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História O preço de ser um Lightwood - Capítulo 3


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Notas do Autor


Falae, meus queridos.
Tudo certinho?

Capítulo 3 - Maldito Lightwood


Fanfic / Fanfiction O preço de ser um Lightwood - Capítulo 3 - Maldito Lightwood

III. Maldito Lightwood

 

“Sparkly angel I believed...

(Anjo cintilante, eu acreditei...)

 

Magnus point of view

A maldita dor de cabeça novamente. Uma pontada ao fundo da mente. E foi o suficiente para que ele piscasse os olhos algumas vezes, desconcertado e, jamais admitiria, surpreso por não saber o que estava acontecendo. Os raios de sol que adentravam da janela do quarto o fizeram elevar a mão destra aos olhos, ofuscando-os. Seus olhos doíam, assim como a cabeça. Com súbito interesse, analisou a mão que tapava o sol, constatando, com súbita surpresa, que nenhum dos seus anéis estavam aos dedos – óbvio que ele lembraria se os tivesse tirado.

Com auxilio das longas pernas, afastou o lençol que envolvia seu corpo, arrependendo-se do movimento brusco quando a dor que assolava a cabeça tornou-se irritante o suficiente para fazer com que elevasse uma das mãos à têmpora, massageando-a.

- Mas que droga -

Resmungou alto. E então seus olhos baixaram ao tronco. Ainda estava vestido. E com a mesma roupa de ontem. Em nenhum de seus piores sonhos ele dormiria sem se banhar, isso parecia algo... Deplorável. Ele era o Alto Feiticeiro e não uma cria mundana cansada após um dia intenso de trabalho.

Trabalho. Congelou com a mão ao peito e entreabriu os lábios ao lembrar-se do Caçador de olhos azuis...

- Você acordou -

A voz grave o manteve congelado a mesma posição, como se fosse uma estátua e um passarinho muito rato estivesse pousado em si. Torcerei silenciosamente para não me tornar um banco de coco para o passarinho... Ponderou, tentando achar graça de alguma coisa, porém os olhos felinos apenas se voltaram a figura prostrada a porta do próprio quarto, encarando-o.

Alexander Lightwood era intrigante de uma forma que incomodava Magnus. Vestia roupas claramente gastas e isso não diminuía em nada sua beleza. Seus olhos azuis o fitavam com preocupação e os cabelos negros, compridos demais, estavam revoltos, como se... Pena tivesse acordado.

O feiticeiro entreabriu os lábios em um “oh” enquanto o Caçador se recostava a porta, os braços cruzados ao centro do peito.

- Eu estava começando a ficar preocupado -

A sinceridade naquela frase pegou-o desprevenido. Caçadores de Sombras não eram gentis, muito menos se importavam com Submundanos – mesmo quando estes eram belos como ele. E nas feições belas de Alec, não havia um traço de malícia ou mentira.

- Você... Você dormiu aqui? -

Sentiu-se tolo com aquela pergunta e o espanto ainda era visível em suas reações. Alec, por sua vez, também demonstrou desconforto com aquela pergunta, trocando o pé de apoio ao desviar os olhos do semelhante.

- Dormi -

Oh... Arqueou a sobrancelha. Oh... Sexo com roupas? Não achava que isso fosse uma possibilidade de verdade. Alec, por outro lado, corou minimamente, novamente trocando o pé de apoio como se pudesse ler as perguntas implícitas nas suas feições.

- No sofá. Eu dormi... No sofá. Você... Você não estava bem, estava falando coisas sem sentido e então... Então dormiu -

Porcaria de bebidas. Porcaria de bebidas! Queria xingar-se mentalmente inúmeras vezes pelo papel de adolescente deprimido que enchia a cara e desmaiava nos braços do namorado – não que, hipoteticamente, Alec representasse o papel de seu namorado, é claro. Infelizmente.

Forçou um sorriso aos lábios antes de encarar os olhos azuis e profundos do rapaz.

- E suponho que você me colocou na cama, não é mesmo, Romeu? -

Viu-o franzir o cenho, desmanchando a expressão até então calma que havia adotado para aquela tarefa.

- Sou Alexander. Lightwood. Não Romeu -

Oh... Oh, sentiu-se estúpido novamente. Era óbvio que ele não reconhecia Romeu, de Romeu e Julieta, porque os Caçadores das Sombras não tinham tempo para trivialidades. Embora ainda o encarasse, temeu ter visto uma expressão de tristeza em suas feições.

- Eu sei quem é você. Como não saberia? -

Ao menos eu preciso saber o nome das pessoas que eu beijo, é uma regra de etiqueta nos relacionamentos quase. A não ser que você esteja bêbado, em uma festa muito maneira, e não se importe.

- Deixa pra lá. Ficou a noite inteira aqui? Me olhando dormir? Por quê? Quer dizer... Você poderia ter me deixado aqui, não sou sua responsabilidade -

A cor avermelhada as bochechas de Alec acentuou-se diante da sucessão de perguntas. Adorável... Era a forma como ele se portava com toda aquela atenção, o que o fazia crer que jamais havia sido assim em sua vida antes. Um pecado, se assim podia considerar.

O moreno, por sua vez, entreabriu os lábios como se fosse responder as perguntas, porém tornou a fechá-los, desviando o olhar em direção a janela do quarto, como se, através das cortinas finais, pudesse vislumbrar a vista bela que a moradia em sai lhe propunha.

Após alguns instantes de silêncio, concluiu o feiticeiro que o moreno não o responderia e, com um suspiro, Magnus empurrou ambas as pernas para a lateral da cama, saltando desta apenas para se por de pé.

- Você estava cansado -

 Ele arqueou a sobrancelha diante da explicação. Aquilo era tudo?

- Você nos ajudou ontem. Ajudou o Instituto. Estava cansado e eu senti o gosto da bebida... -

Ele pigarreou e então Magnus lembrou-se de tê-lo beijado. Murmurou um merda tão baixo que sabia que não havia sido ouvido pelo Caçador que ainda não lhe havia dignado o olhar. Óbvio que ele havia “sentido” o gosto da bebida...

- Eu... Você estava bebendo. Eu não podia abandonar você, não daquela forma. Achei que ficaria mais confortável dormindo na sua cama e eu não sabia se podia ou não precisar de mim durante a noite... Então fiquei -

Tão... Adorável. Magnus mordiscou o lábio inferior enquanto escutava suas palavras, esforçando-se para não encolher os ombros. As pessoas não costumavam se importar se ele estava ou não bem, a não ser alguns poucos amigos. Nenhum deles, até o momento, havia vigiado seu sono. E o caçador, que até tão pouco tempo atrás desconhecia, havia resguardado seu sono e isso era visível pelas olheiras escuras que marcavam suas feições.

Não somente as olheiras eram indícios de que havia passado a noite em sua casa. As roupas negras estavam abarrotadas de pelos. Presidente Miau. O gato jamais havia negado carinho.

- Desculpa -

O pedido de desculpas fez com que recuasse um passo, agora encarando-o confuso. Franziu o cenho em reflexo. Essa manhã estava muito incomum mesmo. O moreno encolheu minimamente os ombros como se respirar pudesse vir a incomodá-lo.

- Ora, pelo que está me pedindo desculpas? -

Alec descruzou os braços do centro do peito, pousando-os a lateral do corpo, rendido.

- Não queria incomodar você enquanto dormia. Você parecia cansado. E não queria acordá-lo também hoje pela manhã, merecia descansar. Posso ir embora se isso deixar você mais a vontade...-

Por que ele tinha que complicar tanto as coisas sendo tão adorável...? Ele parecia desolado, como se aguardasse que a qualquer segundo o expulsasse do ambiente e decretasse que sua presença era cancerígena. Antes que pudesse se controlar, o feiticeiro atravessou o quarto, diminuindo consideravelmente o espaço existente entre eles.

A ânsia de tocar o garoto foi maior do que sua necessidade de acalmar-se. Quando deu por si, seu polegar escorregou pela bochecha quente de Alec que, congelado a porta, entreabriu os lábios, permitindo que um arquejo por eles escapasse.

Tenho que aprender a me controlar... Foi tudo o que pensou no momento em que o soldado estremeceu diante de seu toque ousado. Ele parecia surpreso pelo contato e, contrário ao esperado, não recuou, manteve-se próximo ao seu semelhante, encarando-o com uma coragem renovada.

­- Não sei por que acha que Caçadores de Sombra não se importam com Submundanos. É nosso trabalho se importar. Eu... Eu me importo com você -

As palavras haviam saído rapidamente dos lábios do moreno e ele, por fim, assentiu com um movimento simples de cabeça. Surpreso, terrivelmente surpreso, com aquela frase que, a qualquer outra pessoa, soaria como palavras de um político em tempos de campanha: doce aos ouvidos, mas sem qualquer fundamento. Vindo daquele Lightwood em questão, parecia tão... Significativa, tão profunda. Tão inocente. E por mais que não fosse simpatizante da família, confiou. E seu interior lhe garantia que assim deveria ser.

- Alexander, você não precisava se preocupar comigo. Talvez, talvez, eu tenha exagerado um pouco na bebida, mas... Uma boa noite de sono resolveria –

Quem sabe, em seu próximo momento livre, assim que sua agenda permitisse, ele devesse rever as bebidas que estavam a sua disposição e o percentual de álcool que as compunham. Era ultrajante a forma como havia se portado na noite anterior, se bem que não se arrependia de tê-lo beijado. Em hipótese alguma.

Mesmo hesitante e desajeitado, sentiu os dedos de Alec sobre seu pescoço, os dedos de ambas as mãos. Seus olhos estavam focados aos lábios do moreno, viu-os serem entreabertos em alguma nova explicação, bem como viu-a morrer naquela curvatura delicada e macia. Temeu, internamente e de uma forma que jamais havia temido antes, errar algum contato, tropeçar em alguma coisa e fazê-lo se afastar quando sentiu seus polegares percorrerem a lateral do pescoço desnudo – tinha certeza absoluta que aquela reação era espantosa até mesmo para o Caçador, de modo que permitiu que as pálpebras fossem cerradas e a respiração foi contida.

Mas que droga estava acontecendo consigo...

Entreabriu os lábios, uma piada sem graça formando-se de imediato, porém agradeceu-se por ter-se calado. Os lábios de Alexander eram carinhoso, profundamente inexperientes, porém macios e aconchegantes de uma forma que nenhum outro era. Diferente da noite anterior e da anterior ainda, não existia uma urgência no contato. Era suave como uma brisa seria se soprada ao próprio rosto e não houve necessidade de um sobrepor-se ao outro.

E, da mesma forma que a brisa era suave, o que se sucedeu em seguida... Bom, ele não sabia explicar. Deu-se por si deitado a própria cama, as pernas afastadas o suficiente para receber entre elas o quadril de Alexander, sua ereção já desperta sendo pressionada pela coxa do Caçador -  posteriormente, ele juraria a si mesmo que sequer excitado estava no momento – e um gemido vergonhoso escapando pelos lábios contra os do outro.

Frenesi, em toda a parte, pelo contato entre os corpos e para a completa infelicidade do feiticeiro, que agora agarrava os fios escurecidos de Alexander, o rapaz se afastou, saltando da cama como se tivesse sido esfaqueado ou descoberto que beijava a esposa do próprio pai – favor, as crianças pervertidas não devem, em momento algum, imaginar que seria um beijo de mãe e filho, isso é pavoroso até mesmo para alguém que já viveu em muitas décadas como ele.

Adivinha quem precisava de oxigênio? O feiticeiro inspirou profundamente uma, duas e somente na terceira, após ter regulado a própria respiração com mais esforço do que o necessário, apoiou o braço ao colchão macio, permitindo-se elevar parcialmente o tronco e ter uma boa visão do pavor que cruzava as feições do outro homem.

Alexander caminhou de um lado a outro do quarto, os lábios inchados pelo beijo destacando-se.

- Eu lamento, lamento... Magnus, lamento... –

Ele começou, de uma forma metódica que o fez franzir o cenho. Em menos de uma vida, ouviu o mesmo caçador implorar por perdão por algo que Magnus não se importava de acontecer e, pelo contrário, desejava que acontecesse mais e mais.

- Eu não me importo que aconteça mais vezes, se quer saber a minha humilde opinião –

Soou categórico, fazendo que com que os passos de Alec cessassem e o moreno se voltasse a si.

- Não, isso...

- É um erro? –

Murmurou, revirando os olhos felinos. Sabia que Alexander estava assustado, mas já havia decorado o repertório, o que o impedia de demonstrar a real frustração que aquela situação lhe trazia. Ora, qual era o pecado de desejar alguém?

O caçador desviou o olhar do próprio, timidamente.

- Preciso ir embora. Até, Magnus –

Ele entreabriu os lábios enquanto vislumbrava Alexander dar-lhe as costas, caminhando, ou correndo, dependendo da velocidade que você o considerar, em direção a porta de saída do ambiente. Antes que pudesse sussurrar seu nome, a porta cerrou-se com um estrondo e ele afundou novamente contra o colchão, permitindo que seus cabelos negros fossem esparramados ao local.

Poderia ser tão mais fácil se ele esquecesse Jace, Lydia e sabe-se lá o que mais.

        

You were my savior in my time of need...”

(Que você era meu salvador quando eu mais precisava)

 

Alexander point of view

Afastou-se, desnorteado, do apartamento de Magnus. Envergonhava-se por não conseguir controlar o sentimento de desejo que o inundava sempre que estava com o feiticeiro. Noite passada, quando havia sido beijado, sentiu-se satisfeito como jamais havia se sentido. Nunca havia se sentido desejado por outra pessoa, muito menos havia experimentado a sensação de ser desejado por alguém. Não antes de Magnus. E agora que presenciava essa sensação... Era inundado por Lydia e Jace, à noite e o parabatai amado.

Apanhou o celular ao bolso frontal da calça, analisando-o. No curso da noite, enquanto observava atentamente as feições delicadas e suaves de Magnus em um sono agitado que, vez ou outra, o fez sentar-se ao seu lado e afagar, com receio inicialmente, os fios espessos de seu cabelo, vislumbrou as ligações de Lydia, assim como as insistentes mensagens de Jace. Ignorou-os;  o que exatamente poderia responder? Que estava com Magnus? O que pensariam?

Apressadamente e unicamente por se sentir culpado, digitou uma mensagem a Jace, comunicando-o que em menos de meia hora estaria em casa. A mesma mensagem foi repetida a Lydia, sob a alegação de que havia saído para uma patrulha solitária – falta de sono sempre havia sido uma das inúmeras mentiras que o parabatai havia utilizado para seus encontros a sós com Clary. O pensamento embrulhou seu estômago.

E, pensando na própria confusão em que sua vida esta, adentrou ao Instituto, murmurando poucos cumprimentos aos demais Caçadores que, aquela hora da manhã, já havia recebido seus relatórios e já encaminhavam-se a suas próprias missões.

O devaneio criado por Magnus em sua vida foi arrancado de seus pensamentos quando braços delicados lhe enlaçaram pelo pescoço, puxando-o para fora do corredor central do ambiente. O aroma floral que provinha dele era diferente do de Magnus e lhe era conhecido, de modo que deixou-se ser guiado em direção a sala de armas pelo seu portador, tomando o cuidado de demonstrar a surpresa necessária para este.

- Por onde você andou, Alec? Deixou-me preocupada... –

Havia uma preocupação velada na voz de Lydia, assim como uma represália pelas ligações ignoradas anteriormente. A loira empurrou-o gentilmente contra a parede vazia de armas, apoiando suas costas envoltas no casaco negro ao local. Sem lhe dar muita chance para safar-se, a garota poiou a mão destra ao centro de seu peito, as unhas afiadas cravando-se enquanto um sorriso ousado, diferente do apresentado quase cordialmente aos pais, brotava em seus lábios levemente tingidos pelo batom.

Como sempre fazia, ele viu-se atuando novamente. Um sorriso conquistado com esmero brotou aos próprios lábios ao elevar ambas as mãos a lateral da cabeça, em sinal de rendição; sabia que o gesto faria a loira rir e, instantaneamente, ela assim o fez, seu riso cristalino preenchendo o ambiente.

- Patrulha. Alguns demônios no esgoto. Lamento por deixa-la preocupada –

Não, não lamentava. E com pesar, a constatação o atingiu: ele estava mentindo com facilidade extrema.

A jovem deslizou as unhas que antes eram batucadas ao centro de seu peito em direção ao pescoço marcado de runas, acariciando-o enquanto se aproximava. Dois passos foram suficientes para que ele se sentisse pressionado pela respiração da loira que permanecia a lhe sorrir.

­- Achei que pudéssemos aproveitar a companhia um do outro. O que acha de nós... Escapar um pouco dessa confusão toda? Faz tanto tempo que não ficamos juntos –

Ele engoliu em seco. Havia tolerado a ideia do casamento desde a infância. Lydia era bela, confiante, divertida. Jace vivia a elogiando, dando-lhe tapas as costas ao lhe afirmar que tinha muita sorte pelo casamento arranjado não ser com uma idosa. Mas ele se sentia infeliz. Não a desejava da forma como um homem desejava uma mulher. E não podia recrimina-la pelas tentativas seguidas – um dia ele mesmo havia provocado aquilo, no dia seguinte ao primeiro beijo de Jace e Clary. Estava frustrado e queria extravasar aquela frustração. Não havia chegado ao final com suas investidas. Eles eram membros de grandes famílias tradicionalistas e aquela atitude nada mais era do que desprezível. E ele ficou aliviado por cessar com aquilo.

Além do mais, ele também sabia que ela não o amava e que se envolvia com outros homens. Mas, arduamente, ela estava concentrada em conquista-lo, afinal passariam a vida juntos. E ele, em nada auxiliava.

Os olhos cheios de expectativas de Lydia estavam repousadas aos seus e, assim que entreabriu os lábios para responder algo gracioso, como sempre fazia para fugir dela, o furação de cabelos loiros adentrou, decidido ao local.

- Hei. Até que enfim achei você. Estou atrapalhando? –

Jace era, de forma adorável, uma das poucas pessoas que não se importavam em agradar os outros que o cercavam. Esse espírito rebelde e até mesmo arrogante haviam sido os motivos inicias de Alec ter-se apegado tanto a ele – era seu oposto, tinha a coragem de ser quem verdadeiramente era, coisa que ele jamais tentaria. Afinal, ele nem sabia quem era de verdade.

Os olhos escuros do parabatai estavam sobre os seus, aguardando, de forma impaciente, alguma resposta. Desvencilhou-se de Lydia, aliviado, apenas para assentir a Jace, um sorriso ainda aos lábios embora fizesse ideia de que corava pela quentura sentida as próprias bochechas.

- Claro que não. Estava indo mesmo falar com você...-

- Onde esteve? Procurei você no Instituto ontem a noite inteira -

A pergunta continha uma fagulha de malícia, suficiente para que arquejasse e se visse encolher ante o olhar do outro. A noiva, por outro lado, lhe lançou um olhar desconfiado – era quase impossível Alec fazer algo sem que seu parabatai soubesse ou o acompanhasse. Viu-a cruzar os braços, o descontentamento e até mesmo a raiva em sua expressão maculando as feições angelicais que sempre esteve acostumado. Ciúmes? Duvidava que assim fosse.

- Pedi permissão para uma patrulha. Alguns demônios nos esgotos...-

Jace arqueou a sobrancelha, agora visivelmente consternado por ter sido deixado para trás ou por desconfiar que estava mentindo. Alec elevou a mão destra, balançando-a em sinal de que qualquer que fosse a explicação, não era importante- ao menos não para ser discutida na presença de Lydia.

­- Estava me procurando. O que precisa?

Mudou rapidamente de assunto ao espalmar a mão ao centro das costas musculosas do parabatai, inalando profundamente o odor de suor que provinha do companheiro; ele havia treinado, conhecia o cronograma diário do outro, e sabia que em algum momento alguém lhe havia acertado algum golpe, pela forma como seus dedos massageavam o braço esquerdo – um dos seus pontos cegos. Achava que somente ele o conhecia.

- Fomos convocados para uma patrulha na cidade. Ao que tudo indica, alguém está atacando submundanos e drenando o sangue deles. Clary está terminando de se arrumar e irá nos acompanhar –

Temeu ter revirado os olhos diante do nome dela, ato involuntário.

- Treinamos hoje pela manhã. Ela irá te surpreender, está se saindo muito bem –

Contrário ao esperado, não se sentiu despedaçar com o comentário. Geralmente, o treinamento ocorria com sua presença – ele e Jace horas a fio trocando socos e chutes, ambos conhecendo o limite um do outro e explorando-os até que este limite fosse superado pouco a pouco. A cumplicidade do termo parabatai sempre estivera presente e naquele instante em que ele pronunciava com certa animação o avanço da garota, ele sabia que o companheiro estava feliz como poucas vezes estivera desde sua chegada à família.

Por fim, dera de ombros.

­- Desde que você se responsabilize por ela, tudo bem –

Murmurou as palavras tentando soar indiferente a presença da ruiva. Lydia suspirou pesadamente, tentando chamar a atenção e conseguindo um olhar de irritação de Jace que, ao que tudo parecia, havia esquecido sua presença no recinto.

- Encontro você em cinco minutos –

Resmungou de má vontade ao sair da sala, lançando uma última olhadela a loira que, ainda prostrada próxima a Alec, lhe ignorou.

Após a porta cerrar atrás de Jace, Lydia se afastou do moreno, inspirando profundamente ao encaminhar-se a passos lentos a porta também. A mulher parou assim que seus dedos desnudos tocaram a maçaneta. Os olhos claros voltaram-se aos azuis, a tristeza palpável.

- Vou ver você à noite? –

Não.

- Sim –

Esforçou-se a caminhar até ela. A surpresa preencheu seus belos olhos e um sorriso de lábios levemente delineados pelo batom claro se fez presente. Aproximou, mesmo sem verdadeiramente desejar, os lábios ao centro da testa da garota, lhe depositando ao local um selar carinhoso antes de se afastar, desta vez decidido a encontrar com Jace.

Alec caminhava atrás da irmã, permitindo que Jace e Clary continuassem a discussão acalorada que haviam iniciado há meia hora atrás acerca de armas e métodos de ataque – a ruiva, embora ingênua sobre o mundo sobrenatural, tinha um ótimo ponto de vista sobre as irresponsabilidades de Jace e seu método de resolução brutais dos casos e não se deixava abalar pelas piscadelas atraentes do loiro, muito menos de suas respostas ácidas, as quais, com ela, eram raras.

O riso baixo de Isabelle o tirou do próprio devaneio e somente naquele instante percebeu que seus olhos estavam concentrados as costas da garota. Voltou-se a irmã, apertando os dedos lentamente a curvatura do próprio arco de caça entalhado em runas.

- Odeio admitir, mas para quem foi criada como mundana, ela está se saindo muito bem. Isso se levarmos em conta que ela está discutindo de igual para igual com Jace –

O comentário soou orgulhoso aos lábios da irmã que, após findá-lo, viu-se encolhendo lentamente os ombros, desviando o olhar dos do irmão – ela sempre soube, e não podia culpa-la por falar exatamente o que pensava quando queria.

O sorriso, inicialmente discreto, esboçou-se aos lábios do moreno enquanto ele apoiava lentamente a mão calejada e marcada por cicatrizes ao ombro desnudo da irmã – era bem verdade que ela sempre estava parcialmente desnuda em suas roupas e naquele dia em específico, não estava diferente: braços de fora, totalmente expostos em uma blusa que deixavam as costas totalmente a mostra e realçava suas runas. Agradeceu mentalmente pela runa da invisibilidade ou teria que se preocupar com as olhadelas dos demais homens.

Seus dedos roçaram a pele da jovem, apertando-a lentamente em uma carícia velada. Era sua irmãzinha, aquela que ele havia ouvido resmungar dias a fio sobre bonecas quando da infância e que havia espantado diversos pretendentes por simplesmente não gostar deles.

Assim que seus dedos a tocaram, a jovem arqueou a sobrancelha, desacostumada com demonstrações de afeto do mais velho, que era alguém tímido, centrado e distante – frio. Ele a sentiu hesitar, de modo que afastou a mão de seu ombro.

­ - Alguém precisa sobreviver e enfrentar o Jace, não é mesmo? –

A surpresa permaneceu as feições da jovem, porém ele não manteve o contato visual com a jovem, mantendo as passadas logo atrás do casal. Observou, pelo canto de olho, a irmã apressar as passadas para alcança-lo, a expressão consternada as feições como se experimentasse algo novo, diferente e que ela ainda não tivesse noção se gostava ou não.

- Como foi com Magnus? –

Ele encolheu minimamente os ombros em desconforto. Não queria pensar no feiticeiro, não agora, não novamente. A culpa o atingia profundamente quando lembrava do conforto que havia sentido ao tê-lo em seus braços, entregue, e de como aquilo lhe parecia... normal. Correto.

- Estava cansado. Eu... Fiquei preocupado. Só isso –

Não que precisasse, mas sentiu-se obrigado a esclarecer. Izzy, por outro lado, demonstrou um grande interesse na situação, porém mantivera-se, ou ao menos assim ele havia julgado, neutra, deixando apenas transparecer uma expressão de entendimento profundo sobre algo que ele havia falado.

- Esteve com ele à noite toda então –

Não era uma pergunta. Ela era inteligente, não fosse assim não teria sempre lhe dado trabalho quando tentava esconder coisas pessoais suas pela casa, as quais eram descobertas por ela e, posteriormente, viravam uma chantagem para trabalhos estafantes que ela odiava, tais como arrumar a cama, armário, entre outros. Por não se tratar de uma pergunta, Alec apenas encolheu novamente os ombros, sentindo as bochechas aquecidas contra o frio noturno que as castigava.

- Não é o que está pensando. Se é que está pensa em algo que possa vir a me comprometer... –

Começou, porém a garota apenas maneou negativamente a cabeça apenas, seus calos escuros lhe cobrindo os olhos.

 

Isabelle point of view

- Não estou pensando nada. Só acho... Que não é da minha conta, é isso –

Ela se apressou a concluir, assim como apressou o passo para distanciar-se dele. Isabelle não era uma garota que deixava palavras pela metade, muito menos que não expressava sua própria opinião quando aberto espaço para tanto. E foi assim que ele se adiantou, segurando o pulso da irmã mais nova. O contato era tão estranho a ambos que, embora unidos desde o nascimento, pouco se permitiam a esse tipo de coisa, portanto ela não estranhou quando Alec hesitou diante de seu olhar questionador, engolindo em seco como se acabasse de flagrá-la em algum momento embaraçoso.

- Eu... O que houve? Se eu fiz algo que possa envergonhar você, ofender você... –

E então a apreensão abandonou os ombros dela. Ah, aquele era ele... Sem dúvidas. Disposto a se sacrificar por quem amava, disposto a abrir mão de sua felicidade pelo outro. E ela se sentia tão, mas tão culpada, por vê-lo aceitando o fardo da família unicamente para que este não recaísse sobre ela. E a culpa a preenchia ainda mais quando encarou os olhos azuis doces e diferentes dos exigentes da mãe – de alguma forma, ele estava diferente e isso só podia ter um nome. E ela se sentia cruel por temer que ele abandonasse tudo e seguisse seu desejo e o peso da coroa recaísse sobre si.

- Alec, você jamais me magoaria. Não você. Eu só... Só quero dizer que... Que você deveria ter mais cuidado. Papai não é burro, e se não quiser que eles descubram... Você sabe... Não pode simplesmente sumir e pensar que algum de nós acreditará que estava solo nas ruas. Você não é assim –

E então, ela se odiou veemente porque o sofrimento estampou-se as feições do irmão mais velho, assim como o choque. O peso da coroa, das responsabilidades, estavam sobre ele e ela viu quando o azul de seus olhos se tornaram opacos. Ela mordiscou o lábio inferior com tamanha força que achou ter-se ferido no processo e apenas o observou passar a mão delgada aos fios de cabelo negros que lhe caiam aos olhos, afastando-os.

- Você tem razão. Estou sendo displicente com minhas responsabilidades e isso trará resultados que poderão recair sobre você. Lamento e não ocorrerá novamente, eu posso garantir a você –

E sempre que Alexander Lightwood prometia-lhe algo, ele cumpria. Havia prometido uma vez que daria a irmã uma pedra belíssima que estava em posse de uma governanta rica, em seu jardim. Na noite seguinte ela estava em sua penteadeira, com um pedido de desculpas pela demora. Ele não a entregou pessoalmente, ele evitava aquele tipo de sentimentalismo. E meses mais tarde, ela soube que ele havia conseguido novas cicatrizes naquela tentativa – a mulher era uma feiticeira.

E ela, novamente, se detestou por aquilo. Estava apavorada, eis que sua mão seria prometida a Victor Aldertree, um homem poderoso, arrogante, com métodos severos de ensinamento em outros institutos e inclinação ao sadismo. Sua antiga prometida havia morrido misteriosamente e ela acreditava que ele havia comprado o silêncio de diversas pessoas para aquilo. E sabia que estes haviam sido os motivos para que o irmão tivesse buscado Lydia e...

- Alec eu... Eu lamen- -

- Hei, vocês! Temos companhia! –

E então, o momento das desculpas teve fim e as palavras não ditas se foram – Alec já havia tomado sua frente de modo protetivo e puxava o arco, fazendo mira. A expressão do garoto inocente cedendo a ao soldado treinado e experiente.  E talvez assim fosse melhor mesmo, eis que a frente deles, diversos Raveners se moviam arrastadamente pelo beco a frente deles, farejando, caçando algo. Alguém.

Blinded by faith I couldn't hear
All the whispers, the warnings so clear

(Cegada pela fé, eu não pude ouvir
Todos os sussurros, os avisos tão claros)

Magnus point of view

A risada da mulher preenchia o ambiente e o reconfortava.

Após passar o dia totalmente ocupado com os próprios pensamentos no Caçador, o feiticeiro não teve opção se não ligar a velha e boa amiga, Catarina Loss, e exigir, de uma forma meiga é claro, que ela viesse ao seu apartamento para alguns drinks. Era óbvio que ele precisava conversar com alguém sobre aquele outro alguém difícil de lidar, e se existia uma pessoa no mundo mais carinhosa e atenciosa que aquela mulher, ele ainda estava para conhecer. Catarina era o exemplo perfeito de pessoa que você apresentaria aos pais e teria certeza de que eles desejariam mil vezes que ela fosse sua filha a você – verdade seja dita.

E lá estava ela, jogada ao sofá na varanda aberta do apartamento, despejando sua graciosidade em um vestido florido e longo, enquanto ele discorria sobre a noite na boate e a noite anterior entre caretas e reviradas de olhos – enquanto ela era leveza, Alec era uma tempestade de coisas.

- Gosto de ver você assim, Magnus. Gosto desse brilho –

Ele pendeu a face para o lado, a taça de espumante entre os longos dedos repletos de anéis de prata.

- Assim, maravilhoso? Ora Catarina, eu sou sempre assim... E tenho certeza que em algum lugar no meu nome, a palavra brilho se encaixa –

Apoiou o braço ao encosto do sofá longo, a mão sendo apoiada a nuca enquanto mantinha entre os lábios o sorriso maroto de sempre. Catarina estendeu a taça de bebida em direção a ele, tocando-a em um brinde velado e silencioso antes de elevar o cristal aos lábios. Ele a estudou sorvendo o conteúdo de forma cautelosa – sequer parecia que ela se esforçava para viver uma vida em meio aos mundanos, doando seu tempo em hospitais, esforçando-se a salvar vidas de pessoas que não conhecia. Hm, admirável, mas ele não sabia se queria verdadeiramente se importar como os outros. Mas verdade seja dita, queria mesmo saber alguma notícia, por mais mísera que seja, do moreno...

- Você sabe do que falo. Gosto da ideia de que você esteja afim de alguém que, pela primeira vez, seja capaz de fazer você ficar... Assim –

Ela lhe estendeu o dedo indicador e ele apenas franziu a testa, negando veemente com um movimento de cabeça. Não estava “afim” de Alec. Ele só gostava... Da boca dele? Talvez isso fosse um termo juvenil bom.

­- Ora Catarina, eu não gosto do Caçador de Sombras. Eu só acho... Ele uma gracinha. Não é como se eu ficasse pensando nele o dia inteiro –

Ela estreitou os olhos pela mentira dele, porém não o interrompeu. Ela tinha compostura em demasia para isso. E ele apenas riu, um riso baixo e contido, quase tímido antes de revirar os olhos a ela.

- E se quer bem saber, foi um pretexto para te trazer até aqui. Começo a achar que você pode estar com alguém. Você simplesmente esqueceu de mim –

Ele moveu as mãos, uma faísca azul saltando de seus dígitos apenas para que um coração partido fosse em direção à antiga amiga que, em puro deleite, lhe revirou os olhos, contendo um riso.

­- Você é tão...

- Inteligente? Maravilhoso? –

Interrompeu ele, pondo-se de pé apenas para caminhar em direção a mesa onde as bebidas eram concentradas, ao lado oposto do sofá. Mal seus dedos tocaram a garrafa de espumante, ele elevou os olhos em direção à rua e então deparou-se com a figura de negro concentrada em alguma figura mais a frente. Viu-se mordiscando o lábio inferior ao vislumbrar o garoto puxar da aljava presa as costas uma flecha longa e pontuda e demorou alguns instantes para convencer-se de que aquilo não era obra de seus pensamentos – não que ele estivesse pensando no Lightwood, ao menos não após ter se esforçado tanto para distorcer a situação sobre ele com Catarina.

Inconscientemente, a mão apertou o cristal que permanecia entre seus dedos, assim como a garrafa que havia afastado do gelo com o intuito único de servir-se. Vislumbrou a concentração do Caçador e as demais figuras altivas que avançavam sobre o alvo qualquer do qual ele não tinha visão perfeita – ou simplesmente não se importava em observar. Embora distante, vislumbrou a linha rígida que seus lábios formavam ao inspirar com profundidade, segurando o ar entre os lábios ao fazer mira.

- Esse é o seu garoto? –

A voz sussurrada de Catarina o sobressaltou, de modo que ele abandonou a garrafa de espumante novamente ao balde com gelo após servir-se apressadamente, como se pego fazendo algo que não deveria. A feiticeira não demonstrou o mínimo interesse para o atordoamento dele, uma vez que seus olhos mantinham-se concentrados a figura altiva e seus companheiros. Talvez fosse a concentração de cada um deles, mas formavam uma equipe e tanto – poucas e raras foram as vezes que ele havia os visto em ação de forma tão harmoniosa, sem que isso resultasse em matança desnecessária, eis que desviavam com habilidade dos mundanos em seu caminho, protegidos pela runa da invisibilidade.

- Ele não é... Meu garoto –

Murmurou, elevando com vigor a taça aos lábios. Tratou de sorver o líquido em seu interior com rapidez, em sua totalidade, como se isso pudesse impedir a amiga de questioná-lo ainda mais, coisa que ela não fez, mantendo sua linha de visão a luta ao longe. O que quer que a tenha impressionado, ganharia bônus com ele depois.

E, copiando o gesto dela, ele recostou-se a mesa de bebidas, observando-os. O loiro, acreditava ser Jace, reprimiu a revirada de olhos, ganhava a frente dos demais em uma luta corporal e, confessava, extremamente sensual, com movimentos belos e perfeitos. Ao seu lado, a garota Clarissa, inconfundível, ganhava espaço, vez ou outra sendo afastada pelo cavalheiro loiro que, ao que tudo indicava, a protegia contra sua vontade e, por isso, recebia xingamentos dos quais ele preferia não absorver.

Distante destes, a maravilhosa e a única pessoa no mundo que o fazia se sentir mal arrumado, Isabelle Lightwood, irmã de Alec. Sádica, ele ponderou, ao vê-la divertir-se com um sorriso aos lábios com uma das bestas – seu chicote estalava cá e lá na criatura, fazendo-a encolher-se e desviar o rumo apenas para novas castigos. Ele franziu o cenho, eis o espírito Lightwood.

E então, enquanto a garota brincava com a sorte, mais duas criaturas ardilosas e diferente das demais avançaram contra ela. O feiticeiro baixou a mão com a taça, o encantamento formulado a cabeça... E a mão de Catarina repousou ao seu braço, impedindo-o de continuar avançando – ele sequer se lembrava de ter avançado em direção ao parapeito.

- Essa não é nossa briga, Magnus. Não importa se esse garoto é importante ou não para você. São Caçadores de Sombras –

A reprimenda o fez desviar o olhar em sua direção e então algo espalhafatoso aconteceu. Uma sucessão de gritos, uivos e um baque horrível de algo chocando-se contra a parede de tijolos atraiu novamente sua atenção.

Vislumbrou a garota Lightwood correr em direção ao amontoado negro, afastando a gritos e chutes as bestas que, atraídas pela presa, jogavam-se e empurravam-se. Mordiscou novamente o lábio inferior ao buscar o jovem Caçador de cabelos negros. O loiro. A ruiva. A morena... Entreabriu os lábios quando Jace apertou a runa parabatai, encolhendo-se contra a parede oposta.

­­- Magnus! –

E sem pensar duas vezes, ele disparou pela sala de estar e, em seguida, pelas escadas do próprio prédio. Ignorou o chamado de Catarina ao elevar a mão ao centro do peito, massageando o local ao sentir um leve aperto. Preocupação? Não. Ele não era desses... Era?

Maldito Caçador de Sombras. Maldito inconsequente. Maldito sentimento opressor e maldito, maldito Alexander Lightwood por ser o tipo de homem que traria sua ruína.


Notas Finais


Até a próxima ~


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