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História O Ponto Fraco de Lord Voldemort - Capítulo 11


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Notas do Autor


Voltei depois de quase um mês.

Tentei mesclar o pov do Voldemort com o da Katherine em um capítulo só. me digam se gostaram, ou se preferem em capítulos separados.

Capítulo 11 - Enfrentamentos


Voldemort

Passei a maior parte da noite acordado, planejando os próximos passos. Eu já havia feito a minha última horcrux, havia conquistado de vez  a metamorfomaga Katherine Dolohov, e agora havia chegado a hora de retornar a Londres em definitivo para iniciar a minha dominação. Na hora certa, Katherine viria até mim e levaria muitos voluntários à minha causa com ela.

Por falar nela, ela dormia de um jeito angelical sobre o meu peito. Passamos a noite toda juntos e eu mal posso acreditar que fui o primeiro homem da vida dela, bastou eu dizer que a amava para que ela se entregasse. Prova disso era o lençol sujo por baixo de nós dois. O torpor foi tanto que não conseguimos nem trocar o lençol antes de cairmos adormecidos. Eu só precisava cuidar para que os pais dela não fizessem nada com ela. Sei que essa rebeldia lhe custaria caro.

- Oh, dormimos a noite toda! Pensei que só cochilaria e voltaria para casa rápido. Os meus pais devem estar mortos de preocupação! Voldemort, eu preciso ir. – Ela acordou agitada.

- Katherine, se acalme. – Segurei o pulso dela quando ela se levantaria. – Bom dia. – Beijei-a nos lábios, esperando um romantismo da juventude dela, mas me enganei.

- Voldemort! A noite foi ótima, eu amei tudo, eu amo você, mas eu preciso mesmo ir. Trocamos cartas depois. – Ela começou a procurar as roupas dela.

- Katherine, eu estou indo embora. – Digo ignorando a pressa dela. – Agora mais do que nunca, precisamos estar unidos. Seus pais serão contra a gente e farão de tudo para que não nos vejamos mais. Dê-me o seu braço esquerdo. Vou tatuar no seu braço a nossa marca e poderemos nos comunicar sempre através dela. Não vai doer nada para quem já jogou fogo maldito nos dois braços.

- O que? – Ela perguntou confusa e me estendeu o braço. – Vai marcar a minha pele?

- Vai ser a forma de nos mantermos unidos. Poderei saber como está, poderá me chamar tocando o próprio braço e eu aparatarei imediatamente. Poderei chama-la também. Não vai doer mais que as tatuagens que você fez com fogo maldito. Morsmodre!

Ela fez uma careta de dor, mas agora o desenho que ela fez agora estava marcado em seu antebraço esquerdo e ela não sabia se olhava surpresa pra mim ou para o próprio braço. O desenho combinou bem com o tom de pele e ela estava ainda mais atraente pra mim.

- Agora, vou morrer duas vezes por causa disso. – Ela diz. – Meus pais me mandarão para longe.

- Não mandarão não, isso eu garanto. Vou conversar com o seu pai mais tarde. Katherine, quero que vá me encontrar quando terminar a escola. Agora você já sabe aparatar a longa distância. Estarei montando um exército e preciso que você recrute os seus amigos para fazerem parte dele. – Digo e ela apenas me encara com os olhos lilás. – Conto com você para isso. Depois, dominaremos o mundo juntos.

- Não faça nada com o meu pai, por favor. E, seja lá qual é a importância deste Andrey Savinov que você mencionou na noite passada, não use isso para atingi-lo. Ele ainda é o meu pai e eu o amo muito. – Ela me pede acariciando o meu rosto e eu beijo a sua mão.

- Desculpe, mas usarei isso sim se eu souber que ele lhe fez algum mal. Eu sou seu namorado e é meu dever protegê-la. – Digo e ela sorri olhando pra baixo. – Como você está? Dormiu bem? Foi como você esperava?

- Foi ainda melhor do que eu esperava. Obrigada pela noite passada. – Ela responde sorrindo e eu sorrio junto. – Mas, agora eu preciso enfrentar os meus pais, e é melhor que você não esteja comigo neste momento para não gerar mais brigas. Quando eu terminar a Durmstrang, eu encontro você. O que eu sinto por você é mais forte do que eu. – Ela acrescenta e termina de se vestir.

- Vai ficar tudo bem, Kath. Estarei esperando por você e até lá, manteremos contato. – Eu digo e ela assente. – Mas, não vai querer nem tomar um café da manhã de despedida comigo?

- Não. Fica para a próxima. Podemos fazer isso para sempre em Londres. Até breve, meu amor. Eu te amo. – Ela se despede e cola os nossos lábios antes de aparatar.

Percebi que Katherine falou que me ama ou que sente algo forte por mim mais de uma vez, certamente para que eu dissesse o mesmo de volta, cuidarei de dizer isso no próximo encontro, ainda que eu não sinta de verdade. Posso gostar dela, mas amor é algo que eu nunca consegui sentir por ninguém.

Assim como ela, decidi travar as minhas batalhas também. Comecei escrevendo cartas aos meus antigos amigos da escola para avisar da minha volta: Abraxas Malfoy, Orion e Cygnus Black, Mulciber, Lestrange e Ivan Rosier. Eu me reuniria com eles e começaria a recrutar seguidores para tomar o controle do Ministério Da Magia de Londres e fazer as minhas próprias leis. A primeira delas seria exterminar todos os sangues ruins. Eu recrutaria também os dementadores, os gigantes, lobisomens e quaisquer outras criaturas das trevas para espalharem o caos ao meu lado. Por último, matarei Dumbledore.

Após gastar a manhã toda ali, almocei em um restaurante qualquer e fui ao Ministério da Magia para sondar como estavam as coisas após eu beijar a Kath na frente de todos. Assim que eu atravessei a porta, vi bruxos que tinham alegria em me cumprimentar me olhando desconfiados. Yan Levski que sempre me parava nos corredores, passou reto por mim olhando para o outro lado. Provavelmente, estariam tomando as dores de Antonin, mas eu os colocaria em seus devidos lugares.

Fui direto até a sala de Nikolai Polliakoff e entrei ainda que a sua secretária dissesse que eu não tinha permissão para isso. O homem empalideceu quando me viu e eu percebi o motivo quando vi Antonin Dolohov no canto da sala degustando um copo de whisky e me olhando com um misto de raiva e medo.

- Já fui mais bem recebido aqui em outras ocasiões. – Digo amistosamente e os dois se olham. – Creio que ainda precisamos muito conversar, Antonin, apesar de eu ter vindo aqui ver o Nikolai para saber como anda a campanha.

- Seu estúpido, cretino, como ousa aparecer aqui? – Antonin sacou a varinha, mas eu o desarmei com rapidez. – É a minha filha...

- Katherine está segura comigo, eu já te falei isso. Ela gosta de mim, eu gosto dela e tá tudo bem. É engraçado porque em todas as vezes que eu estive aqui e você me falou sobre ela, nós já estávamos saindo juntos por aí sem compromisso. – Digo para provocar. – Fiquei impressionado com o fato de você ter conseguido fazer uma coisinha tão linda como ela.

- Milord, por favor. – Ouvi Nikolai falar imóvel.

- Milord. – Imitei-o de forma debochada, mas logo me virei para Antonin e encostei a varinha em seu pescoço. – Deve ter esquecido com quem está falando, não é mesmo, Antonin? Não quero que a castigue, que a mande para longe e nada do tipo. Ela irá terminar a escola e irá me encontrar em Londres, esse é o plano. Ontem, eu iria mata-lo, agradeça a ela por sua vida, mas não vou tolerar que fale comigo como quer, sabe que posso destruir tudo o que você tem e matar toda a sua família até que sobre somente a Katherine pra mim.

- Por favor... – Ele começou a chorar enquanto implorava.

- Saiba que se Katherine se tornar um problema por sua causa, eu posso matá-la também, ainda que a metamorfomagia dela me interesse bastante. Alías, seria bom que fizesse gosto da nossa união porque depois de ontem á noite, não sei se encontrará alguém que ainda queira se casar com ela. – Eu finalizo e abaixo a varinha. – E você, Nikolai, não se iluda achando que irá governas a Bulgária como quiser, não. Fará tudo o que eu mandar ou a doce e pequena Iva também irá sofrer. O jeito sonhador que ela tem, o sorriso e a forma como olha pra baixo quando está envergonhada... é uma menina tão bonita e tão cheia de vida para morrer pelos erros do pai.

- Farei o que quiser, milord, mas poupe-a. – Nikolai me respondeu igualmente com medo.

- Ótimo. Já estamos esclarecidos. – Finalizo a conversa enquanto os dois me olham espantados.

 

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Katherine

Aparatei direto até o jardim da minha casa. Estava tudo arrumado da mesma forma que antes. Parecia até que a festa havia acabado assim que eu fui embora com Voldemort. Eu tinha medo da conversa que teria com os meus pais, mas eu não podia evitar isso.

Assim que entrei em casa, encontrei os dois dormindo no sofá da mesma forma que havia encontrado Iva e Gellert na última vez que saímos. Aproximei-me dos dois e os balancei levemente até que eles acordassem, e assim que a minha mãe abriu os olhos, ela me abraçou com muita força e caiu em prantos, já totalmente desperta.

- Kath, pensei que não voltaria a vê-la. Você está bem e a salvo. – Ela diz entre o choro e eu apenas retribuo o abraço. – Ele te fez alguma coisa?

- Não, mãe. Eu estou bem...

- Katherine, você vai fazer as malas agora pois vou manda-la para a França com os seus tios. Terminará a sua educação na Beuxbatons e ficará por lá. Eu duvido que aquele miserável saiba a localização da Beuxbatons. Durmstrang já não é mais segura depois que o Igor contou a ele a localização da escola. Vamos mantê-la a salvo deste monstro. – Meu pai disse cheio de planos. – Ele te forçou a algo? Ele está te ameaçando a ficar com ele? Se aceitar depor antes, podemos prendê-lo. É poderoso, mas não é páreo para toda a guarda búlgara.

- Pai, ele não me forçou a nada. Somos namorados e eu o amo. – Digo e sinto o meu rosto arder com o forte tapa que o meu pai me deu. – Pai, o que foi isso? – Pergunto assustada esfregando o rosto.

- Não criei uma filha para ser uma vagabunda. Você tem noção de quem ele é e do que ele faz? Você já leu os jornais, Katherine? – Meu pai me perguntou aos gritos, mas eu sabia que ele estava mais com medo do que com raiva. – Ele é um assassino! Usa as pessoas em um jogo perverso de dominar o mundo. Ele não te ama e não vai ficar com você a sério. Ele está voltando para Londres e você vai ficar na boca do povo por ter sido a putinha dele, é isso que quer?

- Nós vamos morar juntos em Londres. Eu já tenho 18 anos e vocês não podem me impedir. Nós nos amamos! – Tento argumentar.

- Só por cima do meu cadáver. Ele terá que me matar e fará isso sem remorsos. Minha morte vai cair na sua conta, Katherine. – Ele grita. – Você é tão ingênua, Katherine! O que uma menina de 18 anos poderia oferecer para um bruxo poderoso e experiente como ele? Nada, a não ser que a bruxinha em questão fosse uma metamorfomaga capaz de se transformar por completo em outra pessoa. Acha que isso é amor ou mero oportunismo?

- Chega vocês dois. Antonin, eu vou levar a nossa filha para o quarto. Faça os feitiços antiaparatação para não corrermos o risco de ele entrar aqui. Vamos fazer as malas, Kath. – Minha mãe tenta me convencer.

- Eu não vou embora! – Grito.

- Vai sim! Vai ou eu não me chamo Antonin Dolohov! – Meu pai grita e eu subo para o quarto chorando com raiva. Minha mãe veio atrás.

Me joguei na cama e continuei a chorar quando a minha mãe começou a fazer as minhas malas às pressas. Quando ela estava prestes a fechá-la, lancei um feitiço que fez as roupas saírem todas e se espalharem pelo quarto.

- Katherine, o que está fazendo? – Ela me repreendeu.

- Eu não vou embora, mãe. Meu lugar é aqui. Se eu for mandada para longe, eu fugirei e o  chamarei. – Mostrei o braço esquerdo e a minha mãe cobriu a boca com as duas mãos em sinal de desespero. – É a nossa marca. A mesma que apareceu no céu e que vai aparecer pra sempre.

- Eu só queria entender como isso tudo começou, Kath. – Minha mãe se lamentou.

- Gellert já deve ter batido o serviço completo e foi isso mesmo: eu costumava me transfigurar no professor Torodov. – Eu muto a minha forma física na do professor e a mãe me olha mais espantada pela perfeição da minha transformação. – E assim, conseguia passar pelos portões da escola. Em uma dessas escapadas, conheci Voldemort em uma boate. Ele me salvou de um quase estupro, ficamos amigos durante um tempo, só começando a namorar no último mês. Ele me trata com muito cuidado, com muito carinho e nunca escondeu quem é de mim. Sei que ele pode ter interesse na minha metamorfomagia, mas e daí? Se eu achar que devo ajudá-lo com isso, eu irei. A propósito, tivemos a nossa primeira vez ontem.

- Katherine! Você se perdeu com ele? - Minha mãe perguntou ficando cada vez mais chocada com o meu relato.

- E o papai não tentava nada quando vocês estavam na escola? Antes de casarem? – Perguntei e ela confirmou. – Todo homem quer isso, e Voldemort... bom, só aconteceu quando eu quis. Ele nunca forçou nada, e foi tão sublime, mãe. Ele é um homem bom, e é com ele que eu quero ficar pra sempre!

- E se protegeu? – Ela me perguntou.

- Não, eu... eu acabei me esquecendo. – Agora o desespero era meu.

- Pois bem, já que vai fazer essas coisas, pelo menos previna um filho ou algo pior. Sabe-se lá com quem esse homem já se deitou. Vou pedir a Lili para fazer uma poção para prevenir bebês. Tenha cuidado, filha. Sei que se a levarmos para a Beuxbatons ou qualquer outro lugar, ainda sim não será impedimento para fazer o que quer, mas eu e o seu pai a amamos muito. Não faça nenhuma besteira. – Minha mãe pediu e eu decidi me calar.

Então, nós duas fizemos a minha mala juntas, eu tomei a poção anticoncepcional e fiquei trancada no quarto até que o meu pai ordenasse que eu fosse para a França.

Estranhamente, a noite caiu e a minha viagem não aconteceu, e os motivos eu fui saber da boca da Iva quando ela foi me visitar à noite. Eu sabia que a missão dela ali era tentar colocar juízo na minha cabeça, mas acabou sendo a minha confidente. Falei dos detalhes sobre a minha primeira vez, e ela me contou que Voldemort havia ameaçado os nossos pais de modo que eu não seria mais levada para a Beuxbatons. Então, basicamente, eu teria que ser uma boa menina e somente aguardar o dia de deixar a escola e de ir viver o meu grande amor. 


Notas Finais


E então?E aí?


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