sua frente, que virou o rosto para si e atendeu um senhor que chegou.

- Senhora, por favor... – insistiu, sendo ignorada novamente.

Caminhou para o caminho que utilizou para chegar até ali. Vestiu novamente sua capa e decidiu que o melhor era deixar aquele local. Talvez uma garota suja, com vestimentas rasgadas e sem nada para oferecer não tivesse valor algum. Talvez fosse apenas alguém que não merecia a mínima atenção.

Sem perceber que havia uma rocha em seu caminho, tropeçou.

Caiu com ambos os joelhos ao chão, sentindo fortemente o impacto de ter todo o seu peso sobre estes. Observou sua pequena bolsa aberta sobre a grama e suas pedras espalhadas. Desesperou-se momentaneamente com a cena, engatinhando rapidamente até elas, mal se importando com a dor que sentia.

Sentiu algo tocar seu braço esquerdo. Olhou rapidamente o que era e acabou encarando um homem, voltando a recolher as pedras ao chão.

- Olá. – uma voz masculina falou consigo.

Não respondeu.

Parou por alguns segundos fitando atentamente cada detalhe do homem que falava consigo. Ele tinha uma pele tão lisa, de tom levemente bronzeado. Tinha pequenos e puxados olhos castanho claros. O nariz dele era grande e os lábios grossos em um rosado claro. Os cabelos negros e lisos escorriam pelo rosto dele, descendo até os ombros.

- Você está bem? – o ouviu perguntar.

Continuou a recolher suas preciosas pedras ao chão.

- Qual é o seu nome? – a mão esquerda dele entrou na sua frente e pôde ver algumas das pedras nesta.

- Me desculpe, eu não vou mais voltar. Eu prometo. – pegou as pedras nas mãos dele e as guardou na bolsinha de couro.

- Qual é o seu nome? – levantou-se, o deixando sozinho ajoelhado ao chão sem a resposta da pergunta feita.

Caminhou apressadamente, tentando fugir dele. Não desejava ser tratada com indiferença e muito menos acreditava merecer ser punida por apenas sentir fome.

- Eu sou Hanzo Hasashi. – ele se apresentou, caminhando insistentemente atrás de si.

Cessou o caminhar, notando que ele fez o mesmo.

Virou-se para encará-lo, abaixando a toca que cobria seus cabelos.

- Me chamo Mako.

- Bom, Mako... – respirou fundo. – O que faz aqui?

Sentiu um arrepio subir por sua espinha. Temia o que ele poderia fazer consigo.

- Eu... – seu estomago roncou, interrompendo sua futura explicação.

- Fome, não é?

Baixou o olhar, não o respondendo. Estava envergonhada. Lembrava-se de quanto tempo não comia. Daria tudo para receber quaisquer coisa de comer, já que encontrar seria difícil devido àquela época do ano onde a maioria dos produtores estavam fazendo colheita de suas plantações.

- Venha comigo. – ele deu as costas para si.

Caminhou atrás dele, naquele momento vestindo novamente a touca em sua capa.

Observou todos os moradores falarem com o homem que seguia, mas não somente o cumprimentarem como uma pessoa que conhece a outra e sim com um tom claro de admiração. Não fazia ideia de quem ele era e do que representava para aquelas pessoas, mas era alguém muito importante.

Depois de algum tempo passando pela feira local e pelas moradias, ele apontou uma casa pequena – porém maior que a outras já vistas – um pouco afastada do restante, com uma floresta atrás desta. A casa era feita de madeira clara, tinha alguns degraus na frente da mesma madeira, duas janelas aparentes e um lago ao lado. Parecia bem aconchegante.

- Aquela é minha casa.

Não entendeu a razão pela qual ele a estava levando para a casa, já que não a conhecia e não tinha obrigação alguma de levar uma estranha para casa.

Chegando na casa ele abriu a porta e sinalizou para que ela entrasse.

Entrou, sendo acompanhada por ele. Tirou suas botas velhas e esperou que ele entrasse para prosseguir. Ele fez o mesmo.

Poderia parecer uma atitude tola, mas ele não parecia uma pessoa ruim. Ele a olhou diferente da senhora na barraca e, além do mais, não tinha nada a perder indo com ele.

A casa parecia menor de fora, mas era maior do que qualquer coisa já vista por si.

O observou tirar suas lindas botas de couro brilhando e caminhou até um dos cômodos da casa.

- Venha.

O seguiu.

- Sente-se. – ele apontou para uma mesa baixa no centro da sala.

Sentou-se em uma das almofadas dispostas ao chão.

Olhou atentamente cada detalhe daquele cômodo. Deveria ser a sala de jantar. Ao seu lado direito haviam duas prateleiras. Na primeira, mais ao alto, haviam alguns potes de vidro com diferentes grãos e ervas. Na segunda, abaixo da primeira, haviam diversos tipos de xícaras. Uma em especial chamou sua atenção. Ela era branca e tinha um lindo pássaro em tons amarelados a voar estampado na porcelana. À sua esquerda havia outro cômodo, que não conseguia identificar qual, pois estava com as portas fechadas. À sua frente podia observar os movimentos feitos por Hanzo. Ele não estava tão longe de si. Estava acendendo o que parecia uma pequena fogueira e colocando uma linda chaleira verde claro sobre esta. Parecia ter um outro cômodo ao lado dele, mas não podia enxerga-lo bem.

- Está com fome, não é?

Assentiu, balançando a cabeça.

Ele veio à sua direção com um prato fundo de porcelana branca que cheirava muito bem.

Hanzo colocou o prato à sua frente e a entregou uma colher de ferro.

- Gosta de sopa?

Não respondeu. Apenas colocou a colher no prato e a voltou para a boca o mais rápido possível.

O observou sorrir. Parecia satisfeito por estar fazendo aquilo por ela. 



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