História O preço da realeza - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Mistério, Revelaçoes, Romance, Romance Obscuro, Sangue, Sombrio, Vampiros
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


"Que suas risadas sejam o seu combustível e o seu medo a sua arma final" - papai

Capítulo 4 - Estranha Ligação


Fanfic / Fanfiction O preço da realeza - Capítulo 4 - Estranha Ligação

Acordei meio descabelada e com a cama revirada indicando que eu havia tido uma noite excelente, me sentei naquela cama e puxei do bolso esquerdo a carta devidamente amassada por meus trajes, reli algumas vezes tentando entender o que o Dr. Nesto queria quando nós pediu ajuda, calcei as botas de couro e fui rapidamente ao lavabo onde fiz minha higienes, peguei meus pertences e desci aquelas escadas empoeiradas com certa pressa queria aproveitar os primeiros raios de sol para chegar aquele lugar maldito,antes que meus pés tocassem o tablado de madeira da parte exterior da pousada a senhora cigana apareceu atrás de mim como uma sombra o que me deixou intrigada.
- Já vai criança, precisa se alimentar primeiro - me ofereceu uma cesta com frutas e eu deveria recusar mas, sentia uma fome absurda desde ontem na pressa para sair da floresta acabei esquecendo de pegar os mantimentos que havia trago comigo na carruagem.

- Obrigada - sorri para a senhora que apenas me guiou pela pousada até um cômodo bem iluminado e arrumado totalmente diferente do lugar, nós sentamos e comemos o delicioso desjejum preparado por ela nunca havia tomado sopa de rã no café da manhã, porem eu estava morrendo de fome e mesmo sabendo que poderia morrer se ela fosse una inimiga e assim desejasse eu comi - Obrigado pelo café da manhã excêntrico e delicioso.
- Espere criança quero que fique com isso - se levantou da cadeira e me entregou uma espécie de amuleto muito bonito por sinal - Mantenha sempre junto ao seu coração, sua jornada é longa e penosa espero que ele possa aliviar o seu fardo - agradeci pelo presente e hospitalidade e sai da hospedaria sem entender suas palavras, a cidade estava deserta, tão deserta quanto a noite o que me trazia novamente um pressentimento ruim, fui ate o meu cavalo e aproveite das frutas para alimentar-lhe, estendi a mão com uma maçã e ele comeu sem pressa o que me fez sorrir enquanto acariciava seu pelo negro.
- Imagino que seu dono sinta a sua falta - minhas palavras ao ar e meus olhos encontraram um medalhão preso a sela ao qual podia jurar que não estava ali na noite anterior, levei minhas mãos ao medalhão e li seu nome: Enérios, um nome forte para se por num animal de porte, combina perfeitamente, assim que ele acabou de comer montei em suas costas e  e me pûs a cavalgar com tranquilidade, queria passar com total atenção pela cidade que intitulei de fantasmas cada passo dado pelo cavalo eu mesmo ficava mais animada em ver a saída desse local, quando finalmente sai da cidade cavalguei com fúria a modo de me distanciar e vi num rápido movimento olhei para trás dando de cara com o nada como se a cidade houvesse desaparecido, não era hora para me perder nesse mistério então me concentrei no que realmente queria: entender o porque do desespero do Dr. Nesto naquela carta.
A paisagem morta e seu ar estavam cada vez mais denso o brisa da manhã escura trouxe consigo o cheiro forte da morte me dando a certeza de meu caminho, puxei as rédeas do cavalo a modo de controla-lo melhor, agora seus movimentos estavam mais contidos e mesmo assim o animal não demonstrava medo e isso era impressionante, encarei a ponte com as pesadas correntes de ferro que a seguraram e senti meu sangue verter, minha cabeça latejou com lembranças que agora a invadiam, eu estava no lugar certo, só precisava confirmar se aquela besta ao qual vi em minha memória realmente existe. Desci do cavalo e comecei a caminhar ao seu lado, atravessamos a ponte e só então contemplei a beleza gélida daquele lugar, o castelo estava intacto por fora
sua construção era impressionante e seu tamanho também, daria para abrigar uma aldeia inteira atrás dessas portas de carvalho negro, uma de suas laterais estava aberta e sem pensar duas vezes puxei minha espada e a passos lentos adentrei o local, as luzes estavam acesas e a tapeçaria das paredes intocada dando-me uma melhor visão do local de fato era belo, terrivelmente belo e aquelas escadas no seu centro pareciam obras esculpidas a mão a moradia perfeita de um nobre. Subi os degraus com cuidado e algo me chamou atenção, havia una cápsula de bala no chão e quando a peguei em minhas mãos e vi meu brasão estampado nela tive a certeza de que as bestas de minha consciência não eram apenas um delírio, a minha cede pela verdade me fazia avançar com rapidez, no corredor do segundo andar do castelo a escuridão  convidava qualquer ser humano a se retirar e mesmo com esse pressentimento latejando pelo meu corpo eu continuei a explorar o local, as portas estavam fechadas e com um feixe de luz observei a ultima porta do lado esquerdo com uma mínima abertura, meus passos eram ladinos e mais suaves possíveis e portando minha espada fui em direção a porta, toquei a maçaneta com a ponta de meus dedos e com cuidado a empurrei, meus hits vasculharam o ambiente mal iluminado e não havia nada que me chamasse atenção entrei e me aproximei do que seria uma cama digna de um rei, o dossel ia ate o teto e tanto ele comi a roupa de cama possuíam um tom de vermelho profundo muito similar a cor do sangue, o ambiente em si era envolto por essa cor, o apreciei tempo suficiente para perceber em seus mínimos detalhes o que não deveria estar ali, andei ate a varanda e notei um tecido preso a dobradiça da porta ao qual puxei sem dó, meus olhos se arrebatam com a surpresa de ter em minhas mãos o pedaço do tecido com o qual enfaixei o braço daquele homem na floresta e pensando bem eu não me lembro de tê-lo visto após o ocorrido, sai de meus pensamentos com a certeza de que essa viagem tinha sido em vão e decidi volta para Fiore antes de anoitecer,  um barulho ecoou pelo quarto colocando o meu corpo em alerta eu não estava mais sozinha, decidi que não sairia do quarto pouco iluminado pois me tornaria um alvo fácil naquele corredor escuro e ao invés disso procurei naquelas paredes um canto onde pudesse me apoiar e me proteger da melhor forma possível, som de passos vieram em minha direção, cada vez mais forte e com um grande impacto a porta do quarto foi estraçalhada a minha frente havia uma besta enorme, seus chifres possuíam uma leve curva, a pele vermelha apresentava diversos cortes superficiais indicando que sua carcaça era dura, seus dentes pontudos na sua boca demoníaca deixavam pingar uma saliva suja no chão apontei a arma para o seu peito e atirei, a besta continuou a se mover, atirei novamente e nada aconteceu, empunhei minha espada na tentativa de combate-la mesmo que a mesma possua o dobro do meu tamanho não me acovardarei eu queria resposta é a teria de qualquer jeito e foi com esse pensamento que diz o meu primeiro e único movimento passando a lâmina fina da espada no braço da besta que grunhiu de dor e se afastou, respirei fundo sem deixar a posição de ataque e senti um de meus ferimentos abrirem.
- Que droga esta acontecendo nesse lugar? Porque Dr. Nesto pediu ajuda e desapareceu? - tentei forçar a minha mente a responder minhas perguntas enquanto eu tentava descobrir o paradeiro da besta deu alguns passos para fora do quarto é o silêncio dominou novamente o lugar, tentei abrir porta por porta mas todas estavam trancadas, descia as escadas correndo e a sala continuava intacta me deixando cada vez mais confusa foi então que senti algo atravessar o meu quadril me obrigando a curvar o corpo para frente e me apoiar na espada, a sensação excruciante atravessou todo o meu corpo olhei para trás e vi a mesma besta que eu havia ferido com o braço sujo de sangue, sua respiração forte fez com que meus cabelos se movimentaram e quando ela se aproximou mais eu puxei a lâmina presa em minha bota e num movimento preciso enfiei em seu coração, seus gritos de agonia me causaram desespero pôr em tudo passou quando a vir cair dura e morta ao meu lado, soltei todo o ar preso em meus pulmões antes de deixar meu corpo ferido novamente ir ao chão, mais uma vez eu cai no erro de achar que poderia destruir tudo sozinha, ouvi mais um rosnado e com um olhar vasculhei a sala, havia mais bestas vindo em minha direção mais do que eu poderia aguentar nesse estado deplorável encarei como minha única solução a destruição de tudo e com isso peguei a granada que estava em minha bolseta, me preparei para puxar o pino e um apito fino ecoou pelo ambiente fazendo com que os monstros se afastassem. Meu corpo cansado em meio a uma poça de sangue me fez desfalecer encarando aquilo como meu último movimento.

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A mulher de cabelos negros não sabia mas, naquele momento dois homens a olhavam com um certo apreço, o mais velho se aproximou um homem de cabelos escuros e olhos enegrecidos que agora respirava fundo o doce aroma de seu sangue o cheiro era inebriante demais para o homem que contemplava a beleza do lugar recém tingido de vermelho.

As mãos esguias passearam pelo corpo feminino acariciando-o, o corpo foi levitado e delicadamente pousado no sofá suas vestes foram folgadas e com um olhar lascivo seu sangue foi provado, de forma delicada as presas perfuraram a carne de seu seio e com um sorriso nos lábios vermelhos o homem se afastou.

- Você deveria esperar irmão.... - um homem de cabelos claros portando uma corrente onde segurava com força um animal sedento pelo sangue esparramado observou a cena.

- Não diga besteiras Dominic, seus animais de estimação quase a mataram!

- Peço perdão por minha imprudência, eu não deveria deixa-los livre desse jeito - os olhos do homem imponente fizeram com que a besta se encolhesse atrás de seu mestre que agora afrouxava a corrente com cuidado.

- Eu espero que pelo bem de sua vida ela não morra antes da hora ou então vocês e seus preciosos animais iram  brincar debaixo da terra por um longo tempo... - sua voz era suave e suas palavras firmes, o pavor percorreu o corpo do homem que possuía a aparência de garoto de 17 anos, ele sabia do que o mais velho era capaz e a prova disso estava a sua frente, a mulher desmaiada entre a vida e a morte que em breve possuiria uma estranha e eterna ligação com aqueles desconhecidos.



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