História O Porão da Escola. - Segunda Temporada. - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Aventura, Drama, Escola, Romance, Universidade, Universo Alternativo
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Palavras 3.112
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Essa é a primeira temporada dessa história, peço que tenham um pouco de paciência com a extensão dos capítulos, e perdoem a falta de criatividade com nomes (minha e do personagem principal) seja de lugares e/ou pessoas.
Qualquer dúvida quanto ao enredo, correção ortográfica, etnia, cronologia, crítica construtiva e etc... Podem deixar nos comentários!
Espero que gostem!
Boa leitura!!
>.<

Capítulo 1 - Pesadelo e Contato. (Primeira Temporada.)


Caminhando em direção ao vazio, o horizonte me chamava cada vez mais. Meus passos lentos me arrastavam para o nada, involuntariamente pesados.

A nudez não incomodava, os olhos começavam a enxergar a luz violeta fraca, logo no fim da linha do espaço escuro.

E meu nome era chamado cada vez mais:

"Christopher... Christopher..."

Os sussurros indecifráveis me guiavam na escuridão.

Até que cheguei ao poço completamente cheio, inclinei meu corpo para enxergar meu reflexo.

Não me via.

Eu a via.

A garota dos cabelos alaranjados.

Não a reconhecia, mas tinha certeza de que se ela estava ali, uma ligação tinha. Os ruídos altos começaram e eu não conseguia discernir de onde vinham. O ranger de dentes, gritos apavorantes ecoavam no espaço sem fim e eu apenas olhava ao redor, agora sentindo medo.

Então, do poço, a sombra surgiu.

Meus passos se hesitaram, e eu me afastava cada vez mais. A onda negra, que destoava de todo o espaço ao redor, crescia em minha frente e eu pereci ante ela.

Eu caí. Me arrastei para trás, enquanto ela crescia ainda mais. O domínio sobre meu corpo era total e o movimento foi tirado completamente de mim.

E o olho surgiu da parede negra.

A vermelhidão da abertura cósmica logo se dirigiu a mim e dizia meu nome.

Eu corri. Corri o mais depressa possível.

Mas ela me agarrou.

E quando estava sobre seu comando, a voz dela me chamou mais uma vez:

"Christopher..."

O movimento involuntário me tirou do sono naquela manhã, o suor encharcava o travesseiro e a respiração disparada trazia o fôlego para os pulmões. O alívio por aquilo ter sido apenas um sonho me tirou do transe incontestável. Nada como uma bela noite de sono.

Pra variar, acordar um minuto antes do que normalmente acordava me deixou insatisfeito por lembrar o que ocorreria a seguir. Bati as costas novamente na cama e escorei a cabeça no travesseiro enquanto mirava o teto escuro e desbotado do meu próprio quarto. Havia muito tempo que não tinha sonhos iguais aquele e o que eles significavam sempre me deixava confuso, sem deixar de mencionar que na maioria das vezes eu nem recordava o que ocorria.

O suspiro profundo se soltou dos meus pulmões e usei o braço para secar o suor da testa.

O alarme disparou.

Eram seis da manhã.

Meus olhos se fecharam, tentando esquecer que eu devia voltar para a escola naquele dia, mas percebi que não podia fugir do meu destino quando Stella bateu na porta.

— Chris, está na hora — ouvi-a dizer do outro lado da porta.

— Já estou indo... — Eu respondi, com o máximo de convicção possível.

Eu me assentei na cama, o alarme ainda tocava, mas não demorou muito para o barulho cessar quando o encarei.

Bocejei uma vez e me levantei.

O sol adentrou o cômodo escuro quando abri a janela, olhava para fora e via quanta beleza existia na natureza. O dia estava bonito, apesar do tom de cinza sempre me perseguir aonde quer que enxergasse. Os quadrinhos em cima do criado, o abajur azul-escuro e as gavetas mal-arrumadas faziam parte da beirada da minha cama encharcada de suor.

Meus olhos voltaram ao quarto num estado deplorável de bagunça, a escrivaninha ocupada com livros, trabalhos de escola, post-its e o famoso notebook eram minha vida. Os pôsteres das bandas de rock, os CDs e o violão ao lado me traziam a cultura desejável do momento. Eu adorava cantar. Não que eu fosse eximiamente bom naquilo, mas um dos meus refúgios mentais era a musica.

Apesar da variedade de musicas e bandas dos anos oitenta circundarem meu quarto, eu estava à par dos hits atuais.

Eu me aproximei dos anúncios escritos por mim mesmo, pregados num quadro pequeno que tinha na parede e lia todos os lembretes daquele dia. "Apresentação do Trabalho do Professor Mikhael", foi o que li. O giro dos meus olhos jogou a folha no chão, não queria nem lembrar daquilo. Que tipo de professor passa um trabalho durante as férias de julho?

Eu juntei as folhas, as preguei e as coloquei perto de minha mochila.

Então, liguei o rádio ao lado e fui me aprontar.

[...]

Descendo as escadas não via ninguém menos que Lola, bem no fim dos degraus. Seus olhos amarelos me encaravam, querendo o carinho matinal de sempre. A pelagem negra estava começando a clarear perto do dorso e ela miava como se tivessem esquecido de por sua comida.

Na verdade, ela estava feliz em me ver.

Eu a coloquei nos braços e acariciava seu queixo, me dirigindo para a cozinha onde Stella estava. Sei o que você deve estar pensando, e não, ela não é minha mãe, quero dizer, não biologicamente. Desde que me lembro eu sempre morei naquela casa, o espaço era sempre dividido com as mesmas duas pessoas. Bom, agora apenas com ela.

Stella tinha uma filha, mas desde que a menina se foi, se sentia angustiada demais para querer falar sobre o assunto. A depressão a atacou quando percebeu que Ana nunca voltaria, mas graças a mim e ao que posso chamar de "habilidades que possuo" ela conseguiu esquecer. Esquecer que sua filha morreu.

Por minha culpa.

Desde então, "mãe" era seu nome para mim.

Isso para retribuir o erro impagável daquele dia. E como conseqüência, esconder tudo aquilo dela, esconder de todos, seria melhor, pelo menos para não criar tanta confusão como de costume. Além de tudo, era bastante perigoso usá-los contra seres humanos, o risco poderia ser catastrófico demais.

— O que houve com seu cabelo? — ela perguntou, ao me ver chegando.

— Hã... Como assim? — eu juntei as sobrancelhas.

— Está diferente. Não penteou o topete hoje?

Eu sacudi os ombros. Ela sorriu.

— Venha, deixe a Lola no chão. Lave as mãos, tome o café e se apresse. Você não tem o dia todo — ela ordenou, marcando um beijo em minha testa.

Eu obedeci. Stella se retirou da cozinha, deixando o cheiro de bacon e ovos. Minha barriga roncou, então larguei Lola no chão e andei até a pia, a válvula rodou trazendo a água morna que retirava os pelos da gata.

Então, eu me assentei.

A tristeza de todas as manhãs era periodicamente alarmante no dia-a-dia, eu fitava o prato movendo os ovos no mesmo, formando o que imaginava serem dois olhos. O bacon veio depois, quando o encarei sua forma se assemelhou a um sorriso bobo e lá estava a carinha feliz de todas as manhãs. Me animando pelo menos por um instante.

O movimento cessou quando Stella voltou.

— Você acredita no que passou agora na TV? — Eu fingi inocência, tentando entender se ela havia enxergado aquilo. Sua mente estava limpa. — Fecharam o clube por causa do que ocorreu ontem...

— O que ocorreu ontem? — perguntei, apanhando o garfo ao lado, mesmo sabendo tudo que ela imaginava.

— Foram mortos três rapazes...

— Três?

— Sim. — Stella andou a cozinha e voltou, suspirando. — Ah, quem pode ter feito uma coisa dessas...? Matar três jovens sem nem perguntar se tinham família. Ah, meu Deus...

Stella dizia aquilo em vão. A preocupação com o clube era a total motivação da aflição. Nas noites de quinta ela sempre jogava com umas amigas alguns jogos de cartas e apostava algum dinheiro para descontrair. Apesar de que sempre mentia para mim, dizendo ir à manicure, eu não me importava em deixá-la ir se divertir. Ela precisava de um descanso mental, para repor suas forças.

— Algum suspeito? — indaguei, dando uma mordida no bacon.

— Não. Haviam muitos jovens ontem... Não ouve disparo, nem ninguém com arma branca. Como isso pôde ocorrer?

Eu neguei.

— Vamos ter que combinar de sairmos apenas antes do anoitecer. Ok, filho? Até essa poeira abaixar — Stella caminhou até a sala, enquanto eu dizia um "sim" com a boca cheia.

Psicocinese. Telepatia. Alteração do espaço e tempo.

O único ser no universo com essas capacidades, estava limitado a não usar seus poderes em questão alguma. Eles machucavam, confundiam e afastavam todos ao redor. Estar sozinho num mundo repleto de pessoas normais me trazia solidão. Não poder revelar aquilo, nem sequer para a pessoa que me criou, era um castigo horrível demais.

"Habilidades que possuo" era do que eu chamava. Nada criativo. Mas não fazia diferença se eu era o único que carregava aquele fardo.

Unicamente sozinho.

Ao pegar a mochila e descer para frente de casa, perceber que o trabalho não estava em minhas mãos não me ocorreu de forma alguma. Apenas desci os degraus depressa, me despedi de Stella e saí.

A bicicleta vermelha e, como eu; única, me esperava do lado de fora. A classe do segundo ano da Universidade PrimeWood, no estado da Califórnia, aguardava o mesmo garoto estranho que sempre andava na bicicleta tosca e vermelha.

Dentre todos, eu era o único que andava de bicicleta na escola, todos tinham carros, motos e até hoverboards para se locomoverem, mas eu preferia ir com ela. Não gostava de parecer chique, nem mesmo rico, pois, infelizmente, eu não era.

A brisa fria amenizava o calor do sol naquela manhã enquanto eu pedalava pelas ruas lotadas de carros, o fone de ouvido no ultimo volume extinguia os barulhos e deixavam os pensamentos ao redor no volume mínimo para que eu me concentrasse apenas no caminho à frente. Califórnia sempre teve um clima ameno, mas naquela manhã o sol estava radiante demais, não tinha certeza se isso era bom ou ruim, mas eu gostava mesmo assim. E a multidão sempre se locomovia, todos ao redor, indo para seu próprio destino.

É como dizia ele: "Há e sempre haverá milhares de príncipes, mas há apenas um Beethoven!" Queria dizer que não havia ninguém como ele? Bom, isso me soa convencido demais...

Estou mais para: "Sozinho no mundo pra sempre".

Hm, agora me soou depressivo demais.

Porém, um novo dia estava para começar, uma nova história se desataria a partir dali.

O melhor dia da minha vida.

O dia em que descobri que não estava sozinho.

O Campus já se aproximava, o prédio da escola vinha depois do estacionamento e do grande pátio que recebia todos os dias dezenas de alunos. Os carros luxuosos e as motos de tirar o fôlego me deixavam acanhando em chegar pelo portão principal, mas aquilo mudaria.

Quando decidi que iria entrar pelo portão da frente.

Eu me guiei até o grande portão, mesmo não me importando com os olhares que simplesmente projetei que estavam me encarando. Alegre por finalmente ter tomado coragem para mostrar a todos como se vivia de verdade. A felicidade tomou conta de mim, estava animado por finalmente ter criado coragem para entrar por ali.

Mas ela se chocou contra mim.

O impacto foi forte o suficiente para me derrubar e derrubá-la juntamente. Meus fones se soltaram dos ouvidos quando bati a cabeça no chão, o distúrbio trouxe os pensamentos de todos ao mesmo tempo. O ruído agudo se misturou as dezenas de pensamentos que tentavam entender o que estava acontecendo. Quando descolei o rosto do chão e olhei ao redor, minha visão turva se baseava nas cores que se moviam e me encaravam pensando o quão idiota aquilo foi, mas o que se chocou contra mim me fez recobrar os sentidos rapidamente.

Foi aí que virei meus olhos para me desculpar.

E ela estava lá.

Os cabelos alaranjados, o rosto queimado de sarda e a bicicleta vermelha, ligeiramente semelhante a minha, me fizeram arregalar os olhos.

O mais estranho, no entanto, era que eu não conseguia ouvir seus pensamentos.

Algo me trazia de volta, impedindo a conexão.

— Ah, garoto! Você não enxerga!? — ela resmungou, enquanto os pensamentos ao redor se cessavam.

— Hã... Foi culpa minha, estava distraído. Mas, você estava depressa demais, se machucou? — perguntei, me levantando e logo ajudando ela a se levantar.

— É claro que sim! Olha só... — a garota olhou para mim, e a discussão acabou.

A menina dos cabelos alaranjados me olhou fundo nos olhos, sem dizer palavra alguma. Seus olhos castanhos me traziam a vaga lembrança. De onde eu a conhecia? Tive a impressão de já ter visto aquele rosto antes. Mas o modo como ela me olhou, prendendo a visão em minha face, com a feição mais espantada que já havia visto, me deixou ainda mais confuso.

Então disse:

— Ah, perdão... — ela mudou de expressão rapidamente, recolhendo a bicicleta do chão. — Hã... Sou Samantha, mas pode me chamar de Sam.

— Sou Chris... Christopher...

Samantha balançou a cabeça e se dirigiu para dentro da Universidade.

Aquele rosto me era completamente familiar.

Ao me dirigir ao estacionamento para pôr a bicicleta, percebi que aquela não era a minha e sim a de Samantha, a marca do coração no quadril me deixou confuso. Estávamos tão envergonhados que não percebemos que trocamos de bicicleta, só me restava encontrá-la novamente para pedir desculpas e informar o equivoco.

Claro, logo depois de ir ao meu dormitório.

Prendi-a no suporte enquanto olhava ao redor a multidão se locomover para dentro do prédio, tentando reconhecer o rosto dela. Nunca fiquei tão perdido em minha vida quanto naquele instante, eu poderia simplesmente localizar os pensamentos, mas a mente oculta da garota não facilitava. Então, eu segui até o prédio e o adentrei.

E claro, como de costume, vinha ele. Um rapaz de cabelos loiros, olhos azuis e estatura média. Shayne, uma das pessoas que eu considerava como amigo, melhor amigo, até porque dividimos o mesmo quarto ano passado e na metade deste ano também, éramos colegas de quarto na Universidade e ele sempre me fazia lembrar o quanto era engraçado.

Shayne tinha o ar típico de um adolescente alegre, ele gostava de fazer as pessoas rirem até de si mesmo e as risadas eram garantidas quando ele estava por perto. Ele sempre me contava os segredos de sua vida e era confidencial com os meus, apesar de não saber totalmente tudo.

— Estão comentando sobre os dois babacas que caíram de bicicleta na frente da escola. Você não sabe de nada disso, não é? — Foi o cumprimento dele naquela manhã.

— Hã... Claro que não. — Eu olhei ao redor, apurando os pensamentos. Então, suspirei. — Fui eu...

Shayne riu.

— A Courtney me disse que foi você. Desculpa, cara, ela não compreende o quanto você pode ser legal.

Nós dois começamos a caminhar pelo corredor principal da Universidade. Os milhares de armários, portas e cartazes nas paredes me traziam a lembrança do mês passado. Duas semanas longe da Universidade me fazia sentir saudade.

— Sua irmã é maldosa com todo mundo — eu impliquei, franzindo o cenho. — Não tenho duvida de que ela se sentiria bem pior do que eu se estivesse no meu lugar...

— Isso com certeza arruinaria a popularidade dela — Shayne assentiu, sorridente.

Viramos o corredor em direção as escadas que davam até os dormitórios. Eu me prendi em meus pensamentos, tentando recordar de onde o rosto de Samantha me era familiar. Os cabelos alaranjados, as sardas, a expressão de medo, a água, o poço...

Então, eu lembrei.

O pesadelo que tive. Era ela. O reflexo no poço era o dela.

E a voz me chamou de novo:

"Christopher..."

— Você está bem, Chris? — Shayne me tirou do transe, e eu olhei em seus olhos com medo.

Logo, balancei a cabeça e respondi:

— Sim. Estou bem... Vamos pro quarto.

Shayne me olhou com cara estranha, mas mesmo assim ignorou aquilo. Nós nos dirigimos ao corredor e encontramos nosso quarto e para meu alivio ele já estava arrumado, do jeito que deixamos há um mês, o rapaz pulou na cama eximiamente forrada. Eu fechei a porta, deixei a mochila de lado e me deitei. Antes que as aulas começassem, precisava de um descanso mental ou um repouso, mas não conseguia parar de pensar nela e no porquê de seus pensamentos serem ocultos a mim.

— Você está avoado hoje, Chris — Shayne disse, novamente me tirando do transe. — Não é por causa do que a Courtney disse, não é? Se for, eu...

— Não. — Respondi, cessando o pedido de desculpas. — Não ligo pra isso. Só estou preocupado com a aula...

— Quer dizer do trabalho do professor Mikhael?

— Hã?

Aquelas palavras me trouxeram a duvida, eu havia mesmo esquecido o trabalho em casa? Me levantei depressa e fui checar a bolsa perto da janela. Não podia ter esquecido aquele trabalho, de maneira alguma podia ter esquecido. Eu vasculhei a bolsa me virando a janela.

Então eu a vi novamente.

Samantha estava em uma espécie de estado de meditação num canto escondido da escola. A posição cruzada me fazia pensar no que estaria fazendo, os olhos fechados e a plenitude na feição da jovem, me chamavam.

Me chamavam cada vez mais.

Era como se eu estivesse sendo forçadamente arrastado para ela naquele momento. Senti que devia tocar sua mão, mas estava a metros acima do solo e quando ela desapareceu, eu voltei ao normal.

— O que está olhando? — Meu colega de quarto se aproximou e olhou pela janela vendo apenas a grama verde.

O desaparecimento foi insano para mim. Num momento ela estava ali, no outro desapareceu,

— Hã... Nada. — Menti. — Acabei de lembrar que esqueci o trabalho em casa, isso vai me custar muito...

Shayne me olhou estranho novamente.

— Não se preocupe, você recupera rápido isso — ele pegou sua mochila e alguns livros. — Vamos.  A aula já vai começar — me deu um tapinha nas costas e se dirigiu a porta.

Eu olhei para a janela novamente, enxergando a grama verde lá fora.

Samantha tinha algo especial.

— Chris, você vem? — Shayne me chamou.

Eu balancei a cabeça. Então, apanhei minha mochila e o segui.

Os corredores se inundaram de pessoas. Veteranos, intercambistas, novatos e eu nos juntávamos num só caminho para as salas de aulas. O primeiro dia de aula do mês de agosto foi no mínimo interessante. Os comentários sobre como eu e a garota caímos se amenizaram pelo que me parecia, dando espaço para as conversas sobre viajem, fotos, sobre como já estavam cansados da Universidade, sobre família e sobre amizade. Um bom escape para a vergonha alheia que estava sentindo.

Descemos as escadas ouvindo o som do alarme que indicava o começo das aulas. Passamos o corredor principal, até o 16-B, que era a nossa sala.

Shayne abriu a porta e a turma se revelou. Todos estavam iguais, eram os mesmos colegas de classe de sempre.

Mas bem no centro de todos os alunos daquela classe.

Estava Samantha. 


Notas Finais


Obrigado por lerem! >.<


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