História O Portador de Raios - Capítulo 2


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Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Ares, Artemis, Atena, Dionísio, Hades, Hera (Juno), Hermes, Jason Grace, Nico di Angelo, Percy Jackson, Personagens Originais, Poseidon, Quíron, Thalia Grace, Will Solace, Zeus
Tags Hera, Jason, Livro, Mitologia Grega, Nico Di Angelo, Percy Jackson, Solangelo, Zeus
Visualizações 36
Palavras 1.876
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia!!
Escrevi ontem de noite. Postando só hoje hehehe.
Quando eu escrevia, eu me sentia apreensiva. Não sei porquê, senti pena do Matt.

Boa leitura!!

Capítulo 2 - Sou Perseguido Por Um Serial-killer De Zumbis


Fanfic / Fanfiction O Portador de Raios - Capítulo 2 - Sou Perseguido Por Um Serial-killer De Zumbis

Eu tinha dificuldades de ler o próximo pedido de um dos clientes.

Com minha dislexia, as letras se embaralhavam no papel a medida que tentava lê-las. Eu já tinha trocado os pedidos de dois clientes. Não poderia cometer mais nenhum outro erro. Enquanto, eu estava na mira do meu patrão. Ele me observava da cozinha de cara amarrada com a mão alisando o seu bigode, parecendo o ator Chuck norris só que numa versão barata feita de mal gosto, aquilo era de dar arrepios a qualquer um.

Além disso, as palavras que ele disse hoje cedo – Mais um deslize, Chester. Você estará fora – ainda se repetiam na minha cabeça. Não foram essas mesmas palavras que o Diretor usou, antes de me expulsar da escola? Dessa vez era diferente. O emprego era o que me mantinha naquela mixaria de quarto. Sra. Morris já tentou se livrar de mim, matriculando no Internato Yancy. Se ela descobrisse que eu tinha sido demitido, me colocaria no olho da rua.

Porque eu suporto isso tudo?

Mesmo a Laurie, não entendia porque eu continuava vivendo na tirania daquela velha. Já me ofereceu seu apartamento para morar. Mas ela não sabia que eu ainda tinha esperanças que um dia minha mãe voltaria e me tiraria de lá.

No fim, consegui decifrar o pedido. Dois Cappuccinos com chantilly. Manteria meu emprego, quando lembro de dizer aquilo, penso o quanto fui precipitado, mas tudo é culpa dela. Também se aquela garota não tivesse entrando por aquela porta, eu estaria vivo e não morto ou quase morto.

Terça de manhã, o fluxo de gente entrando e saindo no Collins, estava no seu habitual de toda as semanas. Os pais sentados com seus filhos. Os homens e mulheres empacotados em seus ternos, sempre olhando o relógio no pulso enquanto saboreiam seus cafés. Os jovens de mochilas conversando alto nas últimas mesas do fundo. Aquela velha rotina de sempre, os mesmo rostos, os mesmo Bom-dia, o que vai pedir?.

- Dois Milk-Shakes e mais papel toalha.

Meu queixo caiu e quase deixei cair também a bandeja com dois copos de vidro das mãos.

- Tá... de brincadeira... Você é...

- Olá!

Não pode ser. Eu estava só delirando como na noite anterior. Era aquela garota pálida, sentada na banqueta do balcão. Reconheceria aquele cabelo preto liso e bagunçado em qualquer lugar. Eu até fiz um esboço de seu rosto no meu caderno de desenho.

- O que você está fazendo aqui? – Perguntei.

- fazendo meu pedido.

Senti a minha raiva transbordar para todas as partes do meu corpo. Apertei fortemente a bandeja, tentando me acalmar. Só queria me concentrar no meu trabalho e esquecer tudo da noite passada. Mal preguei meus olhos direito, quando eu caia no sono, eu estava de volta naquele pátio enfestado de zumbis tentando me acertar com suas pás, e eu acordava suando frio.

Crispei minhas sobrancelhas, diferente dos meus cabelos, elas eram escuras.

- Eu não quis dizer isso.

- Esse é o tal brilho dourado que você falou, Bianca?

Ela estava acompanhada.

O garotinho de gorro verde, sentando ao lado, vestia a mesma camiseta laranja que ela e quando forcei para ler o que estava escrito na frente. Eu li “Acampamento Meio-Sangue". Deveria ter lido errado.

- Talvez a profecia esteja errada. Ele é muito fracote para ser o portador dos raios.

Profecia? Fracote? Portador de raios? Ela me chamou de fracote?

- Ele tem cheiro de meio-sangue muito forte. Então deve ser ele. – O garotinho de gorro, acho que tem por volta treze anos de idade, tinha pegado os papeis toalhas do balcão e começou a come-los como se fossem biscoitos grátis que as lojas oferecem de brinde aos seus clientes.

O que mais me irritou foi a forma que eles falavam de mim como se não tivesse lá para escuta-los. Bati com força bandeja na bancada, assustando os clientes próximos.

- Eu ainda estou aqui. – Tentei maneirar meu tom de voz, sobrecarregado de irritação. – Apenas vão embora antes que os mande a vassouradas.

Cara, sempre quis falar isso. Quando criança escutei essa frase num filme antigo de faroeste e nunca mais saiu da minha cabeça.

- Mas ainda estou esperando meu Milk-Shake. - Ela continuou impassível, diferente de seu amigo que pulou de sua banqueta quando bati a bandeja.

- Algum problema? – A voz do meu patrão atrás de mim, foi como ver minha morte em câmera lenta, nesse caso, a minha futura demissão.

Virei-me e dei um sorriso amarelo, tão convincente que eu até acreditei que minha vida estava indo a mil maravilhas e não descendo de ladeira a baixo, como um carro sem freios preste a bater numa parede.

- Nenhum problema. Eu só estou cumprimentando meus amigos. – Menti.

Sr. Clovis ergueu o queixo, e eu já sabia o que iria falar.

- Qual é o nosso dilema, Sr.Chester?

Abaixei minha cabeça. Eu estava encrencado.

- Servir sempre nossos clientes com todo nosso amor.

- Ahh que fofo. – Ouvi Bianca dizer baixinho e cerrei os punhos. Isso era tudo culpa dela.

- Eu não permito que fique de papo furado com seus amigos no trabalho. Na minha sala agora.

As últimas palavras me lembrou da escola quando das várias vezes eu era chamado na sala do Diretor e acabava de castigo, limpando quadros ou escrevendo mil vezes no caderno “ Eu devo me tornar uma pessoa melhor.”

De qualquer forma, limpar pratos e copos não livraria meu pescoço da demissão. O que deveria fazer? Implorar de joelhos por mais uma chance? Enquanto, eu pensava nas milhões possiblidades que me restavam, o Sr. Clovis alisava seu bigode em silêncio na sua poltrona atrás da mesa, o que me deixou ainda mais ansioso.

Uma fina gota de suor, escorreu pelas minhas costas. A sala estava abafada demais, e apenas um ventilador de teto com hélice ranzinzas e enferrujadas, não estava dando conta de aliviar o calor. Aliás, hoje amanheceu bem ensolarado diferente do meu humor.

- Aqui está seu pagamento de setembro. – O Sr. Clovis colocou sobre a mesa uma envelope branco. – Pegue suas coisas e vá para casa.

Era um xeque-mate. Não tem como voltar atrás. Peguei o envelope e contei o dinheiro.

- Mas está faltando.

- Eu descontei pelos copos quebrados.

Senti minha raiva aumentar ainda mais, amassando o envelope. Foi então o ar ficou rarefeito entorno de mim, e uma correte elétrica passou pelos meus dedos.

Puff!

O ventilador de teto explodiu, finalmente acabando com aquele barulho irritante.

- O que foi isso? – Sr. Clovis de olhos esbugalhados tinha se sobressaltado da sua poltrona, quase caindo, mas se recompôs logo em seguida. – Grungru...Devo chamar o eletricista.

Ele sempre fala isso, mas nunca chama. Era um velho pão duro. Guardei o envelope no bolso da calça, quando eu ia saindo da sala, parei na porta.

- Sr. Clovis, Eu tenho algo para dizer a você.

- Então diga.

- Sr. Tem um bigode muito bonito. Talvez implantando na sua cabeça, esconda a essa sua careca.

Não esperei para o ataque de fúria dele, saí da sala e corri para os armários dos funcionários.


                         ******


Eu escutei os risos de Laurie do outro lado da linha.

- Hahahaha... Não acredito que falou isso!

- Pode acreditar.

Ela fez uma pausa e assoprou, com certeza estava fumando.

- E agora vai para onde?

- Não sei.... droga, botão maldito... – Tive trabalho para desbotar a camiseta, enquanto pendurava o meu celular no ombro perto do ouvido. Eu estava louco para tirar aquela porcaria de uniforme. Eu odeio camisetas listras. – Eu não pensei nessa parte ainda.

- Eu estou na universidade agora. – Correção gazeando aula. – Passe no meu apartamento mais tarde, vamos torrar esse dinheiro cuspido que você recebeu.

- Nem pensar! – Coloquei minha camiseta do flipper sobre a cabeça – Eu estou economizando. Além do mais, não sou rico como você que ganhou dinheiro vendendo ações.

- EU SOU RICA, MEU AMOR. – Afastei o telefone do ouvido. – Deu para escutar?

- Ainda não. Grita mais alto. Talvez os ursos polares escutem você lá da Antártica.

Já havia me trocado e não tinha muito o que pegar do meu armário, apenas minha mochila. Então eu sai pelas portas dos fundos que dava para um beco da quinta avenida.

- Ei, Laurie.

- Oi.

- Você se lembra daquela garota pálida na festa de ontem?

- A garota linda?

Linda por fora, mas de personalidade nem tanto, pensei comigo mesmo.

- Sim, ela mesma. Você conseguiu falar com ela?

- Na verdade, quando fui chegar perto, ela já tinha sumido e não a vi mais depois disso. Porque tá me pergunto sobre ela?

- Por nada.

- Queria roubar ela para você, não é, seu safado.

Queria distanciar dela, pensei outra vez. E justo quando pensei nisso, ela saiu da loja, olhando para os lados, como se procurasse alguém, e esse alguém sou eu. Ela começou a andar na minha direção. Droga, eu estou num beco isolado, era um bom lugar perfeito para um serial-killer de zumbis fazer sua próxima vitima.

- Ei, Matt. Ainda tá ai? – Esqueci completamente de Laurie na outra linha.

- Ligo para você mais tarde.

Se existir um mais tarde para mim, o rumo que minha vida estava levando, com certeza, sairia na primeira manchete do dia de um Jornal. Posso até imaginar o título “ Jovem de 16 anos é encontrado morto num beco próximo ao Café Collins.” Os policiais iam encontrar o que restou do meu corpo, eu via claramente, meus membros mutilados por aquela espada negra.

Num ato de desespero, sai correndo disparado do beco, entrando na próxima esquina e atravessando a avenida. Tarde demais, um carro vermelho em alta velocidade vindo direto contra mim. Eu pensei que ia desacelerar, mas fez ao contrário, pisou mais fundo no acelerador. Não ia dar tempo para desviar.

Jhinnn!

O som de pneus derrapando no asfalto e carro parando bruscamente com para-choque triscando na minha perna direta, eram sinais que ainda não viraria manchete de jornal.

- Ainda bem que eu parei na hora.

Parou? Olhei para o sinal e estava vermelho. Encarei de volta o carro, um Camaro vermelho e a sua motorista. Era... a líder de torcida. Tammi. Meu braço começou a formigar, e de novo aquela sensação desconfortável, dizendo “ Corra daí agora".

- Está com tanta pressa assim? – Ela sorriu maliciosa, como ela estava de óculos de sol, não pude ver seus olhos. – Venha!! Eu dou uma carona, Matthew Chester.

Corra daí agora.

Olhei para atrás e vi a garota pálida, Bianca, na esquina. Na sua mão ,reluziu na luz, a sua espada negra, a mesma que vai me fatiar em pedaços.

Sabem da balança da vida? Quando uma pessoa ficava diante de duas escolhas a serem tomadas que mudarão sua vida. Eu comecei a medir minhas escolhas. Ou eu seria morto por aquela serial-killer de Zumbis. Ou entraria num carro de uma desconhecida.

 Eu lembro de escolher a segunda opção. Pesou menos. Só que nem sempre a opção mais leve te levaria para um lugar com arco-íris e cheio de pôneis fofinhos. Nunca deveria ter entrando naquele carro, assim, não estaria nesse chão frio, dando os últimos suspiros da morte. Tudo é culpa dela. De me dar esse destino tão terrível. Minha mãe.


Notas Finais


Ficaram sem entender nada né kkkk
Sorry, prometo nos próximos explicar tudo.

Ahh o desenho desse cap. É parecido com desenho fez da garota pálida.

Obrigada pelo comentário. É sempre saber que a história agradou você.


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