História O Político - Capítulo 70


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 70 - Capítulo 70


Fanfic / Fanfiction O Político - Capítulo 70 - Capítulo 70

 Gerardo 👱‍♂️

Acordei cedo demais para quem brincou até altas hora da madrugada. Vendo Regina ainda esparramada sobre meu corpo, completamente adormecida, tive a certeza que demoraria a acordar, pois se essa gestação fosse igual a de Sophie, apostaria meu jato que duas coisas triplicariam: o sono e a libido. Como aproveitamos ao máximo a segunda opção na madrugada, deixaria minha princesa dormir até mais tarde levantei, tirando-a do meu peito, tomando cuidado para não acordá-la e vesti uma bermuda e camiseta branca, saindo do quarto, mas já sabendo onde seria minha próxima parada abri a porta do quarto de Sophie, vendo-a saltar da cama para meu colo ainda com seu pijama cor de rosa.

— Papai. — Encheu meu rosto de beijos e conhecendo minha filha como ninguém, sabia que ela queria me pedir alguma coisa.

— Que animação toda é essa? — Repeti seu gesto, sentindo seu cheirinho único

— Desculpe, Senhor Presidente, ela está agitada já há algum tempo querendo ir para a praia.

— Também para quem dormiu quase um dia todo ontem, só poderia estar bem disposta mesmo, não é, amor?

— Vamos à praia, papai? — Juntou as mãos, piscando.

— Vamos, amor Lupe, por favor, coloque um biquíni e um vestido nela.

— Pode deixar. — A babá sorriu do cuidado que tinha com minha filha.

— Espero vocês lá embaixo. — Coloquei Sophie de volta na cama, depositando um beijo em sua testa.

— Podemos levar a Maggie, papai?

— Como se ela precisasse de autorização. — Revirei os olhos, sorrindo e saí do quarto.

Já na cozinha liguei a cafeteira e tentei organizar um pouco a bagunça que deixamos ontem. Sorrida nossa travessura e pensei que não poderia estar mais feliz Regina estava esperando nosso segundo filho. Sophie estava cada vez mais esperta cada dia ficávamos mais unidos e para completar, a guerra contra o Estado Islâmico terminou com poucas, inaceitáveis, mas felizmente poucas, perdas. Essa era minha maior preocupação, pensando naquelas famílias, tanto do nosso país, como do deles, sem seus entes queridos, que poderiam ser pais como eu, filhos e maridos. Balancei a cabeça, preparando minha xícara de café e colocando o leite da minha filha para esquentar com o timing perfeito, Sophie desceu quando o micro-ondas apitou, chegando toda animada

— Vamos, papai. — Puxou minha bermuda, fazendo-me sorrir. Como poderia ser tão parecida conosco?

— Tome seu leite primeiro, filha. — Ofereci o copo de plástico todo desenhado para ela, que pegou engolindo o líquido branco.

— Sophie! — Disse exasperado. — Calma, filha, você vai engasgar, querida, e a praia não vai sair do lugar. — Acariciei seus cabelos, ainda de pé perto do balcão, pois nenhum dos dois tinha paciência de sentar para tomar café.

— O senhor quer que eu prepare o café da manhã? — Lupe chegou à cozinha correndo, não conseguindo acompanhar o ritmo da minha princesinha.

— Por favor, Lupe. Regina acordará faminta...

— A mamãe ainda está dormindo, papai?

— Está, filha fomos dormir muito tarde e ela e seu irmão precisam descansar.

— Papai, nós não sabemos se é menino. — Ela cruzou os braços na frente do corpo, como a mãe fazia quando estava brava. Peguei-a no colo limpando seu bigodinho de leite com o guardanapo.

— Filha, eu disse referindo-me ao bebê, entendeu?

— Sim, sim. — Gritou com os braços esticados acima da cabeça.

— Shiu! Então vamos, antes que acorde até os funcionários na casa de hóspedes.

— Tchau, Lupe.

— Vão com Deus, pode ficar tranquilo que vou preparar um café da manhã especial para quando voltarem da praia.

— Obrigado, Lupe, sei que esse não é seu trabalho...

— Não se preocupe, Senhor, eu faço com o maior prazer, vocês precisam desse descanso. — Sorri, pensando mais uma vez em como Regina havia modificado meu modo de ver e agir a vida, começando pelos funcionários.

Nunca passaria por minha cabeça ter uma conversa tão doméstica com uma babá se não fosse Miranda. Assenti, agradecendo a ela e desci com Sophie ainda no meu colo para nossa praia particular, que também era protegida 24 horas por dia, não apenas por ser mais uma das residências do Presidente norte-americano, mas por ser em uma área exclusiva. Estava feliz por toda precaução ao comprar oimóvel, assim que descobrissem nosso Refúgio Feliz, ele deixaria de ser um refúgio, transformando-se em mais um ponto de encontro de jornalistas, do mundo inteiro, atrás de uma foto da intimidade da família presidencial. Passei boa parte da manhã entrando e saindo com Sophie da água, correndo com Maggie e passando o protetor solar que havia esquecido, mas que Lupe teve a gentileza de trazer. Quando cansamos e o sol começou a ficar forte, voltamos para casa, com Sophie reclamando ao meu lado, porém quando observou quem estava parada no topo da escada, sorriu e correu para seu colo.

— A farra estava boa? — Regina disse rouca, fazendo cócegas na barriga da nossa filha, vestindo apenas uma bata branca e por baixo um biquíni da mesma cor.

— Só faltou você, mamãe, mas a gente pode ir de novo. — A malandrinha olhou para trás, encontrando meu olhar de reprovação.

— Mais tarde, filha agora nós vamos tomar um café gostoso e podemos brincar na piscina coberta, o que acha? O sol está muito forte e pode fazer mal para nós, olhe como somos branquinhas.— Minha esposa esticou o braço vendo Sophie imitá-la e ganhar vários beijos, fazendo com que ela gritasse e se jogasse do colo da mãe, correndo com Maggie.

— De onde vem tanta energia, meu Deus! — Aproximei-me, beijando seus lábios, suavemente.

— Bom dia! Dormiram bem? — Toquei seu ventre e obtive um lindo sorrido em resposta.

— Bem e demais, como sempre. — Enlaçou os braços no meu pescoço.

— Você precisava descansar, estava com a mesma energia ontem à noite. — Apontei para nossa filha, gritando e correndo ao nosso redor.

— Devo confessar que nossa noite foi maravilhosa e apetitosa. Deixou até gostinho de quero mais, que teria acontecido se eu não tivesse acordado sozinha se bem que acordei faminta também, de comida. — Lambeu o lábio.

— Lupe preparou um café da manhã pensando nisso. Vamos? — Peguei sua mão e formos até avaranda principal, onde a mesa havia sido posta.

— Obrigada, Lupe está perfeito.

— Não precisa agradecer, senhora Martínez. — Sorriu maternalmente. — Se quiser podemos discutiro almoço.

— Não precisa, obrigada eu mesma quero prepará-lo uma massa, que tal, amor? — Sorri, puxando a cadeira para que ela se sentasse e chamando Sophie para tomar seu café, fazendo uma anotação mental de não passar perto da cozinha enquanto minha esposa estivesse cozinhando novamente, pois não iria prestar.

O café da manhã foi perfeito, curtir esses momentos em família era tudo que precisava para poder relaxar e voltar com as baterias recarregadas para a Casa Branca, porém o telefonema que recebi do meu sogro, pedindo uma video conferência naquele momento, logo depois que Regina levou Sophie para o banho me deu impressão que essa paz não iria durar muito, pois mesmo em nosso Refúgio Feliz fui lembrado que ainda era o Presidente dos EUA.Pela voz do meu sogro algo sério estava prestes a ser discutido. Então vamos lá, Presidente Martínez!



 Regina👩

— Mamãe, nós vamos para  a piscina?

— Vamos, meu amor só que precisamos tirar o sal do corpo com esse banho, para você não ficar com a pele ressecada.

— O papai então também precisa. — Sorri da sua esperteza, embrulhando-a na toalha, enquanto Lupe separava um vestido para ela.

— Eu já o mandei para o banho, filha. Só que o papai não precisa que de em banho nele...— Se bem que um banho com meu marido não seria nada mal.

Balancei a cabeça, tirando os pensamentos nada puros da minha mente a gravidez, como Gerardo costumava dizer, me deixava assim, com muito mais fogo e disposição para o sexo e se tivesse a oportunidade passaria 24 horas na cama com ele. “Oh, meu Deus!” Estava trocando minha filha, não poderia pensar nessas coisas. Será que teria que falar com a doutora Charlotte sobre isso? Claro que não falaria com ela meu marido sabia controlar muito bem a situação. Falando nele, onde será que ele havia se metido? Subi com Sophie já há algum tempo e nada dele aparecer. Com Lupe terminando de arrumar minha filha e antes de começar a preparar nosso almoço, fui atrás do meu marido encontrei Vânia no corredor entre as inúmeras salas de estar da casa.

— Bom dia, Primeira Dama.

— Bom dia! Conseguiram descansar? — Seu rosto, mesmo que fechado, denunciava que a noite na casa de hóspedes, mesmo tendo os pilotos lá também, havia sido bem animada.

— Muito bem, Senhora.

— Que bom. Você viu meu marido por aí?

— Ele seguiu para a sala de video conferência no andar debaixo com Jonathan, agora mesmo.

Uma das únicas exigências de Gerardo para a reforma daquela casa era uma ala, completamente separada do restante da casa, apenas para reuniões e conferências. Para dar exclusividade às suas negociações, decidimos que o anexo externo seria perfeito, o lugar já era grande o suficiente, apenas dividimos melhor, criando um escritório à prova de espionagem para ele e modernizando as salas de reuniões e conferência.

— Eles querem você lá o quanto antes. — Desci até o subsolo da casa e antes mesmo de chagar à sala de conferências, ouvi a voz de meu pai ecoando nas caixas de som. Naquele momento percebi que nossas férias acabariam antes de começar.

— Mas isso é loucura, Chefe. — Gerardo bateu na mesa, nervoso. Aproximei-me sem chamar atenção, tentando entender o que meu marido e meu pai estavam discutindo. — Acabamos de enfrentar uma batalha com eles, não irei dar esse gosto.

— Se você não estiver no Afeganistão amanhã, isso será entendido pelo governo como uma desfeita.— Meu coração perdeu uma batida. Não! Meu marido não poderia ir para aquele país sozinho.— O Chefe de Estado deles quer uma Cerimônia Oficial com todos os envolvidos na ofensiva para a assinatura do tratado marcando o fim dessa batalha. — Meu pai continuou.

— Isso não é corriqueiro, reunir tantas lideranças, ainda mais em uma zona de conflito... — Gerardo estava tenso.

— Não. Porém a guerra não foi contra o governo e é por isso que eles o querem lá para demonstrar que estão em paz com os EUA. O Capitólio está de acordo e iremos em comitiva, contendo alguns Senadores, membros do Conselho, juntamente com as Forças Armadas nada irá acontecer, Gerardo...

— Primeira Dama. — Fui pega no flagra por Jonathan que me segurou, pois o susto e a tensão me deixaram tonta.

— Chefe, falo com você daqui a pouco. — Gerardo desligou a ligação e veio correndo ao meu encontro. — Você está bem? — Beijou meu rosto pálido. — Jonathan, nos deixe a sós, por favor.

— Ok! Com licença.

— Eu não quero você lá, esse sempre foi meu pior pesadelo. — Desabei, trazendo o choro que estava preso na minha garganta, sendo amparada por ele.

— Shiu! Você não pode se alterar tanto. Olhe o bebê. — Ele me embalava como se tivesse ainda a idade de Sophie.

— Como eu não posso me alterar? Querem que você se exponha em uma das regiões mais perigosas do mundo, onde até ontem, estávamos em guerra. Isso é loucura. — Tentei levantar-me, porém ele acomodou-me mais em seu colo e pude sentir que seu coração também estava acelerado.

— Serão apenas dois dias, logo eu estarei de volta.

— Nem você concorda com isso, eu ouvi. — Ergui meus olhos, encontrando os dele, preocupados.

— Tem coisas que não estão no alcance nem do Presidente, princesa. — Disse cansado, passando a mão livre pelos cabelos.

— Eu vou com você então.

— Nem pense nisso, é uma assinatura de tratado a terrisso, assino e decolo. Não quero você envolvida nisso.

— Se é tão simples, por que está tão nervoso?

— Porque não gosto de ser forçado a fazer coisas sem sentido. Também acho uma loucura, mas tenho que estar lá como Presidente do nosso país isso se não quisermos fazer uma desfeita para o povo islâmico, tendo o risco de recomeçarmos a guerra por bobeira.

— O Senado não deveria ter concordado com isso poderíamos fazer uma celebração na Casa Branca, seria mais seguro.

— Eu pensei nisso, mas já foi tudo acertado. — Bufou.

— Eles não podem decidir as coisas sem o seu aval final.

— Regina, não é assim, você sabe bem disso o Senado e a Câmara são independentes, eunão mando em nenhuma das duas casas. Isso é o que mantêm o equilíbrio da democracia.

— Isso só pode ser coisa da o posição.

— Oposição ou não, embarco em poucas horas.

— Mais uma vez nossas férias serão interrompidas. — Reclamei fazendo meu já famoso bico.

— Claro que não, serão apenas dois dias no máximo, voltarei direto para cá. — Ergueu meu rosto, beijando-me profundamente. — Temos muitas coisas a fazer aqui ainda, princesa, mas agora que tal fazer aquela massa que estou com vontade quero almoçar com vocês antes de começar a me preparar. — Sua voz era carinhosa, mas com um profundo toque de malícia.

— Ok! Dois dias, Gerardo Martínez... Se você não voltar em dois eu irei pessoalmente te buscar. —Disse vencida.

— Não tenho dúvidas que você seria capaz disso, Primeira Dama. — Levantei-me devagar, testando meu equilíbrio. — Você está bem? Podemos deixar a massa para outro dia, suba e descanse.

— Não, eu vou fazer estou melhor.  — Dei-lhe um selinho e saí, vendo Jonathan na porta. — Você, trate de cuidar do seu Chefe lá.

— Pode deixar, Primeira Dama. — Ele tentou segurar o riso e foi ali que percebi que a noite havia sido boa mesmo na casa de hóspedes.

Jonathan nunca sorria à toa voltei para a cozinha com a cabeça a mil, sabia que até o retorno dele, dessa insanidade de Assinatura de Tratado, eu não teria paz. Achei melhor que Sophie não soubesse ainda da viagem dopai ou visse minha agitação, por isso pedi a Lupe que a mantivesse na piscina. Já Gerardo ficou trancado na sala de reuniões, discutindo os detalhe da a segurança para a viagem só apareceu quanto eu já arrumava a mesa para o almoço.

— Tudo bem?

— Tudo. — Abraçou-me, beijando o topo da minha cabeça. — Eu te amo, nunca se esqueça disso.

— Não preciso esquecer quando tenho você diariamente para me lembrar e nem se atreva a não voltar. — Beijei seu peito por cima da camiseta e arrepiei-me, ao lembrar que a última vez que tivemos uma conversa como essa, ele levou um tiro, me desesperei, começando a chorar novamente. — Prometa para mim que voltará inteiro.

— Eu juro, princesa, não se preocupe, logo estaremos juntos de novo. Vou chamar Sophie para almoçarmos. Ok? Você ficará bem? — Ele beijou-me, imprensando meu corpo contra a geladeira e ali senti o quanto precisava dele, como o ar para respirar. Infelizmente, também sabia que essa pergunta não era apenas pelos minutos que subiria até o terraço e sim pelo tempo que passaria longe de mim.

— Vamos tentar. — Solucei, tentando disfarçar e enxuguei o rosto e indo até o forno.

— Ok! Já volto. — ele voltou com Sophie no colo embrulhada em seu roupão rosa.

— Quase precisei entrar na piscina para tirá-la. — Tentou parecer bravo, mas derreteu-se com o sorriso da nossa filha.

— Vamos comer, meu amor? — Ele colocou-a em sua cadeirinha, ao nosso lado na mesa. — Fiz aquele macarrãozinho que você e o papai amam.

— Oba! Eu quero, mamãe. —

Fizemos o possível para manter o clima, do almoço, o mais ameno possível, mesmo com o coração na boca, porque conhecendo a pequena Sophie, sabíamos que ela daria trabalho pra comer se desconfiasse o que estava acontecendo.


Notas Finais


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