História O Preço do Silêncio - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Ficção, Suspense, Violencia
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Palavras 760
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Policial, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - O começo


O barulho da chuva batendo na janela do meu quarto e o assobiar do vento foram meu despertador naquele dia. Abri meus olhos e olhei para o pequeno relógio digital em cima do criado mudo, tomando coragem para levantar da cama. Naquela manhã chuvosa de segunda-feira, eu estava disposta a chegar um pouco mais cedo ao hospital onde trabalhava, a fim de passar alguns prontuários ao Dr. Arthur, o médico plantonista daquela noite.

Após fazer minha higiene pessoal e tomar café, vesti minha roupa e segui para a garagem, pronta para mais um dia de trabalho exaustivo. A chuva fina e constante fazia com que o para-brisa do carro ficasse embaçado, e eu que já estava adiando uma visita ao oftalmologista há tempos, semicerrava os olhos tentando enxergar melhor a estrada deserta que me levava até o hospital. Oficialmente, eu precisava de óculos.

Assim que cheguei ao estacionamento, notei que havia deixado meu guarda-chuva em cima da bancada da cozinha, xinguei mentalmente e criei coragem para sair do carro. O dia já havia começado ótimo, pensei. Peguei minha bolsa e coloquei em cima de minha cabeça com o intuito de proteger meu cabelo da chuva e corri em direção à porta de entrada do hospital. De fato, a ideia da bolsa não havia sido muito útil. Como sempre, Mary, a recepcionista, me saudou com um breve sorriso.

- Bom dia, Mary. O Dr. Arthur já chegou? - Perguntei, pegando a chave da sala dos enfermeiros.

- Ainda não, pelo visto ele irá chegar um pouco mais tarde. Ligou avisando que teve problemas com o carro. - Ela deu de ombros.

- Ótimo. - Segui para a salinha e coloquei minha bolsa no armário, pronta para começar a preencher a papelada do médico.

Alguns minutos após ter iniciado a organizar os papéis, Denise entrou na sala completamente encharcada. Denise era uma jovem que acabara de iniciar como estagiária no hospital, era uma boa menina.

- Droga de chuva. - Resmungou ela, sentando à minha frente, seus cabelos loiros pingavam molhando todo o chão.

- Bom dia para você também, Denise. - Sorri e ela bufou. Com certeza, hoje seria um dia daqueles.

Uma voz masculina alterada vinha da recepção. Olhei para Denise que arqueou uma de suas sobrancelhas bem definidas e seguimos até lá para ver o que estava acontecendo. Um homem de aparentemente 35 anos com ferimentos no rosto e um sangramento no abdome gemia de dor. Rapidamente corri para tentar ajudá-lo, colocando-o sentado em um dos bancos da recepção e pedindo para que Denise trouxesse uma cadeira de rodas para o levarmos à sala de atendimento.

- Senhor, acalme-se. Nós iremos te ajudar. - Levei o homem para o atendimento e pedi que ele se sentasse na cama para que eu analisasse o ferimento na barriga.

De prontidão, ele levantou a camiseta branca ensopada de sangue e eu pude ver o corte profundo. Não demoraria muito até que ele tivesse uma hemorragia. Corri para sala de Dr. Arthur, que já havia chegado, e pedi para que ele fosse de encontro ao homem, o qual foi encaminhado para a sala de emergência. Acompanhei a cirurgia do paciente, que foi breve e ocorreu sem complicações.

Algumas horas depois da cirurgia, olhei para meu pequeno relógio de pulso e peguei minha bolsa. Meu horário de almoço era totalmente cronometrado. Eu tinha 30 minutos para fazer minha refeição, 5 minutos para escovar os dentes e usar o banheiro, 10 minutos para fumar um cigarro e voltar ao expediente. Todos os dias eram assim.

Ao voltar para checar o paciente, notei que ele já havia acordado e aparentemente o efeito do sedativo dado à ele já havia passado.

- Como está se sentindo? - Perguntei.

- Melhor agora. - Ele respondeu e deu uma piscadela. Como sempre, as cantadas baratas pareciam não ter fim. Decidi ignorar.

- Ótimo. - Virei-me para deixar o quarto, mas o homem segurou meu braço.

- Onde você vai? - Ele perguntou. Era só o que me faltava naquele dia, um paciente maluco.

- Você precisa descansar. Se precisar de algo, me chame. - Saí da sala e senti o olhar do homem me acompanhar até a porta.

O dia arrastou-se e depois de muitas horas tratando de pacientes, preenchendo fichas e limpando sujeira na ala de pediatria, finalmente eu estava livre para ir embora. Felizmente, ao sair para o pátio do estacionamento a chuva havia parado. Dei partida no carro e dirigi para casa, a fim de tomar um bom banho e ter uma bela noite de sono.



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