História O Preço da Liberdade - Capítulo 47


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Categorias Fairy Tail
Tags Fairy Tail, Nalu
Visualizações 90
Palavras 1.745
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Ecchi, Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, tentei focar nos outros casais, como eu disse que faria, espero que gostem.

Capítulo 47 - Perdão


-Até quando vai ficar presa ai?- Ele falou do outro lado da porta- Você precisa comer pelo menos.

   Tentei ignorar a voz pela milésima vez e me concentrar na mesa a minha frente. Ante de ir embora, Lucy tinha me feito um pedido. Ela tinha me explicado sobre o efeito que a flor da ilha Tenroujima causa nos magos, ela também me disse que a flor protegeu ela quando Zeref a tocou, como se a flor conseguisse anular a maldição.

-Ei anã!- Ele bateu mais forte na porta.

   Levantei irritada e abri a porta com força.

-O que foi?!

-Finalmente- Gajeel carregava um sorriso vitorioso no rosto- Desde que Lucy foi embora você não sai daí, estamos preocupados.

-E qual o problema com isso? Eu vivo trancada no laboratório- Revirei os olhos, impaciente.

-O problema é que já fazem dois dias- Ele franziu as sobrancelhas- Eu não posso sair para uma missão e você já se mete em problemas?!

-Nossa- Olhei ao meu redor, surpresa.

   O laboratório ficava em uma parte do subsolo da Guilda, por isso não dava para ver quando era de manhã ou de tarde. Eu também me perdia muito facilmente quando estava concentrada em minhas pesquisas, e estava ficando muito empolgada com o progresso sobre a flor da ilha. Também não queria ficar pensando nas coisas que tinham acontecido a alguns dias..

-Vamos- Gajeel pegou meu braço e saiu me arrastando pelas escadas, para a parte normal da Guilda.

-Ei!- Tentei me soltar, mas era em vão. Ele era muito mais forte que eu.

-Você está fedendo, precisa de um banho, e se alimentar também.

-Não estou não!- Falei com as bochechas coradas- O fedor vem de você!

   Finalmente chegamos a parte de cima da Guilda e dei de cara com Mira. Ela parecia aliviada ao me ver, mas também muito preocupada.

-Ele não arrancou a porta né?

-O que? Não- Falei confusa.

-Ainda bem- Ela suspirou- Quando ele chegou e soube que você não saía de lá, desceu as escadas com tanta raiva eu pensei que ele fosse quebrar tudo.

-Eu não estava com raiva- Gajeel disparou e caminhou para fora da Guilda gritando:- Já tirei ela de á, agora se vire.

-Qual o problema dele?- Levantei uma sobrancelha, sentando em uma mesa.

-Sério que você não sabe?- Mira me olhou como se eu fosse a pessoa mais burra do mundo e colocou um prato de comida sobre minha mesa.

-Eu deveria saber?

-Meu deus- Mira se retirou, falando algo sobre eu ser pior do que Lucy.

   Tentei ignorar a albina e coloquei um pouco de comida na boca, só ai percebi o tamanho da fome que eu estava. Devorei o prato, mas com minha mente no laboratório. Eu consegui converter as propriedades medicinais da flor em pílulas, mas não sabia o quanto ela era eficaz, não era como se eu tivesse um Mago Negro ao meu lado, para testar meus experimentos. Suspirei fundo. Como eu ia fazer aquilo dar certo?

...

-Você está mesmo bem?- Falei novamente, com a voz embargada de preocupação.

-Sim- Mavis me respondeu com a voz fraca- Eu não sei o que me deu.

   A pequena ainda estava sentada sobre uma pedra. Estávamos perto do Castelo de Cardellia, mas paramos diversas vezes, porque Mavis estava muito enjoada.

-Acho melhor pararmos por hoje- Desci de Plue e prendi ele e o outro cavalo que eu tinha comprado em uma árvore próxima.

-Tudo bem- Mavis realmente não estava em condições de dizer o contrário.

-Será que o bolo de Erza tinha alguma coisa errada?- Me sentei ao lado dela.

-Acho pouco provável, você parece muito bem.

-Mas eu não comi, você devorou tudo sem nem perguntar se eu queria- Fiz um biquinho, inda lembrando da traição.

-Talvez seja isso então- Ela deu um sorriso amarelo- Desculpe por atrasar a gente.

-Não se preocupe com isso, já está escurecendo, íamos ter que parar de qualquer jeito.

-Certo- Ela se deitou no chão- Por que estamos voltando para o seu Reino?

   Mavis sabia sobre minha história, mas apenas o básico do básico. Ela não sabia que o atual Rei de Cardellia era meu irmão de coração, nem de como ele tinha assumido aquela posição.

-Porque eu posso conseguir todo tipo de informação com Zeno- Me deitei ao lado dela.

   O céu já estava escurecendo e as primeiras estrelas aparecendo.

-Zeno... você não o trata como se fosse superior, é por que você também tem sangue da realeza?

-Não- Eu ri fraco, não me considerava mais da realeza, desde o dia que tinha fugido de lá- Eu e Zeno somos muito próximos, desde a infância.

-Parece uma história interessante, me conte.

-Tudo bem- Suspirei e comecei a longa história.

   Contei de como eu tinha achado ele quase morto em uma das vilas, e como minha mãe tinha levado ele para o castelo. Ele cresceu entre os serviçais, mas eu vivia seguindo ele por todo os lados. Contei sobre como ele tinha ganhado a cicatriz no pescoço.

  Foi no dia em que minha mãe tinha morrido, eu fugi para a grande Sakura onde ela sempre me lavava, não aguentava manter o rosto impassível durante o velório diante do povo. Zeno sabia onde eu estaria e foi ao meu encontro, mas ladrões apareceram e Zeno e escondeu, deixando que eles batessem no mesmo até ficar desacordado. Eu não tinha conseguido sair do lugar, estava imóvel de medo. Zeno me levou de volta depois, com o corpo todo machucado e um corte feio no pescoço. Depois desse dia ele recebeu um treinamento militar honroso e eu fiquei longe dele, para não causar mais problemas. Ele também se culpou por não ter conseguido acabar com os ladrões e se afastou de mim.

-Deve ter sido difícil viver sozinha...- Mavis falou.

-Sim, você sabe muito bem como é isso.

-Não, eu tinha Zera- Vi uma lágrima escorrer do olho dela- Mesmo que fosse minha imaginação.

-Se for assim, eu tinha Plue- Sorri- Fairy Tail é incrível não é? Para pessoas como nós. Que tivemos uma família há muito tempo.

-Sim- Ela sorriu- É incrível- Mavis se perdeu entra o céu escuro, iluminado pela lua e estrelas- Como ele é?

-Zeref?- Olhe na mesma direção que ela e relembrei dos sentimentos que ela nutria por ele.

   Mavis e Zeref tinham passado mais ou menos um mês juntos. Ela não tinha “morrido” de um instante para o outro, como todos pensavam, foi aos poucos. Esse tempo foi um conto de fadas para ela e eu tinha certeza que tinha sido o mesmo para ele.

-Carinhoso, gentil, triste...

-Uma tristeza que ninguém jamais teria capacidade de carregar, eu lembro dos olhos dele naquele dia, quando eu quase o toquei... O que eu fiz para ele?- As lágrimas tinham começado a rolar livremente agora.

-Você não fez nada...- Eu não poderia explicar toda a história para ela e isso doía- Ele tem medo de ferir as pessoas, porque a maldição dele não permite que ele ame nada com vida.

-Mas é impossível não amar a vida, e você disse que ele é carinhoso, como...?

-Por isso que ele sofre- Também derramei uma lágrima ao pensar na dor dele.

-Então como eu posso chegar perto dele?

-Levy está dando um jeito nisso- Sorri por já ter pensado em tudo- Eu confio nela, não se preocupe.

-Como você sabe que ele vai querer chegar perto de mim?

-Porque dói ainda mais nele ficar longe- Dei um sorriso acolhedor para ela, que acabou com todas as dúvidas.

...

   Minhas mãos estavam tremendo, mas eu tinha decidido que não ia mas me afastar ou correr dela. Eu iria lutar por ela, e da forma certa agora. Bati na porta e esperei um bom tempo até que ela fosse aberta.

-Rogue?!- Por um segundo eu vi surpresa nos olhos de Lisanna, antes de adquirir o olhar de raiva habitual- O que faz aqui?

   A albina estava com uma roupa de dormi folgada e enxugava os cabelos molhados com uma toalha, cada vez que ela passava o pano sobre os fios brancos, espalhava o cheiro doce pelo local.

-Bem...- Agora que eu estava de frente para ela, as palavras não queriam sair.

-O que é isso?- Ela pareceu reparar pela primeira vez no buquê de rosas que eu carregava.

-São para você- Falei sem jeito e estendi as rosas para ela. A albina demorou um pouco, mas aceitou. Consegui ver o rosto dela um pouco corado- É um pedido de desculpas, sei que não é o suficiente, mas eu tenho agido como um idiota...

-Quer entrar? Mira saiu com o Laxus e Elfman foi para a casa de Evergreen- Ela riu fraco- Duvido que algum dos dois volte.

   A albina abriu caminho e eu entrei, observando o lugar. Era claramente decorado por mulheres, apenas com alguns detalhes que entregavam que vivia um homem ali também. Lisanna seguiu para mais fundo da casa e eu fui atrás, até chegarmos a cozinha. Eu sentei na mesa e desviei o olhar quando ela se esticou para pegar algo no armário. Aquele short curto que ela estava usando não ajudava em nada.

-Tudo bem?- Ela viu minha cara vermelha e me ofereceu uma xícara de café.

-Sim- Tomei um gole do café.

-Então? O que mais tem a dizer?- Ela estava com uma cara séria, mas tinha quase certeza de que estava se divertindo com minha timidez. Ela se sentou de frente pra mim.

-Eu não estava com pena de você, apenas queria carregar todo o seu peso, para não ter que fazer isso, mas no meio do caminho esqueci que você não é assim, você é uma pessoa forte que gosta de fazer suas próprias conquistas, enfrentar sua própria dor. Eu deveria apenas ter dito que estava ali para te ajudar, e não ter tentado fazer tudo sozinho- Eu estava encarando o café, tinha medo da reação dela- Você é a pessoa mais forte e incrível que já passou pela minha vida e não quero te perder. Eu vou lutar para que me perdoe, custe o que custar.

   Quando não escutei nenhuma resposta, me forcei a levantar o olhar. A albina estava sorrindo, mas lágrimas escorriam do seu rosto. Me coloquei de joelhos na frente dela. Nossas caras estavam na mesma altura.

-Podemos recomeçar?- Segurei as mãos dela.

-Sim- A voz dela saiu fraca- Ninguém nunca disse que lutaria por mim ,eu...

   Calei ela com um beijo terno e cheio de paixão. Ela retribuiu sem pensar duas vezes.


Notas Finais


E ai? ;)


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