História O Portador de Raios - Capítulo 1


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Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Ares, Artemis, Atena, Dionísio, Hades, Hera (Juno), Hermes, Jason Grace, Nico di Angelo, Percy Jackson, Personagens Originais, Poseidon, Quíron, Thalia Grace, Will Solace, Zeus
Tags Hera, Jason, Livro, Mitologia Grega, Nico Di Angelo, Percy Jackson, Solangelo, Zeus
Visualizações 39
Palavras 2.576
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei com outra história.
bem essa tbm é diferente, eu a escrevi já um tempinho, então pensei, Porque não posta-lá.

Boa leitura!!

Capítulo 1 - Vejo zumbis virarem areia de gato


Fanfic / Fanfiction O Portador de Raios - Capítulo 1 - Vejo zumbis virarem areia de gato

Eu estou morto.

Pelos menos é o que disse a mensagem da minha amiga, Laurie, depois de me ligar na milésima vez. Esqueci completamente que deveria encontra-la na entrada de seu apartamento.

Atravessei o central Park, correndo com as sacolas de bebidas em uma das mãos e a mochila pendurada no ombro. Já havia escurecido, e um vento gélido vindo do norte, soprando meus cabelos platinados e suados para trás seguido de uma sensação prazerosa provocada pelo frio de novembro. Após doze horas no café Collins, trabalhando sem descanso como barista, senti uma imensa vontade de desviar do caminho e ir para casa, dormir no sofá depois de assistir um episódio de The Walking Dead.

Apesar de não ter folga no trabalho, e até mesmo durante a semana de prova, o meu patrão não liberava de maneira alguma fora do expediente, porém eu preciso do emprego para pagar o aluguel do quarto, se pode chamar aquilo de quarto, um cubículo pequeno com apenas um sofá, uma Tv e uma cômoda de duas gavetas. 

De acordo, com a Sra. Morris, uma velha tirana e quase surda, eu deveria estar agradecido de ainda ter um teto sobre a cabeça e não debaixo da ponte, depois de minha mãe ter me largado aos seus cuidados. 

Por outro lado, minha mãe está muito menos preocupada comigo, nem com uma ligação do tipo “Oi, filho, como está indo na escola?” ou “Está comendo bem?”. Ela viajou a trabalho, uma viagem superimportante, até aí tudo bem, mas isso foi a cinco anos atrás. Mas, me acostumei a minha mãe sumir durante meses e voltar de repente num dia qualquer, como se nada tivesse acontecido. Vai por mim vocês não aguentariam passar nem uma hora com minha mãe. Ela é muito assustadora. Tanto, que Já me fez correr um quarteirão todo durante uma tempestade.

Porque eu estou falando tudo isso? Simples. Se vocês começarem a ver coisas que normalmente não veriam, saibam estão correndo sério perigo, nesse exato momento.

Meu nome é Matthew Chester.

Tenho dezesseis anos de idade e guardo um segredo que nunca contei a ninguém, nem mesmo para Laurie.

Eu estou no segundo ano do colegial, na academia Yancy no norte de Nova York, uma escola particular para os pais se livrarem de seus filhos problemáticos, mas isso foi, dois meses atrás, antes de eu ser expulso por explodir acidentalmente todos os computadores da sala de informática, não me perguntem como eu fiz aquilo, meio que nasci diferente das outras pessoas, que eu saiba ninguém têm poderes anormais do tipo de provocar curto-circuito em maquinas.

Eu não sou como os outros da minha idade.

Esse é meu segredo.

Cara, vocês são os primeiros que falo dele. Talvez me chamem de maluco e achem graça, mas não é uma piada. Então estejam cientes e avisados que os próximos acontecimentos são verdadeiros, inclusive meu passado conturbado.

Quando dobrei a esquina, no segundo quarteirão da 22nd Street, vi o apartamento de Laurie e ela me esperando na entrada. Pelos seus braços cruzados, eu estou bastante “morto". O edifício sem graça com escadas de incêndio atrás é como qualquer outro daquele distrito, nada novo, apenas as recentes pichações nas paredes.

- Você está morto, Chester! – Laurie exasperou quando me aproximei. Não sei o que me deixou mais assustado sua testa franzida em milhões de rugas ou seus olhos castanhos assassinos. Provavelmente os dois.

- Eu sei. – Ergui a sacola de bebidas na frente dela e a sacudi, o som de latinhas batendo uma contra outra. Não é exatamente um pedido de desculpas, mas seria bom se funcionasse.

Laurie puxa a sacola da minha mão.

- Cerveja. – Ela sorri, um sorriso cheio de dentes e aparelho. – Muito bem, Chester. Tá perdoado.

Duas coisas devem saber sobre a Laurie. Primeiro, ela é uma universitária de vinte e um anos de idade que ama cerveja. Segundo, ela já foi minha vizinha do lado e emancipou dos pais ainda adolescente, antes mesmo de se mudar para seu atual endereço.  

- Vamos. – Ela chamou e destravou o seu carro, um Sportage vermelho estacionado no meio fio. – Temos uma festa para ir.

Uma invasão ao campus da NYU, uma universidade para riquinhos e celebridades, é o nosso destino. Claro, é um “passa-tempo" nosso fazer coisas “ilegais”, como pichar estátuas de museus e paredes ou mesmo pular catracas sem pagar, uma dessas vezes quase fui pego. Mas, o que Laurie gosta é de ir em festas sem ser convidada. E eu vou junto como seu “estagiario”.

- Quanto tempo isso está aqui? – Segurei um copo de café perto do nariz, o cheiro de azedo é evidente que está estragado.

- Humm... Desde ontem... – Lourie deu um gole demorado na sua cerveja enquanto a outra mão segura o volante. Já é a sua segunda latinha. A sua primeira, depois de terminar, ela só fez amassar e jogar no banco de trás junto com as restantes na sacola . – Ou antes de ontem?

Fiz uma careta para bebida preta pela metade no copo.

- Eu não sei porque você odeia tanto café se trabalha no Collins.

- Eu não odeio. – Joguei o liquido preto pela janela e amassei o copo, jogando atrás do banco. – Você sabe que sou hiperativo e cafeína no meu sangue é como dar vários energéticos a um búfalo.

- Olha aqui meu energético. – Laurie apontou para latinha na mão e a virou em um só gole. Não se preocupem com ela ficando bêbada, precisaria de uma dúzia daquelas latinhas, então o risco de não acidente é cinquenta por cento. A outra metade, seria por ser péssima dirigindo, quase bateu na traseira de outro carro.

Festas no campus são as melhores para pregar uma pegadinha nos acadêmicos foi que eu sempre pensei. Lembro da vez que soltei um leitão enfurecido no campus de Yale, estragando a comemoração letiva. Porém, se nessa noite eu soubesse da baita encrenca que eu estaria me metendo teria guardado o spray na mochila e dado meia volta.

Depois de entrar de penetra na festa, encostado num pilar de pedra observo, na luz das lamparinas e do luar, os vários jovens com metade da cara pintada de roxo e a outra de branca se embebedando ao som de Drag me down. O time de futebol da NYU Violets acabaram ganhando a final do campeonato. Não assisti ao jogo, mas parece que massacraram os Sacarlat Knights, entrando para historia.

- Ei, Mattizinho. – Laurie gritou e acenou para mim no outro lado. Ela tinha me abandonado para ficar num grupinho de garotas. – Vem aqui. Têm alguém que quer te conhecer.

Balanço a cabeça, sabia ficar na sombra do pilar, não impediria da Laurie de me jogar para alguma garota que eu não conhecia.

Ando até o grupo e resmunguo uma breve saudação para todas as garotas. Uma delas, uma afro-americana de cabelos negros e encaracolados, vestia um uniforme roxo e branco de líder de torcida. Ela demora o seu olhar sobre mim. Mas, enquanto, me olhou dos pés à cabeça seus olhos pareceram ter mudado de cor, castanho para vermelho cintilante.

- Matt, está é Tammi. – Laurie me apresentou para a garota de olhos sinistros.

- Ahh Você é muito bonito para ser daqui. Deve ser de fora, Matthew Chester.

Tammi sorriu e aproximou tanto de mim, que me senti desconfortável. Ela cheirava a rosas e algo que não reconheci- mas me lembrou a um estabulo de cavalos de uma fazenda que uma vez visitei numa excursão da escola. Aquele dia foi uns dos piores dias da minha vida.

- Um amigo meu é daqui. – Apressei em dizer. – Bom, eu vou pegar uma bebida.

Afastei e fui ao galão na mesa posta no gramado, mas ainda senti os olhos de Tammi nas minhas costas. De todo jeito, o tapa de Laurie atrás da minha cabeça, me fez esquecer aquela paranoia estupida.

- Ai!

- Ei, me der isso. Você ainda é de menor. – Laurie pegou meu copo de cerveja e tomou num único gole.

- Você começou a beber com dezesseis anos. – Contestei.

- Não discuta comi... – Ela olhou algo atrás de mim. – Deus... que linda. Não olhe agora. Tem uma garota atrás de você a sua direta. Olha como é linda.

- Pera, é para olhar ou não?

- Se vire logo.

Que cabelo preto mais bagunçado parece que nunca viu um pente na vida, foi a primeira coisa que pensei quando a vi. Tudo na garota, parada perto da estátua de algum homem importante, parecia descomunal e estranho, mesmo usando uma camiseta laranja e uma calça Jeans. Com uma pele pálida quase transparente. E a forma como, os seus olhos escuros brilhantes igual a uma noite estrelada, vagueiam despreocupados a seu redor. Estaria procurando alguém?

- Vou falar com ela. – Decidiu Laurie e coloca uma das mechas rosas de seus cabelos castanhos para trás da orelha. – Como eu estou?

Eu sei, deviria dizer a Laurie que garotas estranhas são perigosas, principalmente aquelas muito bonitas. Mas, ela nunca aprende, mesmo depois de sua última namorada a dera um belo “pé na bunda".

- Você está igualzinha a um minuto atrás.

- Eu tô uma merda, então.

Coloco a mão entorno de seu ombro.

- É o que sempre falo.

- Não enche, Chester. – Laurie desprende de mim e caminha na direção da garota pálida. Pelo menos, tem mais coragem que eu aqui.

Eu não ligo para nenhuma dessas garotas “filhinhas de papai rico", e quase a maioria são tudo esnobe e tagarelas. Até a Tammi tinha esse ar em torno dela e mais algo que me deixou inquieto. Na verdade, nada na festa me animou o bastante para desacelerar meu celebro agitado. Entrar e sair dela foi moleza.

Atrás de um pátio, estandartes roxos com uma tocha branca estampada, balançam no vento a cinco metros do chão. Na esquerda, se erguia um prédio de enormes paredes antigas. Ele estar afastado das demais construções, o que facilitou eu esgueirar por lá sem problemas. Dentro, havia um corredor que levou para outro pátio a céu aberto, encontrando um Lince, o mascote dos Violetas.

A estátua gigante de bronze, um gato-selvagem de olhos ferozes e presas pronta para o abate, foi construída mais de trinta anos e está exageradamente polida, seria uma pena pinta-la. 

Pego da mochila um spray e o sacudo na mão. Delicadamente, começo traçar símbolos gregos na plataforma de sustentação, foi o que veio à mente, eu os reconhecia bem, e os aprende ainda criança. Não que eu tivesse outra escolha, minha mãe só me deixava brincar se eu falasse quinhentas palavras em grego antigo.

De repente, escuto um leve farfalhar de grama atrás de mim. Poderia ser só o vento, mas quando prestei mais atenção, ouvi um baque... Não era o vento. Tão rápido me agachei, escondendo atrás da estátua.

 Então outro barulho, um chelp-chelp, como se algo estivesse sendo arrastado no chão.

Será que fui pego? 

Outro baque seguido de um chelp-chelp. Ao me virar, eu vislumbrei uma silhueta enorme de um homem, com uma pá na mão, vestindo um casaco de couro largo e desbotado, porem a calça e as botas estão muito mais em pior estado, surradas e enlameadas de terra.

O mais bizarro é jeito como ele fica arrastando os pés ou as vezes batendo a pá no chão e levantando um montinho de terra, aleatoriamente. Então lembrei uma vez de ter ouvido falar de que antes da construção daquele prédio, havia um cemitério naquele lugar, mas, ele acabou sendo esquecido quando o coveiro que cuidava das tumbas morreu misteriosamente. Claro, isso era só uma história para assustar os calouros. Deve ser apenas um homem que bebeu demais. Se eu for sorrateiro, posso escapar sem ele me perceber.

Trinta passos me separam da entrada do corredor. Agachado, segui adiante com cautela ao passar pelo homem coveiro. A sorte, ele está de costas e muito concentrado cavando só deus sabe o que. Precisei só dar alguns passos para vim minha maré de azar, pisando num galho seco, e o barulho pareceu ecoar a quilômetros de distância.

Deu tempo apenas de me virar e ver o homem coveiro erguendo a sua pá na minha direção. Tentei esquivar, mas ele de repente parou e seus olhos opacos giraram 360º graus nas órbitas, antes de cair por cima de mim. A pele verde-musgo e esburacada. Fedia a carniça. Ele... ele está morto?

Puf.

O homem coveiro virou caixinha de areia do gato malhado da Sr. Morris. Ele explodiu em areia dourada, parte dele entrando nos meus olhos. Levantei e sacudi minha camiseta, sentido meus olhos lacrimejarem. Agora, eu estou brilhando dourado como o senhor purpurina.

- Você é o brilho dourado?

Sobressaltei para trás quando a ouvi. Fiquei tão distraído com homem coveiro que não notei a garota pálida também no pátio. Ela segura na mão uma... Espada negra?

Recuo outro passo.

- Quee droga é essa?

Ela tinha esfaqueado o homem coveiro? Uma assassina?

Então sinto o chão tremer sob meus pés e mãos emergem do solo, uma delas pega meu tornozelo, impulsivo eu a chuto, só não esperava arrancar a mão e arremessa-la a três metros do chão como uma bola de beisebol. Mesmo assim, ela continuou se movimentando sem o restante de um corpo.

Percebi tarde demais, eu estou cercado por outros homens coveiro, pelo menos se parecem com ele, na forma de arrastar os pés e as roupas aos trapos. Fediam a carniça também. Além, da pele verde-musgo deformada.

Zumbis!

Um ataque de mortos-vivos! Estamos no The Walking Dead?

- O..O que é isso? – Perguntei para a garota pálida, e calma demais para meu desespero.

Ela suspira e avança contra a horda de zumbis.

Então as coisas ficaram ainda mais bizarras.

A garota pálida fatiava os zumbis, como se fossem carne de açougue e logo seguida, feitos de areia dourada. Ela é tão rápida com a espada que seus cabelos pareciam um vulto negro na noite.

Um giro no ar e ela corta no meio um dos zumbis.

O que diabos está acontecendo aqui? Quem é aquela garota pálida, afinal?

Ahh Entendi! Só é um sonho! Devo estar sonhando! Na verdade, eu estou dormindo no meu sofá com a Tv ligada. Sim, isso mesmo. Eu estava trabalhando muito ultimamente.

- Muito bem, hora de acordar, Matthew Chester! – Exclamei – Zumbis só morrem se seus cérebros forem destruídos e não viram areia de gato!

Ué! Ainda continuo no mesmo lugar, e não de volta no meu sofá. Agora, eu virei o maluco, chamando atenção da garota pálida e dos zumbis.

- Imbecil! – A garota pálida corta um zumbi próximo dela. – Já me cansei. Boa sorte com o resto. Divirta-se.

Então ela corre para fora do pátio e some de vista. Ela... fugiu.

- EI, volte aqui! – Gritei.

A única coisa que consegui foi atrair os zumbis na minha direção. Eles abriram a boca e rangeram os dentes, bom, só alguns deles, nos outros faltavam boa parte da cavidade dentaria.

Recuei até a estátua do lince.

- Não cheguem perto de mim!

Não adiantaria falar com mortos-vivos, se pudesse Rick poderia ter salvo seus amigos.

Então algo aconteceu comigo. Senti meus dedos se eletrizarem igual da vez que explodi os computadores. Vi um raio tombar no céu seguido de um clarão, cegando-me.

Quando pude enxergar novamente, todos os zumbis estão caídos na grama, soltando fumaças e suas roupas chamuscados. O fedor de carne podre queimada fez meu estomago embrulhar.

Com as pernas tremulas, sustentei meu corpo no pilar da estátua. O quer que eu tenha feito, me deixou exaurido de forças.

- Achei você finalmente.

Escutar a voz de Laurie, vinda da entrada do pátio, foi um alivio e... Ahh não os zumbis. Ela vai pirar.

- Olha onde pisa! – Arquejei – Tem zumbis caídos no chão.

- Que zumbis? – Indagou ela.

Eles tinham desaparecido, junto com os buracos de suas covas.

- Eles estavam aqui a segundo.

Ela franzi a testa e se inclina para frente, as mãos na cintura, parecendo preocupada.

 - Está se sentido bem?


Notas Finais


logo dizendo essa história se passa mais de 30 anos depois do segundo saga. do Percy Jackson.

Eu escrevi pensando como seria ver Nico mais velho.... ahh ele será meu eterno crush....
Will não merece ele e sim eu kkkkkk olha aqui a iludida.


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