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História O Poderoso CEO. - Capítulo 15


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Notas do Autor


Oiii. Em tempos de pandemia e quarentena, a única coisa que me deixa feliz é escrever para vocês. Espero que estejam todas bem, se cuidem direitinho e sigam as orientações da OMS. Vamos preservar a nossa saúde, a de quem amamos e principalmente a dos nossos pais e avós, que são mais vulneráveis. Boa leitura.

Capítulo 15 - Antigos Hábitos.


Fanfic / Fanfiction O Poderoso CEO. - Capítulo 15 - Antigos Hábitos.

Eric

 

Meu dia hoje foi um inferno. A audiência não foi como eu esperava. Dos quatorze processos, só consegui reverter dez. A decisão judicial foi favorável aos outros quatro. O filho da puta do meu pai conseguiu o que ele queria, me arruinar. Não posso dizer que sou santo e que nunca cometi nenhuma sonegação fiscal ou algo do tipo, mas escancarar desse jeito a fim de prejudicar as empresas, aí já foi demais. Por causa disso, vou ter que pagar uma multa bilionária, e vou demorar meses para poder me recuperar do prejuízo. Eram quase oito da noite quando cheguei na mansão. Estacionei o meu carro e caminhei pelo jardim da minha casa. O Taylor estava em pé perto da porta de entrada da casa. Franzi o cenho estranhando o motivo pelo qual o meu motorista estava trabalhando até essa hora. Me aproximei dele e o questionei.

— Taylor. O que faz aqui até essa hora?

Ele me olhou fixamente.

— Aconteceu um problema com a Emily e decidi ficar até mais tarde caso a senhorita Sullivan precise dos meus serviços.

Franzi o cenho e fiquei angustiado.

— Espere aí. O que houve com a minha filha? E a Maya está aqui?

Ele deu de ombros.

— Senhor, é melhor a senhorita Sullivan te explicar melhor.

Assenti com a cabeça. Pelo jeito esse dia infernal ainda não acabou.

— Ah, mas ela vai me explicar mesmo.

Estava tão nervoso que tinha medo de explodir de tanto ódio. Por que que tudo tem que acontecer de uma vez? Entrei rapidamente em casa e fui direto para o quarto da Emily, mas antes que eu pudesse entrar, a Maya saiu do quarto e parou em minha frente.

— O Taylor me disse que você estava aqui e que aconteceu um problema com a Emily. Me explica isso, Maya! — Inevitavelmente meu tom soou seco. Ela apertou os lábios e suspirou alto.

— Eric, o importante é que ela está bem agora. Preciso que você se acalme.

Franzi o cenho e passei a mão pelos meus cabelos.

— Sem enrolação Tampinha, fale logo de uma vez!

— Tudo bem. A Emily sofreu um acidente na escola e..., acabou tendo uma luxação no braço.

Senti meu coração descompassar. Uma mistura de angústia e preocupação se apossou de mim.

— O quê? Mas, como foi isso? Ela está bem mesmo?

Maya assentiu.

— Sim, ela está bem. Só vai ter que usar uma tipoia por umas três semanas.

Essa história está muito estranha. Quero saber o que aconteceu com a minha filha.

— Como ela se machucou, Maya?

Vi em seus olhos a hesitação, quando ela desviou o olhar para o chão. Estava cada vez mais nervoso. Falei entre os dentes.

— Responda!

Finalmente ela olhou em meus olhos.

— Ela se envolveu em uma briga, Eric!

Puta que pariu! De novo? Aquela menina está querendo me matar, só pode.

— Não acredito que ela brigou de novo. Vou dar uma lição naquela pirralha. — Estava muito puto com a Emily. Fiquei tão nervoso que estava em tempo de cometer uma loucura. Mas, essa garota vai aprender uma lição, nem que eu tenha que usar o meu cinto para isso. Maya me olhou incrédula. Avancei para entrar no quarto da Emily, mas Maya entrou em minha frente.

— Você não vai fazer nada contra ela, Eric. Eu não vou deixar! — Ela suspendeu o queixo e me olhou desafiadoramente. Mas quem essa tampinha pensa que é?

— Não se meta nessa história. Emily é MINHA filha e sou eu quem decido o que fazer com ela. — Segurei a maçaneta, mas ela colocou suas mãos em meu peito e me empurrou.

— Não! Já disse que eu não vou deixar. A Emily é vítima nessa história toda. Emily sofre bullying no colégio, Eric. Tem um grupo de meninas que fazem chacota dela por causa de suas sardas e também por ser órfã de mãe.

Ouvi a Maya com atenção. Quanto ao bullying por causa das sardas, Emily já tinha comentado comigo, mas essa história de bullying por ela ser órfã, isso é novo para mim. Ela continuou.

— Umas das meninas torceu o braço da Emily de propósito.

Tencionei o queixo e minha raiva aumentou. Não acredito que tiveram coragem de fazer isso com a minha filha.

— O quê? Esse tipo de coisa é inaceitável. Vou fechar aquela espelunca, Maya. Amanhã mesmo, vou lá. Vou tirar minha filha daquele colégio e meter um processo em cima. Mas, isso não vai livrar a Emily de escutar umas boas.

Ela meneou a cabeça.

— Eric, deixa para amanhã. A Emily chegou do hospital e está cansada.

Estreitei meus olhos e a encarei. Então a coisa foi mais séria do que eu pensava.

— Ela teve que ir para o hospital?

Ela assentiu.

— Sim, para ser medicada e colocar a tipoia, mas o Taylor acertou tudo.

Fiquei mais curioso com essa história, e tudo estava cada vez mais estranho.

— Sim, o Taylor tem um cartão corporativo para emergências, mas alguém tentou me ligar?

Segurei o seu olhar.

— Sim, mas seu celular estava desligado. Emily deu o meu número para a diretora e ela me ligou.

Isso não faz sentido.

— Ok, meu celular estava realmente desligado, mas como você conseguiu assinar como responsável por uma menor de idade dentro de um hospital, Maya? Você não tem nenhum parentesco com a Emily. Isso é completamente ilegal.

Ela arregalou os olhos depois desviou o olhar.

— Maya, responda!

Ela respondeu sem olhar em meus olhos.

— Eu não assinei Eric. Foi o Enrico que assinou como responsável por ela.

No mesmo instante, senti a raiva explodir dentro de mim. Não acredito que ela foi pedir favor para aquele filho de uma puta!

— O quê?

O pior, veio depois.

— Ele assinou a liberação e nos trouxe até aqui.

Me aproximei bruscamente dela e segurei os seus dois braços. Ela me olhou com os olhos marejados.

— Você está me dizendo que aquele desgraçado entrou em minha casa, é isso?

Ela ficou em silêncio. Gritei com ódio.

— FALA, PORRA!

Ela se encolheu com medo. Respirei fundo e a soltei. Estou perdendo o controle, eu sinto isso. Merda, estou vendo a hora de sofrer um infarto e cair duro no chão! Ela continuou em silêncio enquanto me olhava com os olhos marejados.

Passei as mãos em meu rosto e gritei com ódio.

— VOCÊ NÃO PODIA TER LIGADO PRA ELE!

Antes que ela respondesse, saí em direção ao meu escritório em um dos cômodos da casa. Tenho que sair de perto dela, não quero que as coisas piorem. Mas para a minha infelicidade, a tampinha veio atrás de mim. Ela entrou em meu escritório de queixo erguido e me enfrentou.

— Você é um babaca mesmo. Você dar mais importância sua rixa com seu irmão do que um acidente com sua filha. Que tipo de pai você é? Ele era a única pessoa que podia ir até lá para tirar a Emily do hospital. Você queria que ela ficasse lá até a noite é isso?

Tensionei o meu queixo.

— Era melhor que ela ficasse lá mesmo, Maya. Preferia isso do que ficar devendo favor para aquele miserável, ou pior, saber que ele pisou em minha casa depois de doze anos.

As cenas dele trepando com a Helena me atingiram como um raio. Senti meus olhos marejarem com a lembrança que até hoje me atormenta. A cada minuto que passava o meu ódio só aumentava. Minha respiração começou a ficar ofegante.

— Você é um péssimo pai, Eric. Você devia colocar a sua filha em primeiro lugar, isso sim.

Exasperado, passei a mão no rosto.

— Sai daqui, Maya!

Ela tensionou o queixo.

— Não vou sair.

Em um excesso de raiva, perdi totalmente o controle.

— SAI DAQUI PORRA! — com o braço, derrubei todas a coisas que estavam sobre a mesa do meu escritório. Em uma crise fúria, comecei a quebrar tudo. Peguei os meus livros de direito e algumas esculturas e os lancei contra o chão. — AHHHH!

Ela colocou a mão na boca e me olhou incrédula. Pude ver o medo estampado em seus olhos. Ela falou com a voz trêmula.

— Vou dormir com a Emily, Eric. Se você quiser me impedir, vai ter que me matar primeiro. — Ela girou os calcanhares e saiu do escritório batendo a porta com força. Me sentei em minha poltrona tentando conter o ódio crescente, mas não estava resolvendo. Peguei a chave de uma das gavetas e destranquei. Olhei para o frasco de comprimidos que estava escondido dentro da gaveta. Não acredito que vou ter que recorrer novamente a essa porcaria para poder me acalmar. Por anos fui viciado nisso, e só larguei o vício depois que conheci a Maya, mas pelo jeito, ela não foi o suficiente para poder conter a fúria existente dentro de mim. Enfim, um a mais, não vai fazer diferença. Peguei o frasco que tinha somente dois comprimidos, coloquei um deles na boca e engoli em seco. Fui até o bar que fica em minha sala, enchi o copo com uísque e gelo e tomei em grandes goles. Em pouco minutos senti meus músculos relaxarem. Me arrastei para o quarto, tirei minhas roupas e me joguei na cama. Depois disso, apaguei imediatamente.

 

Maya

 

Saí correndo do escritório do Eric. Eu nunca o vi tão furioso em minha vida. Ele estava irreconhecível. O jeito como ele me olhava me dava medo. Minha vontade era de ir embora dessa casa e nunca mais voltar, mas eu não posso deixar a Emily. Eu a amo e ela confia em mim. Prometi a ela que sempre estaria ao seu lado. Parei por um tempo no corredor e respirei fundo tentando controlar as minhas lágrimas que teimavam em surgir em meu rosto. Ainda não acredito que o homem que amo teve uma reação tão violenta como aquela. Meu coração doía por causa da reação dele, mas não podia deixar a minha filha sozinha. Enxuguei as minhas lágrimas com as costas das mãos e entrei no quarto da Emily. Ela estava recostada na cama, e ainda acordada. Ela fixou seus olhos azuis em mim.

— Mãe!

Me sentei ao seu lado.

— Escutei meu pai gritando com você. O que ele fez? Ele brigou com você por minha causa, não foi?

Meneei a cabeça e acariciei os seus cabelos.

— Você não tem culpa de nada, meu amor. Esquece isso vai, foi só uma bobagem. — Tentei minimizar as coisas, mas a Emily é esperta.

— Eu sei que ele brigou com você, mãe. E ainda mais porque ele nem veio me ver.

Meu coração doeu nessa hora.

— Seu pai estava cansado, por causa da audiência. Tenho certeza que amanhã ele virá te ver. E outra, você também está cansada, mocinha. Dorme um pouco, vai.

Ela segurou o meu olhar.

— Você vai dormir comigo?

Sorri para ela.

— Vou, vou dormir com você. Agora deita e fecha os olhos.

Ela se deitou e eu a cobri com o edredom. Apaguei o abajur e fiz o mesmo. Passei a noite toda em claro, já a Emily, dormiu tranquilamente durante toda a noite.

 

***

 

Eric

 

Abri os olhos devagar. Dormi pesado a noite toda, graças ao comprimido que tomei, mas isso me custou caro. Meu vício por calmantes voltou com força total. Peguei o meu celular e digitei uma mensagem.

 

Preciso de mais daquelas pílulas. Faço o pagamento por transferência bancária ainda hoje.

 

Eric Freeman.

 

A resposta veio imediatamente.

 

Ok. Te entrego antes das onze no lugar de sempre.

 

M.

 

No que eu fui me transformar? Eu julgo tanto o Enrico por ser viciado em cocaína, sendo que eu tenho vício por calmantes. Merda, o que Maya vai pensar quando souber disso? Caralho! Maya. As lembranças de ontem me vieram à mente. Como eu sou idiota. Descontei todo o meu ódio na mulher que amo. E o pior de tudo, novamente fui negligente com minha filha. Fui até o banheiro fazer minhas higienes matinais e depois, fui ver a Emily. Já passava das oito da manhã, não sei se ela estaria acordada. Me recordo de Maya ter dito que dormiria com Emily, então fui na esperança de conversar com minha namorada e resolver as coisas. Bati na porta do quarto da minha filha e logo depois abri. Doroti estava ajudando a Emily com o café da manhã. Fixei os olhos no braço direito da minha filha que estava imobilizado. Senti meus olhos marejarem quando ela fixou os olhos em mim.

— Papai...

Me aproximei dela e a abracei.

— Oi filha. Como está se sentindo?

Ela deu um sorriso fraco.

— Meu braço ainda incomoda um pouco.

Acariciei o seu rosto.

— Isso vai passar, meu amor. Prometo.

A Doroti se levantou.

— Vou deixá-los a sós. Com licença. — Ela saiu do quarto. Emily continuou me encarando.

— Você brigou com minha mãe, Pai?

Franzi o cenho.

— Mãe?

— É assim que eu a chamo.

Ergui uma sobrancelha, mas sem perceber, um sorriso surgiu em meus lábios. Ela considera a Maya como mãe.

— Estava cansado ontem, Emily. Tive um dia difícil. Mas vou resolver as coisas com ela, não se preocupe. Por falar nisso. Onde está a Maya?

— Acho que não tem nem meia hora que ela foi embora. Minha mãe saiu muito triste daqui pai. Ela disse que passaria em casa e iria para o escritório mais tarde.

Tensionei o queixo e fiquei pensativo. Tenho que reverter a idiotice que eu fiz ontem, não quero perdê-la.

— Certo, vou conversar com ela no escritório, mas antes vou ter que passar no seu colégio.

Ela encolheu os ombros.

— Não quero voltar a estudar, pai.

Meneei a cabeça.

— Que sandice é essa? Você vai voltar a estudar sim, mas vou te colocar em outro colégio.

Ela finalmente sorriu.

— Sério que não vou precisar voltar para lá?

Sorri alto.

— Sério. O que aconteceu com você foi grave Emily. É inadmissível que tal coisa aconteça dentro de um colégio. Você entrou na escola completamente saudável e saiu de lá machucada. A diretora e todos os colaboradores foram irresponsáveis e não garantiram a sua segurança. Vou meter um processo e fechar aquele colégio. Se possível, vou acionar o ministério público e pedir que a diretora seja punida criminalmente por negligência.

Ela deu risada.

— Tá pai. Não entendi quase nada, só que você vai processar e fechar a escola. Gostei disso. Você podia processar a menina que fez isso comigo.

Ergui uma sobrancelha.

— Bem, não posso processar uma menor de idade Emily, mas posso fazer com que os pais dela respondam criminalmente. Fica tranquila, de hoje em diante, vou ser seu advogado.

Ela sorriu e se jogou em meus braços. A abracei tomando cuidado com o seu braço machucado.

— Te amo pai. Que bom que você está aqui comigo.

Beijei o topo da sua cabeça.

— Também te amo, filha.

 

(...)

 

Deixei a mansão em direção ao colégio da Emily. Vou fazer questão de foder com o proprietário e todos os envolvidos, sem falar que vou retirar o fundo educacional em que minhas empresas são responsáveis. Estacionei o meu carro em frente ao colégio e fui em direção ao portão de entrada. Andei pelo pátio em direção a sala da diretoria que estava com a porta entreaberta. Para a minha surpresa, a diretora estava com um casal discutindo sobre a briga de ontem.

— A minha filha não tem culpa de nada, foi apenas uma briga boba, e foi aquela selvagem que partiu pra cima da minha Sara.

Entrei na sala sem bater, e fixei os olhos no casal que estavam sentados em frente a senhora Mcfield. Reconheci imediatamente a piranha que estava aqui no outro dia em que a Emily tinha se envolvido em uma briga. Quer dizer que foi a mesma garota. Olhei para eles e falei calmamente.

— Bem, acho muito oportuno que vocês estejam aqui. Também vim resolver algumas questões sobre a transferência da minha filha, e comunicar que estou entrando com ação criminal contra este colégio, toda a diretoria assim como o proprietário, e também, contra os pais da menina que torceu o braço da minha filha.

O casal assim como a diretora ficaram pálidos como vela. O pai da menina se levantou e ficou em minha frente.

— Isso é um absurdo, a Sara é só uma criança.

Tensionei o meu queixo tentando não socar a cara desse idiota.

— Absurdo foi minha filha ter sido levada para o hospital porque sua filha torceu o braço dela de propósito. E outra, não vai ser ela quem vai responder, vão ser vocês por não darem educação aquela pirralha.

— Ora seu..., — Ele veio em minha direção, mas sua esposa o segurou pelo braço. Olhei para a senhora Mcfield que implorava.

— Senhor Freeman, reconsidere por favor. Isso foi um caso isolado.

Sorri sarcasticamente.

— Caso isolado ou não, aconteceu com minha filha e não vou deixar isso barato não. Vou suspender o fundo educacional que minhas empresas ofereciam a esta escola. — Estreitei os olhos e falei firmemente. — Fique ciente de que não vou sossegar enquanto não fechar este colégio.

A senhora Mcfield assim como os pais da garota ficaram em silêncio.

— Bem, quero o documento de transferência da minha filha, agora!

A diretora assentiu com a cabeça e pegou o telefone.

— Senhorita Clemencie, imprima o documento de transferência de Emily Foster Freeman por favor. Obrigada. — Ela encerrou a ligação. Me sentei em uma das cadeiras de sua sala sob o olhar de raiva do casal. Recebi a notificação em meu celular dizendo que o entregador já estava me esperando para me entregar os comprimidos. Encarei a diretora.

— Vai demorar muito? Não tenho o dia todo.

De repente, a porta se abriu e a secretária entrou segurando um envelope. Ela me entregou e eu dei uma examinada no documento.

— Está tudo certo. Entrarei com o processo ainda hoje. Passar bem.

Todos me olhavam incrédulos. Eu por minha vez, girei meus calcanhares e saí da sala.

 

***

 

Já passavam das dez quando cheguei na empresa. Me atrasei, pois tive que me encontrar com o entregador. Passei pela recepção e fui diretamente ao balcão da senhorita Johnson.

— A senhorita Sullivan já chegou?

— Não senhor.

Meu coração se apertou. Tive medo de que ela não viesse mais trabalhar e que estivesse me evitando. Passei a mão pelo rosto.

— Quando ela chegar, me avise por favor.

Ela assentiu com a cabeça.

— Sim senhor.

Me afastei do balcão e entrei em meu escritório. Liguei o meu computador e fui conferir todos os arquivos de liberação de empréstimos da empresa, e para a minha surpresa, havia um que eu não tinha aprovado. Franzi o cenho e verifiquei novamente. Bati os dedos na mesa tentando conter minha irritação. Puta que pariu! Se a receita federal descobre essa merda, eu estou fodido. Já basta o rombo das multas que vou ter que pagar. Peguei o telefone.

— Senhorita Johnson, peça para o Phillips vir em meu escritório, agora!

— Sim senhor.

Encerrei a chamada e de novo, verifiquei os arquivos. A liberação de empréstimos de financeiras sem ser declarado ao governo, configura crime de responsabilidade fiscal e da ordem tributária. Definitivamente alguém aqui dentro quer me foder. Não demorou muito e o Phillips entrou em minha sala.

— Senhor Freeman, mandou me chamar? — Ele se sentou em minha frente. Suspirei alto e virei a tela do meu computador para ele.

— Você pode me explicar que merda é essa?

Ele fixou os olhos na tela do computador.

— É uma ordem de empréstimo que foi liberada.

Tensionei o queixo e olhei friamente para ele. Pude sentir o ódio crescente dentro de mim.

— Sim, que eu não liberei. Você sabe o que isso significa? Liberação não declarada de empréstimo? Você quer me arruinar, Phillips? — Senti o suco gástrico vir em minha garganta. Ele se defendeu.

— Não sei o que aconteceu, Freeman.

Passei as mãos no rosto e depois, bati com a mão na mesa.

— NÃO SABE O QUE ACONTECEU? VOCÊ É BURRO POR ACASO, SEU ANIMAL! POSSO SER PRESO POR CAUSA DISSO! — Passei as mãos no rosto novamente. Ele ficou amedrontado com a minha reação e falou hesitante.

— Podemos cancelar ainda.

Apertei os meus lábios formando uma linha fina.

— Lógico que eu vou cancelar seu imbecil e incompetente. Você é um imprestável mesmo. Se eu não tivesse conferido no sistema, isso teria passado e eu provavelmente teria respondido criminalmente. Você imagina as consequências disso?

Ele ficou em silêncio enquanto eu vomitava a minha fúria.

— Você e sua equipe estão demitidos, Philips.

Ele arregalou os olhos.

— Mas, senhor.

Bati a mão na mesa e gritei.

— VOCÊ É SURDO? SAI DAQUI PORRA!

Ele se levantou rapidamente e saiu do meu escritório batendo a porta com força. Peguei o meu telefone e fiz uma ligação.

— Davis, faça o recrutamento da equipe de financeiro. Acabei de demitir o Phillips e sua equipe.

Escutei o suspiro exasperado do Davis, mas ele não me questionou.

— Sim senhor.

Encerrei a ligação, na mesma hora, o telefone voltou a tocar. Coloquei o telefone em meu ouvido e gritei de ódio.

— É O QUE AGORA! — Escutei a voz trêmula da senhorita Johnson.

— Senhor Freeman, a senhorita Sullivan acabou de chegar.

Bati os dedos na madeira maciça da mesa.

— Obrigado, senhorita. — Encerrei a ligação. Como poderia conversar com a Maya no estado que estou? Era capaz de brigar feio com ela novamente, sem falar que não estou conseguindo me acalmar. Peguei o frasco de comprimidos em meu bolso e imediatamente me senti culpado. Me sinto culpado por ser viciado nestas porcarias que já tinha largado por um tempo. Não adianta julgar o Enrico, sou igual a ele no que se trata de vício em drogas. Com as mãos trêmulas, peguei um dos comprimidos do frasco, coloquei em minha boca e engoli em seco. Fechei os olhos ao sentir os meus músculos relaxarem. Guardei o fármaco em minha gaveta e saí do escritório em direção a sala da Maya.

Bati na porta e escutei sua voz me pedindo para entrar. Ao abrir, fixei meus olhos nela que estava sentada de frente para o computador. Ela me encarou com a cara fechada. Entrei na sala e fechei a porta atrás de mim.

— Será que podemos conversar?

Ela estreitou os olhos e me olhou friamente.

 

Maya

 

Encarei o Eric com ódio. Aquilo que aconteceu ontem à noite foi o cúmulo. Sua reação violenta realmente me assustou. Pensei seriamente em terminar com ele, pois não valia a pena ficar com um homem que me provoque medo, mas eu pensei na Emily, não posso abandonar a minha filha.

— Você não vai quebrar nada antes?

Ele me olhou envergonhado.

— Não. — Ele se aproximou devagar e segurou meu olhar. — Me desculpe por aquilo, Maya. É que eu não tive um dia bom.

Ah francamente. Sempre tentando se livrar da culpa.

— Isso não te dar o direto de descontar nem em mim e nem em sua filha, Eric. Você não sabe como eu me sentir naquele momento. Eu tive medo de você. Você acha certo isso?

Ele se aproximou de minha mesa.

— Meu amor, nunca faria mal a você..., eu não sou assim. Ontem eu estava transtornado, Maya. A audiência não foi como eu tinha previsto. Só consegui me livrar de dez processos, vou ter que pagar uma multa exorbitante para as outras quatro empresas. Vou levar meses para me recuperar. Estava cansado, cheguei em casa e me deparei com mais problemas e que minha filha tinha se machucado, e por fim, fiquei sabendo que você tinha pedido ajuda para o meu irmão que trepava com minha esposa pelas minhas costas e que mesmo assim, você deixou ele pisar em minha casa. — Seus olhos ficaram marejados. Pude sentir a dor no olhar dele. Meu coração ficou apertado nessa hora. — Maya, você pode não entender, mas isso me corrói há doze anos. Essa traição foi um baque muito forte para mim, por pouco não consegui me reerguer. Posso dizer que só consegui voltar a sorrir, depois que você entrou em minha vida. Você trouxe a felicidade de volta. Não sei o que seria de mim se você me deixasse. Acho que não ia suportar, Maya. Eu te amo. Não posso te perder por causa do meu gênio explosivo. Me perdoa por favor, por nós dois e pela Emily. — E as lágrimas desceram pelo o seu rosto. Nunca imaginei que veria o coração de gelo chorar algum dia, mas ele está aqui em minha frente, esse homem de mais de um e noventa de altura, completamente vulnerável, declarando o seu amor e implorando o meu perdão. Me doía ver o homem que amo assim. Me levantei, me aproximei dele e enxuguei suas lágrimas com minhas mãos.

— Oh Eric. Você me magoou tanto ontem. Eu te amo, fiquei arrasada com aquilo. Só estava tentando cuidar da sua filha.

Ele segurou meu olhar.

— Eu sei. Tenho consciência do quanto fui estúpido. Você é a única pessoa que me faz bem, Maya. Não posso te perder. Me perdoa? — Ele segurou as minhas duas mãos e as beijou. Fiquei na ponta dos pés e o beijei nos lábios.

— Eu te perdoo Eric. — Voltei a beijá-lo e ele aprofundou o beijo. Nossas línguas se entrelaçaram fazendo este momento ficar ainda mais quente. Meu corpo febril correspondeu ao toque das mãos fortes dele. Gemi ofegante quando ele prendeu os meus lábios entre os seus dentes.

— Hmmm, Eric.

Suas mãos desceram pelas as minhas costas e descansaram em minha bunda.

— Preciso de você, meu amor. Preciso estar dentro de você.

Entrelacei minhas mãos em seus cabelos.

— Também preciso ser sua, Eric.

Ele me segurou pelas coxas, me levantou do chão e me colocou sentada em minha mesa. Ele se encaixou entre minhas pernas e voltou a me beijar e mordiscar os meus lábios. O fogo crescente tomava conta de mim. Podia sentir minhas bochechas queimando, sem falar do meu baixo ventre que se contraía de desejo. Senti a ereção do Eric apertar a minha boceta por cima da minha calcinha. Abri o zíper da calça de alfaiataria do Eric para liberar seu membro avantajado. De repente, ouvimos o barulho da porta sendo aberta. Eric se afastou rapidamente de mim e fechou o seu zíper. Eu por minha vez, ajeitei a minha roupa e passei a mão pelos cabelos tentando arrumá-los. Fixei os olhos na linda mulher de cabelos grisalhos que tinha entrado na sala e nos olhava com a testa franzida. Apesar de sua idade, ela inspirava elegância e beleza. A reconheci na hora, pois sua foto estava estampada em revistas e sites de moda e economia. O Eric se virou e ficou vermelho como um pimentão. Podia ver que ele ficou envergonhado, provavelmente por ela ter nos pego em uma situação tão íntima. Ele recuperou sua postura de coração de gelo e a questionou.

— Mãe, o que faz aqui?

 

Continua...


Notas Finais


Bem, meus amores. Bafão, descobrimos que Eric é viciado em calmantes por conta do seu gênio explosivo e por causa da mágoa que ele tem por causa da traição do irmão e da falecida esposa. Bem, a mãe do Eric os flagrou em uma situação meia que constrangedora. O que posso dizer sobre isso? Será mais uma para atrapalhar a relação do casal.

Dias de postagens: Terça: Richard Bates, Quarta: Loan Huxley, Sexta: O Poderoso CEO. Se não publicar nos dias citados, publicarei no dia seguinte.

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